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segunda-feira, 27 de março de 2017

Void* – Volume III Júlio Pomar


Void* – Volume III

Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Pomar

ISBN: 978-989-8834-58-4 

Edição português-inglês

Edição: Março de 2017
Preço: 9,52 euros | PVP: 10 euros
Formato: 17x21 cm [brochado]
Número de páginas: 112

[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]



Terceira secção do catálogo Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento, publicado por ocasião da exposição que juntou os dois artistas no Atelier-Museu Júlio Pomar, entre 29 de Outubro de 2016 e 12 de Março de 2017, este volume apresenta um extenso conjunto de fotografias a preto-e-branco que mostram obras datadas da segunda metade da década de 1960, quase todas captadas em 1968 (antes ou depois de Maio), no atelier do pintor em Paris.
As imagens que aqui se publicam, com a permissão do artista, disponibilizadas pela Fundação Júlio Pomar especialmente para esta edição, revelam obras em execução ou deixadas inacabadas e outras talvez dadas por concluídas, mas todas igualmente destruídas. As imagens permitem dar a conhecer, por um lado, o cenário privado da residência e atelier do pintor – instalado em 1963 em Paris, na Rue Molitor, n.º 39, XVIe Arrondissement – e, por outro, documentam uma produção datável de 1964 a 1968 com a qual Júlio Pomar deixou então de se identificar e que por isso destruiu, num momento de mudança de processos de trabalho e também de temáticas.
O pendor abstracto das obras que são aqui pela primeira vez apresentadas parece acompanhar uma saturação face às séries e aos meios formais que o pintor vinha a desenvolver anteriormente, num «realismo» de cunho eminentemente gestual, com movimentos amplos e pinceladas livres, sempre com origem na observação directa das cenas e dos espaços. Trata-se de um período de experiências e inovações temáticas, que incluiu o bem-sucedido ciclo das corridas de cavalos, Les Courses, mas também de um tempo de exaustão e de incerteza, a que não terá sido indiferente a instalação no meio francês. [Sara Antónia Matos e Alexandre Pomar]

Júlio Pomar [Lisboa, 1926] vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto.
No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (exaequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (exaequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar


Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar
Júlio Pomar, Rui Chafes

Textos de Sara Antónia Matos, João Barrento, Maria João Mayer Branco

ISBN: 978-989-8618-98-6

Edição: Janeiro de 2016

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 17 × 21 cm [brochado, com sobrecapa]
Número de páginas: 192 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar», realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, de 8 de Outubro de 2015 a 21 de Fevereiro de 2016.

«Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar» dá início a um programa de exposições do Atelier-Museu que procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.

A exposição foi pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar [Lisboa, 1926] e Rui Chafes [Lisboa, 1966] desenham recorrendo às qualidades dos traços negros, esboçados ora em linhas de carvão e grafite ora em linhas de ferro tridimensionais, assim investindo sobre uma ideia particular de «desenho» que toma corpo no espaço.

Sendo a exposição pensada como um desenho que ocupa todo o Atelier-Museu, transformando-se o espaço do museu no suporte dessa disciplina, isso envolve questões disciplinares, nomeadamente a de pensar o desenho no campo da espacialidade, e a permeabilidade da obra pelo espectador, que nela penetra ao entrar no espaço. [Sara Antónia Matos]

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Táwapayêra I Dealmeida Esilva, Igor Jesus, Júlio Pomar, Tiago Alexandre

Táwapayêra


Bilingue: português-inglês

ISBN 978-989-8902-01-6 | EAN 9789898902016

Edição: Dezembro de 2017
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 272 (a cores)

[ Em co-edição com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]


Talvez tenha sido quando vi pela primeira vez a pintura de Júlio Pomar O banho das crianças no Tuatuari que soube que um dia viria a conhecer a Amazónia: que, entretanto, se tornaria para mim lugar privilegiado de imaginação e alegria, sempre renovadas. [Alexandre Melo]


A exposição «Táwapayêra» (28.10.2017 – 04.02.2018), com curadoria de Alexandre Melo, no Atelier-Museu Júlio Pomar, está integrada no programa Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-Americana da Cultura 2017 e tem como ponto de partida as obras que Júlio Pomar realizou a partir da sua experiência no território da Amazónia, mais precisamente junto da tribo Yawalapiti, localizada no Xingu, em 1988.
Pomar foi à Amazónia no contexto da rodagem do filme Kuarup, de Ruy Guerra, baseado no romance homónimo de António Callado. Pensando que ia apenas permanecer uns dias no território, acaba por ficar cerca de um mês, alojando-se numa tenda, junto da tribo – o que permitiu ao artista partilhar intensas experiências com os seus elementos, apreciar os seus hábitos e modos de vivência. 
[Sara Antónia Matos]

