terça-feira, 16 de junho de 2015

Jorge Molder – Un dimanche… I Jorge Molder


Jorge Molder – Un dimanche…
Jorge Molder

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-8618-66-5

Edição: Maio de 2015

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 64 (a cores)

[ Co-edição: Câmara Municipal de Famalicão – Galeria Ala da Frente ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Jorge Molder – un dimanche…», com curadoria de António Gonçalves, realizada para a inauguração pública da Galeria (municipal) Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 30 de Maio a 11 de Setembro de 2015.

A minha casa, você ainda se lembra dela, tem espelhos e vidros que nunca mais acabam. É isso que a multiplica e que me faz sentida vontade de percorrer sempre e imparavelmente o seu espaço. Não é como no caso dos malucos e dos que precisam de andar para pensarem. É mais uma espécie de dança e de meia conversa com fantasmas familiares. E, às vezes à noite, quando os vidros são mais negros e os espelhos devolvem mais reflexos, há um ou outro, embora raramente, que me dá pequenos sinais. [Do conto «Un dimanche…», Jorge Molder]

A Composição do Ar – Coleção permanente e outras obras I Nuno Faria, Eglantina Monteiro e Emília Tavares



A Composição do Ar – Coleção permanente e outras obras
Nuno Faria, Eglantina Monteiro e Emília Tavares

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-99307-7-3

Edição: Maio de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 24 cm
Número de páginas: 160 (a preto e branco e a cores)

[ Co-edição: A Oficina – CIAJG ]

«Representar o ar, ou seja, representar aquilo que não se vê, é, talvez desde tempos de que já não nos lembramos, uma das aspirações da prática artística. O ar é matéria e meio. É matéria (vital) sem estrutura, sopro sem corpo. É um meio: transporta coisas, engendra ideias, faz-se respirar. A tentação do ar é também uma aspiração ao voo, uma fuga ao peso, a superação da gravidade. Subir acima do horizonte para ver mais e melhor. Se pensarmos bem, o ar é aquilo que nos liga – na mais integral aceção da palavra ligação – aos corpos, às coisas, aos objetos em geral. À ínfima camada de ar, impalpável e imperscrutável, que envolve um objeto, de arte ou não, chamamos aura. Trata-se de uma qualidade inexplicável que algumas coisas transportam e que as transforma em objetos de desejo, em coisas amadas e contempladas. No CIAJG os objetos atravessam o tempo e cruzam fronteiras para estabelecerem encontros cujo sentido é mais ou menos evidente, mais ou menos visível.» [ Nuno Faria ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «A Composição do Ar – Colecção permanente e outras obras», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 26 de Julho a 12 de Outubro de 2014.

O CIAJG reúne peças oriundas de diferentes épocas, lugares e contextos em articulação com obras de artistas contemporâneos. Ao longo de um percurso pelas oito salas que constituem o piso 1 do edifício, os visitantes poderão rever alguns dos ex-libris das colecções, mas também descobrir novas peças que integram as constelações de objectos e imagens organizadas a partir de tipologias como: arcaico/contemporâneo; acontecimento/história; estranho/familiar; erudito/popular;material/imaterial.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Freya das Sete Ilhas I Joseph Conrad

Freya das Sete Ilhas
Joseph Conrad

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8566-99-7

Edição: Abril de 2015

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm
Número de páginas: 128


O navio-mulher.
O mais cruel amor
em Joseph Conrad.

