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terça-feira, 20 de julho de 2021

Língua Bífida – Ensaio sobre Ecce Corpus, uma performance de António Gonçalves


 Língua Bífida 
Ensaio sobre Ecce Corpus, uma performance de António Gonçalves 
Pedro Eiras 


Imagens de António Gonçalves

ISBN 978-989-9006-80-5 | EAN 9789899006805 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado) 
Número de páginas: 96 (a cores)


— Ecce Corpus, então. Mas qual corpo — este ou o outro? 
— Este é o outro. 



— Este é um ensaio sobre Ecce Corpus, uma performance do artista plástico António Gonçalves. 
— No princípio era a performance. 
— Resta saber se a performance pode ser um princípio, ou se exige algo que seja antes do princípio. 
— Se algo for antes do princípio, então o princípio não é o princípio. 
— Talvez seja preciso escolhermos um princípio, um certo princípio nem aleatório nem definitivo; e depois descrevermos o nosso objecto com o máximo rigor, ignorando tudo o que estiver antes e depois dele. 
— Podemos tentar (com alguma inocência, e q.b. de estratégia). Aliás, já começámos, mais acima, no princípio, quando disseste (ou terei sido eu?): «Este é um ensaio sobre Ecce Corpus, uma performance do artista plástico António Gonçalves». 
[…] 
— No princípio eram as performances, e elas são múltiplas. 
— Nesse caso, observemo-las uma a uma, porque cada qual é o princípio. 
— O princípio, por definição, não tem de ser único? 
— Talvez seja preciso desafiar as definições, pensar que pode haver vários princípios, vários singulares (que não formam um plural). E talvez cada uma dessas performances abra por seu turno para uma pluralidade de referências, jogos, linguagens, outros princípios e origens, e esses para outros ainda mais antigos. 
— Vejamos então. No princípio, António Gonçalves escolheu projectar sobre o seu corpo fotografias de diversas performances de diversos artistas. Do infinito de exemplos possíveis, fez uma escolha finita, será preciso explicá-la, ou pelo menos tentar. Escolhe uma, começa. 

[…] 

— Ficámos sem saber, afinal, o que havia no princípio. 
— Mas que importa, que importa o que havia no princípio? 
[Pedro Eiras]

sábado, 18 de abril de 2020

Desterrado I António Olaio


Desterrado
António Olaio

ISBN 978-989-9006-24-9 | EAN 9789899006249

Edição: Fevereiro de 2020
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 64 (a cores)

Com a Galeria Ala da Frente, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Edição bilingue: português-inglês


Temos a presença da pintura, do vídeo e do desenho, num possível equilíbrio que nos levará a questionar o espaço e a nossa presença nele, assim como a nossa relação com o entendimento da arte. Quem observa quem? Quem fica desterrado? 
[António Gonçalves]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição Desterrado, de António Olaio, com curadoria de António Gonçalves, na Galeria Ala da Frente, Vila Nova de Famalicão, de 8 de Fevereiro a 22 de Maio de 2020.


Uma performance apresentada a 20 de Setembro de 2017 no Museu Soares dos Reis no Porto, levou Olaio a estabelecer uma relação com a escultura O Desterrado de Soares dos Reis, onde aparecia de fraque numa oposição à nudez da escultura e num questionar dos territórios e das relações que se estabelecem neste meio com as obras. Na Bienal Anozero’19, em Coimbra (2 Novembro a 29 Dezembro de 2019) veio dar seguimento ao percurso iniciado com a performance no Museu Soares dos Reis com a apresentação de uma instalação intitulada Desterrado: Floating Over my Own Ground onde, num mesmo espaço, uma pintura e um vídeo deixavam-nos numa ambivalência da imagem em movimento com a imagem da pintura que pela sua verticalidade e posição elevada nos adensava a inquietação da nossa presença naquele espaço. Os sentidos procuravam ajustar-se, estávamos a flutuar.
António Olaio tem formação em Pintura, mas o seu trabalho vem-se pautando por uma abrangente exploração de linguagens e territórios criativos. Performance, a música (em 1986 forma e integra os Repórter Estrábico), o vídeo, o desenho, a pintura permitem-lhe uma abrangência de meios onde vai aprofundando reflexões sobre a representação e o seu sentido no objecto de arte. Expor num mesmo espaço diferentes suportes e linguagens é levar o observador a ajustar-se, a encontrar soluções de potencial equilíbrio, em resposta à instigação de desassossego que António Olaio lança. Uma provocação que oscila de linhas ténues e linhas de força bem expressa que nos transferem uma unicidade ao trabalho desenvolvido por Olaio.
Nesta exposição temos a presença da pintura, do vídeo e do desenho, num possível equilíbrio que nos levará a questionar o espaço e a nossa presença nele, assim como a nossa relação com o entendimento da arte. Quem observa quem? Quem fica desterrado? 
[António Gonçalves]

