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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vozes Plurais — A comunicação das organizações da sociedade civil



Vozes Plurais — A comunicação das organizações 
da sociedade civil

Coordenação e organização de Carla Cerqueira e Sónia Lamy
Prefácio Cicilia M. Krohling Peruzzo


LANÇAMENTO
29 de Novembro de 2017, às 14 horas, no âmbito do


ISBN: 978-989-8833-13-6

Edição: Novembro de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160


Refletir sobre o fenómeno da comunicação é de interesse para especialistas, académicos e profissionais, assim como para a construção de uma cidadania mais participada e consciente. 


As organizações da sociedade civil que proliferam na sociedade contemporânea estão hoje fortemente marcadas por uma clara necessidade de estabelecer inovadoras estratégias de comunicação com recurso às tecnologias de informação e comunicação. Este livro pretende contribuir para a reflexão sobre a forma como se interage com os vários públicos, internos e externos, no âmbito do Terceiro Sector, a partir da compilação de diversos trabalhos de investigação que discutem as especificidades da comunicação neste campo. 

«Esta coletânea, que recebe o título Vozes Plurais. A comunicação das organizações da sociedade civil, organizada por Sónia Lamy e Carla Cerqueira, se reveste de importante contribuição para o campo da Comunicação Social. Tanto por sua atualidade, quanto pela pertinência temática, que evidencia uma especificidade da área de Relações Públicas e Comunicação Organizacional, ou seja, chama a atenção para um segmento de atuação profissional um tanto desconhecido pela academia. Trata-se de um segmento — o do Terceiro Sector — que abre um universo de trabalho para o profissional de Relações Públicas, distinto daquele capitaneado pelas empresas públicas e privadas, bem como por órgãos públicos governamentais. Portanto, esta obra se distingue daquelas que se ocupam de temas da comunicação institucional nos âmbitos do Primeiro Sector e do Segundo Sector, ou seja, do Estado e do mercado, respetivamente.»
[Cicilia M. Krohling Peruzzo




Textos de Ana Jorge, Carla Cerqueira, César Neto, Evandro Oliveira, Filipa Henriques, Filipe Teixeira Portela, Gisela Gonçalves, Joana Lisboa, Juana Gallego Ayala, Lidia Marôpo, Rosa Cabecinhas, Sara Balonas, Sónia Lamy, Tatiana Nunes, Teresa Costa Alves.


Coleção SOPCOM
 — A investigação no campo das ciências da comunicação compreende, entre outras, pesquisas sobre jornalismo, política, retórica, semiótica, televisão, rádio, e comunicação estratégica. A Coleção Sopcom, patrocinada pela Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, propõe-se publicar ensaios de autor e volumes temáticos coletivos dedicados a temas e problemas atuais das mais diferentes áreas das ciências da comunicação. Refletir sobre o fenómeno da comunicação é de interesse para especialistas, académicos e profissionais, assim como para a construção de uma cidadania mais participada e consciente.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Preceptores – Gabrielle de Bergerac seguido de O Discípulo I Henry James


Preceptores – Gabrielle de Bergerac seguido de O Discípulo
Henry James

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-13-6

Edição: Outubro de 2017
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 200



Em tempos que não exigiam aos mundos do trabalho e do êxito social um certificado comprovador de estudos académicos, de bom-tom era mostrar que se dispensavam as más convivências do ensino público, fazendo tudo passar-se em ambientes domésticos e com mestres privativos. Nasceu assim o preceptor.


O preceptor dos antigos gregos e latinos era em geral um escravo liberto com conhecimentos suficientes para aproximar os jovens das suas letras e da sua erudição. A Idade Média, cheia de homens religiosos, preferiu neste papel os capelães. Mas a Idade de Ouro do preceptor foi a época do Renascimento. Havia, quanto a artes e a ciências, uma vontade colectiva de chegar mais alto, dando a estes mestres de casa rica um imprescindível papel. Começam depois as opiniões a dividir-se. Rousseau, que se estendeu sobre este tema no seu Émile ou de l’éducation de 1762, preconizou que era preferível o mestre «de cabeça bem formada ao de cabeça bem cheia» e, a exigirem-se ambas as coisas, houvesse mais sobre costumes e entendimento do que ciência. Mas seria preferível tudo isto sem um preceptor.
[…]
«Gabrielle de Bergerac» conta uma história escrita por um Henry James com vinte e seis anos de idade; ou seja, da época em que ele se resolvia, perturbado por algumas hesitações, a dar à escrita um papel que a faria surgir como sua ocupação central. […] Não obstante este lugar muito do início da sua carreira literária, «Gabrielle de Bergerac» surge com uma característica que viria a tornar-se persistente ao longo de toda a sua obra, ou seja, a narrativa contada a partir de um ponto de vista associado a uma das suas personagens.
[…]
Esta história dos começos do autor Henry James também nos mostra a sua preferida criança complexa (muitas vezes mais complexa do que os adultos da sua convivência) a primeira entre as que ele viria a criar em The Turn of the Screw, What Maisie knew ou no conto «O Discípulo» que integra este volume; crianças abandonadas pela indiferença paterna e que a outros distribuem o papel de personagens centrais da sua vida – aquelas que muitos estudiosos da obra de James reconhecem como uma inequívoca referência autobiográfica. […]
[Aníbal Fernandes]

O Cântico dos Cânticos I Ernest Renan


O Cântico dos Cânticos – Traduzido do hebreu, com um estudo sobre o plano, a idade e o carácter do poema
Ernest Renan

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8566-12-6

Edição: Outubro 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 176



O mais antigo grito da literatura que em voz feminina reivindica a liberdade sexual da mulher.


