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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Great Moments — Eduardo Batarda nos Anos Setenta

Great Moments — Eduardo Batarda nos Anos Setenta 

Eduardo Batarda 


Textos de Marina Bairrão Ruivo, Catarina Rosendo, Eduardo Batarda, João Mourão e Luís Silva 

ISBN 978-989-9006-52-2 | EAN 9789899006522 

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 16,04 euros | PVP: 17 euros 
Formato: 17 × 22 cm (brochado) 
Número de páginas: 160 (a cores)
 
Com a Fundação Carmona e Costa e a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

Edição bilingue: português-inglês



Eduardo Batarda: «Espero que estes quadros, que nunca rejeitei, divirtam as pessoas. Se tiverem paciência, vejam-nos com tempo. Leiam-lhes as patetices, os trocadilhos parvos, as referências a diferentes e múltiplas linguagens visuais. Não chamem a isso “excessivo”. Não falem em “delírio”. Não exagerem.»



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Great Moments. Eduardo Batarda nos Anos Setenta», de Eduardo Batarda, com curadoria de João Mourão e Luís Silva, realizada na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva de 1 de Outubro de 2020 a 17 de Janeiro de 2021, em parceria com a Fundação Carmona e Costa.


A exposição de Eduardo Batarda reúne um momento fundamental da prática do artista, o trabalho realizado quase exclusivamente em aguarela e tinta-da-china sobre papel durante a década de setenta, e traça um percurso por um corpo de trabalho que prolonga o tipo defiguração, cromatismo e humor detrabalhos de anos anteriores, recorrendo de forma explícita à ironia e ao sarcasmo e insistindo em tópicos porventura escandalosos de índole sexual, bem como multiplicando alusões literárias e comentários à actualidade do país (J. Mourão, L. Silva). 
A obra de Eduardo Batarda, tal como a de outros artistas portugueses da sua geração, resultou também da emigração artística nos anos 1960 e 70 para o Reino Unido (caso de Batarda), França e Alemanha. 
[Marina Bairrão Ruivo] 

Entre a ironia crítica e um olhar tão cristalino sobre as coisas que arrisca o desmoronamento de todas as convicções que sustêm a ilusão de normalidade de que o mundo necessita para prosseguir na vida de todos os dias, as pinturas de Batarda não deixam pedra sobre pedra. E, no entanto, aí estão elas, a lembrar-nos que, sem destruirmos tudo, nunca poderemos encetar essa operação de re-significação que consiste em permanentemente actualizar o sentido de tudo.
[Catarina Rosendo]

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Misquoteros — A Selection of T-Shirt Fronts I Eduardo Batarda




Misquoteros — A Selection of T-Shirt Fronts
Eduardo Batarda

Textos de Ana Anacleto, Eduardo Batarda, João Fernandes

ISBN: 978-989-8834-43-0

Edição: Novembro de 2016

Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 21 x 28 cm [brochado]
Número de páginas: 176

[Em colaboração com o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia]



Catálogo publicado por ocasião da exposição «Eduardo Batarda. Misquoteros — A Selection of T-Shirt Fronts», realizada no MAAT — Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, com curadoria de Ana Anacleto e João Fernandes, de 9 de Novembro de 2016 a 13 de Fevereiro de 2017.

Desde os anos de 1960 que Eduardo Batarda tem utilizado textos, tanto combinados com imagens como em pinturas sem qualquer presença figurativa. O ciclo Misquoteros enfrenta os temas da decadência e do esgotamento dos artistas, o sucesso e o insucesso na carreira, e a problemática dos estilos tardios. O ciclo conta com trinta quadros, sobre os quais se distribuem 646 frases obtidas por colagem de textos, muitas vezes com recurso ao acaso, como num longo cadavre exquis individual. Quase todas as frases partem de expressões correntes ou de ideias feitas. Algumas referem afirmações muito ouvidas, sobre as virtudes da maturidade ou relativas à decadência que vem com a idade avançada. O mesmo acontece com as 64 que contêm fragmentos ou palavras soltas de três artigos relativos a Picasso, a Tiziano e a Greco, artistas cujas «fases tardias» foram objeto de debate. A série, preparada e executada entre o Outono de 2014 e o começo de Julho de 2016, é encarada pelo autor como um conjunto indivisível.

Eduardo Batarda [Coimbra, 1943] frequentou a Faculdade de Medicina entre 1960 e 1963, ano em que foi admitido e se matriculou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Terminou os respectivos Cursos, Geral e Complementar, de Pintura em 1967 e 1968, e cumpriu serviço militar obrigatório entre 1968 e 1971. Neste mesmo ano começou a frequentar, em Londres, o Royal College of Art, Faculty of Fine Art, School of Painting, onde se diplomou em 1974 (MaRCA). De 1976 até 2008 foi professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Expôs pela primeira vez em 1966, e realizou exposições individuais a partir de 1968. Destas, a última teve lugar no Porto, em 2013. Foram organizadas várias retrospectivas do seu trabalho: em 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, do seu trabalho como bolseiro em Londres; em 1998, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Eduardo Batarda. Pinturas, 1965-1998); em 2009, no Centro de Arte Manuel de Brito, em Oeiras (Eduardo Batarda no CAMB); e em 2011, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (Outra Vez Não. Eduardo Batarda). Em Maio de 2016, no Pavilhão Branco do Museu de Lisboa — Palácio Pimenta, realizou-se uma exposição antológica, intitulada Mise en abyme. Eduardo Batarda recebeu em 2007 o Grande Prémio Fundação EDP Arte.

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eduardo Batarda I Misquoteros – A Selection of T-shirt Fronts


Eduardo Batarda, XXIX - Made a fortune with that, 2016. 
Fotografia: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas


EDUARDO BATARDA
MISQUOTEROS - A SELECTION OF T-SHIRT FRONTS
Curadores
Ana Anacleto e João Fernandes

Inauguração
8 de Novembro de 2016, às 18h30

Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia
Av. Brasília, Central Tejo | 1350-598 Lisboa
SALA CENTRAL 2 
9 de Novembro de 2016 - 13 de Fevereiro de 2017
12h00 - 20h00
(encerra às terças-feiras)

Catálogo
FUNDAÇÃO EDP | DOCUMENTA

No ano em que comemora cinquenta anos após a sua primeira exposição, Eduardo Batarda apresenta no MAAT o seu mais recente corpo de trabalho. Com uma carreira centrada na prática da pintura e com uma aturada investigação sobre as questões conceptuais, históricas, formais e cognitivas que atravessam a disciplina, tem vindo a desenvolver um trabalho idiossincrático, recorrendo a referências eminentemente pessoais que influenciam o seu trabalho e as flexões e inflexões deste ao longo do tempo de forma determinante.

O recurso à ironia, ao registo tragicómico e ao sarcasmo (sobretudo virado para si próprio e para o desempenho da sua condição de artista) alia-se às questões inerentes à prática e à história da pintura. Com o título Misquoteros – A Selection of T-shirt Fronts, a exposição reúne um conjunto de trinta pinturas com características formais e conceptuais semelhantes entre si, e que o autor considera como uma só obra. Texto e imagem são, aqui, um e o mesmo, num jogo entre a compreensão, a criação de sentidos e a total ilegibilidade.

Eduardo Batarda é representado pela 
Calçada de Monchique, 3 |  4050-393 Porto