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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Sinal Respiratório — Cartas para Sergio Lima I Mário Cesariny


Sinal Respiratório — Cartas para Sergio Lima
Mário Cesariny



Apresentação de Sergio Lima
Edição e posfácio de Perfecto E. Cuadrado

ISBN 978-989-9006-02-7 | EAN 9789899006027

Edição: Novembro de 2019
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 200

Com a Fundação Cupertino de Miranda



Atrasado como estou em dar-lhe sinal respiratório não vou deixar o dia de hoje sem ao menos pôr aqui escrito o abraço ininterrupto que vai de mim para seu 
desde o primeiro dia do nosso contacto.
[Mário Cesariny, carta de 20 de Abril de 1977]



A primeira notícia de Mário Cesariny me foi dada por Aldo Pellegrini, em meados de 1967, quando da nossa troca de cartas para a montagem em São Paulo da I Exposição Surrealista, aliás XIII Exposição Internacional do Movimento dos Surrealistas. De imediato lhe escrevi sobre os planos da exposição. Em seguida enviou todo um material do movimento em Lisboa — envio urgente que Mário me comunicou por telegrama, dia 13 de julho ’67. A partir do que nossa correspondência vai se estender larga e loucamente, com umas poucas interrupções até 1995 e depois, nos últimos anos, torna-se rara e muito espaçada.
Mesmo assim vigorou sempre a parceria e cumplicidades que culminariam com a entrevista em vídeo que lhe fiz — em fins de junho 2006 — por ocasião da apresentação da «boneca» da revista-almanaque A Phala 2. Projeto esse, afinal, de que fora o principal incentivador desde meados de 1987 e que agora tinha em suas mãos.
[Sergio Lima]


O Surrealismo é justamente o mar de descobertas e naufrágios onde navegaram juntos Mário Cesariny e Sergio Lima, junto a muitos outros que sentiram a necessidade e a urgência românticas de sair da caverna à procura da luz e do caminho para a conquista do Absoluto (no conhecer, no sentir e no dizer uma realidade reabilitada, uma realidade poética, isto é, transformada e transtornada pela imaginação, como Cesariny pedia). 
[…] 
As cartas de Mário Cesariny para Sergio Lima, como as enviadas para Laurens Vancrevel ou Cruzeiro Seixas, são um documento importante para a história do Surrealismo e, de maneira muito especial, para a história da intervenção surrealista em Portugal e no Brasil e as suas ligações através do diálogo entre dois dos seus protagonistas maiores.
[Perfecto E. Cuadrado]


Sergio Lima, nome artístico de Sergio Claudio de Franceschi Lima, nasceu no dia 28 de Dezembro de 1939 em Pirassununga, São Paulo, Brasil. Escritor-pintor, envolveu-se, desde 1955, com o surrealismo e o cinema. Em Paris, a partir de Setembro de 1961, passa a participar nas reuniões do grupo surrealista de Paris, no café La Promenade de Vénus, convidado pelo seu fundador André Breton. Desde então, é o responsável pela activação do surrealismo no Brasil e nos países de língua portuguesa, especialmente em Portugal, onde estabeleceu um diálogo muito próximo com Mário Cesariny. Estreou-se com Amore (Massao Ohno, 1963), obra referida na revista surrealista parisiense La Brèche. No Brasil, entre outras actividades, realizou a XIII Exposição Internacional do Surrealismo (1967), traduziu e organizou a antologia de poemas Amor Sublime, de Benjamin Péret (Brasiliense, 1985), e promoveu a exposição «Collage — Homenagem ao Centenário de André Breton (1896-1996)». Em 1995, inicia a publicação de A Aventura Surrealista, projecto de grande fôlego que se propõe compilar as ideias e as produções do movimento surrealista no Brasil e no mundo. Vive em São Paulo, num pequeno bosque verde cercado pelo bares da Vila Madalena.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cartas de Mário Cesariny para Sergio Lima

Fundação Cupertino de Miranda — V. N. Famalicão
28-30 de Novembro de 2019

No sábado, dia 30, às 15h45, será lançado o livro 

Mário Cesariny
Sinal Respiratório — Cartas para Sergio Lima
Apresentação de Sergio Lima
Edição e posfácio de Perfecto E. Cuadrado
Edição Fundação Cupertino de Miranda e Documenta


Fotografia de Eduardo Tomé.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Gatos Comunicantes I Apresentação


