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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Viúva do Enforcado I Camilo Castelo Branco


A Viúva do Enforcado
Camilo Castelo Branco

ISBN: 978-989-8566-81-2

Edição: Novembro de 2016
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 144


— Olha, se eu dava a minha filha a esse Herodes! Credo!
Que vá casar com o diabo que o leve, Deus me perdoe!


«Teresa amava-o ardentemente. Aquele rapaz era, com efeito, o que devera ter sido o artista de Guimarães para que as duas almas se identificassem. António Maria era arrojado nas aspirações e invejava a morte duns heróis revolucionários, cuja história contava à viúva entusiasta.
Dramatizava coisas insignificantes com atitudes trágicas. Declamava com o timbre metálico de pulmões que se ensaiavam para o fôlego comprido das pugnas parlamentares. Sabia o gesto e a palavra atroadora de Desmoulins e Mirabeau.
Era um homem antípoda do defunto Guilherme. Não tinha cismas, arroubos, nem enlevos pelo azul dos céus além. O seu amor manifestava-se em convulsões assustadoras, e às vezes ajoelhava-se aos pés de Teresa com a humildade de uma criança, e não ousava beijar-lhe a barra do vestido. Se lhe apertava, porém, a mão, os seus dedos fincavam-se como garra do açor, e o sangue latejava-lhe nas falanges. Dizia que tinha vontade de afogá-la nas suas lágrimas, e morrer. Chamava-lhe a sua redentora, porque já não pensava em estrangular os tiranos da pátria, desde que todo o seu futuro estava no amor ou no des prezo da única dominadora do seu orgulho. Se Teresa um dia lhe desse o seu destino, queria ir com ela para a América inglesa, para o coração do mundo onde pulsa a liberdade humana. Se lá a não encontrassem, iriam procurá-la no deserto; à sombra de uma palmeira fariam uma cabana, e no seio de um areal cavariam a sepultura de ambos. Este homem tinha lido as melhores asneiras de 1829: a Adriana de Brianville e Amélia ou os efeitos da sensibilidade; e conhecia Atalá, traduzido em 1820, e as Aventuras do último abencerragem, em 1828. Possuía literatura bastante para levar a peçonha dos romances ao serralho de Mahmoud II.» [Camilo Castelo Branco]

Camilo Castelo Branco [Lisboa, 1825–Vila Nova de Famalicão, 1890] dominou a segunda geração romântica e pode considerar-se como seu maior representante. Dentro da sua vastíssima obra, o género mais importante é a novela e o conto, género em que criou algumas obras-primas e com as quais preencheu o melhor de vários volumes.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

«Amor de Perdição», de Camilo Castelo Branco


Amor de Perdição

Camilo Castelo Branco

Ilustrações de Ilda David'

ISBN: 978-989-8566-25-6

Preço: 16,04 euros | PVP: 17 euros

Formato: 14,5×20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 248 (com 35 ilustrações)


Escrevi o romance em quinze dias, os mais atormentados de minha vida. Tão horrorizada tenho deles a memória, que nunca mais abrirei o Amor de Perdição...


