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terça-feira, 21 de maio de 2013

Ray Manzarek e a «Caravana Doors»



Ray Manzarek 
[Chicago, 12 de Fevereiro de 1939 - Rosenheim, 20 de Maio de 2013] 

Ray Manzarek, o teclista e fundador dos Doors, deixou-nos ontem. Em jeito de homenagem, trazemos aqui ao blogue a notícia que recebemos há dias das recentes palestras de Rui Pedro Silva, seu amigo pessoal e autor do livro Caravana Doors - Uma viagem luso-americana, na Universidade de Berckeley e na UCLA dos estudantes de cinema Manzarek e Morrison. 


«Depois de uma longa viagem de Portugal a São Francisco, a Caravana Doors chegou finalmente à Universidade da Califórnia. A lendária UC Berkeley foi a primeira paragem para cumprir um prestigiante convite (a apresentação da obra e nomeadamente a ligação da mesma a um momento histórico relevante e concreto – as convulsões estudantis nos anos 60 que tiveram um eco muito forte através do "Free Speech Movement" com origem nesta universidade, influenciou o campus da UCLA onde na altura (1964) Jim Morrison e Ray Manzarek eram alunos anónimos de cinema e essa influência rapidamente espalhou-se aos campus norte-americanos e às contestações de rua contra a Guerra do Vietname, reivindicação dos Direitos Civis, etc. 

Rui Pedro Silva na Universidade de Berkeley

A palestra no campus de Berkeley estava agendada para o dia 24 de Abril. Aconteceu em português (a pedido da instituição) e decorreu com grande interesse. Professores e alunos colocaram diversas questões ao autor. No final a Caravana foi apreciada com distinção e passou a figurar no espólio da ilustre instituição. 

«Caravana Doors» na UCLA

«Caravana Doors» nos arquivos da UCLA

No dia 25 de Abril, a Caravana soltou amarras, deixou Berkeley e São Francisco e partiu para o segundo destino de palestras… Los Angeles. Mais concretamente a mítica UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), onde Jim Morrison e Ray Manzarek se conheceram, onde se licenciaram em cinema e onde Rui Pedro Silva trabalhou como investigador em 2009. O autor/investigador português foi o único investigador residente da UCLA para o estudo internacional das raízes dos Doors e, devido à qualidade do trabalho reconhecido e edificado (grande parte expresso na obra Caravana Doors), a mítica instituição norte-americana voltou a convidá-lo no ano seguinte para apresentar o seu livro You Make me Real (versão inglesa do Contigo Torno-me Real) no edifício mais nobre e emblemático da UCLA, o Royce Hall. 

Este voltar a casa teve um sabor muito especial para o reconhecido autor português. No mesmo dia, 25 de Abril de 1974, Portugal brindava a sua jovem Democracia. Pamela Courson – companheira de Jim Morrison – partia para o «outro lado» e a Caravana Doors estava oficialmente a chegar ao campus onde tudo foi investigado e cada página foi escrita. No mesmo dia desenvolveram-se encontros e diversas reuniões em diferentes partes do campus norte e rapidamente estenderam-se aos dias seguintes até 1 de Maio, a data oficial da palestra na UCLA. 

Rui Pedro Silva, foi convidado para fazer uma palestra na ilustre «Charles E. Young Research Library», a maior biblioteca do campus norte da UCLA. Um edifício onde o autor português passou imenso tempo a trabalhar em profundidade nos diferentes departamentos, a investigar o percurso das raízes dos Doors na instituição. Enquanto Portugal gozava do feriado, a Caravana Doors mostrou à UCLA de Jim Morrison e Ray Manzarek, histórias e detalhes únicos daquele mítico campus. A palestra, em inglês, foi seguida com imensa atenção por parte de representantes do staff da UCLA e nomeadamente dos alunos de história. O fascínio pela mostra dos achados foi geral e naturalmente foram colocadas diversas perguntas ao investigador português. No final, o autor foi novamente brindado com uma série de elogios e dos alunos registou comentários, como: «Nestes anos que estou na UCLA nunca tinha assistido a uma palestra tão interessante e sóbria». "Sabia que Jim Morrison esteve na UCLA, mas desconhecia completamente a profundidade da obra dos Doors. A ligação à obra de Rimbaud, Nietzche, William Blake, uauuu. Fiquei muito interessado e vou procurar os álbuns e a poesia. Muito obrigado por esta fabulosa palestra".

Com o Prof. Doutor Teófilo Ruiz e Ms Brown


Ainda sobre a opinião da assistência o reputado Professor Doutor Teófilo Ruiz acrescentou: "Uma apresentação excelente sobre os primeiros passos de Jim Morrison e dos outros Doors na UCLA". "Uma descrição apaixonante sobre a evolução dos Doors e da música que fizeram"."Uma estudante comentou que nunca tinha ouvido falar nos Doors mas que agora vai ouvir a música deles". 

