segunda-feira, 9 de março de 2015

A Reinvenção do Real – curadoria e arte contemporânea no Museu do Neo-Realismo I David Santos


A Reinvenção do Real – curadoria e arte contemporânea no Museu do Neo-Realismo
David Santos

Apresentações de Delfim Sardo e Pedro Pousada

ISBN: 978-989-8566-90-4

Edição: Dezembro de 2014

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 16 × 22 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 304 [com imagens a cores]


De uma forma quase subliminar, o projeto curatorial que David Santos aqui rememora e documenta — e que constituiu o centro do seu doutoramento apresentado ao Colégio das Artes da Universidade de Coimbra — situa-se num processo particularmente importante e relevante de, num contexto com a peculiaridade do português e numa situação concreta levemente excêntrica, reposicionar a relação entre modernidade e contemporaneidade a partir de uma circunstância política que impele a uma tematização do real nas práticas artísticas.

Que a chave para encontrar esse elo perdido entre a modernidade das grandes narrativas e a eclosão do fascínio pelas comunidades temporárias, pela memória coletiva idiossincrática das micronarrativas, ou seja, entre formulações díspares e contraditórias de equacionar o papel político da arte tenha sido desenvolvida a partir de um museu criado em volta de uma ideia celebratória de um momento histórico, ainda mais interessante torna o processo, porque no eixo de aggiornamento procurado na programação que agora fica fixada para debate futuro está patente uma intrínseca reflexão retroativa, ou melhor, retroprospetiva. [Delfim Sardo, do «Prefácio»]

David Santos é historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea. Doutorou-se em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2014). Dirigiu o Museu do Neo-Realismo entre 2007 e 2013. Dirige desde finais de 2013 o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. É autor de Marcel Duchamp e o readymade – Une sorte de rendez-vous (Assírio & Alvim, 2007).

Este livro foi publicado com o apoio do Colégio das Artes e da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

Negro Teatro de Jorge Molder I Alberto Ruiz de Samaniego



Negro Teatro de Jorge Molder
Alberto Ruiz de Samaniego

Edição bilingue – português/castelhano

ISBN: 978-989-8566-96-6

Edição: Fevereiro de 2015

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 184 [com imagens a cores]

[ Em colaboração com a Fundação EDP ]


Percorrer as imagens de Molder, que às vezes tão ferozmente nos interpelam, é como assistir à emergência inquietante de uma mascarada muito séria, um teatro enganoso em que a vítima, o testemunho, o fazedor na sombra, o vigilante e o carrasco encarnam no mesmo indivíduo, não tanto para consolação dos espectadores, nem, supostamente, por narcisismo, quanto para os enredar em estratégias de despersonalização, dominação, dissimulação e culpa, todo um teatro da crueldade e do mistério em que o sujeito aparece submerso ou refugiado numa espécie de cripta psíquica: um verdadeiro espaço de sedução medúsea — eis o que é a imagem e, especificamente, a imagem fotográfica — do qual, sem dúvida, nem ele nem os espectadores podem sair ilesos. [Alberto Ruiz de Samaniego]

Livro publicado por ocasião da exposição de Jorge Molder Rico pobre mendigo ladrón no Circulo de Bellas Artes em Madrid de 5 de Fevereiro a 17 de Maio de 2015.

Alberto Ruiz de Samaniego (1966), professor de Estética da Universidade de Vigo. É autor, entre outros, dos livros: Maurice Blanchot: una estética de lo neutro (1999); Semillas del tiempo (1999); La inflexión posmoderna: los márgenes de la modernidad (2004); James Casebere (2005); Belleza de otro mundo. Apuntes sobre algunas poéticas del inmovilismo (2005); Ser y no ser. Figuras en el dominio de lo espectral (2013); Las horas bellas. Escritos sobre cine (2015).

Parque – Os cones e outros lugares I Ricardo Jacinto



Parque – Os cones e outros lugares
Ricardo Jacinto

Textos de Nuno Faria, Ricardo Jacinto, Hugo Brito

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-99307-6-6

Edição: Janeiro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 24 cm
Número de páginas: 264 a preto e branco e a cores

[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]


A presente exposição revisita Parque, o mais amplo e complexo projecto de Ricardo Jacinto realizado até à data, e investe o território inexplorado que ficou desenhado quando o extenso colectivo de artistas e músicos que se reuniu em torno do autor se desmembrou. […]

Constituindo-se seguramente como uma das mais fascinantes obras produzidas no contexto da arte contemporânea portuguesa na última década, Parque define-se como um espaço de criação colectiva e comunitária e desenvolveu-se praticamente sem interrupções entre 2001 e 2007, articulando um conjunto de três peças performativas principais com um conjunto de apresentações mais informais que documentavam as fontes, os materiais e os conceitos que consubstanciaram o projecto. Ricardo Jacinto cruza no seu trabalho escultura, arquitectura e música para criar peças em que o espectador é convocado para experiências perceptivas intensas e, por vezes, inusitadas.

Editado por ocasião da exposição Parque – Os cones e outros lugares, de Ricardo Jacinto [25 de Outubro 2014 – 11 de Janeiro 2015, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

Ricardo Jacinto (Lisboa, 1975) vive e trabalha em Lisboa e Belfast. Artista sonoro e músico, concentra-se principalmente na relação entre som e espaço. Desde 1998 tem apresentado o seu trabalho em exposições, concertos e performances individuais e em grupo, em Portugal e no estrangeiro, e tem colaborado extensivamente com outros músicos, arquitectos e artistas. Apresentou o seu trabalho em diversas exposições individuais e colectivas como: Projet Room CCB – Lisboa, Circulo de Belas-Artes – Madrid, MUDAM – Luxemburgo, Centro Cultural Gulbenkian – Paris, Manifesta 08 – Bienal Europeia de Arte Contemporânea em Itália, Loraine Frac-Metz, OK CENTRE – Linz – Áustria, CHIADO 8 – Culturgest – Lisboa, Casa da Música – Porto e Bienal de Arquitectura de Veneza de 2006. Como músico-performer actuou em diversos locais como: Fundação de Serralves – Porto, Palais Tokyo – Paris, SARC – Belfast, Festival VERBO – São Paulo, Festival Temps d’ Images – Lisboa, Festival Rescaldo – Lisboa, Festival BigBang – CCB – Lisboa, Culturgest – Porto e Lisboa, ZDB – Lisboa, Dança Base – Edimburgo, Kabinett 0047 – Oslo, Fundação Calouste Gulbenkian – Paris e SARC – Belfast.