terça-feira, 24 de novembro de 2015

Imagens Proféticas e Outras – 4.º volume I João Bénard da Costa


Imagens Proféticas e Outras – 4.º volume
João Bénard da Costa

Edição de Lúcia Guedes Vaz

ISBN: 978-989-8566-92-8

Edição: Novembro de 2015

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros

Formato: 14,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 272 (com reproduções a PB)


A escrita de Bénard, costurada em digressões permanentes, parêntesis e alvéolos, mostra, além disso, como a palavra é inseparável da memória. Nos ambientes gregos inspirados, ela era tida por omnisciência de carácter divinatório, expressa no mantra: «o que é, o que será, o que foi». Nos meios judaicos e cristãos, era interpretada pelo binómio profecia e cumprimento. A memória não é apenas o suporte da palavra: é, sobretudo, a potência (poética, maiêutica…) que confere ao verbo o seu estatuto de significação máxima.
[José Tolentino Mendonça, no Prefácio ao 1.º Volume]

João Pedro Bénard da Costa [Lisboa, 1935-Lisboa, 2009], foi crítico de cinema e ensaísta. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1959. Em 1963 tornou-se cofundador e, mais tarde, chefe de redacção e director da revista O Tempo e o Modo. Seis anos depois, assumiu a coordenação do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, função que desempenharia até 1991. Entre 1973 e 1980 foi professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, e, em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, tornando-se, em 1991, seu director.
Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outras homenagens, foram-lhe concedidas, em 1990, as comendas de Oficial das Artes e das Letras de França e a Ordem do Infante D. Henrique; em 1995 foi destacado com o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra; em 1997 foi nomeado Presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas – cargo, aliás, que continuaria a ocupar nos anos seguintes; e, em Dezembro de 2001, foi galardoado com o Prémio Pessoa.
Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outros títulos, destacam-se os livros Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), Nicholas Ray (1984), Emmanuel Mounier (1960), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

Artigos Portugueses (edição aumentada) I Miguel Tamen


Artigos Portugueses
edição aumentada

Miguel Tamen

ISBN: 978-989-8566-95-9

Edição: Novembro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm
Número de páginas: 192



A primeira edição deste livro foi publicada em 2002. Não mudei muito de ideias, mas fui entretanto escrevendo e nalguns casos publicando coisas que acho agora que podiam ter pertencido ao conjunto original. O que definia o conjunto original, e continua a definir este conjunto, não é coligir tudo o que escrevi sobre autores portugueses: é coligir coisas que escrevi sobre autores portugueses que admiro. Sete dos catorze capítulos desta edição são novos. 
[do «Prefácio à Edição Aumentada»]

O meu interesse por literatura portuguesa, como aliás suponho que o de quase toda a gente, sempre foi selectivo, ocasional e privado. Estes três adjectivos descrevem bem, a meu ver, o livro que se segue […]
[Miguel Tamen]

Miguel Tamen é professor e Director do Programa em Teoria da Literatura na Universidade de Lisboa. Foi desde 2000 professor visitante na Universidade de Chicago. Foi também senior fellow no Stanford Humanities Center (2003/4) e Rockefeller Fellow no National Humanities Center (2010/1). É autor de seis livros, entre os quais Friends of Interpretable Objects (Harvard UP, 2001; trad. port. D. Antunes, Assírio & Alvim, 2003) e What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books (Harvard UP, 2012), para além de artigos, traduções e edições. Artigos Portugueses foi publicado em primeira edição pela Assírio & Alvim em 2002. É agora republicado numa edição muito aumentada.

Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado



Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado
Lourdes Castro

Textos de Paulo Pires do Vale, Johanna Drucker, José Luís Porfírio

ISBN: 978-989-8618-78-8

Edição: Outubro de 2015

Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Todos os Livros», de Lourdes Castro, com curadoria de Paulo Pires do Vale, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.

