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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vasco Araújo na Cinemateca Portuguesa

Filmes de Vasco Araújo
Cinemateca Portuguesa | Museu do Cinema

16 de Maio de 2014 - 19h30 — Sala Luís de Pina

Duração total da projecção: 112 min | M/12

Programação de Ana Isabel Strindberg

Sessão apresentada por Ana Isabel Strindberg e Alexandre Melo

Com a presença de Vasco Araújo



THE GIRL OF THE GOLDEN WEST
com Esther Kyle
Portugal, 2004 – 18 min | legendado em português

AUGUSTA
com Peter Shaw, Walter Bilderback (vozes)
Portugal, 2008 – 7 min

ECO
com André Gomes, André E. Teodósio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Gustavo Boldt, Pedro Penim
Portugal, 2008 – 12 min | legendado em português

O PERCURSO
com Cristóbal Fernandez, Nehemías Santiago
Portugal, 2009 – 17 min | legendado em português

IMPERO
com Mónica Calle
Portugal, 2010 – 17 min | legendado em português

MULHERES D’APOLO
com Albina Bileu, Ana Maria Alves, Fernanda Gama Vieira, Maria Adelaide da Horta, Maria Armanda de Almeida, Vasco Araújo
Portugal, 2010 – 18 min

FAR DE DONNA
com Pedro Cardoso, Lucia Lemos, Alexandra Torrens
Portugal, 2005 – 10 min | legendado em português

RETRATO
com Paula Sá Nogueira, Pedro Penim, Leonaldo de Almeida, Ana Isabel Strindberg (vozes)
Portugal, 2014 – 17 min

Artista plástico cujo corpo de trabalho se tem vindo a construir através de diferentes suportes – escultura, instalação, vídeo, fotografia e performance – Vasco Araújo realizou a sua primeira exposição individual em 2002 e foi distinguido com o Prémio EDP Novos Artistas no ano seguinte. Está neste momento patente em Lisboa, no MNAC-Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (até 18 de Maio), a sua exposição “Botânica”, comissariada por Emília Tavares que a apresenta assim: “Através de 12 objectos escultóricos, o artista aborda o tema da representação do ‘exótico’ pela cultura colonial dos séculos XIX e XX. Uma ditadura que sustentou um império colonial até 1975, um dos últimos no contexto do continente europeu a ser desmembrado, assim como uma descolonização abrupta e traumática, explicam, em grande medida, o tardio desenvolvimento dum pensamento pós-colonial. Vasco Araújo é um dos artistas que mais tem reflectido sobre esse tema, indagando de modo crítico as suas formas de inserção e permanência no imaginário nacional […]”. Reunindo um conjunto de oito trabalhos de Vasco Araújo realizados em vídeo, esta sessão foi concebida e organizada no contexto da citada exposição. À excepção de RETRATO, recentemente programado no IndieLisboa’14, todos os títulos vão ser mostrados pela primeira vez em sala.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Todas as Histórias I Vasco Araújo


Todas as Histórias
Vasco Araújo


Bilingue: português-inglês

ISBN 978-989-8902-03-0 | EAN: 9789898902030

Edição: Fevereiro de 2018
Preço: 33,02 euros | PVP: 35 euros
Formato: 21 x 26 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 240, a cores


[ Em co-edição com a Fundação Carmona e Costa ]



O melhor que podemos fazer, enquanto não temos um conhecimento perfeito do nosso ser, e do nosso ser em confronto com os outros, é conceber um princípio de perplexidade, viver em perplexidade, obrigando-nos a escolher sempre o caminho do conhecimento e não da ignorância. [Vasco Araújo]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Vasco Araújo: Todas as Histórias», realizada na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, com curadoria de Pedro Faro, entre 3 de Fevereiro e 17 de Março de 2018.


