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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Feira do Livro de Lisboa I 31 de Maio de 2019

Livro do Dia  28 / 16,80

«É certo que os cinco livros da Autobiografia [A Causa (1975), A Cave (1976), A Respiração (1978), O Frio (1981) e Uma Criança (1982)] servem a Bernhard para dar a conhecer o que foi a sua infância e a sua juventude, mas sempre na medida em que esses períodos da sua vida e os acontecimentos por ele narrados foram relevantes para a sua obra literária. O escritor enfatiza os momentos que o marcaram para o resto da existência, faz notar os seus problemas, os seus erros, as fraquezas e os aspectos contraditórios do seu carácter, mas também as suas grandes decisões, a sua independência, a sua força de vontade, a sua natureza insubmissa e inconformada, mesmo na luta pela própria vida.»
[José A. Palma Caetano]


«Aqui está um escritor a assinar pelo seu próprio punho as memórias do seu passado. Abstenham-se os que iriam ao engano. Nada da gordura habitual do género biográfico. Nestas mais de 500 páginas, apenas osso, osso duro de roer.»
[Ana Cristina Leonardo]


«O estilo não é erudito, mas acessível e feroz, apostado em dizer tudo, numa tentativa de verdade sem comiseração. Estilisticamente, predomina o parágrafo único, com uma retórica bem calibrada de itálicos e repetições. A prosa é elegante e selvagem».
[Pedro Mexia]


«Ficção e biografia sempre andaram juntas nas narrativas de Thomas Bernhard, como se ambas participassem da grande encenação da sua escrita enquanto arte. Em Autobiografia, o austríaco usa o biográfico como material reinventado para compreender o mundo. Uma mistura explosiva de ressentimento e exclusão, de abandono e de privação, alimenta estas 
geniais narrativas das origens.»
[José Riço Direitinho]


Promoção  50 / 30

Un autre livre rouge foi publicado por ocasião da exposição «Todos os livros», de Lourdes Castro, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, com curadoria de Paulo Pires do Vale, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.




Pavilhão D16
Parque Eduardo VII, 29 de Maio a 16 de Junho de 2019
Durante o período da Feira do Livro,
faremos os mesmos descontos (livros Sistema Solar e Documenta) na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
segunda-sexta: 10h-13h; 14h-19h 
telefone 210 117 010; e-mail: livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Thomas Bernhard na Livraria Centésima Página, em Braga.


«No âmbito da Mostra de Curtas-metragens Austríacas, o Theatro Circo, a Livraria Centésima Página e a Embaixada da Áustria promovem a apresentação do livro Autobiografia, de Thomas Bernhard, tradução e introdução de José A. Palma Caetano, com uma pequena conversa em torno do autor e da sua obra. Estarão presentes os convidados Orlando Grossegesse (Professor associado da Universidade do Minho) e Rui Madeira (Director Artístico da Companhia de Teatro de Braga).

A conversa terá lugar hoje, dia 19 de Maio, na Centésima Página, pelas 18h30.»

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

«Autobiografia», de Thomas Bernhard

Sintra, Hotel Tivoli, 1987 (Foto de Peter Fabjan, irmão do autor)

Autobiografia
Thomas Bernhard
(Heerlen, Holanda, 9 de Fevereiro de 1931 | Gmunden, Áustria, 12 de Fevereiro de 1989)

Tradução e introdução: José A. Palma Caetano

ISBN: 978-989-8566-31-7

Edição: Fevereiro de 2014

Formato: 14,5x20,5cm | Número de páginas: 544

Nas livrarias na última semana de Fevereiro

«É certo que os cinco livros da Autobiografia [A Causa (1975), A Cave (1976), A Respiração (1978), O Frio (1981) e Uma Criança (1982)] servem a Bernhard para dar a conhecer o que foi a sua infância e a sua juventude, mas sempre na medida em que esses períodos da sua vida e os acontecimentos por ele narrados foram relevantes para a sua obra literária. O escritor enfatiza os momentos que o marcaram para o resto da existência, faz notar os seus problemas, os seus erros, as fraquezas e os aspectos contraditórios do seu carácter, mas também as suas grandes decisões, a sua independência, a sua força de vontade, a sua natureza insubmissa e inconformada, mesmo na luta pela própria vida.

[…] ficção e biografia interpenetram-se em Bernhard de uma forma nem sempre clara, porque ambas participam igualmente da sua escrita enquanto obra de arte e ambas se completam e explicam reciprocamente. […] Na verdade, esse período da infância e juventude—e a ele se limita a Autobiografia—influencia decisivamente a personalidade do escritor, modela o seu carácter e de certo modo constrói as bases da sua carreira literária. Pode-se mesmo dizer que, sem conhecer as suas origens, as circunstâncias em que se verificou o seu nascimento, o que ele foi em criança e as provações por que passou na adolescência, não será fácil compreender devidamente a sua obra.» 

José A. Palma Caetano, Introdução.


Thomas Bernard nasceu em 1931 na Holanda, filho natural de uma austríaca e de um pai que nunca conheceu. Passou a infância com a mãe e os avós maternos, em Viena, e foi influenciado pelo avô, que era escritor. A sua educação fez-se em dois internatos, um nacional-socialista e outro católico, e na música, com aulas de canto e violino. Mais tarde estudou representação e direcção de actores. Entre 1952 e 1955, Bernhard colaborou com vários jornais, escrevendo crítica literária e começou a publicar alguns poemas e contos. Em 1957 publica o seu mais conhecido livro de poesia, Na Terra e no Inferno, e, em 1963, Frost, um dos seus mais importantes romances. A sua obra desenvolve-se entre a poesia, a ficção, o teatro e o ensaio. Autor maior da segunda metade do século XX, e certamente um dos mais polémicos, morre em 1989, na sua casa, em Gmunden, na Áustria.