A uma selecção de obras amazónicas de Júlio Pomar – três pinturas e uma série de desenhos nunca antes mostrados – juntam-se obras inéditas – feitas ou seleccionadas de propósito para esta ocasião –, por três artistas da segunda década do novo século: Dealmeida Esilva, Igor Jesus e Tiago Alexandre. Neles reconheço – como em tantos momentos da trajectória de Pomar – a energia vital, a liberdade criativa, a ausência de medo e o sentido (ético, mais que formal) da transgressão, que fazem o essencial do que me move no mundo da arte. 
[Alexandre Melo]

Os desenhos que se mostram nesta exposição são uma selecção dos cadernos trazidos do Xingu. A esferográfica, o marcador e o lápis foram os meios utilizados. Estes esboços e apontamentos serviram, sobretudo, para captar e compreender gestos, movimentos de grupo e rituais que o pintor viria a reelaborar posteriormente, com recurso à cor. 
[Pedro Faro]


segunda-feira, 27 de março de 2017

Void* – Volumes I, II e III Júlio Pomar e Julião Sarmento



Void* – Volumes I, II e III

Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Alexandre Pomar e Pedro Faro

ISBN: 978-989-8834-59-1 

Edição português-inglês

Edição: Março de 2017
Preço: 33,02 euros | PVP: 35 euros
Formato: 17x21 cm [brochados]

Caixa com os 3 volumes VOID*

[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]


Caixa que reúne os três catálogos publicados por ocasião da exposição Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento no Atelier-Museu Júlio Pomar, de 28 de Outubro de 2016 a 12 de Março de 2017.




Void* – Volume I – Júlio Pomar e Julião Sarmento
Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Pedro Faro
Formato: 17x21 cm [brochado] | Número de páginas: 136


Void* – Volume II – Julião Sarmento
Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Pedro Faro
Formato: 17x21 cm [brochado] | Número de páginas: 152


Void* – Volume III – Júlio Pomar
Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Pomar
Formato: 17x21 cm [brochado] | Número de páginas: 112

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis –– Das pequenas coisas



Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis –– Das pequenas coisas
Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis

Texto de Sara Antónia Matos

ISBN: 978-989-8834-80-5

Edição: Setembro de 2017
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado, a cores)
Número de páginas: 224

[co-edição com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Edição bilingue: português-inglês



«Cada peça e cada objecto são memória e traduzem circunstâncias de companheirismo singulares, sinais de afecto, muita admiração e respeito, momentos singelos e simultaneamente magnânimos.»

A exposição Júlio Pomar e Cabrita Reis: Das pequenas coisas [1 de Junho-8 de Outubro de 2017] integra-se no programa de exposições do Atelier-Museu Júlio Pomar que, todos os anos, cruza a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.

Na exposição, Júlio Pomar e Cabrita Reis, através de objectos, esculturas e assemblages, exploram composições em materiais variados revelando que em pequenas coisas ou objectos podem estar contidos grandes gestos. Trata-se de usar pedaços ou fragmentos de materiais, quase sem intervenção dos artistas, como se as matérias-primas das obras fossem apropriadas pelos autores devido às associações que potenciam e, combinadas entre si, sem necessidade de modelação ou recurso a outro processo de trabalho escultórico. Desse modo, embora não haja propriamente modelação de matérias, o gesto artístico mostra-se nos actos mais elementares de seleccionar, compor e associar os materiais colhidos do contexto ou realidade circundante, dando-lhes nova vida e atribuindo-lhes sentidos. Assim, os artistas falam das pequenas coisas e de grandes gestos – os gestos artísticos, atribuição de significados às coisas mais simples – como se lhes fosse possível, através de um acto alquímico, transformar a pedra em ouro. É isso de facto que fazem ao apropriar-se de materiais encontrados na rua e ao transformá-los em obras de arte. Por isso, nesta exposição «a pequena coisa» apresenta-se como uma metáfora do grande feito, poder do demiurgo: o acto criativo. […]
No seu conjunto, através das obras, a exposição revela momentos da biografia de cada artista, da forma como olham à sua volta. Revela como pensam as coisas íntimas e pequenas que para cada um têm significado, mostrando que os pequenos acontecimentos na arte e na vida podem ser os mais importantes; e tornando patente que a força das obras não depende do tamanho, mas da intenção de cada gesto e de cada olhar. […]
[Sara Antónia Matos]

segunda-feira, 27 de março de 2017

Void* – Volume I Júlio Pomar e Julião Sarmento


Void* – Volume I

Textos de Sara Antónia Matos, Alexandre Melo, Pedro Faro

ISBN: 978-989-8834-57-7 

Edição português-inglês

Edição: Março de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17x21 cm [brochado]
Número de páginas: 136


[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]


Catálogo publicado por ocasião da exposição Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento no Atelier-Museu Júlio Pomar, de 28 de Outubro de 2016 a 12 de Março de 2017.