A meio do Velho Testamento, entre a sabedoria perplexa do «Eclesiastes» e a boa nova aos pobres derramada no «Livro de Isaías», a autoridade de um versículo faz deste Salomão erótico o poeta da grande surpresa profana – pese embora esta evidência às retóricas da interpretação aconselhada; do «Cântico dos Cânticos», chamado assim porque talvez melhor momento entre os hinos ao amor físico saídos da velha literatura hebraica, e que é o incómodo, o indisfarçável embaraço cristão nas águas da espiritualidade bíblica; colecção de metáforas sobre a gramática dos sentidos e com potencialidades de interpretação que chegam a uma inesperada licença. Na verdade, até onde pode levar a redução a realismo das palavras de uma apaixonada que acha o fruto do seu amado «doce ao paladar», o incita a «penetrar no seu jardim e comer dos seus belos frutos», a «beber o mosto das suas romãs», ou vê os dedos da sua própria mão molhados pela «mirra líquida que banha o ferrolho»?
[…]
A relação de Ernest Renan com o «Cântico» não prolonga a veia destas intenções poéticas. Para as palavras bíblicas do «Cântico» Renan quer um palco; quer actores; quer um libelo contra a escravatura dos haréns e recuperar o mais antigo grito da literatura que em voz feminina reivindica a liberdade sexual da mulher.
[Aníbal Fernandes]


Ernest Renan nasceu em Tréguier, Bretanha, no dia 27 de Fevereiro de 1823. Escreveu sobre livros do Antigo Testamento, assumindo o papel de implacável filólogo mas evitando sempre posições demasiado radicais. Le cantique des cantiques é de 1860. La vie de Jésus é o ponto alto da sua carreira de escritor e um dos grandes acontecimentos literários do século XIX. Aí recusa o Jesus divino, restituindo-o à sua dimensão humana. Escritor controverso, dividiu e extremou opiniões mas acabou por ser reconhecido, no seu país, como importante figura nacional. Foi professor das línguas hebraica, caldaica e siríaca no Collège de France, de onde foi suspenso devido às suas ideias. Readmitido mais tarde, ascendeu à direcção deste estabelecimento de ensino e teve direito a um lugar na Academia Francesa. Morreu em Paris no dia 2 de Outubro de 1892.

[…] — Ensaio sobre os mestres I Pedro Eiras


[…] — Ensaio sobre os mestres
Pedro Eiras

ISBN: 978-989-8834-85-0

Edição: Novembro de 2017
Preço: 24,53 euros | PVP: 26 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 504



ESTE LIVRO se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. (Clarice Lispector 1969: 7)



PREFÁCIO um pantanal de citações 13 prazeres da citação 17 copiar 20 metodologia 24 Uma citação é sempre uma interpretação 28 uma paixão geométrica 32 a citação é um vício 39 Que livro é este? 44 Todo este universo é um livro 51 que dês agora um salto 58 […] ENSAIO SOBRE OS MESTRES ao princípio era o Vento 63 um Mestre com seus Discípulos 69 O mito 72 Não concebo uma obra desligada da vida 77 O Mestre este menino 87 a sua costumada prontidão divina 90 e o estranho ar grego, que vinha de dentro 95 uma formidável infância 98 a linguagem original da inocência 105 Você se lembra da sua infância 109 um selvagem 112 O Discípulo Sinto a ausência de um mestre 117 onde vais descobrir um professor a esta hora da noite? 124 cai um raio na cabeça de um homem 127 libertação 132 um mortal chamado ao convívio dos Deuses 135 O inabordável 139 nascer outra vez 143 Então aconteceu 146 isto, aqui, agora, sempre 149 É um bocado zen 155 que os mortos sepultem os seus mortos 158 toda a sabedoria da terra estava reunida naquela sala 162 Aulas e Conversas O que quer dizer «pensar»? 171 partir do zero 178 Que sei eu? 183 penso, logo existo 187 conhece-te a ti mesmo 190 isso não me facilita em nada o conhecimento 194 O que é este «eu» que eu sou […]? 198 Aprende a tornar-te naquilo que és 204 Onde invento o real 208 ponto de vista 213 Sonhei a própria realidade 218 E esta vasta combinação chama-se Natureza 224 O que é o 34 na Realidade? 232 A arte não passa […] de uma visão mais directa da realidade 236 perseguir / ficções 241 pergunto a mim próprio se mentes ou dizes a verdade 246 viver bem 250 O Combate gente com capacidade para ter mestre 259 é o corpo de outrem que constitui o nosso 262 homens de pouca fé 269 Eu não sou eu nem sou o outro 274 quase tudo em mim é obra alheia 280 Ao escravo 285 não compreendo 289 com um ar benévolo, complacente, paternal 294 Devorava os discípulos 298 um médico procura sempre prolongar as mazelas 304 Faça de mim o que quiser 308 Ah quantas máscaras e submáscaras 311 Eu próprio já apontei não poucas falhas em Homero 314 um maluco autodidacta 316 os hospícios 321 No final, um verdadeiro Mestre deve estar só 327 Senhor: temos medo 331 alguns discípulos […] arruinaram os seus Mestres 335 – Não és Deus, pois não 339 inimigos 349 um elo de quase parentesco 352 mestre, / […] / Porque […] me acordaste […]? 355 Traindo 362 Que é uma traição aos olhos de Deus? 369 O Fantasma do Pai 373 A Morte A velhice 381 seus últimos dias 387 A morte é sempre um corte / extemporâneo 392 os verdadeiros filósofos […] exercitam-se em morrer 395 os que estavam presentes 398 órfãos 405 o trauma 409 a minha morte não tem importância nenhuma 413 a Lua nunca morre. Regressa sempre 417 Ninguém é inconsolável 422 os deuses partiram 425 Grassa neste mundo o absurdo completo 430 Não é tão cedo como parece 435 EPÍLOGO Cheguei ao fim 445 livro […] rotativo 448 deita fora este livro 452 Bibliografia 455.

Pedro Eiras (Porto, 1975) é professor de Literatura Portuguesa na Universidade do Porto, investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, membro da rede de pesquisa internacional «LyraCompoetics», dedicada à Poesia Moderna e Contemporânea.

Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel I Mário Cesariny



Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel
Mário Cesariny

Apresentação, tradução e notas de Maria Etelvina Santos
Posfácio e comentários de Laurens Vancrevel

ISBN: 978-989-8834-82-9

Edição: Outubro de 2017

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 512


[co-edição com a Fundação Cupertino de Miranda]



Mário Cesariny: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral»

«enquanto houver água na água»
expressão tão bela,
tão reveladora, da sede, do desejo a agir,
com a sua imagem dupla de redução
(pela purificação) da água pela água –
num poema meu, diz-se
«um rio à beira do rio»
[Mário Cesariny a Frida e Laurens Vancrevel, 23 de Julho 1978]

A correspondência trocada durante trinta e seis anos entre Mário Cesariny, a minha mulher Frida e eu próprio, da qual se reproduzem neste livro as cartas do Mário, dá testemunho da profunda amizade que nos uniu e, é preciso dizê-lo, revela apenas uma pequena parte da história. Faltam a essa correspondência as conversas calorosas que tivemos durante as nossas estadas em Lisboa e as visitas do Mário a Amsterdão; faltam ainda todas as conversas telefónicas.
[Laurens Vancrevel]

[…] a troca epistolar, prolongada e intensa pela amizade, de Cesariny com Frida e Laurens Vancrevel, excede em muito o interesse factual, embora também este seja da maior importância, uma vez que os factos mais relevantes associados ao(s) movimento(s) surrealista(s), cisões, novos recomeços, revistas e outras publicações, exposições, nomes reconhecidos no domínio literário e nas artes plásticas, são objecto de diálogo, de opinião, de tomada de posições, desde finais dos anos sessenta até 2005, data da última carta enviada por Cesariny aos Vancrevel.
[…]
Estes três interlocutores – Mário Cesariny, Frida De Jong e Laurens Vancrevel – escrevem, pintam, traduzem. […] Do livro que nasce ao livro que se publica, quer seja pela mão de Laurens Vancrevel, da casa editora Meulenhoff ou da revista Brumes Blondes que dirige, quer em folhas volantes tão do agrado de Cesariny, fala-se muito de pintura, de música, de poesia, da vida: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral», escreve o poeta na última carta.
[Maria Etelvina Santos]

Uma Certa Quantidade I Jorge Queiroz


Uma Certa Quantidade
Jorge Queiroz

Poemas de Mário Cesariny

Traduções de Jethro Soutar e Richard Zenith

ISBN: 978-989-8834-83-6

Edição: Outubro 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, a cores)
Número de páginas: 112

[com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão]

Edição bilingue: português-inglês



Uma certa quantidade de gente à procura de gente à procura de uma certa quantidade
Mário Cesariny

Este livro foi publicado por ocasião da exposição Jorge Queiroz – Uma Certa Quantidade, com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 7 de Outubro de 2017 a 20 de Janeiro de 2018.

Jorge Queiroz nasceu em Lisboa, em 1966. Estudou no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa (1992-93), e concluiu o mestrado em Belas-Artes na School of Visual Arts, Nova Iorque (1997-99). Expôs o seu trabalho nos Estados Unidos da América e pela Europa, destacando-se as exposições individuais na Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2012), Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2007); Horst-Janssen-Museum, Oldenburgo (2006) e no Künstlerhaus Bethanien, Berlin (2004), onde fez uma residência artística. Participou na Bienal de Rennes (2016); 4.ª Bienal de Berlim (2006), 26.ª Bienal de São Paulo (2004) e na 50.ª Bienal de Veneza (2003). Foi distinguido com o Prémio Artes Plásticas 2015 da Associação Internacional dos Críticos de Arte. Após um longo período a viver em Berlim, actualmente vive e trabalha em Lisboa.

A Ética e os Limites da Filosofia I Bernard Williams


A Ética e os Limites da Filosofia
Bernard Williams


Posfácio de José Manuel Santos



Tradução de Artur Morão e David G. Santos


ISBN: 978-989-8834-47-8

Edição: Outubro 2017
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 264


[ Em colaboração com o Instituto de Filosofia Prática ]




Para o filósofo inglês, «a questão de Sócrates [“como viver”] é o melhor ponto de partida para a filosofia moral»


Neste livro, que ocupa uma posição central na sua obra, Bernard Williams, um dos mais notáveis filósofos da sua geração, desenvolve uma finíssima e acutilante análise crítica das principais teorias éticas desde Kant. O filósofo inglês mostra brilhantemente as fraquezas destas teorias, preconizando, ao mesmo tempo, a retoma do questionamento ético original, iniciado com a questão socrática «como viver?», bem como uma maior atenção à psicologia moral e à fenomenologia da experiência ética no nosso mundo. Num mundo moderno que é uma «sociedade da reflexão», a generalização e a difusão da reflexão pode pôr em causa o conhecimento ético, e mesmo, como já notara Hannah Arendt, levar ao niilismo. O desafio que Williams coloca a si próprio, em A Ética e os Limites da Filosofia, é de pensar com a necessária profundidade esta situação do homem moderno.

Bernard Williams nasceu no dia 21 de Setembro de 1929 em Westcliff-on-Sea, condado de Essex, Inglaterra. Fez estudos clássicos (grego, latim, cultura clássica) e de filosofia no Balliol College, Universidade de Oxford. Foi Assistente no University College e professor no Bedford College, em Londres. Nomeado professor catedrático de filosofia na Universidade de Cambridge, com apenas 38 anos, foi, de 1979 a 1987, Reitor do King’s College. Em 1989 e 1990 foi professor em Berkeley, na Universidade da Califórnia. A saída de Inglaterra foi justificada pelo próprio como reacção à política universitária do governo de Margareth Thatcher. Regressa a Inglaterra, em 1990, para ocupar uma cátedra de Filosofia Moral, na Universidade de Oxford, onde ensina até à jubilação, em 1996. Morreu no dia 10 de Julho de 2003, em Roma, vítima de ataque cardíaco.