Gatos Comunicantes — Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny

Apresentação por 
Manuel Rosa e Perfecto E. Cuadrado

24 de Novembro de 2018, às 16 horas, em Famalicão
no âmbito da iniciativa da Fundação Cupertino de Miranda 
«Mário Cesariny – Encontros XII»

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel I Mário Cesariny



Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel
Mário Cesariny

Apresentação, tradução e notas de Maria Etelvina Santos
Posfácio e comentários de Laurens Vancrevel

ISBN: 978-989-8834-82-9

Edição: Outubro de 2017

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 512


[co-edição com a Fundação Cupertino de Miranda]



Mário Cesariny: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral»

«enquanto houver água na água»
expressão tão bela,
tão reveladora, da sede, do desejo a agir,
com a sua imagem dupla de redução
(pela purificação) da água pela água –
num poema meu, diz-se
«um rio à beira do rio»
[Mário Cesariny a Frida e Laurens Vancrevel, 23 de Julho 1978]

A correspondência trocada durante trinta e seis anos entre Mário Cesariny, a minha mulher Frida e eu próprio, da qual se reproduzem neste livro as cartas do Mário, dá testemunho da profunda amizade que nos uniu e, é preciso dizê-lo, revela apenas uma pequena parte da história. Faltam a essa correspondência as conversas calorosas que tivemos durante as nossas estadas em Lisboa e as visitas do Mário a Amsterdão; faltam ainda todas as conversas telefónicas.
[Laurens Vancrevel]

[…] a troca epistolar, prolongada e intensa pela amizade, de Cesariny com Frida e Laurens Vancrevel, excede em muito o interesse factual, embora também este seja da maior importância, uma vez que os factos mais relevantes associados ao(s) movimento(s) surrealista(s), cisões, novos recomeços, revistas e outras publicações, exposições, nomes reconhecidos no domínio literário e nas artes plásticas, são objecto de diálogo, de opinião, de tomada de posições, desde finais dos anos sessenta até 2005, data da última carta enviada por Cesariny aos Vancrevel.
[…]
Estes três interlocutores – Mário Cesariny, Frida De Jong e Laurens Vancrevel – escrevem, pintam, traduzem. […] Do livro que nasce ao livro que se publica, quer seja pela mão de Laurens Vancrevel, da casa editora Meulenhoff ou da revista Brumes Blondes que dirige, quer em folhas volantes tão do agrado de Cesariny, fala-se muito de pintura, de música, de poesia, da vida: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral», escreve o poeta na última carta.
[Maria Etelvina Santos]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Arte de Bailar em Silêncio I Danças Ocultas e Cesariny

Fotografias de Joana Rosa de Sousa


A ARTE DE BAILAR EM SILÊNCIO
Música de 
DANÇAS OCULTAS 
para poesia de 
MÁRIO CESARINY
dita por Cesariny

Concerto de Encerramento
Organização: Fundação Cupertino de Miranda
Comissários: Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 
Vila Nova de Famalicão, 24, 25 e 26 de Novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mário Cesariny e "O Virgem Negra" I Convite

Capa: Mário Cesariny, Homenagem a Fernando Pessoa Ocultista
Página de um caderno de esboços para escultura, s/d. Col. Fundação Cupertino de Miranda.

Mário Cesariny e O Virgem Negra
ou A morte do autor e o nascimento do actor
Fernando Cabral Martins


O poeta é o autor do poema 
e é também um actor, um prestidigitador.
Mário Cesariny


Cesariny, uma arte da montagem. Pessoa, uma arte do desdobramento. Um e outro têm um sistema que os organiza e fundamenta, o Surrealismo para um, a heteronímia para o outro. Mas o Surrealismo de Cesariny é pouco ortodoxo e muito ligado ao contexto próprio português. E a heteronímia presta-se demasiado a leituras delirantes, e, na verdade, acaba sendo semi-abandonada por Pessoa nos seus últimos anos. Um e outro estão entre os poucos realmente grandes poetas do século XX, e é intrigante que o mais novo deles tenha dirigido ao primeiro uma diatribe tão violenta como O Virgem Negra. A hipótese aqui desenvolvida, em duas séries de comentários, é que não é Pessoa que é atacado (nem as suas obras maiores), mas o mito que dele se criou, e, sobretudo, certos persistentes lugares-comuns da sua leitura. Fernando Cabral Martins