Nas Memórias do Cárcere, referindo-me ao romance que novamente se imprime, escrevi estas linhas: «O romance, escrito em seguimento daquele (O Romance de um Homem Rico), foi o Amor de Perdição. Desde menino, ouvia eu contar a triste história de meu tio paterno Simão António Botelho. Minha tia, irmã dele, solicitada por minha curiosidade, estava sempre pronta a repetir o facto aligado à sua mocidade. Lembrou-me naturalmente, na cadeia, muitas vezes, meu tio, que ali deveria estar inscrito no livro das entradas no cárcere e no das saídas para o degredo. Folheei os livros desde os de 1800, e achei a notícia com pouca fadiga, e alvoroços de contentamento, como se em minha alçada estivesse adornar-lhe a memória como recompensa das suas trágicas e afrontosas dores em vida tão breve. Sabia eu que em casa de minha irmã estavam acantoados uns maços de papéis antigos, tendentes a esclarecer a nebulosa história de meu tio. Pedi aos contemporâneos que o conheceram notícias e miudezas, a fim de entrar de consciência naquele trabalho. Escrevi o romance em quinze dias, os mais atormentados de minha vida. Tão horrorizada tenho deles a memória, que nunca mais abrirei o Amor de Perdição, nem lhe passarei a lima sobre os defeitos nas edições futuras, se é que não saiu tolhiço incorrigível da primeira. Não sei se lá digo que meu tio Simão chorava, e menos sei se o leitor chorou com ele. De mim lhe juro que…»
Vão passados quase dois anos, depois que protestei não mais abrir este romance. […] Este livro, cujo êxito se me antolhava mau, quando eu o ia escrevendo, teve uma recepção de primazia sobre todos os seus irmãos. Movia-me à desconfiança o ser ele triste, sem interpolação de risos, sombrio, e rematado por catástrofe de confranger o ânimo dos leitores, que se interessam na boa sorte de uns, e no castigo de outros personagens. Em honra e louvor das pessoas que estimaram o meu livro, confessarei agradavelmente que julguei mal delas. […] O livro agradou como está. Seria desacerto e ingratidão demudar sensivelmente, quer na essência, quer na compostura, o que, tal qual é, foi bem recebido.

Camilo Castelo Branco  
[Do Prefácio da Segunda Edição. Porto, Setembro de 1863]

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Camilo Castelo Branco



A Freira no Subterrâneo
com o português de
Camilo Castelo Branco

ISBN: 978-989-8566-17-1 | PVP: 17 euros



Camilo Castelo Branco

Maria Moisés


ISBN: 978-989-95883- 1-8 | PVP: 5 euros

segunda-feira, 18 de março de 2013

Camilo Castelo Branco

 
 

Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa no dia 16 de Março de 1825 e morreu em São Miguel de Seide -  Vila Nova de Famalicão em 1 de Junho de 1890.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Do Negro a luz. Desenho 1986-2016 I Ilda David


Do Negro a luz. Desenho 1986-2016
Ilda David

Edição de Nuno Faria

ISBN: 978-989-8834-12-6

Edição: Março de 2016

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 23 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 236 (impressas a cores)

[ Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ilda David – Do negro a luz – Desenho 1986-2016» realizada na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, de 19 de Março a 30 de Abril de 2016 com curadoria de Nuno Faria.

«Este é um livro definitivamente sem começo e presumivelmente sem fim. Um livro que se inscreve num tempo sem tempo, numa arte sem história, que procura os filamentos de uma linhagem a perder de vista, obscura e luminosa, secreta e refulgente. É um livro com imagens em que se inscrevem palavras – das mais sábias, das mais antigas, distantes no tempo e na geografia mas nossas vizinhas, diria mesmo nossas contemporâneas. Goethe, Dante, S. João da Cruz, Llansol, Cântico dos Cânticos, Dürer, Munch, Tagore, Lawrence, Benjamin, Vigée-Lebrun. […] A história esotérica das palavras e das imagens não tem época, revela-se nos encontros, nas pausas, nos tempos mortos, nos intervalos. Antes de existirem como imagens as imagens de Ilda David formam-se a partir desses laços invisíveis, de cruzamentos, de pontos de que só ela conhece as conexões. É esse lugar, a função assignada ao desenho na economia do seu trabalho, no universo de referências que vem construindo há mais de três décadas.» [Nuno Faria]

Ilda David (n. 1955) frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. Vive e trabalha em Lisboa. As mais recentes exposições individuais: «Epifania da Graça» (mosaico), Catedral de Bragança, 2015: «Azul de Perdição» (pintura sobre papel), Giefarte, Lisboa, 2014; «Amor de Perdição» (pintura sobre papel), Casa de Camilo, S. Miguel de Seide, 2014; «O Quarto e o Bosque» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2012; «Vicente» (pintura), Teatro de São João, Porto, 2009; «Cartas de São Paulo» (pintura), Seminário Conciliar de Braga, Braga, 2009; «Pentateuco» (pintura), Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, 2007; «Ínsula» (pintura), Escola António Arroio, Lisboa, 2006; «Tábuas de Pedra» (pintura), Porta 33, Funchal, 2005; «Florestas» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2005. Para além da pintura, tem-se dedicado também à ilustração de livros em colaboração com muitos dos melhores poetas portugueses.
Numa iniciativa de José Tolentino Mendonça, ilustrou uma nova edição, em oito volumes, da primeira tradução da Bíblia para língua portuguesa, traduzida por João Ferreira Annes d’Almeida, publicada pela Assírio & Alvim, 2006. Em 2012 ilustrou livros de Camilo Castelo Branco, Maria Velho da Costa e Manuel António Pina.

sábado, 15 de março de 2014

Ilda David'


Ilda David’ (n. 1955) frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. Vive e trabalha em Lisboa. Expõe — de 14 de Março a 15 de Junho na Casa de Camilo | Sala de Exposições do Centro de Estudos São Miguel de Seide | Vila Nova de Famalicão — 38 desenhos concebidos para a edição Sistema Solar de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

«Amor de Perdição», por Ilda David'



Exposição de pintura 

AMOR DE PERDIÇÃO
Ilda David'

Inauguração | 14 de Março de 2014 | 10h00

Casa de Camilo | Sala de Exposições do Centro de Estudos
São Miguel de Seide | Vila Nova de Famalicão

A exposição pode ser visitada até ao dia 15 de Junho
segunda a sexta: 9h00 - 17h30 | sábado e domingo: 10h30 - 12h30; 14h30 - 17h30


Ilda David’ (n. 1955) frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. Vive e trabalha em Lisboa. As mais recentes exposições individuais: «O Quarto e o Bosque» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2012; «Vicente» (pintura), Teatro de São João, Porto, 2009; «Cartas de São Paulo» (pintura), Seminário Conciliar de Braga, Braga, 2009; «Pentateuco» (pintura), Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, 2007; «Ínsula» (pintura), Escola António Arroio, Lisboa, 2006; «Tábuas de Pedra» (pintura), Porta 33, Funchal, 2005; «Florestas» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2005. Para além da pintura, tem-se dedicado também à ilustração de livros em colaboração com muitos dos melhores poetas portugueses. Numa iniciativa de José Tolentino Mendonça, ilustrou uma nova edição, em oito volumes, da primeira tradução da Bíblia para língua portuguesa, traduzida por João Ferreira Annes d’Almeida, publicada pela Assírio & Alvim, 2006. Em 2012 ilustrou livros de Camilo Castelo Branco, Maria Velho da Costa, Manuel António Pina e Maria Gabriela Llansol.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

As Amantes de Dom João V I Alberto Pimentel


As Amantes de Dom João V
Alberto Pimentel

Apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-20-4

Edição: Julho de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224





Como rei, possuía essa altivez de porte, essa majestade sobranceira que o igualava a Luís XIV e que devia enlouquecer de orgulho a mulher que o visse rendido a seus pés, 
suplicante e apaixonado.



As Amantes de Dom João V – um dos festejados títulos na obra literária de Alberto Pimentel – é de 1892. A este rei, que o «sol» francês de Luís XIV iluminou, chamaram O Magnânimo. […]
A nobreza encontrava nas barrigas de freira requintes de doçura mas também o percalço de incómodos bastardos. O país encheu-se de infantes escondidos ou mesmo ignorados. D. António, D. Gaspar e D. José eram os que Sua Majestade tinha gerado em madres de convento, uma delas francesa, os seus filhos que a linguagem popular designou por «meninos de Palhavã». Habitavam o palácio do marquês do Louriçal, defendido nessa época pela discrição de um arredor da cidade, mas hoje central e conhecido como sede da embaixada de Espanha. […]
Alberto Pimentel passeia de capítulo a capítulo pelas mais notáveis amantes deste D. João V com uma lubricidade que chegou a precisar, para jogos prolongados, da bem recebida ajuda dos afrodisíacos.
Teve um dos mais longos reinados da monarquia portuguesa, ou seja, muito tempo para se mostrar ágil, desembaraçado e robusto, as qualidades que Pimentel destaca quando lhe descreve o físico; mas amigas, também, do que lhe foi mais precioso nesta lida consumada em leitos de baldaquino: compreender sem hesitações as mulheres e, a conferir-lhe à corte invulgar eficácia, fazer-se compreender sem delongas. [Aníbal Fernandes]

