Mostrar mensagens com a etiqueta João Mourão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Mourão. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Vampires in Space

 

Vampires in Space
Pedro Neves Marques

Edição de João Mourão e Luís Silva
Textos de Filipa Ramos, João Mourão, Luís Silva, Manuela Moscoso, Pedro Neves Marques
Design de Studio Remco van Bladel

ISBN 978-989-568-069-6 | EAN 9789895680696

Edição: Abril de 2023
Preço: 24,53 euros | PVP: 26 euros
Formato: 19 × 31 cm (encadernado)
Número de páginas: 216 (a cores)
Em colaboração com a Sternberg Press

Edição bilingue: português | inglês



Uma família de vampiros viaja pelo espaço, transportando vida para um planeta distante. Na solidão da viagem, recordam o seu passado na Terra. O filme e poesia de Pedro Neves Marques oferecem uma reflexão sobre o papel da ficção nas nossas vidas, com especial atenção às experiências transgénero e não-binárias.


Vampires in Space apresenta-se como uma história sem princípio nem fim, na qual o mais importante é a viagem e não o destino. Enquanto os cinco poemas em exposição misturam o biográfico com o fantástico, reflexões sobre género e sexualidade e variadas referências cinematográficas e culturais dos nossos tempos, o filme, distribuído por três salas do espaço expositivo, centra-se nos sentimentos e dramas das personagens, que são confrontadas com a necessidade de viver, durante séculos, num espaço confinado, sem outro exterior que não, apenas, literalmente, o espaço para a imaginação e rememoração. São personagens, entre cisgénero e transgénero, que têm todo o tempo que possam imaginar e que na claustrofobia dessa infinitude temporal procuram lembrar-se de quem foram nas suas múltiplas vidas anteriores, do toque e memória somática dos seus amores passados, que se esforçam por manter viva aquela sua família atual e por acreditar na possibilidade de outros futuros e vivências.
 
Vampires in Space recorre assim à figura e expectativas associadas ao que consideramos ser um «vampiro» para abordar questões de identidade de género, famílias não-nucleares, reprodução queer, bem como o papel da intimidade e da saúde mental e emocional nos dias de hoje. A longevidade imaginada do vampiro, reforçada aqui pela distância física tanto do planeta Terra como da noção de humanidade, permite um exercício retrospetivo que pode ser entendido como uma «autoficção científica», ancorada na própria experiência pessoal trans não-binária de Neves Marques, bem como uma crítica política de uma extensa história de controlo dos corpos, do desejo e da imaginação.

[João Mourão e Luís Silva]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Lugares de Fractura

Lugares de Fractura 
Maria José Cavaco


Textos de Victor dos Reis, Maria do Mar Fazenda, João Mourão e Maria José Cavaco 
Design gráfico de ilhas studio 

ISBN 978-989-8833-83-9 | EAN 9789898833839 

Edição: Novembro de 2021 
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros 
Formato: 16 × 23 cm (brochado, com sobrecapa) 
Número de páginas: 192 (a cores) 

Edição bilingue: português-inglês 

Com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada

Maria José Cavaco: «[…] a fractura é a crise que um exterior exerce num interior; e o lugar será um acontecimento, um evento em que convergem espaço e tempo, enquanto um corpo vivo interage com o que o envolve. Este evento é necessariamente transformador.» 


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Lugares de Fractura», de Maria José Cavaco, com curadoria de João Mourão, realizada no Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas de 10 de Julho a 28 de Novembro de 2021. 



Foi precisamente a pensar no lugar da exposição enquanto campo de possibilidade de nos relacionarmos com um objecto artístico que o título também me fez sentido. Sempre associei a ideia de fractura, também pensada enquanto rompimento, ao «museu», ou melhor, à exposição. 
[João Mourão]

Viajar sem sair do mesmo lugar: sem sair da ilha porque tudo está aferido a ela. A obra de Maria José Cavaco é essa extraordinária celebração da ilha em que vive e, ao mesmo tempo, a tácita e melancólica aceitação do seu aprisionamento nela. Nesse sentido, cada viagem para fora é apenas uma alvoraçada e eufórica viagem dentro dela, exactamente como quando viajamos num baloiço ou numa roda de feira gigante. 
[Victor dos Reis]

A sua tese e a exposição que Maria José agora apresenta partilham o mesmo título: «Lugares de Fractura». A escrita, mas também a arte como mapeamento, percurso e viagem, localização e posicionamento dos nossos lugares no mundo, é uma tradução da relação entre o nosso corpo e o lugar que habita a cada momento — poderão ser estes momentos/lugares de fractura de nós em relação ao mundo, também de recuperação? 
[Maria do Mar Fazenda]