Antropologia do Espaço I Filomena Silvano


Antropologia do Espaço
Filomena Silvano

ISBN: 978-989-8834-84-3

Edição: Outubro 2017
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128



Concebido como um guia para um possível percurso de leitura.


Ce petit livre permet de comprendre la naissance et les enjeux de l’anthropologie de l’espace et il vise à donner aux étudiants lusophones l’envie de s’y engager.
[Maurice Blanc]

Antropologia do Espaço, de Filomena Silvano, é um livro com vocação marcadamente didáctica, mas que constitui uma notável síntese (deveríamos dizer um mapa?) de uma disciplina (a antropologia) que tem vindo a ganhar (pelos motivos que Jameson enunciava) uma importância crescente na cultura contemporânea.
[…]
Filomena Silvano percorre as etapas fundamentais de uma autonomização teórica da noção de espaço e de uma fundação sistemática da ideia de antropologia do espaço: passamos aqui pelo fascinante contributo de Henri Lefebvre.
[Eduardo Prado Coelho]

Percorrendo a definição de espaço como conceito, método e etnografia, a obra vai atravessando o património legado pelos autores nesse domínio, dos clássicos aos contemporâneos, de campos diversos – filosofia, geografia, sociologia, literatura – e que vão configurando a disciplina da antropologia do espaço.
Síntese de uma disciplina afirmativa no pensamento científico – a antropologia do espaço – a obra desenvolve-se em três partes fundamentais, que atravessam períodos históricos e de reflexão sobre o espaço, numa perspectiva de desenvolvimento cronológico e de configuração da disciplina.
[Dulce Moura]

Toda esta viagem que documenta as etapas de construção teórica da Antropologia do Espaço, a sua autonomização como campo disciplinar, bem como os seus contributos mais recentes, constitui um excelente exemplo de divulgação científica e pedagógica de um tema crucial, quer para as Ciências Sociais quer para a Arquitectura.

Porque alertam para a complexidade das dimensões sociais, simbólicas e identitárias do espaço, as questões despertadas pelas várias abordagens apresentadas por Filomena Silvano são, então, essenciais para lidar com os desafios que o mundo contemporâneo apresenta à prática e ao pensamento arquitectónicos.
[Manuel Teles Grilo]

Concebido como um guia para um possível percurso de leitura, este pequeno livro foi organizado de forma a tentar responder a três objectivos: primeiro, transmitir aos leitores a informação teórica e etnográfica que constitui o património mais clássico da Antropologia do Espaço; segundo, pô-los em contacto com obras que foram fundamentais para a afirmação académica do referido campo disciplinar; e, terceiro, enunciar algumas das propostas que se mostraram mais eficazes na abordagem dos espaços contemporâneos.
[Filomena Silvano]

Filomena Silvano é Antropóloga, Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa e membro do CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia. No seu trabalho relaciona as questões das identidades colectivas e individuais com o estudo do espaço, do habitat, da cultura material e da cultura expressiva. Integrou várias equipas de investigação. Colaborou com o cineasta João Pedro Rodrigues em três documentários. É autora dos livros Territórios da Identidade e Antropologia do Espaço.

Álvaro Lapa – Alguns desenhos e pinturas


Álvaro Lapa – Alguns desenhos e pinturas
Álvaro Lapa

Edição limitada de 300 exemplares

ISBN: 978-989-8618-99-3

Edição: Dezembro 2016
Preço: 9,43 euros | PVP: 10 euros
Formato: 16,2 × 29 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 12

[ Em colaboração com a Fundação EDP ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição Álvaro Lapa – Alguns Desenhos e Pinturas, no Cinzeiro 8, Museu da Electricidade, de 18 de Dezembro de 2015 a 21 de Abril de 2016.

«todas as palavras para algumas imagens de álvaro lapa:
o que se pode saber do seu trabalho é pouco o que se pode ver é quase nada o que se pode dizer é menos que nada. nos nossos olhos pôs duas pedras outra na boca duas mais em cada mão e uma pedra sobre o seu trabalho como se com essa pedra escondesse o sexo (mas foi apenas para pesar sobre os papéis porque o vento transporta o homem transparente o homem negro animal levantado folha de lótus na praia pedra tumular pedra da bastilha livro dos sonhos) como se essa pedra lhe pesasse sobre o coração […]» 
[João Pinharanda]

Álvaro Lapa nasceu em Évora no dia 31 de Julho de 1939. O primeiro contacto com a pintura efectua-se através de aulas de desenho com António Charrua. Em 1956, fixa-se em Lisboa onde começa por se matricular na Faculdade de Direito e, mais tarde, na Faculdade de Letras, em Filosofia, licenciatura que conclui em 1975. Em Junho de 1961 efectua a sua primeira viagem ao estrangeiro, a Paris, onde estabelece contacto com pintores próximos do surrealismo e com a arte norte-americana. No seu percurso, a pintura e a escrita mantiveram caminhos paralelos, que se cruzaram frequentemente. A teoria da arte faz parte da sua obra literária, assim como a poesia e pequenas histórias de natureza surrealista. O reconhecimento da sua obra reflectiu-se em exposições retrospectivas como as da Fundação de Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi distinguido com o Grande Prémio Fundação EDP Arte em 2004. Faleceu no Porto no dia 11 de Fevereiro de 2006.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Contemplação Particular I António Gonçalves


Contemplação Particular
António Gonçalves

Textos de Elísio Summavielle, Rosa Maria Martelo, António de Castro Caeiro, Luís Quintais,
Maria Souto de Moura, António Celso Ribeiro Vitória

ISBN: 978-989-8834-78-2

Edição: Setembro 2017
Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 x 29,5 cm (encadernado)
Número de páginas: 104 (a cores) / contém DVD

Edição bilingue: português-inglês



«Apresento um corpo visto de dentro, feito da sua pulsão, do seu estímulo, dos seus impulsos, numa afiguração não objectiva, mas provocatória da sensibilidade.»