D. João V foi um rei à altura do seu tempo e, como noblesse oblige, não consentiu que ninguém lhe deitasse a barra adiante em liberdade de costumes.
Hoje, que o cesarismo acabou, um rei como D. João V seria o coveiro da sua própria coroa; mas, naquele tempo, um rei que não fosse D. João V ficaria inferior ao último dos fidalgos, não mereceria que os poetas do tempo o emparelhassem com Luís XIV, como quando o autor do Pinto renascido lhe chama o – Sol El-Rei D. João. [Alberto Pimentel]




Alberto Pimentel nasceu no Porto a 14 de Abril de 1849. Com uma obra extensa e variada, escreveu poesia, romance, teatro, biografia, obras políticas, entre outros géneros. Camilo Castelo Branco – que conheceu pessoalmente, lhe prefaciou dois dos seus livros e é matéria de algumas das suas obras – é o seu ídolo e o seu Mestre. Morreu em Queluz no dia 19 de Julho de 1925.

segunda-feira, 17 de março de 2014

azul de perdição


Ilda David’
azul de perdição
( pinturas sobre papel para Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco )

Inauguração: 20 de Março de 2014, quinta-feira, às 18h00
21 de Março — 13 de Maio

Conversa com Jorge Vaz de Carvalho e Nuno Faria
26 de Março, quarta-feira, às 18h30

giefarte
Rua da Arrábida, 54 B-C | 1250-034 Lisboa
Segunda a sexta-feira, 11h00 – 14h00 | 15h00 – 20h00

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Grande Prémio de Ensaio "Eduardo Prado Coelho" é amanhã entregue em Vila Nova de Famalicão


Rosa Maria Martelo recebe o Grande Prémio de Ensaio “Eduardo Prado Coelho" no próximo dia 18 de Setembro, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. 

Este prémio, decidido por unanimidade por um júri constituído por Clara Rocha, José Cândido Martins e José Carlos Seabra Pereira, foi atribuído pela obra O Cinema da Poesia, editada pela Documenta.


Rosa Maria Martelo nasceu no Porto, em 1957. É professora associada com agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Doutorada em Literatura Portuguesa, tem estudado a poesia moderna e contemporânea e as relações inter-artísticas (poesia/cinema). Algumas publicações: Carlos de Oliveira e a Referência em Poesia (Campo das Letras, 1998), Em Parte Incerta. Estudos de Poesia Portuguesa Contemporânea (Campo das Letras, 2004), Vidro do Mesmo Vidro – Tensões e deslocamentos na poesia portuguesa depois de 1961 (Campo das Letras, 2007), A Porta de Duchamp (Averno, 2009), A Forma Informe – Leituras de Poesia (Assírio & Alvim, 2010, Prémio Jacinto do Prado Coelho), O Cinema da Poesia (Documenta, 2012). Organizou, com Joana Matos Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Tem colaboração dispersa em várias publicações colectivas nacionais e estrangeiras, e em diversas revistas (Colóquio/LetrasRelâmpago, Telhados de Vidro, Diacrítica, Cadernos de Literatura Comparada, Abril, Tropelías, entre outras).

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rosa Maria Martelo recebe Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho


Rosa Maria Martelo recebe o Grande Prémio de Ensaio “Eduardo Prado Coelho" no próximo dia 18 de Setembro, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. 

Este prémio, decidido por unanimidade por um júri constituído por Clara Rocha, José Cândido Martins e José Carlos Seabra Pereira, foi atribuído pela obra O Cinema da Poesia, editada pela Documenta.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bárbara Ubryk, a carmelita de Cracóvia...