A exposição Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar e Julião Sarmento, através de pinturas e desenhos, exploram o conceito de void – termo inglês que pode ser entendido como um espaço vazio ou esvaziado; algo que desaparece no espaço; que é vivido como perda ou privação; uma lacuna ou abertura.
Dada a pluralidade de sentidos que o conceito admite, poderia dizer-se que a exposição Void* materializa – paradoxalmente – um vácuo centrífugo, procurando subtrair o espectador das habituais associações com que geralmente é defrontado numa exposição, inserindo-o antes numa formulação ambígua, necessária à concretização do facto estético.
[…] Julião Sarmento mostra uma série de obras sobre tela e sobre papel – registos ou inscrições do trabalho no seu atelier –, com variadas referências literárias, sem qualquer figuração. Júlio Pomar mostra uma série de obras, pinturas e desenhos, realizadas, sobretudo, na década de 1960, por exemplo pinturas sobre o metro de Paris, lutas de corpos, entre outras obras mais e menos abstractas, desenhos do natural, ilustrações para livros e projectos para pinturas – obras que, na exposição, se valorizaram pelas suas componentes e intensidades formais ou compositivas. [Pedro Faro]

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Decorativo, Apenas? – Júlio Pomar e a integração das artes



Decorativo, Apenas? – Júlio Pomar e a integração das artes
Júlio Pomar

Textos de Sara Antónia Matos, Catarina Rosendo, Júlio Pomar

ISBN: 978-989-8834-31-7

Edição: Julho de 2016

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 17 × 21 cm [brochado]
Número de páginas: 276

[Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar]


Catálogo publicado por ocasião da exposição «Decorativo, Apenas? – Júlio Pomar e a integração das artes», realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, com curadoria de Catarina Rosendo, de 5 de Maio de 2015 a 8 de Setembro de 2016.

– «Um motivo decorativo, apenas…»
– Não é verdade que isto se ouve muitas vezes? Ora na boca de um arquitecto, ao solicitar a colaboração do pintor ou do escultor, ora na de um destes; ou com um arzinho escondido de desculpa, ou com as maviosidades do cigano que impinge burro velho. De passagem se diga que é possível também ouvi-lo dito com inocência, dado que a inocência em matéria de arte é muito mais corrente do que se pinta.
De passo em falso a passo em falso, tem-se consolidado uma concepção empobrecida do decorativo. Cortaram-se à garçonne as tranças de estafe: fazer «moderno» passou a ser pôr 10 onde dantes se punha 100, e usar à vontade de uns tantos cosméticos, sem cuidar primeiro de lavar a cara.
Quantas santas almas puderam assim encontrar o descanso!
E deste modo, «decorativo» foi significando arrebique, boneco de estampar, farfalhice obrigatoriamente inexpressiva.
[…]
Eu creio que, entre nós, se tem empurrado a obra decorativa, voluntária ou involuntariamente, para a categoria de Parque Mayer das artes. À parte raras tentativas honestas, que vemos? Um coro mal afinado em que se juntam o conformismo, o delicodoce, as soluções mil vezes gastas. O que faz com que tantos vão interpretando o decorativo como uma espécie de doença vergonhosa, e não, afinal, como a expressão, de todas a mais viva, da arte do nosso tempo. [Júlio Pomar]

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

«Temas e Variações – Parte escrita III (1968-2013)» | Júlio Pomar



Temas e Variações – Parte escrita III
(1968-2013)
Júlio Pomar

Apresentação e organização de Sara Antónia Matos e Pedro Faro

ISBN: 978-989-8566-44-7

Edição: Setembro de 2014

Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 16x22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 320

[ Cadernos do atelier-Museu Júlio Pomar ]

A publicação Temas e Variações, Parte Escrita III encerra o projecto editorial do Atelier-Museu Júlio Pomar de reunir, em três volumes, todos os textos críticos publicados por Júlio Pomar, desde 1942 até à actualidade. Este projecto procurou, sobretudo, validar e fixar a importância destes textos como um dos capítulos mais importantes da chamada «literatura artística» do século XX, em Portugal. Por um lado, sistematiza esse património como relevante fonte para a história da arte e, por outro, problematiza a noção de «autoria», colocando hipóteses sobre as linguagens e os meios a que um autor recorre para afirmar a sua voz. […]

Temas e Variações explora o significado e os fundamentos que presidem à «obra» do autor, adquirindo um teor especulativo, incerto e experimental — desconstruindo, riscando e arriscando os limites de um saber «utilitário». A necessidade de experimentar, que se manifesta também ao nível da forma como o pensamento é exposto em palavras, frases e colunas de texto, pode ver-se, além de ler-se, em alguns textos publicados, neste terceiro volume, que assumem uma matriz filosófica. A obra escrita de Pomar alcança, deste modo, uma dimensão analítica e epistemológica, menos concreta ou realista mas, de certa maneira, mais profunda. 