«Contemplação particular é o título atribuído ao políptico que apresento neste projecto, uma pintura de grande formato que se insere num núcleo de trabalhos resultantes do meu estudo e prática da pintura. Trabalhos desenvolvidos com base na leitura das Tentações de Santo Antão, entre outros que foram formando uma base de estudo do erótico, do religioso, do pensamento estético e filosófico onde o corpo e a sua sexualidade têm uma forte presença. O políptico foi impondo a necessidade de um espaço autónomo, um espaço que lhe fosse dedicado e para ele construído. Neste sentido, ocorreu-me a possibilidade de desafiar um arquitecto a projectar um edifício que albergasse a pintura, que fosse um espaço consagrado à contemplação da mesma, permitindo uma experiência de observação e de fruição, onde o público entre sem qualquer inibição, podendo vivenciar uma experiência contemplativa e de introspecção. […]

O projecto arquitectónico nasceu de uma necessidade imposta pela escala da pintura. O políptico foi adquirindo uma dimensão que me levou a pensar a sua forma de exposição. Senti que deveria ter um espaço próprio, um espaço que permitisse a sua contemplação, que não fosse o convencional espaço da galeria ou do museu, mas um espaço mais próximo dos espaços públicos que assistam a recolha e o silêncio daqueles que os frequentam.»
[António Gonçalves]


Pintura e concepção do projecto: António Gonçalves Arquitectura: Maria Souto de Moura Música: António Celso Ribeiro Vitória (com António Luís Silva no piano). Obra em exposição no CCB, em Lisboa, de 8 de Abril a 25 de Junho de 2017.

António Gonçalves (1975), Vila Nova de Famalicão. Frequentou a Escola Soares dos Reis, Porto. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Cuenca-Espanha, ao abrigo do Projecto Erasmus 1998/1999.
 Doutorando em História de Arte, na Universidade de Les Illes Balears, Palma Maiorca. Artista Plástico; Director Artístico da Galeria Municipal, Ala da Frente, Vila Nova de Famalicão, desde 2015; Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda Vila Nova de Famalicão, desde 2002; Professor Auxiliar na Escola Superior Artística do Porto, extensão de Guimarães, de 2001 a 2014 e Adjunto do Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda - Famalicão 2000/2002.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Jorge Pinheiro –– D’après Fibonacci e as coisas lá fora


Jorge Pinheiro –– D’après Fibonacci e as coisas lá fora
Jorge Pinheiro

Texto de João Miguel Fernandes Jorge
Uma Conversa Pedro Cabrita Reis-Jorge Pinheiro

ISBN: 978-989-8834-79-9

Edição: Setembro de 2017
Preço: 27,36 euros | PVP: 29 euros
Formato: 23 x 28 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 320

[co-edição com a Fundação de Serralves e com a Fundação Carmona e Costa]

Edição bilingue: português-inglês



Jorge Pinheiro: «É que nós julgamos saber muita coisa mas, muito socraticamente, só sabemos que nada sabemos.»


Publicado por ocasião das exposições paralelas e correlacionadas no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, e na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, este livro é testemunho das possibilidades estéticas do fazer e da criação inteligente ao longo de um período de 50 anos. As 90 obras sobre papel apresentadas na Fundação Carmona e Costa, que aqui surgem reproduzidas, foram seleccionadas pelo poeta, curador e crítico João Miguel Fernandes Jorge, em estreito diálogo com o artista. Já a selecção das 66 obras expostas em Serralves, que incluem pintura, desenho e escultura, foi feita pelo artista Pedro Cabrita Reis. 
[Maria da Graça Carmona e Costa e Suzanne Cotter]

PCR —Falarmos daquilo que ainda não sabemos bem é muito importante. Provavelmente isso virá a ajudar outros.
JP — De facto, nós não sabemos por que razões chegamos a determinadas coisas. Há tanto em jogo naquilo a que pomposamente se chama o acto de criação.
[Pedro Cabrita Reis-Jorge Pinheiro]

O meio-dia é a hora da sombra mais curta. Há pintores que transportam para a sua arte esse luzeiro mais vivo, em que o real aparece na sua plenitude. Creio que este poderá ser um dos aspectos dominantes dos desenhos [1969-2017] que Jorge Pinheiro reúne na Fundação Carmona e Costa, no Outono de 2017.
[João Miguel Fernandes Jorge]


Jorge Pinheiro nasceu em Coimbra no dia 7 de Outubro de 1931. Tem o Curso Superior de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1963). Fundou, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Armando Alves, o grupo «Os Quatro Vintes», numa alusão irónica à marca de tabaco «Três Vintes» e às respectivas notas de final de Curso. Leccionou na ESBAP (1963-1976), na ESBAL (1976-1996) e na Universidade de Évora (1996-1998). Expõe regularmente desde 1954 e está representado em inúmeras colecções públicas e privadas. Vive e trabalha em São Pedro do Estoril.


Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis –– Das pequenas coisas



Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis –– Das pequenas coisas
Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis

Texto de Sara Antónia Matos

ISBN: 978-989-8834-80-5

Edição: Setembro de 2017
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado, a cores)
Número de páginas: 224

[co-edição com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Edição bilingue: português-inglês



«Cada peça e cada objecto são memória e traduzem circunstâncias de companheirismo singulares, sinais de afecto, muita admiração e respeito, momentos singelos e simultaneamente magnânimos.»

A exposição Júlio Pomar e Cabrita Reis: Das pequenas coisas [1 de Junho-8 de Outubro de 2017] integra-se no programa de exposições do Atelier-Museu Júlio Pomar que, todos os anos, cruza a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.