Mas tornou a voltar-se para o brigue. Ver a sua tão acalentada propriedade, que tinha a animá-la qualquer coisa pertencente à alma de Freya, único ponto de apoio de duas vidas neste vasto mundo, a segurança da sua paixão, a companheira de aventuras, a força que arrebataria a calma e adorável Freya, que ia trazê-la até ao seu peito e transportá-la e levá-la até ao fim do mundo; ver essa coisa bela, que dava um merecido corpo ao seu orgulho e ao seu amor, aprisionada na ponta de um cabo de reboque, não era uma agradável experiência. Havia nela qualquer coisa de pesadelo, como ver em sonhos, por exemplo, uma ave marinha carregada com um peso de correntes.[Joseph Conrad]

Este ano celebra-se o centenário do nascimento do poeta Ruy Cinatti (1915-1986). Esta tradução de Aníbal Fernandes é também a concretização de um grande desejo do poeta, evocado pelo tradutor no seu prefácio: «“Quando é que traduzes Freya das Sete Ilhas?” Qualquer dia… Era na altura a resposta possível; sem poder chegar a dizer-lhe que esse “qualquer dia” podia ser distante, distante trinta e um anos.»

Bem Comer & Curiosidades I José Quitério



Bem Comer & Curiosidades
José Quitério

ISBN: 978-989-8566-86-7

Edição: Março de 2015

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 15,5 × 22,5 cm [brochado]
Número de páginas: 594




José Quitério é um dos grandes prosadores do nosso tempo. Porventura o maior. Um jornalista? Sim, um jornalista, um escritor, um erudito, um homem de cultura, um excelente conversador. Reli, outro dia, com imenso prazer, o seu Escritores à Mesa, confirmando uma vez mais a qualidade da sua escrita. […] Durante anos a fio, tenho lido as palavras matizadas de José Quitério de uma transparência fluente em que a ironia e a graça se combinam com um hábil domínio dos vários estratos de linguagem, desde o vocabulário vivo, não raro surpreendente, à construção irónica que apela a um leitor capaz de decifrar as escalas do subtexto.

Mário de Carvalho, facebook, 6/09/2013

Eu já sabia (mas nunca tinha visto) que ele [José Quitério] é o crítico gastronómico mais culto, justo e democrático dos nossos tempos.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 21/07/2013


José Quitério nasceu em Tomar, a 10 de Abril de 1942. Jornalista, escritor e gastrónomo. Autor das seguintes obras: Livro de Bem Comer (1987), Histórias e Curiosidades Gastronómicas (1992), Comer em Português (1997), Escritores à Mesa (e outros artistas) (2010) e Bem Comer & Curiosidades (2015). Entre os galardões que lhe foram atribuídos (e outros que recusou), destaca: «Mérito Turístico», concedido pela Secretaria de Estado do Turismo, em 1987, «por grande e valioso contributo que tem prestado através dos seus artigos à gastronomia, doçaria e vinhos portugueses»; «Personalidade do Ano / Gastronomia – 1987», revista Portugal, Turismo, Actualidade; «Prémio Especial Jornalismo / Crítica», 1992, jornal Se7e; «Prémio Especial de Gastronomia», 2006, Revista de Vinhos; «Medalha de Honra» da ARESP, 2007; «Personalidade do Ano na Gastronomia», 2013, revista Wine; «Prémio Universidade de Coimbra», 2015.

Oracular Spectacular: Desenho e animismo I Daniel Barroca, Rui Chafes, Alexandre Conefrey, Mattia Denisse, Otelo Fabião, Jorge Feijão, Rui Moreira, Pedro A.H. Paixão, Gonçalo Pena, António Poppe, Paulo Serra, Thierry Simões


Oracular Spectacular: Desenho e animismo
Vários autores

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-8618-62-7

Edição: Abril de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 24 cm
Número de páginas: 264 (a preto e branco e a cores)

[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «Oracular Spectacular: Desenho e animismo», de Daniel Barroca, Rui Chafes, Alexandre Conefrey, Mattia Denisse, Otelo Fabião, Jorge Feijão, Rui Moreira, Pedro A.H. Paixão, Gonçalo Pena, António Poppe, Paulo Serra, Thierry Simões [24 de Janeiro 2015 – 5 de Abril 2015, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