[Sara Antónia Matos e Pedro Faro]

Júlio Pomar [Lisboa, 1926] vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex-aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex-aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Júlio Pomar – O Pintor no Tempo I Irene Flunser Pimentel


Júlio Pomar – O Pintor no Tempo
Irene Flunser Pimentel

Apresentação de Sara Antónia Matos

ISBN 978-989-8834-94-2 | EAN 9789898834942

Edição: Novembro de 2017
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 296 (com caderno a cores)


[ Em co-edição com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]



O que aqui se pode ler é assim uma descrição dos contextos político, social e cultural da vida de Júlio Pomar, dando importância às suas facetas de crítico e historiador e teorizador da arte. [Irene Flunser Pimentel]

O convite à historiadora Irene Flunser Pimentel […] ambicionava apenas que a autora se dispusesse a partilhar, em modo oral, como numa conferência ou conversa informal, aspectos sobre o modo como se exerciam a censura e repressão, conducentes a diversos «apagamentos históricos», sobre os quais se desconhece, em concreto, o modo como aconteciam.
Dada a extensão e profundidade da investigação que se materializou em vertente escrita, o Atelier-Museu convidou Irene Flunser Pimental a publicar o seu estudo, que teve como ponto de partida a figura de Júlio Pomar, aspirando assim contribuir para dar a compreender estes processos históricos, de apagamento e distorção, postos em prática pelos regimes de repressão quase sempre através de canais invisíveis, e que não raras vezes continuam a efectivar-se por outras vias, nomeadamente o silêncio a que são votados certos assuntos incómodos ou pouco consensuais. 
[Sara Antónia Matos]


Da polícia política da ditadura sentiu a mão longa repressiva, mas como ele próprio diria, «não muito», pois cedo teve de ganhar a vida produzindo e lucrando com o facto de pertencer à pequeníssima elite artística portuguesa e ser reconhecido como tal. […]
Júlio Pomar sentiu as contradições que todos os que faziam parte do seu meio cultural e político sentiram, querendo «chegar ao povo» e transformar a situação política, mas sem que a sua arte, o seu trabalho, fosse «consumida» pelos trabalhadores, mas por quem tinha dinheiro para a comprar. Mas Júlio Pomar sentia-se bem no seio da contradição, guardando do seu pensamento inicial marcado pelo hegelianismo e pelo marxismo a ideia de que da tese e da antítese resultaria uma síntese.
[Irene Flunser Pimentel]



É licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano.
É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), estando neste momento a realizar um projecto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal».
É autora e co-autora de diversos livros, entre os quais se contam: História das Organizações Femininas do Estado Novo(Círculo de Leitores, 2000 e Temas & Debates, 2001);Textos relativos a Portugal da obra Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945 (Gótica, 2000); Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira (Círculo de Leitores em 2002); Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (Esfera dos Livros, 2006); A História da PIDE (Círculo de Leitores e Temas & Debates, 2007); Mocidade Portuguesa Feminina (Esfera dos Livros, 2007); O Corporativismo em Português. Estado, Política e Sociedade no Salazarismo e no Varguismo (Rio de Janeiro, 2007); Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (Esfera dos Livros, 2007), em co-autoria com João Madeira e Luís Farinha; Biografia de um Inspector da PIDE (Esfera dos Livros, 2008); Fotobiografia de José Afonso (Círculo de Leitores, 2009 e Temas & Debates, 2010); Tribunais Políticos. Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo, em co-autoria com Fernando Rosas, João Madeira, Luís Farinha e Maria Inácia Rezola (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2009); Conflicts, Memory Transfers and the Reshaping of Europe (Cambridge, 2010); Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja, (Esfera dos Livros, 2010); A Cada um o seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo, (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2011); Salazar, Portugal e o Holocausto, com Claudia Ninhos (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2013); Espiões em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (Esfera dos Livros, 2013); Democracia, Ditadura. Memória e Justiça Política, coord. Irene Flunser Pimentel e Maria Inácia Rezola, (Tinta da China, 2013); História da Oposição à Ditadura em Portugal. 1926-1974, (Porto, Figueirinhas, 2014); Mulheres Portuguesas. História da Vida e dos Direitos das Mulheres num Mundo em Mudança, com Helena Pereira de Melo (Clube do Autor, 2015); Bystanders, Rescuers or Perpetrators. The Neutral Countries and the Shoah, International Holocaust Remembrance Alliance/Metropol (Berlim, 2016); O Comboio do Luxemburgo. Os Refugiados judeus que Portugal não salvou em 1940, com Margarida de Magalhães Ramalho (Esfera dos Livros, 2016); O Caso da PIDEDGS. Foram julgados os principais agentes da ditadura? (Círculo de Leitores/Temas& Debates, Outubro de 2017).
Prémios: História das Organizações Femininas do Estado Novo, prémio Carolina Michaelis, 1999; Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto, prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais, 2007; Prémio Pessoa, atribuído pelo Expresso e a Unysis, 2007; A História da PIDE, prémio especial da revista Máxima, 2008; Prémio Seeds of Science, categoria «Ciências Sociais e Humanas», 2009; A Cada um o seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo, prémio Ensaio da revista Máxima, 2011.
É Chevalière de la Légion d´Honneur francesa.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC – 2015



Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC – 2015
Vários autores

Textos de Sara Antónia Matos e Maria do Mar Fazenda

ISBN: 978-989-8834-20-1

Edição: Maio de 2016

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 21 cm [brochado]
Número de páginas: 132, a cores

[em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC – 2015», realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, de 4 de Março a 10 de Abril de 2016 com curadoria de Maria do Mar Fazenda.