[...] esta exposição, em forma de instalação, pretende mostrar as várias séries de obras – alguns exemplares de cada uma das várias séries – desenvolvidas pelo artista, em que o desenho aparece como dispositivo central na criação de discurso. [...] As obras de Vasco Araújo apresentadas nesta exposição são sobre a forma como nos relacionamos com a memória, com a história e com as estórias, com os objectos, com os seus indícios narrativos; são sobre os fragmentos, sobre as suas permanências, sobre o que fica, como fica e sobre como mostramos e valorizamos certos aspectos do que fica. São construções, ficções impossíveis. São sobre o amor, sobre a vida e a sua ausência. 
[Pedro Faro]

Cada peça desta exposição fala de uma forma de conhecer no centro da qual parece estar a interrogação e a incerteza. Cada afirmação vive, em todas estas peças, como vozes da incerteza. «Todas as Histórias»; a série das Family; a filmagem dos vasos gregos. A melhor forma de conhecer é aqui talvez sugerida como a melhor forma de interrogar – de se interrogar. Esta exposição pode também ser vista como um ensaio acerca da inutilidade da afirmação – acerca da indelicadeza da afirmação. 
[João Sousa Monteiro]

É aquilo a que somos instigados aqui, em todas estas histórias onde a voz que diz «em voz alta» não vem só temperar o primado da imagem; vem também enriquecê-lo com dimensões inconfortáveis e embaraçosas que são tão cuidadosamente dissimuladas ao olhar. A escolha da via do conhecimento acarreta sofrimento, mas o saber infértil e a ignorância não só não resolvem nada, como condenam à escuridão, ao eterno retorno do mesmo ou a uma espectralidade sem fim. 
[Katherine Sirois]



Sobre Vasco Araújo e os autores dos textos, consultar www.sistemasolar.pt

segunda-feira, 7 de abril de 2014

«Botânica», de Vasco Araújo


Botânica 
Vasco Araújo 

Texto de Emília Tavares 

ISBN: 978-989-8566-45-4 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16x23,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 112 (a cores)


Publicado por ocasião da exposição Botânica, concebida por Vasco Araújo para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, este livro procura reflectir sobre os interesses e as motivações de um acto criativo de grande profundidade, orientado para uma revisão crítica sobre a nossa memória colectiva, seus mitos e sedimentações mais nefastas. O conceito e a imagem perene de um «exótico» polémico, que nos aprisiona ainda, de alguma maneira, o sentido e o prisma, são elementos trabalhados pelo artista em direcção a uma arqueologia dos significados, revelando simultaneamente uma extraordinária convicção imagética, social e política. [David Santos

Botânica é uma série incómoda, desafiante da nossa habitual modorra perante um passado comprometedor. As imagens com que o artista nos confronta são, ainda hoje, polémicas, muitas foram resguardadas do olhar das gerações que se seguiram ao império e à guerra colonial, como forma de desresponsabilizar consciências e introduzir semânticas opacas de luso-tropicalismo e lusofonia. Existe, na obra de Vasco Araújo, um permanente esforço de conhecimento do Outro, afirmando-se como um dos raros artistas, no panorama contemporâneo nacional, com importantes contributos para a cultura de pensamento sobre o mesmo. […] O tema da discriminação está presente em grande parte do trabalho de Vasco Araújo, nas suas mais variadas facetas e contextos […]. A violência, a sexualidade, o género, a educação, a violação de direitos humanos, as estratégias de submissão, a anulação de culturas e pensamentos, de estruturas políticas, sociais e económicas, bem como a construção de estereótipos na premissa do «exótico» são os temas desta nova série. [Emília Tavares

Vasco Araújo nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL, e entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e colectivas tanto nacional como internacionalmente. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em diversas colecções, públicas e privadas, como no Centre Pompidou, Musée d’Art Moderne (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Museum of Fine Arts Houston (EUA), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil).

terça-feira, 26 de novembro de 2013

«Para Grandes Solidões Magníficos Espelhos», de Carmo Sousa Lima, Vasco Araújo e João Sousa Monteiro


Para Grandes Solidões
Magníficos Espelhos
 
Carmo Sousa Lima | Vasco Araújo | João Sousa Monteiro

ISBN: 978-989-8566-34-8
Edição: Novembro de 2013
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 15,5x23,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 144 (com fotografias a preto e branco)

Durante vários meses, Carmo Sousa Lima (psicanalista) e Vasco Araújo (artista plástico) conversaram sobre a infância e os mistérios que a tecem sem se deixarem ler; sobre a delicadeza; sobre o enigma que parece estar no coração de tudo; sobre a virtude da incerteza, a coragem, o fascínio da fragilidade; sobre os medos que cruzam a vida em todas as direcções. A obra em vídeo de Vasco Araújo – hoje uma referência central no panorama da arte contemporânea – inspirou muitas destas conversas. Sem que tivesse sido planeado, o livro revelou-se um surpreendente ‘statement’ sobre a experiência criativa de Vasco Araújo. Longos anos de experiência clínica, e um olhar de autora de poesia, atravessam cada linha deste livro. Olhada em conjunto, a conversa – com as suas hesitações, inseguranças, mudanças bruscas de direcção – reflecte sem o quererem, a experiência da vulnerabilidade com que os dois interlocutores vêem, de dentro, a vida. João Sousa Monteiro (psicanalista) colaborou na última, e mais extensa, conversa deste livro.


