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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Gatos Comunicantes — Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny (1952-1985)
Gatos Comunicantes — Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny (1952-1985)
Vieira da Silva, Mário Cesariny, Arpad Szenes
Edição e textos de Sandra Santos, António Soares
Apresentação de José Manuel dos Santos
ISBN 978-989-8902-48-1 | EAN 9789898902481
Edição: Novembro de 2018
Preço: 17,92 euros | PVP: 19 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado com badanas)
Número de páginas: 336
Com a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva
Apoio da Fundação Cupertino de Miranda
O amor de Cesariny por Vieira (e pelo par-ímpar Vieira-Arpad) é um amor que aponta ao centro do mundo, onde o fogo nasce e se oculta. Por esse amor, tudo se mostra possível, tudo se torna real, tudo se faz visível.
Esta edição é publicada com o apoio da Fundação Cupertino de Miranda, por ocasião de «Mário Cesariny – Encontros XII», realizados em Novembro de 2018.
Página a página, linha a linha, palavra a palavra, este livro ergue as figuras reais de Maria Helena Vieira da Silva e de Mário Cesariny de Vasconcelos. Ergue-as, assim cada um foi inventando o outro, num frente a frente perpétuo, sem intervalo ou traição. Este diálogo de vozes e de silêncios-entre-as-vozes, de palavras e de sem-palavras-entre-as-palavras, levanta estas figuras sobre (e contra) um chão de pequenez, hostilidade e escuridão, dando-as como elas são. E como elas se olharam, se representaram, se admiraram, se amaram uma à outra: únicas, grandiosas e magnificadas. Ao fundo, aparece Arpad, com uma elegância longa, a saudá-los, a saudar-nos, na sua doçura inquieta, na paciência e sabedoria do seu estar. Um pouco atrás, ouve-se, vê-se Guy Weelen a anotar, a preparar, a cuidar, a tramitar, a transmitir. Este livro prova que «os encontros são proporcionais aos destinos» e que o amor pode ser um relâmpago contínuo, livre, invencível.
Lemos estas cartas, tão intensas, tão terríveis, tão belas (às vezes, próximas do «belo tenebroso») como quem decifra duas caligrafias entrelaçadas, cruzadas, abraçadas, deitadas uma sobre a outra, como gatos que brincam na rua.
[…]
Este epistolário é uma erotografia. Mas é também uma terrível acusação feita a um país onde «o ar era um vómito». Uma acusação que ainda não prescreveu! Nestas cartas, com tempos fortes e fracos, com saltos, interrupções, lapsos, intromissões e hiatos, os anos passam, ora lentos, ora rápidos, ora súbitos. Se os contarmos bem, aprendemos que Cesariny toda a vida pensou em Vieira como numa salvação — para ele, para nós. Repito: para nós!
[José Manuel dos Santos]
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Gatos Comunicantes I Apresentação
Gatos Comunicantes — Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny
Apresentação por
Manuel Rosa e Perfecto E. Cuadrado
24 de Novembro de 2018, às 16 horas, em Famalicão
no âmbito da iniciativa da Fundação Cupertino de Miranda
«Mário Cesariny – Encontros XII»
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva I Jorge Martins
Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva
Textos de Marina Bairrão Ruivo, José Gil, Vicente Jorge Silva e Joana Bairrão
ISBN: 978-989-8834-66-9
Edição: Maio de 2017
Preço: 26,41 euros | PVP: 28 euros
Formato: 24x27 cm [encadernado, a cores]
Número de páginas: 192
Edição bilingue: português-inglês
Em Interferências é apresentado um importante conjunto de desenhos e pinturas de Jorge Martins, produzidos desde o início da sua carreira até à actualidade, que são testemunhos directos do longo percurso artístico previsto por Vieira da Silva.
Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Interferências», de Jorge Martins, realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em parceria com a Fundação Carmona e Costa, de 16 de Maio a 9 de Julho de 2017
O desejo de renovação cultural e artística ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levaram uma geração de jovens artistas a partir […]. O êxodo convergia sobretudo para Paris onde as figuras tutelares de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes […] os recebem e acompanham. […] Do grupo de jovens pintores que passaram por Paris, Jorge Martins foi dos mais próximos do casal […] [Marina Bairrão Ruivo]
Aonde corriam os antigos contornos, esfarelam-se os limites entre os objectos, indefinem-se as fronteiras, esbatem-se os contrastes entre cores, entre claro e escuro, entre as formas e o informe. Cria-se uma zona de infiltração e disseminação da luz; de intensificação extrema do movimento; de contágio e de caos. [José Gil]
Jorge tem uma genuína paixão pelas ilhas e pelos segredos do mar, sobretudo dos seus abismos fantasmagóricos, paixão que o transporta noutras viagens a horizontes mais imponderáveis, um percurso cósmico em direcção às estrelas. [Vicente Jorge Silva]
A Revolução de 25 de Abril de 1974 permitiu a Jorge Martins voltar a Portugal depois de treze anos de exílio, ainda que se mantivesse sediado em Paris […], cidade em que o pintor tinha, nas suas palavras, uma «âncora» – o seu atelier. [Joana Bairrão]
Jorge Martins nasceu em Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1940. Frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, entre 1957 e 1961. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961 parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estada é interrompida entre 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então.
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 11 de julho de 2012
«Tudo me espanta. Pinto o meu espanto, que é ao mesmo tempo maravilha, terror, riso»
Vieira da Silva – O Espaço e Outros Enigmas
João Pinharanda, José Manuel dos Santos e Marina Bairrão Ruivo
ISBN: 978-989-97719-4-9
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 24×27 cm (brochado) / Número de páginas: 72 (a cores)
[ com a Fundação EDP e a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva ]
Os grandes artistas não deixam esquecer os lugares onde o seu olhar os levou. A lembrança desses lugares fica para sempre na sua obra e naqueles que a vêem. Maria Helena Vieira da Silva pintou um quadro a que chamou Ville ou Porto. Esta exposição dá a esse quadro o lugar que lhe permite coincidir consigo-mesmo.
Na viagem que é a sua pintura, Vieira da Silva é a heroína «de mil estratagemas, que tanto vagueou, depois de ter destruído a acrópole sagrada de Tróia, que viu cidades e conheceu costumes de tantos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quando lutava pela vida e pelo regresso» (Odisseia). Diferentemente de Penélope, foi ela quem andou pelos mares, rodeada de medos e de monstros, ora impelida ora impedida pelos deuses, enquanto Arpad, ao contrário de Ulisses, ficava em Ítaca, fazendo e desfazendo a sua espera.
Esta Vieira era aquela de quem Agustina Bessa-Luís, sua amiga, afirmou que «era tímida na grandeza para não ser vulgar no orgulho». Esta Vieira era aquela de quem Cesariny, seu amigo, disse: «Há na obra de Vieira algo que gosto de aparentar aos poderes do xamã». Esta Vieira era a dos olhos muito abertos que se atiravam às coisas, pronta a devorar o mundo: «Tudo me espanta. Pinto o meu espanto, que é ao mesmo tempo maravilha, terror, riso».
José Manuel dos Santos
José Manuel dos Santos
[Director Cultural da Fundação EDP]
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Vieira da Silva [Lisboa, 13 de Junho de 1908]
Maria Helena Vieira da Silva
[nasceu em Lisboa no dia 13 de Junho de 1908]
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