Procurando juntar curadores, artistas e instituições, num momento em que a maioria dos prémios atribuídos em território português, para o domínio das artes, são vocacionados para artistas, o Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC pretende fomentar o exercício no campo da curadoria de arte contemporânea, a produção de fortuna crítica e a concretização editorial. O Prémio é atribuído a partir de um open call, distinguindo um projecto de curadoria de arte contemporânea, com o formato de uma exposição individual ou colectiva, com materialização e apresentação no espaço do Atelier-Museu Júlio Pomar.
O júri da edição de 2015, composto pela escultora Ângela Ferreira, pelo curador Miguel von Hafe Pérez e por Sara Antónia Matos, directora do Atelier-Museu, considerou que o projecto seleccionado de Maria do Mar Fazenda [Lisboa, 1977], reflectindo sobre o próprio conceito de museu, revela grande pertinência e actualidade.

«Parece que nunca se falou tanto sobre museus como agora. Mas talvez o que tenha vindo a mudar de modo mais significativo nos museus de arte contemporânea seja a tensão que se faz sentir cada vez com maior intensidade entre hegemonias (política, financeira, social, urbana, histórica, etc.) inerentes à própria estrutura museológica. Neste contexto, a prática e a pesquisa curatoriais têm vindo a desempenhar um importante papel crítico na instituição-museu.» [Maria do Mar Fazenda]

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar


Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar
Júlio Pomar

Textos de Sara Antónia Matos, Maria Teresa Cruz, Pedro Faro

ISBN: 978-989-8618-68-9

Preço: 14, 15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 21 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

[Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar]

Livro publicado por ocasião da exposição «Edição & Utopia — Obra gráfica de Júlio Pomar», apresentada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 24 de Outubro de 2014 a 8 de Março de 2015.

O que leva um artista a fazer edições e tiragens de múltiplos de uma mesma imagem? A exposição «Edição e Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar» procura levantar um conjunto de questões relacionadas com as práticas da gravura, da serigrafia e, lato sensu, das formas de reprodução de imagens. O que motiva, em diferentes momentos, o recurso a técnicas que permitem uma multiplicação de imagens? Com que fim?
As práticas da gravação, as edições mais ou menos especiais, as tiragens mais ou menos limitadas, transportam uma espécie de contradição: a difusão e circulação alargada da imagem da obra de arte, cuja natureza singular e irrepetível a torna restrita a um universo especializado – paradoxo que em si mesmo releva uma utopia.

sábado, 5 de abril de 2014

«Notas Sobre uma Arte Útil» e «Da Cegueira dos Pintores», de Júlio Pomar


Notas Sobre uma Arte Útil – Parte escrita I (1942-1960) 
Júlio Pomar 

Introdução de Sara Antónia Matos 
Organização de Pedro Faro 

ISBN: 978-989-8566-42-3 

Edição: Março de 2014 

Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros 
Formato: 16x22 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 328

A publicação dos textos críticos de Júlio Pomar procura trazer ao conhecimento do público uma parte fundamental da sua obra, muitas vezes esquecida em detrimento dos seus desenhos e pinturas. Os textos críticos que produziu, o pensamento que neles se materializa, certificam o autor, não apenas como artista, mas também como um sujeito da escrita e um agente profundamente inquieto que não evita tomar posições. A edição em três volumes abrange os primeiros textos, tinha o artista 16 anos de idade, passando pela sua fase madura, indo até ao último texto, escrito em 2013. Notas Sobre uma Arte Útil, Parte Escrita I (1942-1960); Da Cegueira dos Pintores, Parte Escrita II (1985); Temas e Variações, Parte Escrita III (1968-2013), dão a conhecer o pensamento crítico do pintor, as relações que o artista estabeleceu com as obras dos seus pares, com a história da arte, mostrando que os desenvolvimentos da arte moderna não se produzem isoladamente. Particularmente, Notas Sobre uma Arte Útil, este primeiro volume da Parte Escrita, abarca textos de teor político, incluindo os do período neo-realista, escritos até 1960 (momento em que o artista parte para Paris), nos quais se evidencia uma vinculação da arte à utilidade. A arte e a escrita têm, entre outros, o propósito da denúncia, da resistência, do comentário social e de veicular correntes ideológicas. [Sara Antónia Matos



Da Cegueira dos Pintores – Parte escrita II (1985) 
Júlio Pomar 

Tradução de Pedro Tamen 
Introdução de Sara Antónia Matos 
Organização de Pedro Faro 

ISBN: 978-989-8566-43-0 

Edição: Abril de 2014 

Preço: 9,43 euros | PVP: 10 euros 
Formato: 16x22 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 134

