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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Prova de Estado I José Pedro Croft


Prova de Estado
José Pedro Croft

Texto de Amador Vega

ISBN: 978-989-8834-30-0

Edição: Agosto de 2016

Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 88

[Em colaboração com a Galeria Ala da Frente]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «José Pedro Croft – Prova de Estado», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 4 de Junho a 17 de Setembro de 2016.

«Tenho diante dos olhos uma série daquilo que os gravadores denominam “prova de estado”: os múltiplos ensaios a que o artista submete a placa de cobre, os ensaios múltiplos a que a pressão do rolo da prensa submete o papel empapado em tinta. E de novo me surge uma pergunta: a que se deve a multiplicidade das acções? A que se deve a insatisfação do artista que, uma e outra vez, como nos textos antigos, diz para si mesmo: “não é isto, não é isto” e, nas longas horas de atelier, começa de novo. Que relação mantêm as duas perguntas: margem e espaço de liberdade, por um lado, e “prova de estado”, por outro? Pode haver uma obra de arte que escape à “prova de estado”? Trata-se de uma prova de quê? De algo que se pretende definitivo? Acaso uma pretensão, o chegar a uma conclusão ou perfeição da acção sobre as coisas do mundo? Não me parece que o artista, tal como o filósofo e também o poeta, possa aspirar a algo mais que o ensaio: a prova de estado. Toda a sua vida é uma paciente leitura dos gestos da criação, a partir do movimento dos céus, dos movimentos da natureza e dos estados em que esta larga e abandona os seus seres; um cuidadoso olhar aos misteriosos animais que, com o seu desassossegado vaivém, nos deixam ainda mais perto do campo da interpretação; e a vida do artista é também uma combinação elaborada dos gestos, dos olhares e dos estados de alegria, compaixão, dor e indiferença que nós, os humanos, esboçamos no dia-a-dia.
Sim, uma prova de estado que ponha à prova o estado da criação, que tome o pulso à vida enquanto só movimento, enquanto dinâmica fiel do devir, no qual o que acontece em nada se diferencia do mesmo acontecimento.» [Amador Vega]

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

«Objectos Imediatos» | José Pedro Croft


Objectos Imediatos
José Pedro Croft

Textos de Delfim Sardo, Amador Vega, João Silvério

ISBN: 978-989-8566-68-3

Edição: Outubro de 2014

Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 24 x 29 cm (brochado, com cartaz-sobrecapa)
Número de páginas: 290 (a cores)

Edição bilingue português-inglês

[ Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa ]


Catálogo publicado por ocasião da exposição Objectos Imediatos, de José Pedro Croft, apresentada na Fundação Carmona e Costa de 18 de Outubro a 6 de Dezembro de 2014 e na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional de 24 de Outubro de 2014 a 11 de Janeiro de 2015. 

A exposição de José Croft pode ser entendida como um ensaio em dois tomos. Dois espaços de trabalho que se cruzam e perseguem continuamente, correspondendo-se na unidade do tempo que a amplitude da sua obra unifica. A sua materialização bidimensional e tridimensional conduz o observador a um contínuo movimento do corpo, seja este provocado pelo encontro com o desenho, a escultura, a gravura, o livro ou a assunção da imagem como matéria e memória da acção do artista. Assim, simples objectos que fazem parte do nosso léxico para o reconhecimento do mundo, como as formas geométricas elementares, o quadrado, o círculo ou a linha, são sujeitos a uma metodológica transfiguração que os liberta de uma aparente abstracção e introduz em cada um de nós uma condição iniciática. 

[João Silvério

José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Entre 1976 e 1981, frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 2001 vence o Prémio Nacional de Arte Pública Tabaqueira e o Prémio EDP – Desenho. Em 2002, o Centro Cultural de Belém organiza uma grande exposição retrospectiva do seu trabalho. Expõe individualmente com regularidade desde 1981, de onde se destacam, das exposições mais recentes: Chiado 8 – Arte Contemporânea (2011), Lisboa; Galeria Mário Sequeira (2011), Braga; Projecto Contentores P28 (2010), Docas de Alcântara, Lisboa; Galeria Filomena Soares (2009), Lisboa; Galería SENDA (2009), Barcelona; Marília Razuk Galeria de Arte (2009), São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo – Museu de São Paulo de Arte Contemporânea (2009), São Paulo; Galería SCQ (2009), Santiago de Compostela; Pavilhão Centro de Portugal (2008), Coimbra; Galeria Helga de Alvear (2008), Madrid; La Caja Negra (2008), Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian (2007 e 2006), Lisboa; MAM – Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro (2006), Rio de Janeiro; Museu de Arte da Pampulha (2006), Belo Horizonte; e Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães-MAMAM (2005), Recife, Brasil. A sua obra encontra-se presente em diversas colecções públicas e privadas.