«No espaço de poucos pés quadrados, estava agachada, recurva sobre si mesma, uma criatura talvez humana. Dizemos talvez, porque a face contraída pelo sofrimento revelava uma expressão medonha, em que a loucura se confundia com a raiva. Os cabelos prematuramente embranquecidos, ondeavam-lhe desgrenhados sobre os ombros; alguns farrapos cobriam apenas a nudez da miserável mulher. Caíam-lhe os braços sobre os joelhos retraídos. Servia-lhe de leito alguma palha fétida. O único postigo do cárcere tinha sido ladrilhado. Nem ar, nem luz neste túmulo: era o in pace da morte antes do traspasse.»

A Freira no Subterrâneo, com o português de Camilo Castelo Branco, Sistema Solar, 2012, p. 41.

sábado, 29 de setembro de 2012

«A Freira no Subterrâneo»


A Freira no Subterrâneo

com o português de
Camilo Castelo Branco

ISBN: 978-989-8566-17-1
Edição: Setembro 2012
Preço: 16,04 euros | PVP: 17 euros
Formato: 14,5×20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224


O livro é precioso porque é verdadeiro; é excelente, porque é bem escrito; é útil, porque encerra uma lição.

Quem escreveu este livro?
Não o dizem as apreciações dos periódicos, nem os catálogos das livrarias. O livro é lido com espanto e talvez com lágrimas; ao passo que o autor, que tão cuidadosamente se ocultou, deve ter tido misteriosas e fortíssimas razões para esquivar-se à glória de haver escrito um livro tão precioso na forma quanto virtualmente útil. Transpira a verdade do contexto do romance, posto que a espaços a simpleza natural das coisas é estofada em pompas demasiadas da linguagem.
Isso, porém, não desdoura, antes redobra o quilate da obra para quem se deixa de bom grado cativar e levar nas asas da dolorosa poesia que voeja por alto. O que os bons espíritos hão-de ver nesta pungente narrativa é a substância de tal e tamanho flagício praticado entre 1841 a 1868, neste tempo, em nossos dias! A crítica ilustrada estremará da religião divina, que ensinou Jesus, a protérvia dos sacrílegos que se abonam com ela, e lhe vão apagando as luzes para que as trevas da Idade Média se condensem e envolvam as instituições não carimbadas pela chancela pontifical.
[…]
O tradutor abstém-se de indicar as passagens realçadas de maiores belezas, porque lá está o claro entendimento de quem lê para as distinguir; e seria também desacordo antecipá-las, prejudicando o tal qual prazer do imprevisto.

Da «Advertência do Tradutor»

[ já disponível na sua livraria ]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Livros de Bolso BI *

Joseph Conrad
HISTÓRIAS INQUIETAS

Tradução e notas de Carlos Leite

Colecção BI 082 | PVP: 7 euros

D.H. Lawrence
AMOR NO FENO E OUTROS CONTOS

Tradução de Maria Teresa Guerreiro

Colecção BI 081 | PVP: 7 euros
 Eça de Queirós
A CIDADE E AS SERRAS

Colecção BI 069 | PVP: 7 euros

 Nikolai Gógol
O BRUXO VÍI

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 067 | PVP: 5 euros
 Eça de Queirós
FRADIQUE MENDES
(Memórias e Notas)


Colecção BI 065 | PVP: 5 euros

 Luigi Pirandello
PENA DE VIVER ASSIM
Tradução de Anna Caruso

Colecção BI 064 | PVP: 4 euros

 Almeida Garrett
VIAGENS NA MINHA TERRA

Colecção BI 063 | PVP: 8 euros
 Camilo Castelo Branco
MARIA MOISÉS

Colecção BI 048 | PVP: 5 euros
Walt Whitman
CANTO DE MIM MESMO

Tradução de José Agostinho Baptista

Colecção BI 045 | PVP: 5 euros

[ * Distribuimos apenas estes 9 títulos ]