«Vasco: …O mundo é feito de coisas invisíveis, que quando se mostram são extraordinárias!
João: Mas quantos dos vivos estão vivos? O que é que, em cada um de nós, está vivo – ainda está vivo, já está vivo, nunca esteve vivo, nunca estará vivo, não queremos que esteja vivo? C. Péguy dizia que em cada novo dia, a coisa mais velha do mundo é o jornal da véspera, e a mais nova, a Ilíada. Quantos de nós somos apenas o jornal da véspera? Quanto de cada um de nós já se tornou no jornal da véspera, ou quantas vezes nunca foi outra coisa senão o jornal da véspera? Estou inteiramente de acordo em que é precisa imensa coragem para manter um olhar claro relativamente à vida. Mas não é exactamente o que mais nos falta a todos, coragem?
Carmo: …«ele há dias»… e nessa matéria – como em tantas outras – há dias que valem anos e anos que valem dias…»
cartaz

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Vasco Araújo. Demasiado Pouco, Demasiado Tarde


Vasco Araújo. Demasiado Pouco, Demasiado Tarde

Textos de Nuno Faria, Vasco Araújo, Isabela Figueiredo, Pepetela

ISBN: 978-989-8618-77-1

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 24 cm (brochado)
Número de páginas: 144 (a cores e a preto e branco)

Edição bilingue: português-inglês

[Co-edição: A Oficina, CIPRL]


Catálogo publicado por ocasião da exposição de Vasco Araújo «Demasiado Pouco, Demasiado Tarde», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 25 de Abril a 27 de Setembro de 2015.

O trabalho de Vasco Araújo (Lisboa, 1975) tem incidido de forma sistemática sobre a história do colonialismo europeu e sobre os seus efeitos tragicamente duradouros, do ponto de vista das dinâmicas relacionais de poder e de submissão entre homens de lugares e culturas diferentes.

[…] aquilo que torna particular a investigação do artista em torno desta temática é o seu interesse nas relações domésticas, íntimas, não confessadas, entre-muros, à volta da mesa e na cama — relações tanto mais problemáticas, e consequentemente difíceis de circunscrever, quanto difusas, turvas, que misturam o exercício de poder, de controlo e de domínio com uma tessitura de relações humanas, de ordem afetiva ou sexual.

O artista traz para o seu terreno de investigação ferramentas e dados usados e recolhidos por outras disciplinas, tais como a história, a antropologia, a sociologia, para construir narrativas que se materializam em vídeo, escultura, pintura e fotografia. A exposição, produzida especificamente para o CIAJG, cruza diversas fontes, visuais ou de texto, recorre à história oral ou de proximidade, à literatura, ao património visual, da pintura de história à história da fotografia. [Nuno Faria]

segunda-feira, 24 de julho de 2017

AUGUSTA I Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo



Augusta

ISBN: 978-989-97719-8-7 
(tiragem normal)
ISBN: 978-989-8618-22-1 
(tiragem especial, numerada e assinada) 

Edição: Julho de 2017

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros 
(tiragem normal, com reproduções)

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros 
(tiragem especial, numerada e assinada e com reproduções a cores) 

Formato: 15,5 x 23,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 88



Sendo uma obra autónoma, este livro é também o segundo volume de uma série de trabalhos dos autores que encontra em Roma o seu tema genérico.


Deste livro fez-se uma tiragem normal de 400 exemplares e uma tiragem única de 100 exemplares, numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores.