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Outside In I Gil Heitor Cortesão


Outside In
Gil Heitor Cortesão

ISBN 978-989-8902-20-7 | EAN 9789898902207

Edição: Junho de 2018
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 20,5 x 14,5 cm (brochado)
Número de páginas: 64 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês


[com a Galeria Ala da Frente — Câmara Municipal de Famalicão]



Uma pintura pode esconder-se dentro de outra pintura. Ou atrás.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Gil Heitor Cortesão – Outside In», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 9 de Junho a 7 de Setembro de 2018.


«A pintura é feita no verso de vidro ou acrílico e ficamos perante a visão da pintura numa superfície lisa e sem as texturas, o que nos dá uma visão e sensação muito particular da obra.
[…] 
A pintura de Gil Heitor Cortesão assume-se como um corpo capaz de fazer rever e pensar a imagem. Demonstra-nos que a pintura mantém um mistério que vai para além do plano da imagem, aprofunda possibilidades e instiga o conhecimento»
[António Gonçalves]



Gil Heitor Cortesão nasceu em 1967, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.
A partir de 1996, o trabalho que tem vindo a apresentar consiste essencialmente em pinturas realizadas sob vidro acrílico, executadas na face oposta à que é mostrada ao público. A arquitectura modernista tem sido objecto de constante revisitação, sujeita a desvios e associações inesperadas.
Realizou várias exposições individuais, entre as quais se podem destacar «Mnemopolis» (Fundação Calouste Gulbenkian–Centro de Arte Moderna, 2004), «Modelo para armar» (Galeria Fortes Vilaça, S. Paulo, 2007), «Wallpaper» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2011), «Reversos» (Palexco, La Coruña, 2013), «Second Nature» (Galerie Suzanne Tarasiève, Paris, 2015) «Late Night Shopping» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2017), «Umbra» (Carbon 12, Dubai, 2018).
Está representado em diversas colecções públicas ou privadas, nomeadamente: Fundação ARCO, Madrid; CAM/JAP, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; EDP-Electricidade de Portugal; Colecção Fundação de Serralves, Porto; Colecção António Cachola, MACE, Elvas; Colecção Fundação Ilídio Pinho, Porto; Museu da Cidade, Lisboa; Colecção Associação Industrial Portuguesa, Lisboa; Fundación Barrié, A Coruña; Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean-Mudam, Luxembourg; Colecção de Arte Contemporânea Arquipélago, São Miguel, Açores.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Teologia da Carne — A pintura de António Gonçalves I Sousa Dias


Teologia da Carne — A pintura de António Gonçalves
Sousa Dias

ISBN: 978-989-8902-11-5 | EAN 9789898902115

Edição: Maio de 2018
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, caderno a cores)
Número de páginas: 80




Objecto ou objectivo deste pintor: pintar Eros, pintar o desejo erótico. Mas pintá-lo por si, pintar o desejo «ele mesmo».


O que deveras aqui se pinta, o que aqui se dá a ver, é uma sagração. É a sagração de Eros, a celebração artística da sacralidade do desejo erótico e com ele da vida, a afirmação pictural da inocência, «para lá de bem e mal» (Nietzsche), da vontade vital que se exprime no erotismo. A pintura como culto, cena ou encenação do mistério da «encarnação» do desejo e desse modo do mistério da vida, da «anunciação» erótica da vida. Um sentido do sagrado, do espírito sacral da figuração, que decorre de imediato da apresentação políptica, retabular, desta pintura. Uma espécie de teologia da vida legível na «textualidade» puramente visual composta pelas várias figuras dos polípticos.


Sousa Dias nasceu no Porto em 1956. Professor de Filosofia, lecciona actualmente no ICAFG (Porto). Publicou, entre outros livros, Grandeza de Marx — Por uma política do impossível (Assírio & Alvim, 2011), Lógica do Acontecimento — Introdução à filosofia de Deleuze (2.ª edição aumentada, Documenta, 2012), O Que É Poesia? (3.ª edição aumentada, Documenta, 2014), Žižek, Marx & Beckett — E a democracia por vir (Documenta, 2014), O Riso de Mozart — Música, Pintura, Cinema, Literatura (Documenta, 2016), Pre-Apocalipse Now — Diálogo com Maria João Cantinho sobre política, estética e filosofia (Documenta, 2016). Traduziu para a Documenta: Gilles Deleuze, A Imagem-Tempo — Cinema 2 (2015), A Imagem-Movimento — Cinema 1 (2016).


