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terça-feira, 4 de junho de 2019

Feira do Livro de Lisboa I 4 de Junho de 2019


Livro do Dia 21 / 12,60

[...] a poesia de tradição moderna apresenta-se muitas vezes como uma espécie de cinema, uma arte na qual o fluxo das imagens desempenha um papel determinante.


Promoção 40 / 24

«Sentado num degrau da escada estava um sema.
O seu aspecto era semelhante ao duma salsicha azul-clara.
Todos os que o viam achavam estranho e diziam: é metafísico.
Ninguém reparava que era azul.»

[Ana Hatherly, «Tisana 138», 463 Tisanas]




Pavilhão D16

Parque Eduardo VII, 29 de Maio a 16 de Junho de 2019
Durante o período da Feira do Livro,
faremos os mesmos descontos (livros Sistema Solar e Documenta) na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
segunda-sexta: 10h-13h; 14h-19h 
telefone 210 117 010; e-mail: livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ana Hatherly: Território Anagramático I Ana Hatherly



Ana Hatherly: Território Anagramático
Ana Hatherly

Textos de João Silvério, Maria Filomena Molder, Fernando Aguiar, Andreia Poças

ISBN: 978-989-8834-96-6

Edição: Janeiro de 2018
Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 21 x 27 cm (encadernado)
Número de páginas: 280 (a cores)

[ Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa ]

Edição bilingue: português-inglês



«Sentado num degrau da escada estava um sema.
O seu aspecto era semelhante ao duma salsicha azul-clara.
Todos os que o viam achavam estranho e diziam: é metafísico.
Ninguém reparava que era azul.» 


[Ana Hatherly, «Tisana 138», 463 Tisanas]




Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ana Hatherly: Território Anagramático», realizada na Fundação Carmona e Costa, com curadoria de João Silvério, entre 17 de Novembro de 2017 e 13 de Janeiro de 2018.


A exposição Ana Hatherly: Território Anagramático toma a obra escrita pela autora sob o título Tisanas como uma grelha estrutural para dar a ver o seu trabalho artístico e os cruzamentos que esse mesmo trabalho revela ao nível do pensamento, da escrita, da performance e das preocupações da artista, que se manifestam sobre contextos diversos e em diferentes meios de expressão escrita e plástica. 
[João Silvério]

Como um mergulhador, Ana Hatherly vem à superfície para recuperar o fôlego e logo se embrenha nas profundezas. Porém não é só isso, é que dela, deste poeta-artista, só ficarão essas breves tomadas de fôlego, essas minúsculas bolsas de ar agarradas, um contraste menor, às palavras, aos riscos, aos silvos, bolsas de ar que não se vêem, não se lêem, nem se ouvem, talvez se adivinhem (leia-se um dos poemas de Cisne Intacto, 54). 
[Maria Filomena Molder]

A obra visual de Ana Hatherly é caracterizada pela gestualidade, pelo movimento da mão que cria inquietas linhas de texto, densas texturas, inomináveis volumes, múltiplas formas que continuamente se (trans)formam, que sugerem itinerários, significações diversas, procedimento para transmitir graficamente uma poética que, sendo também verbal, se metamorfoseia e se evidencia na visualidade.
Nas caligrafias, as palavras/versos são inscritos na página como trilhos a percorrer ao sabor da «imaginação e da memória» de cada um. 
[Fernando Aguiar]




Sobre Ana Hatherly e os autores dos textos, consultar www.sistemasolar.pt



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ana Hatherly: Território Anagramático

Ana Hatherly, sem título, 8,9x13,2 cm

ANA HATHERLY: TERRITÓRIO ANAGRAMÁTICO

Curadoria: João Silvério

Inauguração: 17 de Novembro de 2017 às 18.00 horas
Exposição: até ao dia 13 de Janeiro de 2018


FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA
Edifício Soeiro Pereira Gomes
Rua Soeiro Pereira Gomes Lote 1 – 6º D — 1600-196 Lisboa

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

NÃO – uma biografia do Ar.Co | Maria Antónia Oliveira


NÃO – uma biografia do Ar.Co
Maria Antónia Oliveira

ISBN: 978-989-8566-80-5

Edição: Novembro 2014

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 192



«O metro abrandava. Olhou pela janela: Socorro, estava a chegar. Saiu na estação seguinte, Rossio. Era Novembro. Os dias corriam chuvosos, ainda mornos. Aproveitou uma aberta e desceu a Rua dos Fanqueiros, alinhando o passo pelos beirais e toldos. A Baixa tinha o aspecto pobre e caótico dos dias de chuva. Por momentos pensou apanhar o eléctrico 28 para subir até à escola. Mas a chuva tinha parado; o vento húmido empurrava-a na direcção do rio. Virou para a Rua da Conceição e desistiu da ideia do eléctrico. Trepou o caminho molhado em direcção à Sé.
Como é que dizia ontem o director?… Que isto não é um curso, que é um percurso. Olha que bom… é melhor não dizer isto ao pai, senão lá me vem outra vez com a história do curso superior e das habilitações e mais a treta toda. Que chato. Ele não percebe mesmo que não quero nada disso.»

Maria Antónia Oliveira é autora de Alexandre O’Neill. Uma Biografia Literária (D. Quixote, 2007). Doutorou-se na FCSH da Universidade Nova de Lisboa com a tese Os Biógrafos de Camilo. Publicou artigos vários sobre biografia. Recebeu o Prémio Revelação Ensaio da APE/IPLL de 1990 com A Tristeza Contentinha de Alexandre O’Neill (Caminho, 1992). Vive em Lisboa.

O Ar.Co é uma escola de arte independente, fundada em 1973, que se dedica à experimentação, à formação e à divulgação das artes, “crafts” de autor e disciplinas da comunicação visual.


Alguns testemunhos:

«Entre Ar.Co e qualidade, a meu ver, existe uma relação de quase sinonímia. Basta ver o seu programa de estudos, o elenco dos seus professores e o êxito que têm obtido os que foram seus alunos.»
Ana Hatherly (artista plástica)

«Uma formação qualificada é um factor determinante de sucesso nas carreiras artísticas. O Ar.Co, além de ministrar uma formação técnica bem estruturada e integrada no nosso tempo, proporciona um ambiente criativo, estimulante e interventivo, integrando-se activamente no meio artístico nacional.»
Fernando Calhau [1948-2002] (artista plástico; ex-director do Instituto de Arte Contemporânea)

«... tenho muita pena de não ter sido aluno do Ar.Co...»
Julião Sarmento (artista plástico)