Na exposição, Júlio Pomar e Cabrita Reis, através de objectos, esculturas e assemblages, exploram composições em materiais variados revelando que em pequenas coisas ou objectos podem estar contidos grandes gestos. Trata-se de usar pedaços ou fragmentos de materiais, quase sem intervenção dos artistas, como se as matérias-primas das obras fossem apropriadas pelos autores devido às associações que potenciam e, combinadas entre si, sem necessidade de modelação ou recurso a outro processo de trabalho escultórico. Desse modo, embora não haja propriamente modelação de matérias, o gesto artístico mostra-se nos actos mais elementares de seleccionar, compor e associar os materiais colhidos do contexto ou realidade circundante, dando-lhes nova vida e atribuindo-lhes sentidos. Assim, os artistas falam das pequenas coisas e de grandes gestos – os gestos artísticos, atribuição de significados às coisas mais simples – como se lhes fosse possível, através de um acto alquímico, transformar a pedra em ouro. É isso de facto que fazem ao apropriar-se de materiais encontrados na rua e ao transformá-los em obras de arte. Por isso, nesta exposição «a pequena coisa» apresenta-se como uma metáfora do grande feito, poder do demiurgo: o acto criativo. […]
No seu conjunto, através das obras, a exposição revela momentos da biografia de cada artista, da forma como olham à sua volta. Revela como pensam as coisas íntimas e pequenas que para cada um têm significado, mostrando que os pequenos acontecimentos na arte e na vida podem ser os mais importantes; e tornando patente que a força das obras não depende do tamanho, mas da intenção de cada gesto e de cada olhar. […]
[Sara Antónia Matos]

Oa Cavalos de Abdera I Leopoldo Lugones



Os Cavalos de Abdera –– E mais forças estranhas
Leopoldo Lugones

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-06-8

Edição: Setembro de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160


Jorge Luis Borges: «Toda a literatura é fantástica porque está cheia de
símbolos e sonhos.» Sentimos a comodidade desta indiferenciação quando
nos tentamos a não definir um género para os contos de Lugones.


Jorge Luis Borges, que o admirava, várias vezes o recordou; escolheu-o para a sua Biblioteca de Babel e depois da sua morte resumiu-o com muita eficiência: «Como o de Quevedo, como o de Joyce, como o de Claudel, o génio de Leopoldo Lugones é fundamentalmente verbal. Não há uma página do seu extenso labor que não possa ler-se em voz alta e não tenha sido escrita em voz alta. Períodos que noutros escritores resultariam ostensivos e artificiais, correspondem nele à plenitude e às amplas evoluções da sua natural entoação. […]
Leopoldo Lugones era director da Biblioteca Nacional de Maestros, presidente da Sociedade Argentina de Escritores, e em 1926 […] tinha recebido o Prémio Nacional de Literatura. Mas, indiferente a estes prestígios, recolhia-se numa solidão apenas enfeitada pela sua obra poética (Lunario Sentimental continua inapagável referência para os estudiosos da poesia argentina), por escritos em prosa onde existem ensaios, uma única novela intitulada El Ángel de la Sombra (1926) e contos que chegam a cento e trinta e um, seleccionados por ele próprio para formar La Guerra Gaucha (1905), Las Fuerzas Extrañas (1906), Cuentos (1916) e Cuentos Fatales (1924), ou conviverem com poemas em Lunario Sentimental (1909) e Filosofícula (1924). [Aníbal Fernandes]

Escritor argentino, Leopoldo Lugones nasceu no dia 13 de Junho de 1874, em Villa de María del Río Seco, e morreu no dia 18 de Fevereiro de 1938, em Tigre. Escreveu e publicou poesia, ensaio, novela e contos. No dia em que se suicidou, com uma mistura de cianeto e uísque, deixou uma carta de onde se destacam estas palavras: «Peço que me enterrem na terra sem caixão, sem nome que me recorde; proíbo que o meu nome seja atribuído a um qualquer lugar público; não culpo ninguém de nada; sou o único responsável por todos os meus actos.» Foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Sociedade Argentina de Escritores (1928-1932). Numa homenagem a Leopoldo Lugones, o Dia do Escritor, na Argentina, é assinalado no dia 13 de Junho.





quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Rato da América I Jacques Lanzmann


O Rato da América
Jacques Lanzmann

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-21-1

Edição: Julho de 2017
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 240


Viagem ao fim de uma noite.

Se quiseres encontrar-te, começa por te perder, escreveu um dia Jacques Lanzmann. O Rato da América, relato autobiográfico retocado pelas exigências formais e literárias da ficção, é desta fatalidade maior exemplo. Lanzmann […] falanos dos dias em que se perdeu noutro continente, desiludido numa esperança, vergado pelo destino do rato da América – entenda-se a expressão como ajustada ao emigrante ou ao autóctone sul-americano com dias rastejados por baixos expedientes e duras tarefas impostas à sua condição humana.
[…]
O Rato da América pôs a segunda pedra no percurso de um escritor que chegaria ao fim da vida com o respeitável número de quarenta e seis romances e narrativas publicados.
[…]
Os comunistas, jovens e velhos, fizeram do livro um triunfo. Era previsível; através de um herói deserdado eu ocupava-me da luta de classes. Não era, de facto, O Germinal, mas grande parte da sua história desenrolava-se numa mina. Orgulhoso com este apreço das massas trabalhadoras, deixei-me ir na onda de uns e outros, ao ponto de aderir ao Partido alguns dias depois de me casar [com uma fervorosa militante]. Sentiria eu necessidade de estar enquadrado? Talvez estivesse farto de me arrastar pelos cafés.
[…] palavras suas para uma canção de Dutronc tinham avisado: «De tanto bater, o meu coração parou.» O coração de Lanzmann parou de bater em Junho de 2006. Ele tinha acabado de publicar o romance Uma Vida de Família, a vida que a idade acabara por lhe apontar como inevitável e ele vivia calmamente ali, em Montparnasse, rodeado por memórias de uma imparável agitação vital. [Aníbal Fernandes]



Jacques Lanzmann, escritor, produtor, argumentista, jornalista, letrista de canções, nasceu no dia 4 de Maio de 1927, em Bois-Colombes. Era filho de emigrantes judeus do Leste, decoradores e antiquários, e irmão de Claude Lanzmann, o realizador do filme Shoa. Lutou na Resistência, foi preso pelos nazis e chegou a estar numa lista para ser fuzilado, mas conseguiu fugir. «Ladrão de acasos», foi pintor, de quadros e de paredes, camionista, contrabandista, mineiro. Foi membro do Partido Comunista Francês até à sua exclusão em 1957. Morreu no dia 21 de Junho de 2006, em Paris, a cidade que homenageou em «Il est cinq heures, Paris s’éveille».

