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segunda-feira, 7 de abril de 2014

«Botânica», de Vasco Araújo


Botânica 
Vasco Araújo 

Texto de Emília Tavares 

ISBN: 978-989-8566-45-4 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16x23,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 112 (a cores)


Publicado por ocasião da exposição Botânica, concebida por Vasco Araújo para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, este livro procura reflectir sobre os interesses e as motivações de um acto criativo de grande profundidade, orientado para uma revisão crítica sobre a nossa memória colectiva, seus mitos e sedimentações mais nefastas. O conceito e a imagem perene de um «exótico» polémico, que nos aprisiona ainda, de alguma maneira, o sentido e o prisma, são elementos trabalhados pelo artista em direcção a uma arqueologia dos significados, revelando simultaneamente uma extraordinária convicção imagética, social e política. [David Santos

Botânica é uma série incómoda, desafiante da nossa habitual modorra perante um passado comprometedor. As imagens com que o artista nos confronta são, ainda hoje, polémicas, muitas foram resguardadas do olhar das gerações que se seguiram ao império e à guerra colonial, como forma de desresponsabilizar consciências e introduzir semânticas opacas de luso-tropicalismo e lusofonia. Existe, na obra de Vasco Araújo, um permanente esforço de conhecimento do Outro, afirmando-se como um dos raros artistas, no panorama contemporâneo nacional, com importantes contributos para a cultura de pensamento sobre o mesmo. […] O tema da discriminação está presente em grande parte do trabalho de Vasco Araújo, nas suas mais variadas facetas e contextos […]. A violência, a sexualidade, o género, a educação, a violação de direitos humanos, as estratégias de submissão, a anulação de culturas e pensamentos, de estruturas políticas, sociais e económicas, bem como a construção de estereótipos na premissa do «exótico» são os temas desta nova série. [Emília Tavares

Vasco Araújo nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL, e entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e colectivas tanto nacional como internacionalmente. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em diversas colecções, públicas e privadas, como no Centre Pompidou, Musée d’Art Moderne (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Museum of Fine Arts Houston (EUA), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil).

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vasco Araújo na Cinemateca Portuguesa

Filmes de Vasco Araújo
Cinemateca Portuguesa | Museu do Cinema

16 de Maio de 2014 - 19h30 — Sala Luís de Pina

Duração total da projecção: 112 min | M/12

Programação de Ana Isabel Strindberg

Sessão apresentada por Ana Isabel Strindberg e Alexandre Melo

Com a presença de Vasco Araújo



THE GIRL OF THE GOLDEN WEST
com Esther Kyle
Portugal, 2004 – 18 min | legendado em português

AUGUSTA
com Peter Shaw, Walter Bilderback (vozes)
Portugal, 2008 – 7 min

ECO
com André Gomes, André E. Teodósio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Gustavo Boldt, Pedro Penim
Portugal, 2008 – 12 min | legendado em português

O PERCURSO
com Cristóbal Fernandez, Nehemías Santiago
Portugal, 2009 – 17 min | legendado em português

IMPERO
com Mónica Calle
Portugal, 2010 – 17 min | legendado em português

MULHERES D’APOLO
com Albina Bileu, Ana Maria Alves, Fernanda Gama Vieira, Maria Adelaide da Horta, Maria Armanda de Almeida, Vasco Araújo
Portugal, 2010 – 18 min

FAR DE DONNA
com Pedro Cardoso, Lucia Lemos, Alexandra Torrens
Portugal, 2005 – 10 min | legendado em português

RETRATO
com Paula Sá Nogueira, Pedro Penim, Leonaldo de Almeida, Ana Isabel Strindberg (vozes)
Portugal, 2014 – 17 min

Artista plástico cujo corpo de trabalho se tem vindo a construir através de diferentes suportes – escultura, instalação, vídeo, fotografia e performance – Vasco Araújo realizou a sua primeira exposição individual em 2002 e foi distinguido com o Prémio EDP Novos Artistas no ano seguinte. Está neste momento patente em Lisboa, no MNAC-Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (até 18 de Maio), a sua exposição “Botânica”, comissariada por Emília Tavares que a apresenta assim: “Através de 12 objectos escultóricos, o artista aborda o tema da representação do ‘exótico’ pela cultura colonial dos séculos XIX e XX. Uma ditadura que sustentou um império colonial até 1975, um dos últimos no contexto do continente europeu a ser desmembrado, assim como uma descolonização abrupta e traumática, explicam, em grande medida, o tardio desenvolvimento dum pensamento pós-colonial. Vasco Araújo é um dos artistas que mais tem reflectido sobre esse tema, indagando de modo crítico as suas formas de inserção e permanência no imaginário nacional […]”. Reunindo um conjunto de oito trabalhos de Vasco Araújo realizados em vídeo, esta sessão foi concebida e organizada no contexto da citada exposição. À excepção de RETRATO, recentemente programado no IndieLisboa’14, todos os títulos vão ser mostrados pela primeira vez em sala.