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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Contemplação Particular I António Gonçalves


Contemplação Particular
António Gonçalves

Textos de Elísio Summavielle, Rosa Maria Martelo, António de Castro Caeiro, Luís Quintais,
Maria Souto de Moura, António Celso Ribeiro Vitória

ISBN: 978-989-8834-78-2

Edição: Setembro 2017
Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 x 29,5 cm (encadernado)
Número de páginas: 104 (a cores) / contém DVD

Edição bilingue: português-inglês



«Apresento um corpo visto de dentro, feito da sua pulsão, do seu estímulo, dos seus impulsos, numa afiguração não objectiva, mas provocatória da sensibilidade.»


«Contemplação particular é o título atribuído ao políptico que apresento neste projecto, uma pintura de grande formato que se insere num núcleo de trabalhos resultantes do meu estudo e prática da pintura. Trabalhos desenvolvidos com base na leitura das Tentações de Santo Antão, entre outros que foram formando uma base de estudo do erótico, do religioso, do pensamento estético e filosófico onde o corpo e a sua sexualidade têm uma forte presença. O políptico foi impondo a necessidade de um espaço autónomo, um espaço que lhe fosse dedicado e para ele construído. Neste sentido, ocorreu-me a possibilidade de desafiar um arquitecto a projectar um edifício que albergasse a pintura, que fosse um espaço consagrado à contemplação da mesma, permitindo uma experiência de observação e de fruição, onde o público entre sem qualquer inibição, podendo vivenciar uma experiência contemplativa e de introspecção. […]

O projecto arquitectónico nasceu de uma necessidade imposta pela escala da pintura. O políptico foi adquirindo uma dimensão que me levou a pensar a sua forma de exposição. Senti que deveria ter um espaço próprio, um espaço que permitisse a sua contemplação, que não fosse o convencional espaço da galeria ou do museu, mas um espaço mais próximo dos espaços públicos que assistam a recolha e o silêncio daqueles que os frequentam.»
[António Gonçalves]


Pintura e concepção do projecto: António Gonçalves Arquitectura: Maria Souto de Moura Música: António Celso Ribeiro Vitória (com António Luís Silva no piano). Obra em exposição no CCB, em Lisboa, de 8 de Abril a 25 de Junho de 2017.

António Gonçalves (1975), Vila Nova de Famalicão. Frequentou a Escola Soares dos Reis, Porto. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Cuenca-Espanha, ao abrigo do Projecto Erasmus 1998/1999.
 Doutorando em História de Arte, na Universidade de Les Illes Balears, Palma Maiorca. Artista Plástico; Director Artístico da Galeria Municipal, Ala da Frente, Vila Nova de Famalicão, desde 2015; Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda Vila Nova de Famalicão, desde 2002; Professor Auxiliar na Escola Superior Artística do Porto, extensão de Guimarães, de 2001 a 2014 e Adjunto do Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda - Famalicão 2000/2002.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Exúvia, Gelo e Morte – A arte de Rui Chafes depois do fim da arte I Luís Quintais


Exúvia, Gelo e Morte – A arte de Rui Chafes depois do fim da arte
Luís Quintais

ISBN: 978-989-8566-93-5

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 120

Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Ala da Frente)]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Exúvia», de Rui Chafes, com curadoria de António Gonçalves, em colaboração com a Galeria Filomena Soares, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 17 de Outubro de 2015 a 23 de Janeiro de 2016.

Uma medida de melancolia ou uma hipótese elegíaca torna-se manifesta. O trabalho de Rui Chafes adquire tonalidades que o colocam do lado de uma certa consciência de que vivemos num mundo onde a beleza é um dilaceramento, uma contemplação do gelo, um confronto com uma inscrição violenta e ilegível que percorre a pele da terra, da Natureza, do rosto de humanos nas grandes metrópoles do abandono […]. [Luís Quintais]