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Great Moments — Eduardo Batarda nos Anos Setenta

Great Moments — Eduardo Batarda nos Anos Setenta 

Eduardo Batarda 


Textos de Marina Bairrão Ruivo, Catarina Rosendo, Eduardo Batarda, João Mourão e Luís Silva 

ISBN 978-989-9006-52-2 | EAN 9789899006522 

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 16,04 euros | PVP: 17 euros 
Formato: 17 × 22 cm (brochado) 
Número de páginas: 160 (a cores)
 
Com a Fundação Carmona e Costa e a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

Edição bilingue: português-inglês



Eduardo Batarda: «Espero que estes quadros, que nunca rejeitei, divirtam as pessoas. Se tiverem paciência, vejam-nos com tempo. Leiam-lhes as patetices, os trocadilhos parvos, as referências a diferentes e múltiplas linguagens visuais. Não chamem a isso “excessivo”. Não falem em “delírio”. Não exagerem.»



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Great Moments. Eduardo Batarda nos Anos Setenta», de Eduardo Batarda, com curadoria de João Mourão e Luís Silva, realizada na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva de 1 de Outubro de 2020 a 17 de Janeiro de 2021, em parceria com a Fundação Carmona e Costa.


A exposição de Eduardo Batarda reúne um momento fundamental da prática do artista, o trabalho realizado quase exclusivamente em aguarela e tinta-da-china sobre papel durante a década de setenta, e traça um percurso por um corpo de trabalho que prolonga o tipo defiguração, cromatismo e humor detrabalhos de anos anteriores, recorrendo de forma explícita à ironia e ao sarcasmo e insistindo em tópicos porventura escandalosos de índole sexual, bem como multiplicando alusões literárias e comentários à actualidade do país (J. Mourão, L. Silva). 
A obra de Eduardo Batarda, tal como a de outros artistas portugueses da sua geração, resultou também da emigração artística nos anos 1960 e 70 para o Reino Unido (caso de Batarda), França e Alemanha. 
[Marina Bairrão Ruivo] 

Entre a ironia crítica e um olhar tão cristalino sobre as coisas que arrisca o desmoronamento de todas as convicções que sustêm a ilusão de normalidade de que o mundo necessita para prosseguir na vida de todos os dias, as pinturas de Batarda não deixam pedra sobre pedra. E, no entanto, aí estão elas, a lembrar-nos que, sem destruirmos tudo, nunca poderemos encetar essa operação de re-significação que consiste em permanentemente actualizar o sentido de tudo.
[Catarina Rosendo]

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Canal Caveira / Sala dos Gessos I António Bolota, Bruno Cidra, Gonçalo Barreiros, Gonçalo Sena



Canal Caveira / Sala dos Gessos
António Bolota, Bruno Cidra, Gonçalo Barreiros, Gonçalo Sena

Textos de Ana Anacleto, João Mourão, João Pinharanda, Jorge André Catarino

ISBN: 978-989-8834-25-6

Edição: Maio de 2016

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 17 × 22,7 cm [encadernado]
Número de páginas: 120, a cores

[em colaboração com a Fundação EDP]

Este livro foi publicado por ocasião das exposições «Canal Caveira», realizada na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, de 15 de Dezembro de 2015 a 20 de Março de 2016, e «Sala dos Gessos», realizada no Curto Circuito, Espaço Arte-Tecnologia, Museu da Electricidade, em Lisboa, de 11 de Março a 22 de Maio de 2016.

«As obras do Gonçalo Sena [Lisboa, 1984] ou as do Bruno Cidra [Lisboa, 1982] parecem comportar-se ali como desenhos que ora acrescentam ora retiram informação a cada um dos espaços onde estão colocadas, conferindo-lhes uma dimensão de estranheza muito pouco expectável. As do António Bolota [Angola, 1962] concentram tensão, adicionam peso, confrontam-se na presença física com o espectador ao virar de cada esquina. São simultaneamente a forma que as define (trazida de contextos exteriores a si), e o tanto de informalidade a que estão sujeitas pela natureza processual da sua própria construção. As do Gonçalo Barreiros [Lisboa, 1978] transportam para o espaço (e para o conjunto no seu todo, creio) uma dimensão linguística. São exclamativas, desconcertantes na sua natureza formal, na sua localização, acrescentam diálogo, parecem ter voz(es), um gargalhar. Diria que transportam o som de um qualquer Canal Caveira que não poderia ter faltado a esta Sala dos Gessos.» [Ana Anacleto]