Sobre o livro, o ilustre professor da UCLA adiantou ainda: "Quando o livro for traduzido em inglês, terá uma audiência muito mais alargada aqui e no estrangeiro. Uma estudante comentou de imediato que irá comprar. Os estudantes ficaram também fascinados pela forma metódica como o Rui desenterrou as provas factuais". 

Com esta incursão honrosa da Caravana Doors na UC Berkeley (região de São Francisco) e na UCLA  fica devidamente reconhecido o valor desta obra internacional, única no mundo, nestes dois pólos universitários de enorme reputação mundial. 

O percurso começa aqui...»

terça-feira, 27 de novembro de 2012

«Caravana Doors – Uma viagem luso-americana», de Rui Pedro Silva

 
Caravana Doors – Uma viagem luso-americana

Rui Pedro Silva


ISBN: 978-989-8618-11-5

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros

Formato: 17×24 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 416 (com reproduções)

Caravana Doors
foi concebida numa consistente união de factos que resultou em parte do desejo da Universidade da Califórnia apreender com exactidão as origens do fenómeno Doors – que se produziu no âmago do campus – e conhecer também o impacto desse fenómeno na cultura e vivência portuguesa (origem do pesquisador). Nessa dinâmica, Rui Pedro Silva viveu e trabalhou em Los Angeles (2009) como investigador residente na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles – onde Jim Morrison, Ray Manzarek e Francis Ford Coppola se formaram em cinema). O resultado é impressionante. Caravana Doors apresenta-nos personalidades marcantes, histórias novas, desmistificações e material raro, fruto de um trabalho único e profundo de investigação sobre as raízes dos Doors; do impacto do fenómeno na imprensa portuguesa, contexto social e cultural português ao longo das décadas e uma série de entrevistas a personalidades nacionais de diferentes expressões artísticas.




Rui Pedro Silva é um destacado autor internacional dos Doors. Nasceu no Porto, onde em 2000 se licenciou em Ciências da Comunicação. Desde essa altura desenvolveu uma vasta pesquisa, estabeleceu parcerias com artistas nacionais e internacionais, inclusive com os Doors, staff original, reputados biógrafos (como Jerry Hopkins e Danny Sugerman, autores do best seller Daqui Ninguém Sai Vivo), amigos íntimos de Jim Morrison, dos outros Doors, etc. Do seu longo e consistente percurso destaca-se a elaboração de uma tese académica de contraste entre a complexa personalidade do homem/poeta James Douglas Morrison (Jim Morrison) e o seu mito «O Rei Lagarto», estrela de rock. Em 2001, e após um escrutínio nacional da Warner e de uma rádio nacional portuguesa, foi escolhido para representar Portugal nas celebrações dos 30 anos da morte de Jim Morrison onde esteve com Ray Manzarek e Danny Sugerman nas homenagens ocorridas a 3 de Julho em Paris.
Em 2003 foi lançada a edição nacional do Contigo Torno-me Real, o primeiro livro do autor. Recebeu uma excelente crítica de imprensa e o seu trabalho revelou-se um sucesso imediato junto dos leitores. Em 2008, e depois de vários anos de profunda investigação, surgiu a versão internacional do Contigo Torno-me Real. Uma obra completamente diferente na profundidade da abordagem, aclamada pela crítica e distinguida internacionalmente. As participações de excelência, o material raro, inédito e a pesquisa de qualidade foram premiadas com uma «Menção Honrosa» no «London Book Festival». Um livro português destacado entre milhares maioritariamente em inglês e espanhol. Um mérito que levou a mítica UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) a abrir pela primeira vez as suas portas a um investigador residente neste tema.

JÁ DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS.
Estão previstas várias sessões de apresentação e de autógrafos na primeira quinzena de Dezembro.
Esteja atento(a) a próximas notícias.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rumo ao Norte


APRESENTAÇÃO DO LIVRO
Caravana Doors – Uma viagem luso-americana
DE RUI PEDRO SILVA

13 DEZEMBRO, QUINTA-FEIRA, 21h30 | FNAC NORTESHOPPING
Rua Sara Afonso, 105-117, Centro Comercial Norteshopping, Loja 206, Senhora de Hora

Zé Pedro (Xutos e Pontapés), Álvaro Costa (radialista),
Rui Pedro Silva (autor) e outros convidados.

15 DEZEMBRO, SÁBADO, 16h30 | EL CORTE INGLÉS DE GAIA [ 6º PISO ]
Avenida da República, 1435, Vila Nova de Gaia

Zé Pedro (Xutos e Pontapés), João Nabais (médico, poeta),
Álvaro Costa (radialista
Rui Pedro Silva (autor) e outros convidados.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

«Caravana Doors» na Fnac Chiado [ HOJE ]


Rui Pedro Silva
Caravana Doors - Uma viagem luso-americana

6 de Dezembro de 2012, quinta-feira, 18h30

COM APRESENTAÇÃO POR

Zé Pedro (Xutos e Pontapés), Ana Cristina Ferrão (autora, locutora Radar FM)
Phil Mendrix (lendário guitarrista português), Rui Pedro Silva (autor)
e outros convidados

HOMENAGEM MUSICAL AOS DOORS
 Dead Cats Dead Rats



Fnac Chiado - Armazéns do Chiado, Rua do Carmo, nº 2, em Lisboa

quarta-feira, 15 de maio de 2013

domingo, 16 de dezembro de 2012

Rui Pedro Silva, autor de «Caravana Doors», vai estar à conversa com os seus leitores no Hard Rock Cafe Lisboa. É já na próxima terça-feira à noite.



Rui Pedro Silva, autor do livro Caravana Doors - Uma viagem luso-americana, vai estar à conversa com os seus leitores no Hard Rock Cafe Lisboa, na próxima terça-feira, dia 18 de Dezembro às 22h00.

Na impossibilidade de aí vendermos o livro, por razões de política comercial próprias daquele espaço, sugerimos que o adquira previamente na sua livraria habitual ou nas nossas livrarias da Rua Passos Manuel e do Chiado. O autor estará disponível para autografar o seu livro.


De entre outros convidados que também poderão aparecer, estão confirmadas as presenças de António Manuel Ribeiro e de Ana Cristina Ferrão.

À conversa seguir-se-á um concerto de tributo aos Doors pelos Dead Cats Dead Rats.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aniversário de Jim Morrison. Todos a Alcântara!

Jim Morrison nasceu no dia 8 de Dezembro de 1943
8 de Dezembro de 2012, sábado

21:00
LIVRARIA LER DEVAGAR
 Rua Rodrigues Faria, n.º 103, G 0.3, 1300-501 Lisboa  

APRESENTAÇÃO DO LIVRO
Caravana Doors – Uma viagem luso-americana 
de Rui Pedro Silva
 
por Ana Cristina Ferrão (autora, locutora Radar FM), João Nabais (médico, poeta), 
Rui Pedro Silva (autor) e outros convidados.


22:30
PARADISE GARAGE 
 Rua João Oliveira Miguens, 38/48, 1350-187 Lisboa

CONCERTO DE HOMENAGEM AOS DOORS


pelos Dead Cats Dead Rats


Por cortesia da livraria Ler Devagar e do Paradise Garage, também haverá livros à venda no local do concerto. O autor estará presente, nos dois locais, para conversar com os seus leitores e para autografar livros. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ray Manzarek «tocou, cantou e encantou».


Ray e Rui em Lisboa (Dezembro de 2003). Foto: © Rui Pedro Silva.


Carta aberta à comunicação social portuguesa 


RAY MANZAREK.

Raymond Daniel Manczarek, mais conhecido por Ray Manzarek, nasceu a 12 de Fevereiro de 1939 em Chicago, Illinois onde foi criado. Em 1964 conheceu Jim Morrison na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) onde no ano seguinte se licenciaram em cinema. Nesse ano de 1965, num encontro casual na praia de Venice (Los Angeles), os jovens aspirantes a cineastas trocaram impressões e dali nasceu a ideia de criar uma banda rock. Estavam lançadas as bases daquele que viria a ser o filme principal das suas vidas. Sob as areias do Pacífico nasciam 50% dos The Doors. Cedo se percebeu que não era mais uma banda. Temas como «Light My Fire» e «Hello I Love You» enfeitiçaram a América e de seguida o mundo. Por outro lado, músicas como «Break on Through», «Five To One», «When the Music’s Over» e «The End», mostravam que os Doors penetravam fundo no «lado negro» da vida. Na realidade, sem subterfúgios, sem máscaras. A existência nua e crua com profundos rasgos artísticos onde sobressai a poesia e literatura. Jim Morrison falava sem constrangimentos. Não era azedo, era real e levava a banda consigo. Nos Doors, cada músico da banda contribuiu grandemente para a qualidade do legado, mas agora é de Ray Manzarek que se fala.

A competência artística de Ray Manzarek começou por assumir uma expressão mais pública na banda «Rick and The Ravens» (formação constituída por Ray e os irmãos), grupo que está na origem dos Doors. Ray fazia também o papel de cantor com um vozeirão inigualável. Nos Doors ele chegou a cantar, fazia segundas vozes e um bom exemplo da mais valia deste GRANDE MÚSICO aconteceu na Holanda aquando da digressão europeia dos Doors em 1968. Jim Morrison entrou a correr em plena actuação dos Jefferson Airplane (banda de São Francisco que fez a digressão com os Doors) e caiu inconsciente em palco. Foi transportado para o hospital. Aquela plateia estava ali para ver os Doors que entravam a seguir. Muita gente veio para ver Jim Morrison, o controverso Rei Lagarto. Instalou-se o pânico. Foi proposto aos outros Doors cancelar o concerto, mas Ray, Robby e John recusaram. Ray Manzarek teve um papel louvável neste processo. Não só tocou o órgão e fez as linhas de baixo como também fez o papel de Jim Morrison. Tocou, cantou e encantou.

Mais uma vez, Ray Manzarek mostrou o seu elevado calibre como músico. Que outra banda arriscaria fazer um concerto sem um vocalista com o carisma universal de Jim Morrison? São vários os exemplos que tornam os Doors únicos. Uma banda real de qualidade reconhecida que não se pode nem deve confundir com o magnetismo do vocalista.

Meus senhores e minhas senhoras… o mundo perdeu MESMO um grande músico. Aliás, um músico de excepção. Único!!! Um definidor de som, um timoneiro. Uma perda irreparável que prova que nas bandas de qualidade cada membro é mesmo insubstituível. Ninguém substituiu Jim Morrison, apenas o representaram com a devida distância… A música é a «tua amiga até ao fim», mas ficou mais ferida de morte. A agonizar. Primeiro com a partida prematura do gigante Jim Morrison, agora o gigante Ray Manzarek. Senhores de um estilo único, inimitável que marcou a música para sempre. Dançaram sobre o fogo quando a música os convidou e fizeram-no até ao fim. Para isso, Ray Manzarek muito contribuiu. Um pianista de formação clássica, apaixonado por blues. Nos Doors firmou a sua imagem de marca a tocar órgão com a mão direita enquanto com a mão esquerda reproduzia as linhas de baixo num Fender Rhodes. Sons intermináveis numa cadência alucinante que o fazia girar a cabeça em todas as direcções. Um virtuoso que espantou muita gente por ter preterido a presença de um baixista em palco. Por outro lado, proporcionou uma maior liberdade aos outros Doors e ajudou a criar um som diferente, original e hipnótico. Com os anos de treino clássico que tinha, Ray estabeleceu um padrão de qualidade exemplar. Basta ouvi-lo tocar para perceber. Em poucos minutos criou a grande abertura do clássico «Light My Fire», a assombrosa entrada de «When the Music’s Over», fazia solos que se tornaram imagem de marca na música universal e seguindo as músicas dos Doors facilmente se percebe que nenhum outro órgão poderia fazer amor com a guitarra de Robby Krieger, a bateria de John Densmore e a voz ácido/dramático/sensual de Jim Morrison. O resto é história e que história… O que a maioria das pessoas desconhece é que Ray Manzarek era muito mais que o brilhante organista dos Doors. Cantava, era produtor, teve outras bandas como os Nite City (1977/78), fazia parcerias com outros artistas, era um brilhante realizador de cinema (curso que tirou na UCLA), escritor de sucesso, etc.

Conheci Ray Manzarek em Paris. Decorria o ano de 2001, mais precisamente no dia 3 de Julho, nas celebrações dos 30 anos da morte de Jim Morrison. O momento não poderia ser mais solene. Estavam milhares de pessoas no gigantesco cemitério de Père Lachaise, onde Morrison e outras individualidades repousam. A segurança estava nervosa a tentar afastar gente eufórica que tentava chegar a Ray, Dorothy (sua esposa) e Danny Sugerman (ex-manager dos Doors e autor do best seller «Daqui Ninguém Sai Vivo»). O calor era intenso e naquele mar de corpos colados, a experiência tornava-se complicada. No final da tarde, tive o privilégio de ser um dos seleccionados para estar num tributo restrito a Jim Morrison que decorreu no teatro «Les Bouffes Du Nord». Lembro-me claramente que o primeiro momento de emoção, e foram tantos, aconteceu quando Ray Manzarek entrou e foi saudado efusivamente por centenas de pessoas de diferentes países que enchiam a parte inferior e as arcadas do antigo teatro. Ray emocionou-se e não era para menos. Ainda hoje me arrepia só de pensar naquela ovação estrondosa. Eu estava a escassos metros dele e era apenas o início de tantos momentos fabulosos. Em resumo registo os minutos mágicos quando Ray Manzarek se dirigiu ao órgão e nos brindou com um «Light My Fire» a solo e mais tarde o «Riders on The Storm». Indescritível!!!!! Só visto, escutado e sentido… uma honra que nunca esquecerei e estou certo que ninguém que lá esteve esquecerá. Ver o filme «HWY» de Jim Morrison, na íntegra, em ecrã de cinema, foi uma oportunidade única que também agradeço imenso ao Ray Manzarek e aos Doors, assim como ouvir música na altura inédita. Por fim registo a magnífica conferência de imprensa em que sem contar fui o único a ser chamado à mesa dos oradores e estive cara a cara com o Ray pela primeira vez. Ele viu a minha tese sobre o mito de Jim Morrison e disse-me que mais tarde falaríamos. «Ok, Mr Manzarek, thank you very much».

Um dia, Danny Sugerman contactou-me e disse-me: «Rui, o Ray está interessado em ler a tua tese sobre o mito de Jim Morrison». A tese estava ainda em português e obviamente que um pedido deste calibre fez-me apressar a tradução. Foi um processo complicado que surpreendentemente teve um timing certo. Em 2003, editei o meu primeiro livro sobre os Doors: «Contigo Torno-me Real». Com vários meses de antecedência ficou agendado o lançamento para 27 de Novembro. O que nem eu, nem ninguém sabia nessa altura, é que no dia seguinte ao lançamento em Lisboa (5 de Dezembro), Ray Manzarek e Robby Krieger vinham tocar as músicas dos Doors pela primeira vez a Portugal (no extinto Pavilhão Atlântico). Duas noites de concerto (6 e 7 Dezembro) que encheram as medidas a quem aprecia a música dos Doors.

Fui convidado para ficar hospedado no mesmo hotel que Ray, Robby e a banda. Nesse dia estava com Darryl Read, um bom amigo com quem temos o Ray Manzarek como amigo comum. Tive a honra de ilustrar fotograficamente o «Freshly Dug», um álbum de poesia e música do Ray e do Darryl Read. Em Lisboa, o Darryl insistiu que queria falar com o Ray e como tal antecipámos a ida ao hotel. Na recepção pediu que o chamassem, ligaram para o quarto e em poucos minutos Ray Manzarek encontrou-se connosco nos sofás de entrada. Após os cumprimentos da praxe, sentámo-nos e estivemos à conversa. Como sempre, o Ray tinha as suas histórias para contar. A dada altura apareceu Robby Krieger e Ian Astbury que se dirigiam para o exterior. Ray começou a falar de um «teste de som» e perguntou-me: «Rui queres vir agora ao nosso teste de som». Fiquei em choque. Não pelo convite mas pela «impossibilidade». Ainda sou daqueles que a palavra vale mais que um documento escrito e portanto como me tinha comprometido ir jantar com a rádio que promovia o concerto não podia voltar atrás. MAS recusar um convite feito pelo meu amigo Ray Manzarek? Soava quase a heresia. Ficámos a olhar um para o outro. Ele a rir-se à espera de resposta e eu completamente mudo. Naquele espaço chegaram duas limusinas, uma branca e uma preta, à porta do hotel. O nosso amigo Darryl Read quebrou o impasse: «Ray, o Rui vai de limusina para o concerto». O Ray olhou lá para fora, riu-se, voltou a mirar-me e disse: «Rui!!!!!!! Tu vais de limo para o concerto?». Menos satisfeito respondi: «Sim, parece que sim». E eis que ele responde: «Porra homem, nós vamos numa p*** de uma carrinha». Rimo-nos durante alguns minutos, levantámo-nos e saiu um até já. Um homem de grande humor. Já na «limo» ligou-me o Álvaro Costa e de fundo ouvia-se o Ian Astbury a cantar o «Five to One» num Atlântico completamente vazio. O Álvaro, que vinha dos Estados Unidos a acompanhar a digressão, disse-me que eles adoraram o meu livro «Contigo Torno-me Real». Achei um pouco estranho por estar em português, e mais tarde confirmei esse agrado nos bastidores e numa visita mais privada no hotel. Nunca me esquecerei o entusiasmo de todos e especialmente do Ray. A força que me deu e o desejo de ver tudo em inglês.

Seguiram-se anos de intenso trabalho, partilhas, encontros e foi assim que nasceu a versão internacional do «Contigo Torno-me Real» onde tenho a honra de contar com a presença directa de Ray Manzarek e dos outros Doors. No dia a seguir ao Atlântico estivemos em Paris para celebrar os 60 anos de Jim Morrison. Mais um manancial de histórias e da visita ao Père Lachaise registo a simpatia do Ray ao dirigir-se a mim, entre o público, agradecer-me o facto de lá estar e disse-me: «Logo à noite vais estar no concerto?». Respondi que o concerto seria no dia seguinte e ele ripostou: «Não, um concerto secreto na Bastilha para celebrar o aniversário do Jim. Diz apenas aos teus amigos». Agradeci, contei ao Gilles, um dos amigos comuns que tenho com Jim Morrison, e ao Álvaro Costa. Quando chegámos ao pequeno clube na Bastilha, a fila dava a volta ao quarteirão… tantos amigos, tão grande esta família. O concerto foi sem palco e esticando o braço tocava-se nos músicos. Um momento único, superlotado e visceralmente intimista. Lembro-me bem do Álvaro Costa completamente em transe a absorver aquelas ondas de rock a apelar ao «shaman» do rock.