Da Cegueira dos Pintores, Parte Escrita II (1985) repõe nas mãos do público um conjunto de ensaios irrepetíveis sobre a pintura, sobre a actividade artística e sobre a própria natureza do olhar. Este conjunto de ensaios, que se pode considerar também uma cartilha para os profissionais, reveste-se de um teor literário e estético que coloca a actividade artística, sobretudo a pintura, ao nível do pensamento filosófico. [Sara Antónia Matos

Não é fácil o autor falar da sua própria pintura, mesmo olhando-a «com olhos frios», como um «intruso», já que, segundo o pintor-escritor, «a pintura começa onde já não se pode falar dela, onde as palavras fracassam e vogam à deriva». Este livro não é a resposta à pergunta nunca feita («E que pensa você de si mesmo?») mas uma deambulação, ou preferencialmente «uma ruminação no vazio», que é a decomposição das imagens pela palavra. […] Partindo da sua obra, a «imagem deu origem a outras imagens» em «sucessivos encaixes ou desencaixes», até atingir as raízes da arte contemporânea. Passando por Bacon, para dissecar Matisse e Cézanne, o pintor-escritor escapa do vazio da palavra-discurso, para analisar «o diálogo entre o que o pintor quer e o que o pintor faz». Neste itinerário literário, o artista expôs-se a numerosos perigos, mas, tal como um «herói da ficção», escapou ao perigo da autocontemplação, ou ao deserto da análise-vazio-estético. E tudo termina bem quando reconhece «a paixão do pintor: quotidiana partida do mundo (partida no sentido de pregar partidas?). Rito solitário, festa mistério, calvário, droga, bebedeira. Merda para os pintores aplicados (eu incluído)». [Osvaldo de Sousa, «Da cegueira dos pintores», in Diário de Notícias, supl. «Cultura», Lisboa, 1986]


Júlio Pomar [Lisboa, 1926] vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex-aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex-aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.


CADERNOS DO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR

terça-feira, 22 de julho de 2014

«Tratado dos Olhos», de Júlio Pomar



Tratado dos Olhos
Júlio Pomar

Textos de Sara Antónia Matos, Paulo Pires do Vale, Catarina Rosendo

ISBN: 978-989-8566-61-4

Edição: Julho de 2014

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 17X21 cm (brochado) | Número de páginas: 128 (a cores)


[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]

procure-o na sua livraria habitual

A exposição «Tratado dos Olhos», patente no Atelier-Museu Júlio Pomar de 28 de Fevereiro a 28 de Setembro de 2014, pretende dar a ver o universo de referências do pintor, a matéria conceptual e ideológica que se esconde por detrás da sua obra. Embora o pensamento subjacente à obra apareça por entre as materializações plásticas que a mesma adquire, nem sempre explícita, uma nova forma de arte (como uma nova forma de pensamento, como uma nova forma de vida), sobretudo uma nova forma de olhar, edifica-se através das múltiplas fontes que um autor percorre, que problematiza, em que se perde. A exposição surge da necessidade de mostrar o modo como o olhar do artista se foi enformando para devolver outras versões da história através das pinturas produzidas. Perceber o olhar do pintor, o modo como o seu pensamento plástico se edificou ao longo do tempo, exigia conhecer a sua biblioteca, os pares de que se faz acompanhar isolado ou em tertúlias, em cafés ou na companhia de livros, solitário ou nas relações que estabeleceu com as obras dos seus pares, enfim, com a história da arte. [Sara Antónia Matos]

Júlio Pomar [Lisboa, 1926] vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O Artista Fala… Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro I Júlio Pomar, Sara Antónia Matos e Pedro Faro



O Artista Fala… 
Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro
Júlio Pomar, Sara Antónia Matos e Pedro Faro

Fotografias de Luísa Ferreira

ISBN: 978-989-8566-91-1

Edição: Janeiro de 2015

Preço: euros 9,52 euros | PVP: 10 euros
Formato: 16 × 22 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 112

[ Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar ]

O Artista fala… é o nome da entrevista de fundo que o Atelier-Museu fez ao pintor Júlio Pomar, no decorrer dos dois últimos anos, desde a abertura do museu monográfico dedicado à sua obra em Abril de 2013. Esta longa conversa estendeu-se por lugares e tempos diversificados, em almoços, cafés, ou visitas ao museu, e pretende trazer a público a fala própria do artista, a sua voz.

