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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
A Felicidade dos Tristes I Luc Dietrich
A Felicidade dos Tristes
Luc Dietrich
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN: 978-989-8566-88-1
Edição: Janeiro de 2015
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224
Gostaria de me afundar como no mar.
Criar com a minha boca.
Que a minha mão saísse para fora das linhas…
Porque as melhores pessoas são tristes. A minha mãe é pálida, muito pálida, e mesmo quando se ri treme-lhe uma tristeza no riso como gotas de água num ramo ao sol.
Nunca vemos Jesus dar cotoveladas aos seus discípulos e torcerem-se a rir. Judas, esse, queria armar-se em esperto e afastava-se deles para se rir sozinho. Nunca se viu ninguém pensar numa coisa difícil, nos rebentos de uma árvore, no sol, como é que ele sobe e desce na água do céu, e desatar a rir-se. Aliás, só há felicidade nos tristes.
Os homens dizem: «Uma vida de cão.» Julgam que os animais são humilhados e infelizes. Mas eu tinha observado com atenção os animais e sabia que os homens se enganavam porque uma formiga nunca pára para suspirar, dizendo que a vida não vale a pena ser vivida, e não há um burro que diga: «Como me envergonho de ser burro.» E no que respeita às plantas, tanto orgulho têm por ser o que são, que nunca dizem nada a ninguém. Os animais só são infelizes quando magoam uma pata. Eu quando me magoo não me sinto infeliz. Mesmo quando era pequeno e caía, desatava a rir-me e gritava: «Dei um tombo!», ou chamava alguém para anunciar: «Tenho sangue a correr!»
Nós, nós somos infelizes por não andarmos nada contentes com o que somos, e também por não sabermos o que gostaríamos de ser. [Luc Dietrich, A Felicidade dos Tristes]
Luc Dietrich nasceu a 17 de Março de 1913 em Dijon e morreu a 12 de Agosto de 1944. A Felicidade dos Tristes, com que esteve à beira de ganhar o Prémio Goncourt em 1935, é a sua obra mais conhecida.
Almada: O que nunca ninguém soube que houve I Almada Negreiros
Almada: O que nunca ninguém soube que houve
Almada Negreiros
Textos de José Manuel dos Santos e Sara Afonso Ferreira
ISBN: 978-989-8566-87-4
Edição: Dezembro de 2014
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 16,7 × 22 cm [brochado]
Número de páginas: 152 [com imagens a cores]
[ Em colaboração com a Fundação EDP ]
Livro editado por ocasião da exposição Almada: O que nunca ninguém soube que houve (desenho, pintura, livros de artista) realizada pela Fundação EDP, na sala Cinzeiro 8 – Museu da Electricidade, em Lisboa, de 11 de Dezembro de 2014 a 29 de Março de 2015.
O conceito da exposição norteia a estrutura deste catálogo. […] Marcos de diferentes épocas, objectos raros e inacessíveis na sua plenitude, os quatro livros de artista escolhidos — Litoral, parva (1, 2, IV e 5), O Pierrot que Nunca Ninguém Soube que Houve e Quinze Panneaux de D. João I: Retable Batalha I — impenetráveis, na exposição, ao gesto da leitura, reproduzem-se aqui na íntegra. As páginas deste catálogo servem também para fixar outras obras menos conhecidas de Almada integradas na exposição. [Sara Afonso Ferreira]
Com a sua assinatura, ele marcava o mundo e apontava-o para si. A linha que crescia do d tinha um movimento que fazia daquela assinatura uma performance: espectáculo, acção, exibição, pontaria. Era assim Almada Negreiros [1893-1970], poeta-romancista-novelista-dramaturgo-ensaísta-conferencista-desenhador-pintor-vitralista-gravador-ilustrador-caricaturista-humorista-bailarino-cenógrafo-figurinista-coreógrafo-e-tudo-o-mais. Era assim aquele que desenhava com as palavras e escrevia com os olhos. Era assim aquele a quem José-Augusto França chamou o «português sem mestre, por impossibilidade de o haver, no Portugal do seu tempo de nascimento e juventude…», e em quem a ingenuidade se encontrava com a violência, o que é erudito não desconhecia o que é popular, a imaginação não expulsava o rigor. […] Esta exposição tem a assinatura de Almada, a sua simetria desigual, a sua linha em subida. Os livros de artista que aqui se mostra vão desde o jornal manuscrito parva (em latim), de 1920, até aos múltiplos, intermináveis ensaios de especulação geométrica, que atravessaram a sua vida inteira. Aqui estão eles: livros de artista avant la lettre, como se Almada tivesse o dom de fazer tudo pela primeira vez: Começar. [José Manuel dos Santos]
O Artista Fala… Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro I Júlio Pomar, Sara Antónia Matos e Pedro Faro
O Artista Fala…
Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro
Júlio Pomar, Sara Antónia Matos e Pedro Faro
Fotografias de Luísa Ferreira
ISBN: 978-989-8566-91-1
Edição: Janeiro de 2015
Preço: euros 9,52 euros | PVP: 10 euros
Formato: 16 × 22 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 112
[ Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar ]
O Artista fala… é o nome da entrevista de fundo que o Atelier-Museu fez ao pintor Júlio Pomar, no decorrer dos dois últimos anos, desde a abertura do museu monográfico dedicado à sua obra em Abril de 2013. Esta longa conversa estendeu-se por lugares e tempos diversificados, em almoços, cafés, ou visitas ao museu, e pretende trazer a público a fala própria do artista, a sua voz.
Não há mais razão nenhuma aparente para um quadro esperar dez anos até que volte a ele [risos]? Os tempos envolvidos na criação são difíceis de explicar. Quando a Menez era viva, e ela e a Paula [Rego] iam ao meu atelier, tinham uma conversa que se passava mais ou menos nestes termos: uma dizia «Como é que fizeste isto? Está tão bem». E eu respondia «Olha que isso ainda não está». Então, a outra dizia-me «Não está? Estás parvo?». Acabava quase sempre assim. O remate dependia de quem começava a conversa. Diferentes olhares, diferentes tempos, várias percepções do acto criativo e do resultado. Fazem-me muita falta essas conversas. [Júlio Pomar, in O Artista Fala…]
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