Reenviando para o título da exposição, familiar a um alargado conjunto de pessoas por ser o título de um álbum de uma conhecida banda de música pop, mas de certa forma misterioso na formulação e na terminologia, procuramos relevar o cariz ou a natureza propiciatória, divinatória do desenho, que é tributário, por um lado, da rapidez, leveza e intuição, capacidades aliadas ao inconsciente, e, por outro lado, da minúcia, qualidade de pormenorização e de ordenação que, indiscutivelmente, possibilita. Assim, o desafio foi de revelar o modo particular como, num conjunto amplo de uni-versos artísticos, se processa, se formula o momento antes de mostrar, antes de fixar a forma ou a figura. No fundo, fazer aceder o espectador ao círculo que delimita o território interdito do ritual, o espaço do sagrado e do segredo do fazer artístico do qual o desenho participa. Oracular Spectacular convoca e faz conviver aparições, fantasmas, esconjurações, ocultações, camadas temporais e semânticas, corpos sem forma e formas sem corpo, cantos, orações e meditações, o ar e a terra, entidades humanas, vegetais e animais, num mesmo plano de significação. [Nuno Faria]

O desenho provém das zonas mais íntimas e luminosas de um artista, aquelas que o acompanham sempre e das quais ele não poderá fugir nunca. O desenho é uma linha contínua, permanente em toda a caminhada que um artista faz através do Mundo. É uma escrita de fogo, frágil e irredutível ao mesmo tempo. Para qualquer artista, é a linha mais curta entre a cabeça e a mão, entre o coração e a alma: é, sem dúvida, o trabalho mais íntimo de um artista. São estas frágeis linhas que são capazes de instaurar as mais profundas sombras neste mesmo Mundo. [Rui Chafes]

terça-feira, 31 de março de 2015

Um Milhão Conta Redonda ou Lemuel Pitkin a Desmantelar-se I Nathanael West



Um Milhão Conta Redonda
ou Lemuel Pitkin a Desmantelar-se
Nathanael West

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8566-59-1

Edição: Fevereiro de 2015
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160


Uma fábula de riso incómodo.
O ditador oculto nos mecanismos da democracia.
O «sonho americano» a desmantelar-se.

Depois de Miss Lonelyhearts, [Nathanael] West cometeu outro desvio ao previsível como tema de romance, e foi a subversão de uma das mais queridas mitologias do país; a do self-made man que nenhum contratempo esmorece, que da pobreza honrada ascende aos muitos dólares do conforto milionário. Para este cometimento que veio a chamar-se Um Milhão Conta Redonda ou Lemuel Pitkin a Desmantelar-se (complicado título que substituiu America, America, o mesmo que Elia Kazan escolheria para o seu filme autobiográfico), West lembrou-se de Voltaire e da peregrinação de Candide, mas sobretudo de Horatio Alger, um autor de optimismos patrióticos que viveu entre 1832 e 1899 […].

As ameaças que West pressentia na actividade dos movimentos fascistas e no descontentamento político dos conservadores incitou-o a morder em Horatio Alger e na sua literatura de rasteiro patriotismo — a parodiar-lhe as ingenuidades de puritano de Massachusetts, os momentos de incontenção racista, os apelos «ao leitor amigo» para se condoer das personagens designadas por «nosso herói» e «nossa heroína» — e sob esta divertida superfície cometer as crueldades do «desmantelamento» físico de Pitkin, da escolha de Betty para uma das mulheres mais generosamente violadas da literatura americana, para criar um curioso Mr Whipple, ex-presidente dos Estados Unidos que todos estes malefícios justifica com a acção sub-reptícia dos judeus da banca internacional e dos sindicatos bolchevistas, inimigos os mais temíveis da América das Oportunidades.

Nathanael West [1903-1940, escritor, dramaturgo e guionista americano] — um contador de histórias «visuais», um construtor da acção «vista» e dialogada, com lugar exíguo para os interregnos onde, em silêncio de diálogo, poderia passar-se a um aprofundamento psicológico das personagens, essas a que ele sabe conferir toda a espessura apenas com o que dizem e fazem, ou seja, propondo-nos qualquer coisa próxima de um cinema lido e realizado na mente de quem o lê. Foram características que o mostraram a Hollywood como trunfo apetecível […]. [Aníbal Fernandes]