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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fotografia: Modo de Usar


Fotografia: Modo de Usar

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-71-9

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em português

[Em parceria com o Novo Banco]

O objetivo central que presidiu a esta publicação foi a de produzir uma visão alargada da fotografia que hoje se pratica em Portugal no campo das artes visuais e deixando de lado um pensamento disciplinar sobre a fotografia. Poderíamos dizer que se centrou mais no campo do fotográfico do que no campo da fotografia enquanto tal — ou seja, no campo da fotografia que possui uma expressão que passa por uma integração numa tradição (por mais ficcionada que ela seja) de uma história da fotografia. Não é, portanto e também, um livro de história da fotografia, embora possa contribuir para alguma sistematização a partir dos seus praticantes, mas é-lhe central a condição de que a reflexão sobre a fotografia tem conhecido desenvolvimentos muito interessantes no interior do campo cultural das artes visuais, mais do que no campo específico disciplinar da fotografia — o que, aliás, não é mais do que uma consequência da diluição disciplinar que o último meio século generalizou. [Delfim Sardo]

Photography: A User’s Manual


Photography: A User’s Manual

Edição e organização de Delfim Sardo, Emília Tavares, Sérgio Mah

ISBN: 978-989-8618-75-7

Preço: 33,01 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 × 29,3 cm (encadernado)
Número de páginas: 320
(com imagens a cores e a preto e branco)

Edição em inglês

[Em parceria com o Novo Banco]

In order to clarify the history and methodology of this publication, we should first say that it is intended as broad and inclusive overview of the photography now being produced in Portugal within the context of the visual arts, while avoiding a disciplinary analysis of photography. We could say that this book is more focused on the field of the photographic than in the field of photography itself — this is, on the field of photography as an expression that is subsidiary to a tradition (however fictional it may be) included in a history of photography. Therefore, this book does not claim to pertain to the discipline of the history of photography, even if it can be used as a source and contribute to some systematization of the field. A key issue in this publication, the claim that the reflection on photography has had very interesting developments within the cultural field of the visual arts, much more than within the specific disciplinary field of photography — something that should be seen as a consequence of the widespread dilution of disciplinary boundaries in the last five decades. [Delfim Sardo]

terça-feira, 16 de junho de 2015

A Composição do Ar – Coleção permanente e outras obras I Nuno Faria, Eglantina Monteiro e Emília Tavares



A Composição do Ar – Coleção permanente e outras obras
Nuno Faria, Eglantina Monteiro e Emília Tavares

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-99307-7-3

Edição: Maio de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 24 cm
Número de páginas: 160 (a preto e branco e a cores)

[ Co-edição: A Oficina – CIAJG ]

«Representar o ar, ou seja, representar aquilo que não se vê, é, talvez desde tempos de que já não nos lembramos, uma das aspirações da prática artística. O ar é matéria e meio. É matéria (vital) sem estrutura, sopro sem corpo. É um meio: transporta coisas, engendra ideias, faz-se respirar. A tentação do ar é também uma aspiração ao voo, uma fuga ao peso, a superação da gravidade. Subir acima do horizonte para ver mais e melhor. Se pensarmos bem, o ar é aquilo que nos liga – na mais integral aceção da palavra ligação – aos corpos, às coisas, aos objetos em geral. À ínfima camada de ar, impalpável e imperscrutável, que envolve um objeto, de arte ou não, chamamos aura. Trata-se de uma qualidade inexplicável que algumas coisas transportam e que as transforma em objetos de desejo, em coisas amadas e contempladas. No CIAJG os objetos atravessam o tempo e cruzam fronteiras para estabelecerem encontros cujo sentido é mais ou menos evidente, mais ou menos visível.» [ Nuno Faria ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «A Composição do Ar – Colecção permanente e outras obras», apresentada na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães, de 26 de Julho a 12 de Outubro de 2014.

O CIAJG reúne peças oriundas de diferentes épocas, lugares e contextos em articulação com obras de artistas contemporâneos. Ao longo de um percurso pelas oito salas que constituem o piso 1 do edifício, os visitantes poderão rever alguns dos ex-libris das colecções, mas também descobrir novas peças que integram as constelações de objectos e imagens organizadas a partir de tipologias como: arcaico/contemporâneo; acontecimento/história; estranho/familiar; erudito/popular;material/imaterial.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

«Botânica», de Vasco Araújo


Botânica 
Vasco Araújo 

Texto de Emília Tavares 

ISBN: 978-989-8566-45-4 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16x23,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 112 (a cores)


Publicado por ocasião da exposição Botânica, concebida por Vasco Araújo para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, este livro procura reflectir sobre os interesses e as motivações de um acto criativo de grande profundidade, orientado para uma revisão crítica sobre a nossa memória colectiva, seus mitos e sedimentações mais nefastas. O conceito e a imagem perene de um «exótico» polémico, que nos aprisiona ainda, de alguma maneira, o sentido e o prisma, são elementos trabalhados pelo artista em direcção a uma arqueologia dos significados, revelando simultaneamente uma extraordinária convicção imagética, social e política. [David Santos] 

Botânica é uma série incómoda, desafiante da nossa habitual modorra perante um passado comprometedor. As imagens com que o artista nos confronta são, ainda hoje, polémicas, muitas foram resguardadas do olhar das gerações que se seguiram ao império e à guerra colonial, como forma de desresponsabilizar consciências e introduzir semânticas opacas de luso-tropicalismo e lusofonia. Existe, na obra de Vasco Araújo, um permanente esforço de conhecimento do Outro, afirmando-se como um dos raros artistas, no panorama contemporâneo nacional, com importantes contributos para a cultura de pensamento sobre o mesmo. […] O tema da discriminação está presente em grande parte do trabalho de Vasco Araújo, nas suas mais variadas facetas e contextos […]. A violência, a sexualidade, o género, a educação, a violação de direitos humanos, as estratégias de submissão, a anulação de culturas e pensamentos, de estruturas políticas, sociais e económicas, bem como a construção de estereótipos na premissa do «exótico» são os temas desta nova série. [Emília Tavares] 

Vasco Araújo nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL, e entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e colectivas tanto nacional como internacionalmente. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em diversas colecções, públicas e privadas, como no Centre Pompidou, Musée d’Art Moderne (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Museum of Fine Arts Houston (EUA), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil).