terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os Ombros da Marquesa – e outras ironias I Émile Zola

Os Ombros da Marquesa – e outras ironias
Émile Zola

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-99307-0-4

Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160



Um Zola irónico, um Zola-outro, excêntrico à grave dureza do mundo 
dos seus Rougon-Macquart.


O Émile Zola contista — os seus momentos do romancista em férias — mostra-se exímio a garantir, entre as balizas do espaço que os jornais lhe determinavam, e com grande eficácia, todos os efeitos que imaginou para uma história. Fê-lo sob diferentes humores. Encontramo-lo romântico, dramático, cómico, fantástico, afastado do naturalismo das suas obras centrais e muitas vezes a solicitar-nos aquela «voluntária suspensão da incredulidade» que Coleridge citou como essencial à fruição máxima de certas obras literárias. [Aníbal Fernandes]


«Desde há quinze meses a marquesa está desolada, desesperada, aniquilada. Tem pavorosas enxaquecas, maus humores terríveis. Bate com impaciência nas suas criadas de quarto; e a si mesma bateria, se não tivesse respeito pela sua encantadora pessoa. Ai de mim! Desde há quinze meses a marquesa não frequentou o mais insignificante baile, não teve uma única ocasião para mostrar os ombros.

Já vos falei do bom tempo destes ombros famosos, os mais sólidos sustentáculos do Segundo Império. Ela mostrava-os até aos rins, até ao bico dos seios, e convertia os mais austeros às maravilhas do regime. Foram esses ombros que fizeram, junto dos ministros, nas embaixadas, aplaudir a guerra do México e as outras tolices de Bonaparte. M. Rouher nunca teria consentido no segundo plebiscito se esses ombros lhe não tivessem garantido a vitória.

Estaria a carreira destes ombros terminada? Ela teria de reformar-se, seguindo o exemplo de certos marechais do Império? Já tinham deixado de combater! Ficariam metidos no estojo, quero eu dizer na blusa, como velhas armas enferrujadas com um interesse que só era arqueológico!» [Émile Zola]


Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar


Edição & Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar
Júlio Pomar

Textos de Sara Antónia Matos, Maria Teresa Cruz, Pedro Faro

ISBN: 978-989-8618-68-9

Preço: 14, 15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 21 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

[Em colaboração com os Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar]

Livro publicado por ocasião da exposição «Edição & Utopia — Obra gráfica de Júlio Pomar», apresentada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 24 de Outubro de 2014 a 8 de Março de 2015.

O que leva um artista a fazer edições e tiragens de múltiplos de uma mesma imagem? A exposição «Edição e Utopia – Obra gráfica de Júlio Pomar» procura levantar um conjunto de questões relacionadas com as práticas da gravura, da serigrafia e, lato sensu, das formas de reprodução de imagens. O que motiva, em diferentes momentos, o recurso a técnicas que permitem uma multiplicação de imagens? Com que fim?
As práticas da gravação, as edições mais ou menos especiais, as tiragens mais ou menos limitadas, transportam uma espécie de contradição: a difusão e circulação alargada da imagem da obra de arte, cuja natureza singular e irrepetível a torna restrita a um universo especializado – paradoxo que em si mesmo releva uma utopia.

Cristina Ataíde. Ser Linha Ser



Cristina Ataíde. Ser Linha Ser
Cristina Ataíde

Textos de João Pinharanda

ISBN: 978-989-8618-70-2

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 23 × 28 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ser Linha Ser» realizada na Fundação Carmona e Costa entre 9 de Julho e 3 de Outubro de 2015.

O trabalho de Cristina Ataíde, a partir da energia positiva que o determina, coloca-nos num campo em que a nostalgia da evocação conduz à magia da convocação. A necessidade e a ritualização dessa convocação do mundo está no cerne da sua obra; e a palavra, como a imagem representativa, são os recursos que usa para enfrentar a violenta diferença de escalas entre a representação microcósmica que a arte nos fornece e a realidade macrocósmica que, em vão, pretendemos abranger ou compreender. As escolhas, no seu trabalho, não são tanto tarefas de exclusão mas de distinção (embora, às vezes, também, de fusão): por exemplo, entre o alto e o baixo, a natureza e o humano, o céu e a terra, entre o bem e o mal, entre a precariedade e a duração, entre o eu e os outros… […]
O seu trabalho é memória e poesia: imagens de silêncios pensadas contra o Silêncio, imagens de desertos feitas contra o Deserto. [João Pinharanda]

Cristina Ataíde nasceu em Viseu em 1951. Vive e trabalha em Lisboa. É licenciada em Escultura pela ESBAL e frequentou o curso de Design de Equipamento da mesma escola. Foi directora de produção de Escultura e Design da Madeira, de 1987 a 1996, onde trabalhou com vários artistas como Anish Kapoor, Michelangelo Pistolleto, Keit Sonnier. Professora convidada na Universidade Lusófona em Lisboa de 1997 a 2012. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, FLAD, Fundação Oriente e SEC. Realizou diversas residências artísticas. A sua obra, feita muitas vezes em viagem, transita entre a escultura e o desenho passando pela fotografia e o vídeo. Está representada em inúmeras colecções privadas e públicas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fotografia: Modo de Usar