Além do bom humor e generosidade com que Ray Manzarek sempre me brindou ao longo dos anos registo algo que considero incontornável na amizade, o respeito mútuo. Neste ponto narrarei um episódio ilustrativo. Quando os «Riders on the Storm» vieram novamente à Europa, fiquei de ir ter com ele e o Robby para me esclarecer uns pontos na pesquisa. O único país que coincidiu nas nossas agendas foi Espanha. Fui com um amigo e de carro rumámos à capital. Chegámos a Madrid e depois de entrar naquele espaço também superlotado chegou o pretenso momento da reunião no final do concerto. Todavia, um espanhol da organização veio ao microfone e disse aos poucos convidados que aguardavam: «Ninguém pode entrar». As gentes da câmara de Madrid e outros que lá estavam olharam-se confusos, já a dar sinais de conformismo, mas eu não me contive. Chamei-o e disse que estava ali em trabalho e não para tirar uma foto ou para autógrafos. Ele disse que nada podia fazer e respondi-lhe: «Faça o favor de ir lá dentro, diga ao Ray Manzarek que está aqui o Rui de Portugal». O homem lá foi meio descrente, enquanto no palco desmantelavam o PA. A espera foi longa e preocupante. Alguns desistiram mesmo de esperar e quando tudo parecia irremediavelmente perdido apareceu o espanhol na ponta do palco. Num sonoro sotaque disse: «Ruieee de Pórrrrtugáááále». Acenei, fez-me sinal para avançar entre os espanhóis e numa estreita porta estava um homem de grande porte que cumprimentei e reconheci de imediato, Mr Rick Manzarek, irmão de Ray Manzarek e ex-músico da banda que deu origem aos Doors. Rick estava agora investido de segurança e levou-me até aos bastidores. Quando chegámos estava o Robby Krieger a falar com gente da equipa. Cumprimentámo-nos e naquele momento o Ray Manzarek viu-me, chamou-me e deu-me um forte abraço. Falámos, fiz as perguntas, esclareci as dúvidas e na despedida agradeci-lhe a cortesia. Ele disse que os amigos não ficam à porta. Na brincadeira disse que por isso eles são os Doors. Ray piscou-me o olho e por ali ficámos uns bons minutos a conviver até depois ser levado aos bastidores mais profundos. Essas são outras histórias…

Em 2009, investido do papel de investigador internacional dos Doors, tive a HONRA de ser o único investigador residente da mítica UCLA (onde Ray Manzarek, Jim Morrison e Francis Ford Coppola se licenciaram em Cinema) para estudar e desenvolver o conhecimento das raízes dos Doors na instituição. O Ray quando soube, não só me felicitou como mais uma vez me cedeu as imagens que lhe solicitei sobre os filmes dele de estudante de cinema da UCLA. Esses belos registos figuram hoje no meu mais recente livro «Caravana Doors - Uma viagem luso-americana» (Edições Documenta), tal como anteriormente figuram outros importantes registos no «Contigo Torno-me Real» (Edições Afrontamento) que, graças à enorme generosidade de Ray Manzarek, enriqueceram sobremaneira estas minhas obras internacionais sobre os Doors.

Em suma: Quando um artista deste calibre «passa para o outro lado» cria um fosso e deixa uma perda irreparável. Uma perda que é tremendamente multiplicada quando se conhece e priva com a pessoa. Deixei com o Ray projectos inacabados, guardo as melhores recordações do músico e do amigo. Pessoalmente considero o maior dos tributos a este senhor músico, a este amigo, dar a conhecer o legado deste génio dos teclados com quem muitos senhores músicos aprenderam o que sabem, como testemunham no «Contigo torno-me Real» especialmente os baixistas que tiveram o privilégio de tocar com ele.

Só artistas desta craveira fazem da música um hino à imortalidade…

«O Rui fez um excelente trabalho».... é o comentário do Ray Manzarek ao «Contigo Torno-me Real». Como lhe disse pessoalmente… «Agradeço a simpatia e se o tem em tão boa conta é porque vocês fizeram os Doors».

Abraço cósmico Ray!!!!!!!!!

Autor Internacional dos Doors | Amigo de Ray Manzarek 




segunda-feira, 28 de abril de 2014

SABIA QUE...


Fausto Bordalo Dias, o mais lusíada dos cantores portugueses, cantava Beatles num conjunto ié-ié angolano? 

Rui Nazareth, um dos pioneiros do rock nacional, é hoje um reputado físico nuclear no Brasil? 

Júlio Pereira, o especialista em cavaquinho e viola braguesa, fez parte dos Playboys, considerados os “Bee Gees portugueses”? 

José Cid, um dos mais eclécticos músicos portugueses, está por detrás da famosa “Gaivota” de Ermelinda Duarte? 

Kátia Guerreiro fez um pé de dança nos Charruas, de Santarém? 

Carlos Correia, o famoso Bóris, elemento-chave na “Grândola” de José Afonso, foi músico ié-ié em Coimbra, onde hoje é professor catedrático e Doutor em Física? 

Mário Assis Ferreira, antigo presidente de casinos, foi guitarrista e manager do Quinteto Académico? 

Vinte anos antes de “Chico Fininho”, já Daniel Bacelar e os Conchas cantavam rock português?

Fernando Tordo, muito antes da estrondosa abalada para o Brasil, fez parte de três conjuntos ié-ié: Golden Stars, Deltons e Sheiks? 

Os Sheiks foram a banda de suporte do único disco português da luso-francesa Catherine Ribeiro, tida como a Nico francesa? 

A Chave foi em 1969 o primeiro conjunto português a tocar cítara? 

Luís Rego, futuro músico/actor dos Charlots, foi o primeiro artista português a musicar Fernando Pessoa? 