A exposição que agora se apresenta, «Lourdes Castro. Todos os livros», reúne os livros que a artista realizou desde 1956 até ao presente, muitos deles expostos agora pela primeira vez. Esta escolha da Biblioteca de Arte para realizar a sua primeira exposição vem, por um lado, dar continuação a uma ligação entre Lourdes Castro e a Fundação Calouste Gulbenkian que remonta à década de 1950, quando à artista foi atribuída uma das primeiras bolsas de estudo concedidas pela Fundação a artistas portugueses, permitindo-lhes procurar no exterior a formação artística que em Portugal não encontravam. Representada na colecção do Centro de Arte Moderna, a obra de Lourdes Castro tem sido objecto de diversas exposições […].
Dos livros que se mostram — que pertencem, na sua maioria, à colecção particular da artista — encontram-se os primeiros que realizou, onde os seus desenhos se relacionam e iluminam a palavra dos textos de poetas como Rilke, Rimbaud, Apollinaire e Herberto Helder, e aqueles onde começou a utilizar o rodhoïde o plexiglas, criando livros-objectos.
Muitos destes livros são únicos e outros tiveram edições limitadas, feitas em serigrafia; alguns resultaram da colaboração com escritores, como Benjamin Patterson, outros ainda da recolha sobre um tema da sua predilecção. Foram muitas as possibilidades que a estrutura do livro permitiu que explorasse e fica evidente, nos muitos livros que Lourdes Castro criou, o interesse e o afecto que a artista tem por este dispositivo, desde a concepção, com René Bertholo, da revista e editora KWY, até hoje. Entre os livros inéditos, é apresentado pela primeira vez, emoldurando-se individualmente as suas folhas, Un autre livre rouge, um livro feito em Paris no início dos anos 1970, em colaboração com Manuel Zimbro. [Ana Paula Gordo]

Un autre livre rouge I Lourdes Castro


Un autre livre rouge
Lourdes Castro

Design e concepção gráfica de Lourdes Castro e Manuel Rosa

ISBN: 978-989-8618-79-5

Edição: Outubro de 2015

Preço: 47,17 euros | PVP: 50 euros
Formato: 24 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 240

[em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]

Un autre livre rouge foi publicado por ocasião da exposição «Todos os livros», de Lourdes Castro, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, com curadoria de Paulo Pires do Vale, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.

Imaginação & Ironia I Costa Pinheiro



Imaginação & Ironia

Texto, imagens e arranjo gráfico

Costa Pinheiro

Prefácio de Bernardo Pinto de Almeida

ISBN: 978-989-8618-93-1

Edição: Novembro de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 15,7 × 21 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 104 (imagens a cores e preto e branco)

[em colaboração com a São Roque – Antiguidades e Galeria de Arte]


Este livro de Costa Pinheiro foi publicado pela primeira vez em língua alemã com o título Imagination & Ironie, pela Starczewski Verlag, em 1970, com arranjo gráfico também do autor. Alguns anos mais tarde a Galeria 111 publicou um folheto com a tradução portuguesa dos textos originais em alemão e francês, feita por Costa Pinheiro.

Esta edição São Roque – Antiguidades e Galeria de Arte | Documenta respeita o design gráfico da edição original alemã, premiada pela Fundação Erika-Reuter Lemförde, em 1970.

A ironia? Também acredito que seja absolutamente necessária. Quando eu era pequeno, achava a situação de um pinto a sair do ovo extremamente irónica… Mais tarde, achei de pura ironia o facto de a Terra estar suspensa no espaço.

Mais tarde, ainda, compreendi que as pessoas que não têm ironia, perderam qualquer coisa na sua vida que lhes é especialmente importante. De resto: os cientistas devem saber como é cheio de ironia (muitas vezes) o seu trabalho de investigação. Pensei muitas vezes também que em cada pessoa vive uma «criança»… mas o que já não acho nada irónico é que a matem… [Costa Pinheiro]

Figura cimeira da arte portuguesa do séc. XX, Costa Pinheiro nasce em Moura em 1932. Bolseiro do Ministério da Cultura da Baviera, estudou na Academia de Belas-Artes de Munique. Posteriormente, como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, instala-se em Paris em 1960, onde funda o grupo KWY, em conjunto com Lourdes Castro, João Vieira, Gonçalo Duarte, René Bertholo, José Escada e ainda Jan Voss e Christo. Em 1963 regressa a Munique e passa a desenvolver a sua actividade artística entre esta cidade e o Algarve. Amigo de Joseph Beuys, um dos artistas mais relevantes da segunda metade do século XX, Costa Pinheiro chega a ser convidado por ele para ensinar na Academia de Belas-Artes que dirigia em Düsseldorf. Morre a 9 de Outubro de 2015.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura para David Santos e Pedro Bandeira

 

PRÉMIOS DE CRÍTICA E ENSAÍSTICA DE ARTE E ARQUITETURA

AICA / FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA

ATRIBUÍDOS EX AEQUO A DAVID SANTOS E PEDRO BANDEIRA



O júri do Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura AICA/ Fundação Carmona e Costa, constituído por Raquel Henriques da Silva, Ricardo Carvalho e presidido por João Silvério, decidiu atribuir ex aequo o Prémio relativo ao biénio 2013/2014 a David Santos e Pedro BandeiraO prémio promovido pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte, no valor de 10.000 euros, é o resultado da parceria com a fundação carmona e costa