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terça-feira, 16 de outubro de 2018

A Palavra Imperfeita — Escritos sobre artistas contemporâneos I David Santos


A Palavra Imperfeita — Escritos sobre artistas contemporâneos
David Santos

Prefácio de Pedro Lapa

ISBN 978-989-8834-87-4 | EAN 9789898834874

Edição: Outubro de 2018
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 15 x 21 cm (brochado)
Número de páginas: 992


Com o Colégio das Artes — Universidade de Coimbra



Este livro representa um olhar retrospetivo sobre o que, ao longo de vinte anos (iniciados em 1996), entre a crítica de arte e o exercício da curadoria, julguei ter a dizer sobre a arte que me assaltou os sentidos e a mente.


São artigos, pequenos ensaios ou escritos sobre arte e artistas contemporâneos que a vida foi cruzando ao meu olhar, ao meu desejo de interpretar ou valorizar por palavras.
Desse modo, a narrativa do olhar ou da observação apaixonada marca um desequilíbrio aqui plenamente assumido, pois a palavra, essa expressão linguística afinal sempre incompleta, não desiste, porém, do jogo e da significação.
Como escreveu Bernardo Soares no seu Livro do Desassossego: «Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde».
[David Santos]


David Santos, no curso destas duas décadas, tem sido explícito nas referências a um pensamento pós-estruturalista da história da arte e do domínio filosófico. Longe de se refugiar num inominado território sob pretexto de independência e originalidade, que sabemos ser marca da ausência de ideias, convoca abertamente as problematizações desses historiadores e críticos do círculo da October para estabelecer rearticulações e produzir significações suscetíveis de ativar as potencialidades críticas que efetivamente aprecia na leitura das obras que elege. Nestes seus escritos torna-se notório o privilégio de uma implicação com a dimensão social e política do fazer da arte.
[Pedro Lapa]

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura para David Santos e Pedro Bandeira

 

PRÉMIOS DE CRÍTICA E ENSAÍSTICA DE ARTE E ARQUITETURA

AICA / FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA

ATRIBUÍDOS EX AEQUO A DAVID SANTOS E PEDRO BANDEIRA



O júri do Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura AICA/ Fundação Carmona e Costa, constituído por Raquel Henriques da Silva, Ricardo Carvalho e presidido por João Silvério, decidiu atribuir ex aequo o Prémio relativo ao biénio 2013/2014 a David Santos e Pedro Bandeira. O prémio promovido pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte, no valor de 10.000 euros, é o resultado da parceria com a fundação carmona e costa

segunda-feira, 9 de março de 2015

A Reinvenção do Real – curadoria e arte contemporânea no Museu do Neo-Realismo I David Santos


A Reinvenção do Real – curadoria e arte contemporânea no Museu do Neo-Realismo
David Santos

Apresentações de Delfim Sardo e Pedro Pousada

ISBN: 978-989-8566-90-4

Edição: Dezembro de 2014

Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 16 × 22 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 304 [com imagens a cores]


De uma forma quase subliminar, o projeto curatorial que David Santos aqui rememora e documenta — e que constituiu o centro do seu doutoramento apresentado ao Colégio das Artes da Universidade de Coimbra — situa-se num processo particularmente importante e relevante de, num contexto com a peculiaridade do português e numa situação concreta levemente excêntrica, reposicionar a relação entre modernidade e contemporaneidade a partir de uma circunstância política que impele a uma tematização do real nas práticas artísticas.

Que a chave para encontrar esse elo perdido entre a modernidade das grandes narrativas e a eclosão do fascínio pelas comunidades temporárias, pela memória coletiva idiossincrática das micronarrativas, ou seja, entre formulações díspares e contraditórias de equacionar o papel político da arte tenha sido desenvolvida a partir de um museu criado em volta de uma ideia celebratória de um momento histórico, ainda mais interessante torna o processo, porque no eixo de aggiornamento procurado na programação que agora fica fixada para debate futuro está patente uma intrínseca reflexão retroativa, ou melhor, retroprospetiva. [Delfim Sardo, do «Prefácio»]

David Santos é historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea. Doutorou-se em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2014). Dirigiu o Museu do Neo-Realismo entre 2007 e 2013. Dirige desde finais de 2013 o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. É autor de Marcel Duchamp e o readymade – Une sorte de rendez-vous (Assírio & Alvim, 2007).

Este livro foi publicado com o apoio do Colégio das Artes e da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

«Botânica», de Vasco Araújo


Botânica 
Vasco Araújo 

Texto de Emília Tavares 

ISBN: 978-989-8566-45-4 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16x23,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 112 (a cores)


Publicado por ocasião da exposição Botânica, concebida por Vasco Araújo para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, este livro procura reflectir sobre os interesses e as motivações de um acto criativo de grande profundidade, orientado para uma revisão crítica sobre a nossa memória colectiva, seus mitos e sedimentações mais nefastas. O conceito e a imagem perene de um «exótico» polémico, que nos aprisiona ainda, de alguma maneira, o sentido e o prisma, são elementos trabalhados pelo artista em direcção a uma arqueologia dos significados, revelando simultaneamente uma extraordinária convicção imagética, social e política. [David Santos] 

Botânica é uma série incómoda, desafiante da nossa habitual modorra perante um passado comprometedor. As imagens com que o artista nos confronta são, ainda hoje, polémicas, muitas foram resguardadas do olhar das gerações que se seguiram ao império e à guerra colonial, como forma de desresponsabilizar consciências e introduzir semânticas opacas de luso-tropicalismo e lusofonia. Existe, na obra de Vasco Araújo, um permanente esforço de conhecimento do Outro, afirmando-se como um dos raros artistas, no panorama contemporâneo nacional, com importantes contributos para a cultura de pensamento sobre o mesmo. […] O tema da discriminação está presente em grande parte do trabalho de Vasco Araújo, nas suas mais variadas facetas e contextos […]. A violência, a sexualidade, o género, a educação, a violação de direitos humanos, as estratégias de submissão, a anulação de culturas e pensamentos, de estruturas políticas, sociais e económicas, bem como a construção de estereótipos na premissa do «exótico» são os temas desta nova série. [Emília Tavares] 

Vasco Araújo nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL, e entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e colectivas tanto nacional como internacionalmente. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em diversas colecções, públicas e privadas, como no Centre Pompidou, Musée d’Art Moderne (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Museum of Fine Arts Houston (EUA), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil).