terça-feira, 25 de novembro de 2014

Os Belos Dias de Aranjuez – um diálogo de Verão | Peter Handke


Os Belos Dias de Aranjuez – um diálogo de Verão
Peter Handke

Tradução de Maria Manuel Viana

ISBN: 978-989-8566-70-6

Edição: Outubro de 2014

Preço: 9,43 euros | PVP: 10 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 64

[ Em colaboração com a 8.ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival ]


A peça Os Belos Dias de Aranjuez marca o regresso em grande de Peter Handke à escrita teatral. Um homem e uma mulher num diálogo comovente e cúmplice sobre o amor, que deixa adivinhar uma intimidade de vários anos. A troca de recordações íntimas, a primeira vez. As banalidades, às vezes uma certa rudeza, do amor. Ou o que nele nos eleva e ilumina. E, como acontece sempre na escrita de Handke, à mistura com estas recordações, uma atenção singular ao mundo, à natureza, aos pequenos sinais quase imperceptíveis que são indissociáveis dos mistérios do amor. 

Escrita por Handke directamente em francês, Os Belos Dias de Aranjuez teve estreia mundial, na versão alemã, no Festival de Viena, numa encenação de Luc Bondy, que depois abriria também a temporada do Odéon, em Paris. O realizador Wim Wenders irá realizar um filme a partir da versão francesa, co-produzido por Paulo Branco. 

Este livro, traduzido por Maria Manuel Viana, é publicado por ocasião da representação da peça na 8.ª edição do Lisbon & Estoril Film Festival, a 12 de Novembro de 2014, com encenação de Tiago Guedes e a participação dos actores Isabel Abreu e João Pedro Vaz. A representação única conta com a presença do escritor e realizador Peter Handke. 

Peter Handke [Áustria, 1942]. Com uma obra literária que se desenvolveu desde o início entre a ficção narrativa e o teatro, Peter Handke é um dos maiores autores da literatura contemporânea, que se revelou também no ensaio, na prosa de reflexão e na poesia. Muitos dos títulos que o tornaram célebre foram traduzidos em português, entre eles, A Angústia do Guarda-Redes Antes do Penalty, Uma Breve Carta para um Longo Adeus, Para uma Abordagem da Fadiga, O Chinês da Dor, Numa Noite Escura Saí da Minha Casa Silenciosa, ou Poema à Duração

No cinema, para além de uma extensa e profícua colaboração com Wim Wenders, destaca-se a realização dos filmes A Ausência e A Mulher Canhota.

Crónicas: Imagens Proféticas e Outras – 3.º volume | João Bénard da Costa



Crónicas: Imagens Proféticas e Outras – 3.º volume
João Bénard da Costa

Edição de Lúcia Guedes Vaz

ISBN: 978-989-8566-71-3

Edição: Outubro de 2014
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 272 (com reproduções a PB)


«A escrita de Bénard, costurada em digressões permanentes, parêntesis e alvéolos, mostra, além disso, como a palavra é inseparável da memória. Nos ambientes gregos inspirados, ela era tida por omnisciência de carácter divinatório, expressa no mantra: “o que é, o que será, o que foi”. Nos meios judaicos e cristãos, era interpretada pelo binómio profecia e cumprimento. A memória não é apenas o suporte da palavra: é, sobretudo, a potência (poética, maiêutica…) que confere ao verbo o seu estatuto de significação máxima.» [José Tolentino Mendonça, no Prefácio ao 1.º Volume] 

João Pedro Bénard da Costa [Lisboa, 1935 – Lisboa, 2009], foi crítico de cinema e ensaísta. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1959. Em 1963 tornou-se co-fundador e, mais tarde, chefe de redacção e director da revista O Tempo e o Modo. Seis anos depois, assumiu a coordenação do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, função que desempenharia até 1991. Entre 1973 e 1980 foi professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, e, em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, tornando-se, em 1991, seu director. Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outras homenagens, foram-lhe concedidas, em 1990, as comendas de Oficial das Artes e das Letras de França e a Ordem do Infante D. Henrique; em 1995 foi destacado com o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra; em 1997 foi nomeado Presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas – cargo, aliás, que continuaria a ocupar nos anos seguintes; e, em Dezembro de 2001, foi galardoado com o Prémio Pessoa. 

Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outros títulos, destacam-se os livros Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), Nicholas Ray (1984), Emmanuel Mounier (1960), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

Geografia Imaterial | João Barrento



Geografia Imaterial
João Barrento

Fotografias de Maria Etelvina Santos

ISBN: 978-989-8566-74-4

Edição: Outubro de 2014

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 128


O horizonte — o próximo e o distante — dos três ensaios deste livro é o da desconstrução da ideia do poema como lugar e motor de qualquer forma de utopia, e da impossível resposta à questão «O que é a poesia?». Uma vez que a poesia não existe, prefiro dirigir o olhar para a configuração do poema como matéria do puro possível, aquela que vive da tensão do aberto e melhor evidencia a «potência sem acto» da linguagem, ou a sua «pujança sem poder», aquilo que, no discurso da poesia, devém hoje para o quase-nada e não parece querer devir para outro lugar que não seja o do apagamento de sentidos definitivos. «A potência dos poetas», escreve Maria Gabriela Llansol num dos cadernos inéditos, «é uma fonte» — e não um dado adquirido ou uma qualquer forma de poder do poema sobre o mundo. Mas se for escrita do mundo (em que ela própria se inclui), mais do que mera grafia do Eu, a poesia será sempre uma espécie de «contra-música» da respiração do mundo. É também assim que ela é vista nos ensaios deste livro — e, em consonância com eles, nas fotografias de Maria Etelvina Santos que o acompanham. [João Barrento] 

João Barrento [Alter do Chão, 1940]. Estudou Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa (1958-64). Foi leitor de Português na Universidade de Hamburgo entre 1965 e 1968, e docente de Literatura Alemã e Comparada na Faculdade de Letras de Lisboa (1969-86). De 1986 a 2002, foi Professor Associado Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no jornal Público e na maior parte das revistas literárias portuguesas, bem como nalgumas estrangeiras. É ensaísta e tradutor de literatura de língua alemã. Publicou treze livros de ensaio, crítica e teoria literária, e algumas centenas de artigos. Foi Vice-Presidente do PEN-Clube Português entre 1994 e 2003; Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Germanistas (1994-96); Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Tradutores (1989-97) e da Associação Portuguesa de Literatura Comparada. Foi Professor Convidado e conferencista na Áustria, Bélgica, e em várias universidades alemãs e brasileiras. É membro de diversas organizações literárias e científicas. Recebeu numerosos prémios e condecorações nacionais e internacionais; publicou algumas centenas de artigos e ensaios, nas áreas da teoria da literatura e da tradução, das literaturas de língua alemã, da literatura comparada e da literatura portuguesa; e algumas dezenas de traduções de autores de língua alemã, especialmente poesia do século XX, teatro contemporâneo, Goethe e Walter Benjamin.

Os Trovadores Provençais | Selecção e tradução de Irene Freire Nunes e Fernando Cabral Martins



Os Trovadores Provençais
AA.VV

Selecção e tradução: Irene Freire Nunes, Fernando Cabral Martins

ISBN: 978-989-8566-72-0

Edição: Outubro de 2014

Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 304

[ Em colaboração com o IELT ]


É com a poesia trovadoresca provençal que começa a poesia europeia moderna, e, de modo particular, é a partir da sua influência que se desenvolve a poesia em português, ou galaico-português. Trata-se da primeira poesia escrita em língua novi-latina, que nasce do falar comum das nações no momento em que se constroem as grandes catedrais góticas. Por outro lado, é com esta poesia que se modela a ideia do amor como sentimento, e é no seu ambiente cultural que se vão articular os próprios conceitos de indivíduo e de subjectividade. Assim, a poesia trovadoresca provençal está no centro de um vasto e decisivo momento de transição para o nosso tempo. [Da Introdução]

Este livro reúne poesia dos trovadores provençais Guilhem de Poitiers, Jauffré Rudel, Marcabru, Cercamon, Peire d’Alvernha, Bernard de Ventadour, Rigaut de Berbezilh, Raimbaut d’Aurenga, Azalaïs de Porcairages, Guillem de Berguedà, Giraut de Bornelh, Arnaut Daniel, Arnaut de Maruelh, Bertrand de Born, Gaucelm Faidit, Condessa de Dia, Raimbaut de Vaqueiras, Peire Vidal, Raimon de Miraval, Gavaudan, Guillem de Cabestany, Guilhelm Figueira, Castelloza, Guiraut d’Espanha, Guilhem de Montanhagol, Sordel, Peire Cardenal, Cerveri de Girona (Guilhem de Cervera), Guiraut Riquier, e autores anónimos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Duelo | Joseph Conrad



O Duelo
Joseph Conrad

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8566-69-0

Edição: Novembro de 2014

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128


[…] este Duelo permanece como uma das mais logradas expressões literárias da contingência da vida perante os códigos de honra a que ela, por enobrecidos absurdos de uma civilização, aceitou sujeitar-se.
Nos dezasseis anos percorridos pelos seus quatro capítulos, dois militares constroem um destino de violência sem razão; nos seus intervalos de paz batem-se periodicamente em duelo, encontrando no prestígio mítico de Napoleão e num exacerbado sentido de honra a magia capaz de ressuscitar essa outra, dos momentos de guerra, que os levava à embriaguez convulsiva de morte em fumo e fogo nas cargas contra o inimigo. O desvanecimento desta energia nas tranquilidades da reforma profissional e as branduras do conforto burguês surge-lhes como um melancólico declínio. [Aníbal Fernandes]

Joseph Conrad nasceu em 3 de Dezembro de 1857, numa região da Polónia anexada pela Rússia (actual Ucrânia); os pais eram nacionalistas polacos, expulsos do país em 1862. Aos vinte e um anos, em Inglaterra, decide-se pela marinha mercante. Em 1886 é cidadão britânico e, passados vinte anos de mar (Extremo Oriente, Congo, América do Sul), torna-se escritor — em inglês. Faleceu em 3 de Agosto de 1924.

NÃO — uma biografia do Ar.Co (convite para lançamento)


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Arte e Técnica em Heidegger (convite para lançamento)

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