Não há mais razão nenhuma aparente para um quadro esperar dez anos até que volte a ele [risos]? Os tempos envolvidos na criação são difíceis de explicar. Quando a Menez era viva, e ela e a Paula [Rego] iam ao meu atelier, tinham uma conversa que se passava mais ou menos nestes termos: uma dizia «Como é que fizeste isto? Está tão bem». E eu respondia «Olha que isso ainda não está». Então, a outra dizia-me «Não está? Estás parvo?». Acabava quase sempre assim. O remate dependia de quem começava a conversa. Diferentes olhares, diferentes tempos, várias percepções do acto criativo e do resultado. Fazem-me muita falta essas conversas. [Júlio Pomar, in O Artista Fala…]

domingo, 16 de fevereiro de 2014

«Caveiras, casas, pedras e uma figueira», de Júlio Pomar | Álvaro Siza Vieira | Luís Noronha da Costa | Fernando Lanhas


Caveiras, casas, pedras e uma figueira 
Júlio Pomar | Álvaro Siza Vieira | 
Luís Noronha da Costa | Fernando Lanhas 

Textos de Sara Antónia Matos, Delfim Sardo 

ISBN: 978-989-8618-60-3 

Edição: Fevereiro 2014 

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros 

Formato: 17x21 cm (brochado) 

Número de páginas: 160 (a cores) 

[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]

Nas livrarias na última semana de Fevereiro

Catálogo publicado por ocasião da exposição Caveiras, casas, pedras e uma figueira, realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, de 5 de Outubro de 2013 a 16 de Fevereiro de 2014. 


«Integrando o programa de projectos paralelos da 3.ª Trienal de Arquitectura de Lisboa, esta exposição, com obras de Álvaro Siza Vieira, Fernando Lanhas, Júlio Pomar e Luís Noronha da Costa, surge no terreno de convergência das diferentes disciplinas praticadas por estes autores, ao celebrarem a invenção que o desenho proporciona àquelas disciplinas, sobretudo quando alheado de convenções técnicas. A curadoria da exposição foi entregue a Delfim Sardo, que há muito insiste na correlação entre as artes plásticas e a arquitectura, dando a ver a diferença, a necessária distância, entre aquelas disciplinas, mas também os vínculos inalienáveis que as fundam. Ambas laboram mecanismos de representação da realidade, mas enquanto à arquitectura cabe a concepção de espaços com capacidade efectiva para albergar o corpo, as artes plásticas podem ocupar-se dos domínios mais impalpáveis do habitar, gozando por isso de enorme liberdade.» 

Sara Antónia Matos, Apresentação

«Um exame contínuo ao desenho poderia ser um segundo título desta exposição. Mas o desenho é, em si mesmo, um exame contínuo: aos processos de compreensão do mundo, às metodologias de o representar, à capacidade de produzir representações, às limitações dos processos representacionais, à possibilidade de construir uma imagem gráfica que define uma poética que, parecendo remeter para o seu exterior, é uma prática recursiva de compreensão.» 

Delfim Sardo, «De que falamos quando falamos de desenho?», in Caveiras, casas, pedras e uma figueira

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Cabrita Reis: A Voragem do Mundo – Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro


Cabrita Reis: A Voragem do Mundo – Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro
Pedro Cabrita Reis, Pedro Faro, Sara Antónia Matos

ISBN: 978-989-8834-99-7

Edição: Dezembro de 2017
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 12 x 17 cm [brochado]
Número de páginas: 192

[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]



Eu e o mundo alimentamo-nos mutuamente… […] Está tudo ao meu alcance, 
ao alcance da vontade, ao alcance do desejo de devorar. Só se ama, só se vive 
devorando o corpo amado. Neste caso, o «corpo amado» é o mundo inteiro. 


Cabrita Reis: A voragem do mundo. Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro insere-se na colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar e dá seguimento ao projecto de entrevistas que se iniciou com Júlio Pomar: O Artista fala…[2014], continuou com Rui Chafes: Sob a pele [2015] e teve seguimento com Julião Sarmento: O Artista como ele é [2016]. 
As entrevistas são feitas por ocasião do programa de exposições do Atelier-Museu, que cruza a obra do pintor com artistas convidados, mostrando novas relações daquele com a contemporaneidade. 
Periodicamente, durante a investigação, as conversas vão acontecendo, ora no atelier do artista, ora no museu, gerando-se um corpo de diálogos espaçados no tempo, que poderá servir para o leitor acompanhar e desvendar o processo de preparação da exposição, desde a sua concepção até às opções de montagem e materialização. 
De realçar que o projecto de exposição Das Pequenas Coisas foi construído passo a passo com Cabrita Reis, concorrendo estas conversas para definir as obras que entraram na exposição, o conceito a elas inerente, a forma de as apresentar no espaço, o título da exposição e as publicações. Desse modo, as conversas e períodos de investigação desenvolvidos com o artista revelaram-se fundamentais para a exposição que se centrou (por sugestão do próprio Cabrita Reis) nas assemblages de Júlio Pomar (realizadas sobretudo nas décadas de 1960 e 1970) e num conjunto de peças relativamente pequenas de Cabrita Reis, intimamente relacionadas com momentos da sua vida privada. Na verdade, através das conversas, veio a perceber-se que, embora não esteja explícito na materialização da obra, cada peça conta uma história e um episódio de vida. 
[Sara Antónia Matos