As Amantes de Dom João V I Alberto Pimentel


As Amantes de Dom João V
Alberto Pimentel

Apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-20-4

Edição: Julho de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224





Como rei, possuía essa altivez de porte, essa majestade sobranceira que o igualava a Luís XIV e que devia enlouquecer de orgulho a mulher que o visse rendido a seus pés, 
suplicante e apaixonado.



As Amantes de Dom João V – um dos festejados títulos na obra literária de Alberto Pimentel – é de 1892. A este rei, que o «sol» francês de Luís XIV iluminou, chamaram O Magnânimo. […]
A nobreza encontrava nas barrigas de freira requintes de doçura mas também o percalço de incómodos bastardos. O país encheu-se de infantes escondidos ou mesmo ignorados. D. António, D. Gaspar e D. José eram os que Sua Majestade tinha gerado em madres de convento, uma delas francesa, os seus filhos que a linguagem popular designou por «meninos de Palhavã». Habitavam o palácio do marquês do Louriçal, defendido nessa época pela discrição de um arredor da cidade, mas hoje central e conhecido como sede da embaixada de Espanha. […]
Alberto Pimentel passeia de capítulo a capítulo pelas mais notáveis amantes deste D. João V com uma lubricidade que chegou a precisar, para jogos prolongados, da bem recebida ajuda dos afrodisíacos.
Teve um dos mais longos reinados da monarquia portuguesa, ou seja, muito tempo para se mostrar ágil, desembaraçado e robusto, as qualidades que Pimentel destaca quando lhe descreve o físico; mas amigas, também, do que lhe foi mais precioso nesta lida consumada em leitos de baldaquino: compreender sem hesitações as mulheres e, a conferir-lhe à corte invulgar eficácia, fazer-se compreender sem delongas. [Aníbal Fernandes]

D. João V foi um rei à altura do seu tempo e, como noblesse oblige, não consentiu que ninguém lhe deitasse a barra adiante em liberdade de costumes.
Hoje, que o cesarismo acabou, um rei como D. João V seria o coveiro da sua própria coroa; mas, naquele tempo, um rei que não fosse D. João V ficaria inferior ao último dos fidalgos, não mereceria que os poetas do tempo o emparelhassem com Luís XIV, como quando o autor do Pinto renascido lhe chama o – Sol El-Rei D. João. [Alberto Pimentel]




Alberto Pimentel nasceu no Porto a 14 de Abril de 1849. Com uma obra extensa e variada, escreveu poesia, romance, teatro, biografia, obras políticas, entre outros géneros. Camilo Castelo Branco – que conheceu pessoalmente, lhe prefaciou dois dos seus livros e é matéria de algumas das suas obras – é o seu ídolo e o seu Mestre. Morreu em Queluz no dia 19 de Julho de 1925.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Maria José Oliveira - 40 Anos de Trabalho


Maria José Oliveira - 40 Anos de Trabalho

Textos de Ana Godinho, Cristina Filipe, João Pinharanda, José Gil, Paulo Henriques, 
Raquel Henriques da Silva e Sílvia T. Chicó

ISBN: 978-989-8834-72-0

Edição: Junho de 2017
Preço: 24,53 euros | PVP: 26 euros
Formato: 21 °— 27 cm [encadernado, a cores]
Número de páginas: 160 + folheto com traduções


Edição bilingue: português-inglês


É o tempo que se celebra nesta visão dos 40 anos de trabalho de Maria José Oliveira.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Maria José Oliveira – 40 Anos de Trabalho», com curadoria de Manuel Costa Cabral, realizada na Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, com  o apoio da Fundação Carmona e Costa, de 15 de Maio a 17 de Junho de 2017.



Longe de fazer desaparecer, a morte inicia o desvelamento mais profundo, em direcção às origens. A verdadeira revelação começa com a morte. [José Gil]

[…] é uma artista das cores da terra, dos amarelos ouro, da infinidade dos tons de cinza, das aguadas da cal, dos brancos da porcelana, dos tons e timbres da grafite e do carvão. [Raquel Henriques da Silva]

Percorremos, demoradamente um a um, com o olhar os objectos preciosos e quase mágicos de Maria José Oliveira, e uma multiplicidade de transmutações parece estar a ocorrer a cada instante. [Ana Godinho]

Tempo […] é também um conceito profundo que percorre o seu trabalho: as matérias primeiras do mundo, o arco entre a vida e a morte, a história familiar, o discreto existir de cada dia. [Paulo Henriques]

o corpo é um alimento a meio caminho entre carne e espírito : o que […] nos dá a comer é pão seco, é leite, é cera, são folhas, é pólen, é sangue, é sémen – e tomamos nas mãos um vaso sagrado. [João Pinharanda]

Em consciência, sem pudor e com desprendimento, dá nome às «coisas» e sempre as coloca no lugar certo. Seja o corpo, o chão, a parede, uma mesa ou uma cadeira. Se esse lugar não existe, constrói-o. [Cristina Filipe]

Partindo do adorno e da elaboração de um corpo impossível, Maria José Oliveira inicia uma aventura poética muito pessoal, onde perpassa tanto a nostalgia como a comemoração, ou explicitando, quiçá, a dor da ausência. [Sílvia T. Chicó]



Maria José Oliveira (Lisboa, 1943) fez pesquisa de fornos de chão em Ribolhos, na região de Viseu, desde 1967, com Mestre Albino, um dos últimos oleiros arcaicos. Curso de cerâmica do IADE entre 1973 e 1976. Frequentou o curso de escultura do Ar.Co em 1978. Foi professora convidada do Departamento de Cerâmica do Ar.Co de 1991 a 1997. Expõe regularmente desde 1982, em Portugal e no estrangeiro.