Fotografia: Modo de Usar

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-71-9

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em português

[Em parceria com o Novo Banco]

O objetivo central que presidiu a esta publicação foi a de produzir uma visão alargada da fotografia que hoje se pratica em Portugal no campo das artes visuais e deixando de lado um pensamento disciplinar sobre a fotografia. Poderíamos dizer que se centrou mais no campo do fotográfico do que no campo da fotografia enquanto tal — ou seja, no campo da fotografia que possui uma expressão que passa por uma integração numa tradição (por mais ficcionada que ela seja) de uma história da fotografia. Não é, portanto e também, um livro de história da fotografia, embora possa contribuir para alguma sistematização a partir dos seus praticantes, mas é-lhe central a condição de que a reflexão sobre a fotografia tem conhecido desenvolvimentos muito interessantes no interior do campo cultural das artes visuais, mais do que no campo específico disciplinar da fotografia — o que, aliás, não é mais do que uma consequência da diluição disciplinar que o último meio século generalizou. [Delfim Sardo]

Photography: A User’s Manual


Photography: A User’s Manual

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-75-7

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em inglês

[Em parceria com o Novo Banco]

In order to clarify the history and methodology of this publication, we should first say that it is intended as broad and inclusive overview of the photography now being produced in Portugal within the context of the visual arts, while avoiding a disciplinary analysis of photography. We could say that this book is more focused on the field of the photographic than in the field of photography itself — this is, on the field of photography as an expression that is subsidiary to a tradition (however fictional it may be) included in a history of photography. Therefore, this book does not claim to pertain to the discipline of the history of photography, even if it can be used as a source and contribute to some systematization of the field. A key issue in this publication, the claim that the reflection on photography has had very interesting developments within the cultural field of the visual arts, much more than within the specific disciplinary field of photography — something that should be seen as a consequence of the widespread dilution of disciplinary boundaries in the last five decades. [Delfim Sardo]

Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015


Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015

Textos de Filipa Oliveira, João Grama, João Pinharanda, Luísa Santos, Nuno Vicente, Sérgio Mah, Teresa Braula Reis

ISBN: 978-989-8618-67-2

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 21 × 29,5 cm (brochado)
Número de páginas: 152 (com fotografias a cores)

[Em colaboração com a Fundação EDP]


Catálogo da exposição «Prémio Novos Artistas Fundação EDP», apresentada, nesta 11.ª edição do Prémio, no Museu da Eletricidade, de 26 de Junho a 20 de Setembro de 2015.

«A Fundação EDP procura com este Prémio revelar novos talentos e abrir perspectivas de futuro. A selecção criteriosa e a participação numa exposição colectiva têm-se revelado fundamentais para a afirmação do trabalho de artistas emergentes da arte contemporânea.» [Fundação EDP]

Artistas escolhidos em 2015:

Joana Escoval [Lisboa, 1982]; João Grama [Lisboa, 1975]; Manuel Caldeira [Oeiras, 1979]; Marco Pires [Alcobaça, 1977]; Nuno Vicente [Chartres, França, 1981]; Pollyanna Freire [São Paulo, Brasil, 1982]; Teresa Braula Reis [Lisboa, 1990]; Vasco Futscher [Lisboa, 1987].

Artista premiado em 2015:

Mariana Silva [Lisboa, 1983]

José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais e algumas variações


José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais 
e algumas variações
José de Guimarães

Textos de Nuno Faria, Luís Jardim, Mário Fontinha, Mesquitela Lima

ISBN: 978-989-8618-73-3

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 24 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (a preto e branco e a cores)
Edição bilingue: português-inglês

[Co-edição: A Oficina, CIPRL]


Catálogo publicado por ocasião da exposição «José de Guimarães. Pintura – Suites monumentais e algumas variações», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 25 de Abril a 29 de Setembro de 2015.

No contexto da obra heterogénea de José de Guimarães, a pintura emerge como o principal continente, o território de onde tudo parte e aonde tudo chega. Trata-se de uma produção imensa, plural nos formatos e suportes, marcada pelas diversas incursões que o artista tem feito pelas mais distantes regiões do mundo. Uma produção porosa, aberta à experimentação, em que se pode discernir com nitidez as diferentes conquistas, as influências, os processos de maturação, a reinvenção formal, a proliferação dos materiais, a construção de um imaginário povoado de bestiários e marcado pela sucessão de diferentes alfabetos ideográficos. […]

A exposição dá particular destaque ao período angolano, um dos mais estimulantes de todo o percurso de JG, reunindo um conjunto de trabalhos produzidos entre 1967 e 1974 que remetem para uma prática expandida da pintura, em termos de suportes, técnicas e materiais, mas sobretudo pelo seu forte pendor experimental e crítico,operando, então, uma inédita e idiossincrática síntese entre a arte pop europeia e os signos que aprendia no seu contacto com a cultura africana. […]

Com mais uma exposição monotemática dedicada ao trabalho de José de Guimarães, o CIAJG prossegue uma das linhas da sua missão: revisitar, reler e reapresentar a obra de um autor central do panorama artístico em Portugal, a partir do significativo espólio reunido nas suas reservas. [Nuno Faria]