Sobre Pedro Cabrita Reis, consultar www.sistemasolar.pt

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz


Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz

Textos de Alexandre Quintanilha, Carmo Sousa Lima, Hugo Dinis, José Neves, 
Miguel Vale de Almeida, Sara Antónia Matos, Tiago Castela

ISBN: 978-989-8834-73-7

Edição: Abril de 2017

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 21cm
Número de páginas: 128 [brochado, a cores]

[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Edição bilingue: português-inglês


Este projecto do curador Hugo Dinis problematiza o modo como os criadores
reagem aos períodos de crise, como e se é possível produzir arte em contextos
adversos, e de que forma isso se reflecte nas obras e discursos produzidos…


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz», a proposta curatorial de Hugo Dinis, vencedor da 2.ª edição do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC 2016, realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 30 de Março a 21 de Maio de 2017.

A exposição apresenta obras de Júlio Pomar (Lisboa, 1926), André Romão (Lisboa, 1984), Carlos Bunga (Porto, 1976), Igor Jesus (1989), Joana Bastos (Lisboa, 1979), João Leonardo (Odemira, 1974), João Pedro Vale (Lisboa, 1976) & Nuno Alexandre Ferreira (Torres Vedras, 1973), Pedro Barateiro (Almada, 1979) e Rodrigo Oliveira (Sintra, 1978).

[…] os desequilíbrios económicos, sociais e culturais acentuam-se e, sem empatia, marcam definitivamente o fosso entre todos, prevendo que nos canais (de comunicação) que os separam o desespero e a luta sejam as palavras que mais ordenam. Porém, não se tentará aqui nem avaliar as culpas de um passado recente nem prever um futuro por vir, mas sim aflorar quais os sentimentos, as reacções e as reflexões presentes na contemporaneidade.
Nesta óptica, as obras apresentadas na exposição «Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz» confluem, em última instância, num rumo comum: a nostalgia da perda, da decadência e da precariedade. 
Hugo Dinis



Hugo Dinis (Lisboa, 1977) vive e trabalha em Lisboa. Licenciado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Pós-graduação em Estudos Curatoriais em cooperação com a Fundação Gulbenkian, Lisboa. Comissariou «Eu (título em construção)» (2015) no Espaço Novo Banco, Lisboa; «A Iminência da Queda» (2009), na Galeria Diário de Notícias, Lisboa; e «Desedificar o homem» (2008), na Galeria Municipal Paços do Concelho, Dois Paços Galeria Municipal e Transforma em Torres Vedras no âmbito do projeto itinerante «Antena» da Fundação Serralves.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Julião Sarmento: O Artista como ele é – Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro


Julião Sarmento: O Artista como ele é – 
Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro

ISBN: 978-989-8834-52-2

Edição: Dezembro de 2016
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 12 x 17 cm [brochado]
Número de páginas: 168

[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]


Julião Sarmento: O Artista como ele é  Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro insere-se na colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar e dá seguimento ao projecto de entrevistas que se iniciou com Júlio Pomar: O Artista Fala… [2014], continuou com Rui Chafes: Sob a pele... [2015], surgindo agora a propósito da exposição Void*: Júlio Pomar & Julião Sarmento.
As entrevistas são feitas por ocasião do programa de exposições do Atelier-Museu que cruza a obra do pintor com artistas convidados, mostrando novas relações daquele com a contemporaneidade.
Esta publicação […] poderá servir para o leitor acompanhar e desvendar alguns dos processos mais exigentes e enigmáticos do mundo da arte, nomeadamente a criação artística e a concepção de exposições. Embora estes domínios sejam cada vez mais especializados, requerendo práticas, metodologias e saberes próprios, procurou aqui dar-se conta do processo de preparação da exposição: passando pela concepção, discussão de ideias a ela subjacentes, procura e selecção das obras, decisões de montagem e opções de materialização da exposição, bem como os avanços e recuos decorrentes do trabalho.
As conversas abrangeram questões relativas à vida pessoal, ao percurso profissional e aos posicionamentos ideológicos do autor, às conquistas e dificuldades pessoais no domínio específico das artes, e ainda às circunstâncias sociopolíticas que o mesmo viveu, ajudando a transformar ou sendo constrangido por elas.
As pequenas narrativas da vida do artista, aqui contadas pelo mesmo, oferecem-se assim como fontes históricas, de contexto, memórias a partir das quais se inferem questões relativas aos sistemas artísticos e sociopolíticos, da época e de hoje, muitas vezes revelando e pondo em cima da mesa nomes, protagonistas decisivos, que foram esquecidos ou ficaram submersos pelo tempo. [Sara Antónia Matos]

Julião Sarmento [Lisboa, 1948], artista plástico, é autor de uma obra multifacetada, tendo iniciado actividade nos anos de 1970, enquadrando-se nas práticas artísticas mais avançadas desse período. Na década seguinte iria afirmar-se como um dos artistas plásticos portugueses com maior projecção nacional e internacional, expondo em galerias e museus de grande prestígio.