Alberto Carneiro – Natureza Dentro I Duarte Belo


Alberto Carneiro – Natureza Dentro
Duarte Belo

ISBN: 978-989-8834-76-8

Edição: Junho de 2017
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 128


[com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão]


Nesta natureza intacta, cidade imaginária,
nos encontramos.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Alberto Carneiro – Árvores e Rios», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 10 de Junho a 23 de Setembro de 2017.


Este trabalho é sobre o projeto, sobre o desenho. É sobre a terra, sobre a arte, sobre as «cidades». É sobre a natureza, sobre a transparência da opacidade do que não vemos, sobre a densidade de um mundo fascinante. 
[…]
Conheci pessoalmente Alberto Carneiro em Outubro de 1987, como seu aluno na disciplina de Desenho, do segundo ano do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Trinta anos decorreram desde essa data. Nesta natureza intacta, cidade imaginária, nos encontramos. Em mim ficou esse fascínio da ligação entre o ensino e a obra, os diálogos do olhar, as conversas que mantivemos depois de terminado o ano, os contactos esparsos ao longo destas três últimas décadas. A amizade, uma profunda admiração e gratidão.
A maquete deste livro foi apresentada a Alberto Carneiro e por si bem recebida. À data desta publicação já não podemos contar com a sua presença. A sua obra e a sua visão, permanecem. 
[Duarte Belo]


Duarte Belo (Lisboa, 1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas. Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny – Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro – Natureza Dentro, em 2017. [informação mais completa]

Missão Fria I Pedro Casqueiro



Missão Fria
Pedro Casqueiro

Texto de Bruno Marchand

ISBN: 978-989-8834-77-5

Edição: Julho de 2017
Preço: 24,53 euros | PVP: 26 euros
Formato: 21x27 cm
Número de páginas: 136 [impressas a cores]


Edição bilingue: português-inglês



Uma espécie de corpo escorregadio e imprevisível a navegar
livremente as águas paradas do aparelho artístico.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Missão Fria», de Pedro Casqueiro, realizada na Fundação Carmona e Costa, com curadoria de Bruno Marchand, entre 24-06-2017 e 29-07-2017.


Missão Fria é a vigésima exposição individual de Pedro Casqueiro (Lisboa, 1959) e a primeira por si apresentada nos espaços da Fundação Carmona e Costa. Indo ao encontro da natureza programática da Fundação, esta exposição compõe-se, na sua maioria, por obras cujo registo facilita o seu entendimento como desenhos. Contudo, as características que conferem ao desenho a sua especificidade quando comparado, por exemplo, com a pintura – que é, aliás, o meio em que o artista investe a maior parte da sua energia e pelo qual é, porventura, mais conhecido – nem sempre são simples de discernir. Sobretudo na obra de um artista que nunca demonstrou interesse particular pelas hipotéticas valências matéricas da pintura, pela sua possível fusão com o campo da tridimensionalidade, ou mesmo por uma qualquer tendência para a expressividade do gesto, para deixar inalienável a marca da sua mão como se de um símbolo autoral se tratasse. [Bruno Marchand]

Pedro Casqueiro nasceu em Lisboa, em 1959. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Revelação de Desenho na II Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira (1980). Vive e trabalha em Lisboa. Na Documenta, publicou: Pedro Casqueiro - Desordem Vertical (2017), editado em colaboração com a Galeria Ala da Frente (Vila Nova de Famalicão) e Missão Fria (2017), editado em colaboração com a Fundação Carmona e Costa (Lisboa).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

AUGUSTA I Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo



Augusta

ISBN: 978-989-97719-8-7 
(tiragem normal)
ISBN: 978-989-8618-22-1 
(tiragem especial, numerada e assinada) 

Edição: Julho de 2017

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros 
(tiragem normal, com reproduções)

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros 
(tiragem especial, numerada e assinada e com reproduções a cores) 

Formato: 15,5 x 23,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 88



Sendo uma obra autónoma, este livro é também o segundo volume de uma série de trabalhos dos autores que encontra em Roma o seu tema genérico.


Deste livro fez-se uma tiragem normal de 400 exemplares e uma tiragem única de 100 exemplares, numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores.


Este livro inclui o texto (com base em As Aves, de Aristófanes) bem como uma seleção de imagens do vídeo Augusta (Vasco Araújo, 2008), uma adaptação da transcrição de dois diálogos de Alexandre Melo com Vasco Araújo e André e. Teodósio e duas cartas destes comentando as conversas.
Os temas em discussão, motivados pela análise do vídeo, são as noções de poder, utopia, crítica e criação artística, tal como se manifestam no legado das reflexões sobre as noções históricas de «cidade ideal» e «Império» e nas práticas dos mundos da arte e da sociedade contemporânea em geral. As conversas tiveram lugar num apartamento no Chiado, em Lisboa, nos dias 10 e 18 de fevereiro de 2011.
Os autores combinam os registos da ficção teatral, especulação abstrata e comentário de atualidade. Não deixando de mobilizar as suas experiências pessoais e profissionais específicas, os intervenientes representam as suas próprias personagens e convocam, sem preocupações com o rigor histórico, as figuras de César, Octávio e Cícero.
Sendo uma obra autónoma, este livro é também o segundo volume de uma série de trabalhos dos autores que encontra em Roma o seu tema genérico. Entendeu-se que as referências a Roma e ao Império Romano e a adoção de uma metodologia híbrida, na discussão e na forma de apresentação do livro, poderiam contribuir para um alargamento do espaço de interpretação e invenção também por parte dos leitores. [«Introdução»]