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Contemplação Particular I António Gonçalves


Contemplação Particular
António Gonçalves

Textos de Elísio Summavielle, Rosa Maria Martelo, António de Castro Caeiro, Luís Quintais,
Maria Souto de Moura, António Celso Ribeiro Vitória

ISBN: 978-989-8834-78-2

Edição: Setembro 2017
Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 x 29,5 cm (encadernado)
Número de páginas: 104 (a cores) / contém DVD

Edição bilingue: português-inglês



«Apresento um corpo visto de dentro, feito da sua pulsão, do seu estímulo, dos seus impulsos, numa afiguração não objectiva, mas provocatória da sensibilidade.»


«Contemplação particular é o título atribuído ao políptico que apresento neste projecto, uma pintura de grande formato que se insere num núcleo de trabalhos resultantes do meu estudo e prática da pintura. Trabalhos desenvolvidos com base na leitura das Tentações de Santo Antão, entre outros que foram formando uma base de estudo do erótico, do religioso, do pensamento estético e filosófico onde o corpo e a sua sexualidade têm uma forte presença. O políptico foi impondo a necessidade de um espaço autónomo, um espaço que lhe fosse dedicado e para ele construído. Neste sentido, ocorreu-me a possibilidade de desafiar um arquitecto a projectar um edifício que albergasse a pintura, que fosse um espaço consagrado à contemplação da mesma, permitindo uma experiência de observação e de fruição, onde o público entre sem qualquer inibição, podendo vivenciar uma experiência contemplativa e de introspecção. […]

O projecto arquitectónico nasceu de uma necessidade imposta pela escala da pintura. O políptico foi adquirindo uma dimensão que me levou a pensar a sua forma de exposição. Senti que deveria ter um espaço próprio, um espaço que permitisse a sua contemplação, que não fosse o convencional espaço da galeria ou do museu, mas um espaço mais próximo dos espaços públicos que assistam a recolha e o silêncio daqueles que os frequentam.»
[António Gonçalves]


Pintura e concepção do projecto: António Gonçalves Arquitectura: Maria Souto de Moura Música: António Celso Ribeiro Vitória (com António Luís Silva no piano). Obra em exposição no CCB, em Lisboa, de 8 de Abril a 25 de Junho de 2017.

António Gonçalves (1975), Vila Nova de Famalicão. Frequentou a Escola Soares dos Reis, Porto. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Cuenca-Espanha, ao abrigo do Projecto Erasmus 1998/1999.
 Doutorando em História de Arte, na Universidade de Les Illes Balears, Palma Maiorca. Artista Plástico; Director Artístico da Galeria Municipal, Ala da Frente, Vila Nova de Famalicão, desde 2015; Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda Vila Nova de Famalicão, desde 2002; Professor Auxiliar na Escola Superior Artística do Porto, extensão de Guimarães, de 2001 a 2014 e Adjunto do Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda - Famalicão 2000/2002.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Alberto Carneiro – Natureza Dentro I Duarte Belo


Alberto Carneiro – Natureza Dentro
Duarte Belo

ISBN: 978-989-8834-76-8

Edição: Junho de 2017
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 128


[com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão]


Nesta natureza intacta, cidade imaginária,
nos encontramos.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Alberto Carneiro – Árvores e Rios», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 10 de Junho a 23 de Setembro de 2017.


Este trabalho é sobre o projeto, sobre o desenho. É sobre a terra, sobre a arte, sobre as «cidades». É sobre a natureza, sobre a transparência da opacidade do que não vemos, sobre a densidade de um mundo fascinante. 
[…]
Conheci pessoalmente Alberto Carneiro em Outubro de 1987, como seu aluno na disciplina de Desenho, do segundo ano do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Trinta anos decorreram desde essa data. Nesta natureza intacta, cidade imaginária, nos encontramos. Em mim ficou esse fascínio da ligação entre o ensino e a obra, os diálogos do olhar, as conversas que mantivemos depois de terminado o ano, os contactos esparsos ao longo destas três últimas décadas. A amizade, uma profunda admiração e gratidão.
A maquete deste livro foi apresentada a Alberto Carneiro e por si bem recebida. À data desta publicação já não podemos contar com a sua presença. A sua obra e a sua visão, permanecem. 
[Duarte Belo]


Duarte Belo (Lisboa, 1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas. Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny – Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro – Natureza Dentro, em 2017. [informação mais completa]

terça-feira, 6 de junho de 2017

«Alberto Carneiro – Árvores e Rios» (convite)


clicar na imagem para a aumentar



Inauguração: 10 de Junho de 2017, pelas 18 horas, na Ala da Frente, 
em Vila Nova de Famalicão.