Daniel Proença de Carvalho foi em Coimbra um dos pioneiros da música moderna portuguesa na viola-baixo? 

Rui Pato, habitual viola de José Afonso, foi músico ié-ié nos Scoubidous? 

Os Chinchilas queriam tanto vencer o Concurso Ié-Ié no Teatro Monumental que se inscreveram com nomes diferentes? 

António Martins da Cruz, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva, fez parte do júri? 

A boîte Caruncho tinha uma DJ mulher…? 

Os Conchas eram os “Everly Brothers portugueses” e Daniel Bacelar o “Ricky Nelson português”? 

Nem o Conjunto Académico João Paulo nem os Titãs, dois dos principais conjuntos ié-ié, quiseram participar no Concurso do Monumental, os Sheiks acabaram por desistir por uma questão de datas e os Claves ganharam, com polémica, aos Rock’s, de Eduardo Nascimento (Angola)? 

Arquitecto na Suíça, Sousa Pinto teve a tocar no seu conjunto o actual deputado e antigo ministro do PS José Lello, que também tocou nos Titãs e teve uma carreira a solo? 

Ana Delgado, a primeira voz feminina do ié-ié português, é hoje docente universitária em Leipzig? 

Daniel Bacelar é autor e intérprete das primeiras canções ié-ié de sempre: “Fui Louco Por Ti” e “Nunca”?

Luís Moutinho, professor universitário na Escócia, filho de Pedro Moutinho e de Maria Leonor, duas das principais vozes da rádio de então, era considerado o “Ringo Starr lusitano”? Com Fernando Tordo fez os Deltons e o manager era Rui Oliveira Costa, conhecido comentador desportivo? 

Luís Jardim, júri profissional de concursos televisivos, era, aos 15 anos, viola-ritmo dos Demónios Negros, do Funchal, e cantava em português “Yesterday”, dos Beatles?

António Pinho, letrista da Filarmónica Fraude e da Banda do Casaco, começou como baterista dos G-Men?

Henrique José, filho de Max, da “Mula da Cooperativa”, integrou os Diamantes Negros, de Sintra? 

O Duo Ouro Negro começou como trio?

Cândido Mota, actor e famosa voz da rádio, fez parte dos Baby Twisters com Edmundo Falé que também foi dos Ekos?

Eduardo Nascimento foi recordista angolano em 200 metros bruços?

Os Ekos inauguraram a famosa boîte 7 ½, em Albufeira, onde conheceram Cliff Richard que os aconselhou a cantar em português?

Por terem perdido o Concurso Ié-Ié, os Espaciais mudaram de nome para Psico e ganharam o festival do CITU?

O conhecido chèf de cozinha Michel Costa foi baterista dos Fanatic’s, conjunto formado no Liceu Francês, em Lisboa?

Teresa Paula Brito seria a única presença feminina do abortado Festival dos Salesianos que a Polícia de Choque não permitiu que se realizasse?

O jornalista-escritor João Alves da Costa fez parte dos Jets, cuja capa psicadélica do seu único EP, da autoria de Carlos Fernandes, figura como “tesouro escondido” nos livros internacionais da especialidade?

O antigo presidente da Sony em Portugal, Carlos Pinto, foi a voz de “Penina” que Paul McCartney ofereceu aos Jotta Herre?

António Santos, antigo jornalista da RTP e assessor de Imprensa de António Guterres, fez parte dos Rapazes?

Os Sheiks deram 4 vencedores do Festival RTP da Canção?

O cineasta Rui Simões, “Deus, Pátria, Autoridade” (1976), “Bom Povo Português” (1980), “Ruas da Amargura” (2012), “Guerra ou Paz” (2014), foi o primeiro manager dos Sheiks e o segundo foi Rui Oliveira Costa?

Jorge Palma começou com os Jets, mas mais a sério com o Sindicato. Aprendeu a tocar viola com Carlos Bastos que foi dos Chinchilas?

Paulo Alexandre, o eterno “Verde Vinho”, começou nos discos com os Telstars, os chamados “Shadows portugueses”?

Os Titãs fizeram em 1963 a primeira versão eléctrica de sempre de uma canção de José Afonso. 

Os Tubarões consideravam que a Dona Urraca, nome que tinham dado à carrinha VW pão de forma, fazia parte do conjunto?

Eduardo Ferro Rodrigues, futuro secretário-geral do PS e ministro, foi um dos colaboradores do programa “23ª Hora” da Rádio Renascença?

Victor Gomes, um dos mais icónicos “rockers” portugueses, foi hoquista, pugilista, caçador africano, traficante de carne seca, mecânico de automóveis, futebolista ao lado de Eusébio na selecção moçambicana?

Os Vodkas chegaram a temer que o seu nome não fosse homologado por ínvias relações com a União Soviética?

Zeca do Rock foi o primeiro a gravar um “yeah” numa canção?

Os Zoo mandaram um telegrama à NASA oferecendo-se para dar um espectáculo na Lua?



A história dos conjuntos de rock português dos anos 60 em 
Biografia do Ié-Ié, de Luís Pinheiro de Almeida, Documenta (2014). 


328 páginas, das quais 36 a cores, 
de biografias, fotografias, imagens, histórias e contextualizações. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Jim Morrison em dose dupla

[ clicar na imagem para ler melhor ]

CELEBRAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DE JIM MORRISON

8 de Dezembro de 2012, sábado

21h00 | LIVRARIA LER DEVAGAR
Rua Rodrigues Faria, n.º 103, G 0.3 | 1300-501 Lisboa
BUS: 56, 60, 714, 720, 727, 732, 738, 751| 15E, 18E | 201, 203

APRESENTAÇÃO DO LIVRO
Caravana Doors – Uma viagem luso-americana

por Ana Cristina Ferrão (autora, locutora Radar FM), João Nabais (médico, poeta), 
Rui Pedro Silva (autor) e outros convidados.

22h30 | PARADISE GARAGE
Rua João Oliveira Miguens, 38/48 | 1350-187 Lisboa

CONCERTO DE HOMENAGEM AOS DOORS 
Dead Cats Dead Rats
Por cortesia da livraria Ler Devagar e do Paradise Garage, também haverá livros à venda no local do concerto. O autor estará presente, nos dois locais, para conversar com os leitores e para autografar o seu livro livros. 

A DOCUMENTA agradece.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

«Cibercultura e Ficção»


Cibercultura e Ficção

ISBN: 978-989-8618-09-2


Edição: Novembro 2012


Preço: 21,70 euros | PVP: 23 euros


Formato: 16×22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 384


[ Em colaboração com o CECL ]


Organização de

Jorge Martins Rosa


Autores
Aline Ferreira | Ana Barroso | António Fernando Cascais | Artur Matos Alves | Daniel Cardoso | Ermelinda Maria Araújo Ferreira | Filipe da Costa Luz | Gonçalo Furtado | Herlander Elias | Ieda Tucherman | Isabel Brison | João Rosmaninho Duarte Silva | Jorge Martins Rosa | José da Costa Ramos | Manuel Bogalheiro | Margarida Medeiros | Maria Augusta Babo | Maria do Rosário Monteiro | Patrícia Proença | Paulo da Silva Quadros | Paulo Tavares | Pedro de Andrade | Raquel Botelho | Rui Pereira Jorge | Sandra Bettencourt 

«Que afinidades podem encontrar-se entre a ficção e as ideias-chave da cibercultura, como os mundos virtuais ou o conceito de pós-humano? Sabê-lo foi o objetivo do projeto de investigação «A Ficção e as Raízes de Cibercultura», acolhido pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (Universidade Nova de Lisboa) e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Neste volume, que reúne textos do colóquio integrado nesse projeto, apresentados pela equipa e por outros investigadores no universo lusófono, destaca-se a diversidade de abordagens e de respostas. Seja emtextos obscuros de finais do século XIX e início do XX, no previsível género da ficção científica, emautores canónicos como Forster, Beckett e Borges, ou noutros meios de expressão como o cinema, abre-se aqui um rico mas ainda pouco explorado terreno de pesquisa sobre o imaginário tecnológico contemporâneo e o seu passado recente.»


CONVITE PARA LANÇAMENTO

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Haja poesia.

                                                                                           João de Menezes-Ferreira, 1973

«A viagem a bordo desta cápsula espacial começa no ano de 1955, no momento em que Carl Perkins calça uns sapatos de camurça azul e dá início à festa, só terminando quando, já em 1980, Rui Reininho canta isto em jeito de exorcismo: "Fumada! Frustrada! Fumada! Bruxa Oxigenada". Fala-se aqui de ESTRO IN WATS – poesia da idade do rock, livro saído da pena de João de Menezes-Ferreira, uma antologia que reúne 563 letras do universo pop/rock entre 1955 e 1980 e que pode ser desfrutado como um manifesto de juventude no qual, o autor, trabalhou durante cerca de trinta anos.
[...]
Para lá das letras em versão bilingue, o livro inclui notas biográficas de todos os artistas e bandas incluídos e algumas fotografias. O ideal será lê-lo da mesma forma que o livro foi escrito: lentamente e em silêncio, primeiro, depois procurando as canções no youtube – ou os discos numa boa loja de vinyl –, para que a palavra se una à música e se torne, como cantaria Sérgio Godinho, no elixir da eterna juventude.

Conversámos com João de Menezes-Ferreira a propósito da edição de ESTRO IN WATTS, numa troca de frases que deu para tudo: negar a vinda de Dylan como o messias do rock, esmiuçar o título apresentado em modo críptico ou perceber que o autor se vai mantendo a par das tendências sonoras actuais, elegendo os LCD Soundsystem como a banda mais importante da última década. Haja poesia.
[...]»

Entrevista a João de Menezes-Ferreira, por Pedro Miguel Silva, «Rua de Baixo» [onde pode lida na íntegra]