Este livro inclui o texto (com base em As Aves, de Aristófanes) bem como uma seleção de imagens do vídeo Augusta (Vasco Araújo, 2008), uma adaptação da transcrição de dois diálogos de Alexandre Melo com Vasco Araújo e André e. Teodósio e duas cartas destes comentando as conversas.
Os temas em discussão, motivados pela análise do vídeo, são as noções de poder, utopia, crítica e criação artística, tal como se manifestam no legado das reflexões sobre as noções históricas de «cidade ideal» e «Império» e nas práticas dos mundos da arte e da sociedade contemporânea em geral. As conversas tiveram lugar num apartamento no Chiado, em Lisboa, nos dias 10 e 18 de fevereiro de 2011.
Os autores combinam os registos da ficção teatral, especulação abstrata e comentário de atualidade. Não deixando de mobilizar as suas experiências pessoais e profissionais específicas, os intervenientes representam as suas próprias personagens e convocam, sem preocupações com o rigor histórico, as figuras de César, Octávio e Cícero.
Sendo uma obra autónoma, este livro é também o segundo volume de uma série de trabalhos dos autores que encontra em Roma o seu tema genérico. Entendeu-se que as referências a Roma e ao Império Romano e a adoção de uma metodologia híbrida, na discussão e na forma de apresentação do livro, poderiam contribuir para um alargamento do espaço de interpretação e invenção também por parte dos leitores. [«Introdução»]

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A obra em vídeo de Vasco Araújo inspirou muitas destas conversas.

clicar na imagem para aumentar convite

Durante vários meses, Carmo Sousa Lima (psicanalista) e Vasco Araújo (artista plástico) conversaram sobre a infância e os mistérios que a tecem sem nunca se deixarem ler; sobre a delicadeza; sobre o enigma que parece estar no coração de tudo; sobre a virtude da incerteza, a coragem; sobre os medos que cruzam a vida; sobre o fascínio da fragilidade. A obra em vídeo de Vasco Araújo — hoje uma referência central no panorama da arte contemporânea — inspirou muitas destas conversas. Sem que tivesse sido planeado, o livro revelou-se um surpreendente ‘statement’ sobre a experiência criativa de Vasco Araújo. Os longos anos de experiência clínica de Carmo Sousa Lima, e um olhar de Autora de poesia, atravessam cada linha deste livro. Olhada em conjunto, a conversa — com as suas hesitações, inseguranças, mudanças bruscas de direcção — reflecte a experiência da vulnerabilidade com que os dois interlocutores vêem, de dentro, a vida. João Sousa Monteiro (psicanalista) colaborou na última conversa deste livro.
  

sábado, 24 de novembro de 2012

«Império», de Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo


Império
Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo


ISBN: 978-989-97719-7-0

Edição: Outubro 2012

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros

Formato: 15,5×23,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 120 (com reproduções)

edição especial à venda nas nossas livrarias
100 exemplares (com a reprodução dos fotogramas a cores), numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros

Deste livro fez-se uma tiragem normal de 400 exemplares e uma tiragem especial de 100 exemplares (com a reprodução dos fotogramas a cores), numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores.

«Este livro inclui o texto (de André e.Teodósio) bem como uma selecção de imagens do vídeo Impero (Vasco Araújo, 2010), uma adaptação da transcrição de três conversas entre os autores e um conjunto de frases (de Alexandre Melo) reunidas sob o título «Tudo».
O ponto de partida do projecto foi a constatação de coincidências entre o vídeo, em vias de realização na cidade de Roma, e uma série de reflexões, surgidas em conversas informais ou em textos dispersos, a respeito de questões centradas na ideia de poder, nas suas várias acepções. A relação entre as noções de poder e império induziu um processo de ficcionação de personagens históricas que pudessem proporcionar uma maior liberdade discursiva e especulativa.
Com base nestes elementos foi organizado um conjunto de conversas destinadas a serem gravadas, transcritas e re-escritas, ainda que sem perda do seu carácter improvisado e coloquial.
As conversas, tendo como tópicos orientadores o poder, o amor e a encenação, tiveram lugar ao fim da tarde, no terraço de um hotel em Roma, nos dias 21, 22 e 23 de Junho de 2010. O tom combina os registos da ficção teatral, especulação abstracta e comentário de actualidade. Não deixando de ser o que são, os intervenientes representam as suas próprias personagens e convocam, sem preocupações com o rigor histórico, as figuras de César, Otávio e Cícero.
Entendeu-se que as referências a Roma e ao Império Romano e a adopção de uma metodologia híbrida na discussão e na forma de apresentação do livro, poderiam contribuir para um alargamento do espaço de interpretação e invenção também por parte dos leitores.» [ Introdução ]