Por ocasião da exposição «Alberto Carneiro – Árvores e Rios», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 10 de Junho a 23 de Setembro de 2017, será editado o livro Alberto Carneiro – Natureza Dentro, de Duarte Belo, uma edição Documenta [com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão].

segunda-feira, 27 de março de 2017

Desordem Vertical I Pedro Casqueiro


Desordem Vertical

ISBN: 978-989-8834-63-8

Edição: Março de 2017
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5x20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 80


[Em colaboração com a Galeria Ala da Frente]



Livro publicado por ocasião da exposição Pedro Casqueiro – Desordem Vertical, com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 4 de Março a 27 de Maio de 2017.

O que torna a obra de Pedro Casqueiro um exemplo excepcional de vitalidade é a sua capacidade de sabotar, desviar e subverter tudo o que seriam as expectativas habituais, os efeitos previsíveis, o espectáculo gratuito ou as seduções superficiais inerentes aos materiais com que trabalha. O processo de despistagem da vulgaridade é obtido através da procura sistemática do acontecimento mínimo — a inversão de uma regra de contiguidade cromática, uma linha oblíqua, uma sobreposição desfocada — mais susceptível de produzir a perplexidade máxima. Ou seja, a regra do equilíbrio mais difícil: aquele que se experimenta sensivelmente como irresistível e incorrigível desacerto, apaixonante contrabando do ritmo perfeito. [Alexandre Melo in Pedro Casqueiro, Assírio & Alvim, 2002]

Pedro Casqueiro nasceu em Lisboa, em 1959. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Revelação de Desenho na II Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira (1980). Vive e trabalha em Lisboa.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Arte de Bailar em Silêncio I Danças Ocultas e Cesariny

Fotografias de Joana Rosa de Sousa


A ARTE DE BAILAR EM SILÊNCIO
Música de 
DANÇAS OCULTAS 
para poesia de 
MÁRIO CESARINY
dita por Cesariny

Concerto de Encerramento
Organização: Fundação Cupertino de Miranda
Comissários: Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 
Vila Nova de Famalicão, 24, 25 e 26 de Novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mário Cesariny e "O Virgem Negra" I Convite

Capa: Mário Cesariny, Homenagem a Fernando Pessoa Ocultista. 
Página de um caderno de esboços para escultura, s/d. Col. Fundação Cupertino de Miranda.

Mário Cesariny e O Virgem Negra
ou A morte do autor e o nascimento do actor
Fernando Cabral Martins


O poeta é o autor do poema 
e é também um actor, um prestidigitador.
Mário Cesariny


Cesariny, uma arte da montagem. Pessoa, uma arte do desdobramento. Um e outro têm um sistema que os organiza e fundamenta, o Surrealismo para um, a heteronímia para o outro. Mas o Surrealismo de Cesariny é pouco ortodoxo e muito ligado ao contexto próprio português. E a heteronímia presta-se demasiado a leituras delirantes, e, na verdade, acaba sendo semi-abandonada por Pessoa nos seus últimos anos. Um e outro estão entre os poucos realmente grandes poetas do século XX, e é intrigante que o mais novo deles tenha dirigido ao primeiro uma diatribe tão violenta como O Virgem Negra. A hipótese aqui desenvolvida, em duas séries de comentários, é que não é Pessoa que é atacado (nem as suas obras maiores), mas o mito que dele se criou, e, sobretudo, certos persistentes lugares-comuns da sua leitura. Fernando Cabral Martins


LANÇAMENTO

Sábado | 26 Novembro | 16h00
Pequeno Auditório da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão
apresentação por
Perfecto E. Cuadrado

no âmbito da iniciativa
Mário Cesariny - Encontros X
24, 25 e 26 de Novembro de 2016
organização 
Fundação Cupertino de Miranda
comissários 
Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mário Cesariny I Encontros X


MÁRIO CESARINY - ENCONTROS X

organização 
Fundação Cupertino de Miranda
comissários 
Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves 

24, 25 e 26 de Novembro de 2016


Neste décimo ano da partida de Mário Cesariny [Lisboa, 9 de Agosto de 1923 - 26 de Novembro de 2006] os Encontros dedicados ao autor realizam-se na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, entre os dias 24 e 26 de Novembro. Na continuidade do que tem vindo a acontecer em anos anteriores e com o intuito de lembrar um dos grandes nomes da cultura nacional, a Fundação Cupertino de Miranda detentora de uma parte do espólio artístico e documental do artista convida-o a estar presente. 

