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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Eu nem Sabia Que Marvila Existia


Eu nem Sabia Que Marvila Existia 
Vários autores 

Edição e organização de Fátima Tomé, Inês Sapeta Dias, Maria do Mar Fazenda 
Design gráfico de vivóeusébio 

ISBN 978-989-9006-92-8 | EAN 9789899006928 

Edição: Agosto de 2021 
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros 
Formato: 13 × 21 cm (brochado) 
Número de páginas: 216 (cadernos a cores) 
Co-edição com o Arquivo Municipal de Lisboa

José Bragança de Miranda: «Eu nem sabia que Marvila existia. Não fazia a mínima ideia. Sabia que havia o 39, acho eu… o autocarro 39 tem lá escrito Marvila, foi a única coisa que alguma vez me levou a pensar em Marvila. Mas imagino que seja igual a todos os outros espaços, onde as pessoas vivem, se protegem, se jogam, se perseguem umas às outras, etc.» 



José Bragança de Miranda — […] A Carla Filipe trouxe uma imagem de que gostei muito, do vegetal, o verde a invadir a pedra e a destruí-la… presenças muito fortes da natureza no meio duma espécie de suburbanização geral. Esses espaços têm interesse porque neles a natureza resiste melhor, as casas ocupam demasiado espaço. Eu, sempre que vou pelas ruas e vejo o asfalto dobrado pelas raízes das árvores, sei que está tudo a trabalhar, está tudo a fazer o que tem de ser feito. A terra está realmente a emergir contra tudo o que a história fez. 
Maria Filomena Molder — Como aquela árvore a crescer no telhado de uma casa que vimos no nosso passeio. joana braga — A vegetação a tomar conta… 
Maria Filomena Molder — Ah, mas a vegetação toma sempre conta, sempre. 

Com a participação de moradores e de investigadores de diversas áreas de trabalho (como o urbanismo, a arquitectura, a filosofia ou a história), o livro propõe um trajecto pela maior mas também das mais desconhecidas freguesias de Lisboa, Marvila. O texto remonta às conversas entre estes diversos intervenientes, que tiveram lugar ao longo de dois anos em diversos bairros da freguesia, como se de uma única conversa, sem princípio nem fim, se tratasse. Uma conversa que projecta na paisagem do presente os múltiplos e complexos passados, e os futuros possíveis, de Marvila. […] O texto-montagem resulta da edição e remontagem da transcrição das intervenções em conversas que tiveram diferentes formatos: sessões de trabalho informais realizadas na Biblioteca de Marvila, encontros organizados pela TRAÇA em diferentes colectividades, e ainda as conversas tidas durante os passeios realizados por várias zonas da freguesia de Marvila, entre Fevereiro de 2019 e Março de 2020. A montagem segue o método do trajecto e o seu fio condutor foram as diferentes distâncias e proximidades ao tema-lugar onde todos estes encontros decorreram, como se de uma única conversa, sem princípio nem fim, se tratasse.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O Que É o Arquivo? — Laboratório arte/arquivo



O Que É o Arquivo? — Laboratório arte/arquivo
Vários autores*

Edição de Inês Sapeta Dias, Maria do Mar Fazenda e Susana Nascimento Duarte

ISBN 978-989-8902-15-3 | EAN 9789898902153

Edição: Março de 2018
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com cartaz no interior)
Número de páginas: 272 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[com o Arquivo Municipal de Lisboa — Câmara Municipal de Lisboa]


Artistas e curadores, arquivistas, historiadores ou investigadores juntaram-se em mesas de trabalho e exploraram as relações entre o Arquivo e a Arte.

*Textos de [A] Ana Gandum, André Guedes, António Guerreiro, Delfim Sardo, José Luís Neto, Maria Filomena Molder, Patrícia Leal e Pedro Lagoa; [B] Ana Bigotte Vieira, André Amálio, Daniel Barroca, Filipa César, João Oliveira Duarte, José Manuel Costa, Liliana Coutinho e Nuno Faria.

Este livro reúne um conjunto de textos que resultam das intervenções no primeiro laboratório do ciclo de encontros O que é o Arquivo?, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa | Arquivo Municipal de Lisboa — Videoteca, com curadoria de Inês Sapeta Dias, Maria do Mar Fazenda e Susana Nascimento Duarte, que teve lugar no Museu Calouste Gulbenkian — Colecção Moderna, em Lisboa, nos dias 23, 24 e 25 de Março de 2017.

Ao longo de três dias, artistas e curadores, arquivistas, historiadores ou investigadores juntaram-se em mesas de trabalho e exploraram as relações entre o Arquivo e a Arte, contribuindo para um mapeamento desse encontro a partir da produção artística contemporânea portuguesa. O trabalho de edição desta publicação partiu da transcrição dessas sessões e interveio nos textos de modo partilhado com os autores, mantendo as marcas da oralidade das apresentações. Do laboratório fez ainda parte uma mesa-redonda em que se procurou traçar uma sintomatologia do Arquivo no campo onde este se cruza com as Artes. As afinidades inesperadas que surgiram entre as intervenções no encontro determinaram a estrutura deste livro com duas possíveis entradas de leitura.