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| Mário Cesariny, Sergio Lima e Herberto Helder (Lisboa, 1994) |
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sexta-feira, 9 de agosto de 2019
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Os Nomes da Obra – Herberto Helder ou O Poema Contínuo I Rosa Maria Martelo
Os Nomes da Obra – Herberto Helder ou O Poema Contínuo
Rosa Maria Martelo
ISBN: 978-989-8834-19-5
Edição: Abril de 2016
Preço: 10,38 euros | PVP: 11 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 96
[em colaboração com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa]
«O filme [da alma] é uma secreta murmuração e nela participam obliquamente todas as coisas, há a memória de um crime arcaico, maternal, um baptismo no sangue múltiplo daquilo que vive para morrer, e a paixão, o vento das potências que nos extravia, braços abertos, rosto luzindo, um grito contra a parede. Vê como as folhas das árvores palpitam na claridade! Vê como a noite fecha as tuas janelas! É isto.»
…
No título Ou o Poema Contínuo, que Herberto Helder usou por duas vezes, a conjunção inicial relaciona-se com o nome de autor e diz-nos como ler a escrita de uma vida. Leia-se em Herberto Helder o outro nome da obra, o outro nome da «canção ininterrupta». O poeta via na escrita um processo de «nomeação física», de montagem das imagens, a invenção de uma «irrealidade objectiva». Em 2013, recuperou um texto anterior para sopesar o caminho percorrido: «cumprira-se aquilo que eu sempre desejara — uma vida subtil, unida e invisível que o fogo celular das imagens devorava. Era uma vida que absorvera o mundo e o abandonara depois, abandonara a sua realidade fragmentária. Era compacta e limpa. Gramatical».
Rosa Maria Martelo [Vila Nova de Gaia, 1957] é professora associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, a cuja Direcção pertence. Doutorada em Literatura Portuguesa, tem privilegiado o estudo da poesia e das poéticas modernas e contemporâneas. No âmbito da Literatura Comparada e dos Estudos Interartísticos, os seus trabalhos centram-se nas relações palavra/imagem, particularmente nos diálogos da poesia moderna e contemporânea com o cinema. Algumas publicações no âmbito do ensaio: A Forma Informe — Leituras de Poesia (2010) e O Cinema da Poesia (2012).
sábado, 23 de novembro de 2013
Herberto Helder (Funchal, 23-XI-1930)
Fotografia do espólio Alberto Lacerda, gentilmente cedida por Luís Amorim de Sousa
AOS AMIGOS
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
— Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
Herberto Helder
AOS AMIGOS
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
— Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
Herberto Helder
Toda a obra de Herberto Helder à sua disposição nas
Pátio Siza - Rua Garrett, 10 | Rua do Carmo, 29 | Lisboa
Telefone 212460505 segunda a sábado: 12h-19h | domingo: 15h-19h}
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
«O cinema extrai da pintura a acção latente de deslocação, de percurso.Tome-se um poema: não há diferença» (HH)
L’homme est le seul être qui s’intéresse aux
images en tant que telles.
Giorgio Agamben, Image et Mémoire
Que carga e equilíbrio de forças são esses que atravessam o
universo lírico, as suas ameaças e imagens, e nos
depõem na órbita da palavra, da figuração, da música?
Herberto Helder, «O Nome Coroado»
universo lírico, as suas ameaças e imagens, e nos
depõem na órbita da palavra, da figuração, da música?
Herberto Helder, «O Nome Coroado»
«Os ensaios reunidos neste livro constituem diferentes tentativas de aproximação aos processos de fazer imagem na poesia moderna e contemporânea. Embora trabalhem obras e questões diferenciadas, todos incidem sobre formas de conceber e articular as imagens na poesia, ou sobre os modos como o texto poético se pensa em diálogo com outras artes da imagem, especialmente o cinema. O carácter plural, proliferante, da imagem na poesia de tradição moderna sugere com frequência relações de intermedialidade com a imagem em movimento produzida tecnicamente, e essa é uma questão que este conjunto de ensaios privilegia, embora enquadrando-a num espaço de reflexão mais amplo.»
Rosa Maria Martelo, «Preâmbulo», O Cinema da Poesia, Documenta, 2012.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
«Un Certain Malaise», de Rodrigo Amado
Un Certain Malaise
Rodrigo Amado
Texto | Text
Gonçalo M. Tavares
bilingue (português | inglês).
ISBN 978-989-8618-03-0 | PVP 35 €
Desta edição única foram impressos 500 exemplares, numerados e assinados pelo autor.
«Escrevo o poema — linha após linha, em redor de um pesadelo do desejo, um movimento da treva, e o brilho sombrio da minha vida parece ganhar uma unidade onde tudo se confirma: o tempo e as coisas.»
Herberto Helder, Os Passos em Volta.
«Embora registando espaços interiores, exteriores ou abrindo-se ainda a elementos fragmentares de uma natureza fragilizada pela mão do homem, embora fixando lugares distantes e distintos na geografia política e cultural da Europa, embora descobrindo corpos diferentes entre si (mas todos em trânsito entre um mundo de sombras e um campo de silêncios), o conjunto de duas dezenas de fotografias de Rodrigo Amado estabelece um percurso urbano que podemos imaginar coeso. Como se as imagens coleccionadas nos levassem a percorrer (vendo, ouvindo, agindo) as diferentes cidades que existem numa mesma cidade subjectiva. E há estratégias de fixação imediata (visual) do tema e estratégias de desenvolvimento sequencial (narrativo/musical) desse mesmo tema que Rodrigo Amado explora — poderemos perceber melhor os sentidos destas imagens sabendo que Os Passos em Volta, de Herberto Helder, foi a obra de onde partiu e aonde chegou esta sua viagem interior.
[...]»
João Pinharanda, «Algumas Cidades / Some Cities», in Un Certain Malaise.
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