LANÇAMENTO

Sábado | 26 Novembro | 16h00
Pequeno Auditório da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão
apresentação por
Perfecto E. Cuadrado

no âmbito da iniciativa
Mário Cesariny - Encontros X
24, 25 e 26 de Novembro de 2016
organização 
Fundação Cupertino de Miranda
comissários 
Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mário Cesariny I Encontros X


MÁRIO CESARINY - ENCONTROS X

organização 
Fundação Cupertino de Miranda
comissários 
Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 

24, 25 e 26 de Novembro de 2016


Neste décimo ano da partida de Mário Cesariny [Lisboa, 9 de Agosto de 1923 - 26 de Novembro de 2006] os Encontros dedicados ao autor realizam-se na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, entre os dias 24 e 26 de Novembro. Na continuidade do que tem vindo a acontecer em anos anteriores e com o intuito de lembrar um dos grandes nomes da cultura nacional, a Fundação Cupertino de Miranda detentora de uma parte do espólio artístico e documental do artista convida-o a estar presente. 

[do programa, que pode ser consultado aqui]



Para mais informações: www.fcm.org.pt
Praça D. Maria II, 4760-111 V.N. Famalicão, telefone 252 301 650 / geral@fcm.org.pt


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas


Cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas
Mário Cesariny

Edição de Perfecto E. Cuadrado, António Gonçalves e Cristina Guerra

ISBN: 978-989-8566-83-6

Edição: Novembro 2014

Preço: 17,92 euros | PVP: 19 euros
Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 320

[ Em colaboração com a Fundação Cupertino de Miranda ]


«Estas cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas, que abrangem o longo período que vai de 07-08-1941 a 13-12-1975, pouco ou nada têm que ver com o género ou subgénero literário chamado “epistolografia”. Itinerário ou roteiro dalgumas das estações principais duma singular viagem interior, sim; confissões do lado de lá da barricada, também; e ainda mais: mão cheia de reflexões, iluminações, relâmpagos, faíscas que nos falam do amor consumado e fugidio e dos sucessivos objectos do desejo (com ou sem nomes dos parceiros ou destinatários), da poesia, de penas (capitais) e de prestidigitações (de manual); projectos de publicações e exposições no Reino da Dinamarca e noutras terras — franças, holandas, inglaterras… —, para conquistar e onde semear os sonhos e os incêndios; quadros e estórias da história da intervenção surrealista em Portugal e dalguns dos seus protagonistas; intersecções de bildungsroman e künstlerroman, cachoeiras líricas e charcos dramáticos que nunca chegaram a lagoas e acabaram travestidos também de artefactos poéticos; cantigas de amigo e de escárnio e maldizer (em prosa, naturalmente, como anunciava Nicolau Cansado Escritor); via sacra e feira popular, Mário no desenvolver-se e no despir-se do seu eu mais profundo e mais seu em diálogo com quem foi sempre — mesmo quando passaram a espreitar-se de longe — o seu eu mais próximo, Artur Manuel do Cruzeiro Seixas (camarada e amigo; depois aquele a quem Mário “toma os olhos e as mãos e […] beija devagarinho”), os dois às vezes fundidos e até confundidos num espaço onde brincavam amor e admiração; fragmentos, enfim, do plano do tesouro da geografia afectiva de Mário Cesariny.» [Perfecto E. Cuadrado

«Queridíssimo Artur Manuel: A tua carta! A tua carta! A tua carta! Eu estava já assustado com o teu silêncio! Desculpa se te pareço ilógico: é que o meu silêncio para contigo, que mais de uma vez referiste magoadamente, perdoa, não é um silêncio, penso em ti todos os dias dos meses com muito amor, muita admiração e muito desespero, ou, se é silêncio, é, perdoa outra vez, parecer-te-á ridículo, um silêncio de trabalho, como se disse “chá de trabalho” quando as perspectivas terráqueas são o estoiro atómico e as personagens, ultrapassadas pelos acontecimentos, dão o resto, isto é, a hora do chá, que era para cruzar a perna e olhar pela janela. Nem perna, nem janela, nem nada. Nem silêncio. Sei que te devo, devemos, graves obrigações. Ou, se te parece pesado dito dessa maneira: que me impus duas ou três importantes tarefas, em relação a ti: uma, os teus poemas escritos; outra, o teu mundo infinito de desenhos, de pinturas, de objectos — o teu amor; outra — tudo isso e tu próprio — talvez o único de todos a quem pode chamar-se sem restrições O POETA. Outra: as tuas cartas! As cartas do rei Artur!» [Mário Cesariny, 12-03-1963]