                           Fotogramas do vídeo Impero, de Vasco Araújo



[ CONVITE PARA LANÇAMENTO ]

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Notebook — La Morte del Desiderio I Vasco Araújo


Notebook — La Morte del Desiderio 
(texto baseado em poemas de Kavafis e Al Berto) 
Vasco Araújo 

ISBN 978-989-8902-33-7 | EAN 9789898902337 

Edição: Setembro de 2018 
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros 
Formato: 13,5 x 19,8 cm (brochado) 
Número de páginas: 176, a cores 

Edição trilingue: português-inglês-holandês 
(traduções de Rui Cascais e Michael Meert

Com o M-Museum Leuven




Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Vasco Araújo», realizada no M-Museum Leuven, com curadoria de Eva Wittocx, entre 28 de Setembro de 2018 e 17 de Março de 2019.


1.
Estive alguns momentos a observar um grupo de rostos impressos por fisionomias fortes. Rostos e faces encaixadas em cabelos bem desenhados que suspendiam homens/cabeças que anunciavam figuras e tempos ilustres de um passado na história mas presente na memória. As faces eram austeras. Os olhos sem cor na cor em que a pedra nos olha. Por entre os membros deste grupo silencioso estava um que se distinguia pelo olhar incisivo pela expressão mais intensa. Era um homem/cabeça sem título, sem nome. Um leve movimento a moldar o rosto distinguia nos seus olhos um momento agora inexpugnável.

Inconnu.
O carácter afirmado da fisionomia convida-nos a ver este homem comum em primeiro plano.

[…]

40.
O seu conhecimento, a ninguém o deu, mas a possibilidade dele, a todos.
O mundo pertenceu-lhe, a memória revela-me essa herança, esse bem.
Hoje, fica tudo por fazer.
Faça-se o que se fizer, reconstrói-se sempre o monumento à nossa maneira.
É uma infelicidade este conhecimento…

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A intimidade das ideias, por Filipa Melo



Um artista plástico e dois psicanalistas conversam sobre a arte, a memória e a vida. Um testemunho raro.

Vasco Araújo diz: «O mundo é feito de coisas invisíveis que quando se mostram são extraordinárias. A arte é como se fosse uma flecha que nos atiram, para nos provocar uma direcção, no sentido da observação excessiva de um objecto». A prova da afirmação é feita com sucesso em Para Grandes Solidões, Magníficos Espelhos, livro que documenta uma série de conversas entre o artista plástico e a psicanalista Carmo Sousa Lima (com vasta prática clínica, e como formadora tem orientado seminários sobre arte e psicanálise), também com a participação do psicanalista João Sousa Monteiro (co-autor de programas de rdio j﷽﷽﷽﷽﷽nteiro (co-autor de programas de rm vasta prvocar uma direç aqui no Royal, na minha frente. Passou! Ia estender a ma cádio de referência sobre psicologia e educação). Numa permuta muito pouco comum entre artistas ou intelectuais portugueses, porque delicada e generosa e não competitiva ou exibicionista, duas (depois três) sensibilidades agudíssimas e muito bem apetrechadas partilham experiências e memórias pessoais e perspectivas sobre a arte e a vida.
Através da proximidade conquistada entre os autores, abre-se também para o leitor uma janela imediata e original sobre a prática clínica e a criação artística. Vasco Araújo, na sua consistente carreira internacional tem usado diversos dispositivos e suportes (escultura, instalação, fotografia, performance, sobretudo vídeo) para desenvolver um discurso e uma poética muito singulares. A reflexão conjunta sobre algumas das suas obras ocupa uma boa parte do diálogo com Carmo Sousa Lima, mas também nestes casos o atractivo maior é o fluxo muito livre de ideias, impressões, memórias e associações.
Acompanhamos de uma hipótese teórica inovadora e das histórias, quase contos, da infância ou da experiência clínica da psicanalista às reflexões conceptuais do artista e ao posicionamento dos três intervenientes perante a estética. Para Grandes Solidões, Magníficos Espelhos desenvolve-se como um espaço de fluente observação e conhecimento dos seres e das coisas. Coisa rara hoje em dia, mostra-nos a possibilidade do encontro e da intimidade no espaço das ideias. 

Filipa Melo, Sol, 20-XII-2013