[do programa, que pode ser consultado aqui]



Para mais informações: www.fcm.org.pt
Praça D. Maria II, 4760-111 V.N. Famalicão, telefone 252 301 650 / geral@fcm.org.pt


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

"Ridi Pagliaccio" I Pedro Cabrita Reis


clicar na imagem para a aumentar

PEDRO CABRITA REIS
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RIDI PAGLIACCIO

15 de Outubro de 2016 a 21 de Janeiro de 2017

ALA DA FRENTE
Palacete Barão da Trovisqueira (Museu Bernardino Machado)
Rua Adriano Pinto Basto - Vila Nova de Famalicão


Inauguração
15 de Outubro de 2016, às 18h00, com a presença do autor

Estará disponível o catálogo da exposição, uma edição 
DOCUMENTA / ALA DA FRENTE

quinta-feira, 10 de março de 2016

Encáusticas I João Queiroz


Encáusticas
João Queiroz

Texto de Maria Filomena Molder

Edição bilingue: português-inglês

ISBN: 978-989-8834-08-9

Edição: Fevereiro de 2016

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 62


[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Ala da Frente) ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição João Queiroz – Encáusticas, com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 6 de Fevereiro a 21 de Maio de 2016.


Encáusticas, é preciso saber do que se trata. Vamos ao latim: encaustum, i, n. 1. Pintura encáustica (feita com cera, cores e fogo). 2. Tinta de púrpura de que os imperadores se serviam, para assinarem. A etimologia grega ainda calha melhor, pois o mesmo verbo e o mesmo substantivo servem para falar tanto de uma chaga provocada pelo fogo, como de uma pintura feita com cera que foi ao lume. Sempre nos admiramos com o mais evidente, isso que sempre pressentimos, i.e., que entre a pele, a ferida, a mancha, o desenho, a pintura, os contágios não param de se multiplicar. Quase se pode dizer, contra todos os idiotas de serviço, que, enquanto o leite se soltar do peito das mulheres, alagando as blusas, e o menino bolçar, soberanamente satisfeito, enquanto a criança sujar com lama as mãos, o rosto e o bibe, e a nossa pele for ferida, a pintura há-de existir. Lembre-se que ornamento e lepra estão, na origem mais antiga conhecida por nós, guardadas lado a lado, sem hierarquia, na mesma palavra que deu pintura em português. A relação entre os dois sentidos é um travo na boca. [Maria Filomena Molder]


João Queiroz nasceu em Lisboa em 1957. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi também um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas. Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Riso de Mozart – música pintura cinema literatura I Sousa Dias


O Riso de Mozart – música pintura cinema literatura
Sousa Dias

Capa de António Gonçalves

ISBN: 978-989-8834-05-8

Edição: Janeiro de 2016

Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 272



«É a vida que ri no riso de Mozart, é ela o “sujeito” desse magnífico riso, e que ri não da sua auto-negação por imitação da matéria mas da sua auto-afirmação por criação do espírito. O além-imagem de onde sobrevém de modo fantasmal esse riso no fim de “Amadeus” não é o além-túmulo, não é o não-lugar da morte pessoal de Mozart, mas antes o fora-de-campo absoluto da vida supra-histórica da sua criação musical genial, o tempo não cronológico, a forma de imortalidade ou de eternidade, dessa criação espiritual. O riso de Mozart é a Alegria pura, mesmo quando não pessoalmente extrovertida, de todos os excepcionais criadores em todos os domínios, a sua sensação de transcendência da vida biopsíquica pessoal numa vida não pessoal do espírito que não morre com a morte do criador. A espectralidade desse riso na sua derradeira aparição não é metáfora, o cinema não se faz com metáforas, é a imagem sonora exacta, absolutamente literal, dessa vida do espírito que se eleva dos corpos, que se desprende da finitude dos sujeitos, e fica.» [Sousa Dias]

Sousa Dias nasceu no Porto em 1956. Professor. Publicou, entre outros livros, Lógica do acontecimento — introdução à filosofia de Deleuze, O Que é Poesia?, Grandeza de Marx — por uma política do impossível e Žižek, Marx & Beckett — e a democracia por vir.