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terça-feira, 21 de julho de 2020

Um, Dois e Muitos I Marta Wengorovius



Um, Dois e Muitos
Marta Wengorovius

Textos de Sofia Marçal, Paulo Pires do Vale, Marta Wengorovius e Maria João Mayer Branco

ISBN 978-989-9006-22-5 | EAN 9789899006225

Edição: Junho de 2020
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 20 x 27 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 192 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês




Marta Wengorovius: «Um, Dois e Muitos é uma intuição de que existem três tipos de relações fundamentais: a relação consigo, com o outro, com os outros.»


Nesta exposição reúnem-se obras que Marta Wengorovius realizou desde 2012, numa investigação continuada em redor da questão da atenção, da orientação e do mapeamento. Usando meios muito diferentes, a artista remete para uma frase-conceito que pode servir como chave hermenêutica da sua obra: «Um, Dois e Muitos». Esta expressão permite compreender três regimes distintos de relação entre os elementos constituintes do mundo, o nosso horizonte de possibilidades: o indivíduo, o par e a comunidade, nas suas múltiplas declinações, da célula ao cosmos.
Os mapas, partituras ou instruções de uso que aqui se mostram propõem uma activação do espectador, também declinado enquanto «um, dois e muitos». A sua participação é determinante para a existência da obra — ela existe aí, quando o torna capaz: de sentir, de pensar, de agir. São propostas de exercício, tanto materiais quanto espirituais, para descobrir a capacidade de concentração, o conhecimento da natureza e as potencialidades do corpo: em movimento ou parado, dançando ou desenhando, no território ou no plano da folha. O palco é nosso. Em vez de nos deixar de fora e pretensamente seguros na margem, exige que nos lancemos à água.
Aqui, a redesenhar o horizonte em que nos movemos, a obra está em obra. 
[Paulo Pires do Vale]



Um, Dois e Muitos é uma intuição de que existem três tipos de relações fundamentais: a relação consigo, com o outro, com os outros. Como artista interessou-me trabalhar esta intuição. […]
A pouco e pouco, fui-me apercebendo de que Um, Dois e Muitos era uma ferramenta, um método, um caminho que podemos aplicar a qualquer disciplina. Como artista fui observando como se desenha esse movimento e como ele está presente em todos e em tudo, e como, porque cria espaço, nos pode orientar. Este movimento acontece pela acentuação alternada no Um, no Dois ou no Muitos. Esta ferramenta é uma forma de acordar, de trazer ao de cima — como aqueles líquidos que se colocam nas experiências científicas e que ao tomarem diferentes cores nos permitem ver melhor. E ao fazê-lo criam espaço (a ideia da arte é sempre de criar espaço) e dão-nos a hipótese de desenhar melhor o que queremos acentuar. 
A série de obras do Um, Dois e Muitos são possibilidades de vivermos esse movimento. 
[Marta Wengorovius]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar


Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar
Júlio Pomar, Rui Chafes

Textos de Sara Antónia Matos, João Barrento, Maria João Mayer Branco

ISBN: 978-989-8618-98-6

Edição: Janeiro de 2016

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 17 × 21 cm [brochado, com sobrecapa]
Número de páginas: 192 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[ Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição «Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar», realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, de 8 de Outubro de 2015 a 21 de Fevereiro de 2016.

«Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar» dá início a um programa de exposições do Atelier-Museu que procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.

A exposição foi pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar [Lisboa, 1926] e Rui Chafes [Lisboa, 1966] desenham recorrendo às qualidades dos traços negros, esboçados ora em linhas de carvão e grafite ora em linhas de ferro tridimensionais, assim investindo sobre uma ideia particular de «desenho» que toma corpo no espaço.

Sendo a exposição pensada como um desenho que ocupa todo o Atelier-Museu, transformando-se o espaço do museu no suporte dessa disciplina, isso envolve questões disciplinares, nomeadamente a de pensar o desenho no campo da espacialidade, e a permeabilidade da obra pelo espectador, que nela penetra ao entrar no espaço. [Sara Antónia Matos]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

«Antes Que Me Lembre», Manuel Caldeira, Marcelo Costa, Jorge Nesbitt, João Miguéis


Antes Que Me Lembre

Manuel Caldeira, Marcelo Costa,
Jorge Nesbitt, João Miguéis

Textos de Manuel Castro Caldas, Bruno

Marchand, Sara Antónia Matos, João Miguel
Fernandes Jorge, Maria João Mayer Branco


ISBN: 978-989-97719-0-1
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Edição: Janeiro 2012 | Distribuição: Março 2012
Formato: 15×21cm (brochado) [ bilingue: português e inglês]
Número de páginas: 152 (96 pp. a 4 cores)


Este livro foi publicado por ocasião da exposição Antes que me lembre, de 22 de fevereiro a 14 de abril de 2012, realizada na Fundação Carmona e Costa, Edifício Soeiro Pereira Gomes, Lote 1, 6.º direito, em Lisboa.

Os quatro artistas cujo trabalho aqui é mostrado são pintores, pois é a pintura que, antes de tudo o resto, os abandonou e eles abandonam. Chamados a transformar esse abandono em produtiva separação — condição de ascese e exercício — perseguem o ser-em-fuga, cientes de que nada sobra, intacto ou «puro», para agarrar. Daí os heterogéneos compósitos, registando o que, simultaneamente afastado e vizinho, retido e descartado, se redistribui segundo a nova proximidade do arcaísmo, que «em nenhum outro ponto pulsa com mais força do que no presente». Chamaremos desenho (que outro nome dar-lhe?) ao mecanismo responsável por este registo: uma mão «ideal» funda o espaço lógico onde a oposição entre afirmação e negação se desactiva e propicia o «encontro secreto (…) entre o arcaico e o presente». Mão inexistente, visto que o seu toque é o «ideal do tocar», onde «o que toca não está separado do que é tocado senão por uma inexistência (…)».
Não podendo ser feita, a impossível pintura não pode senão ser tocada (João Miguéis), ela própria tocando e sendo tocada pela escultura (Manuel Caldeira), ou ambas pela Cerâmica (Marcelo Costa), ou antes e ainda pela Ilustração (Jorge Nesbitt). Imitando a vida que imita a arte que imita a pintura, o desenho revolve o chão do mesmo, ligando os tempos que nele se ocultam, que nele se exaltam. De olhos postos na sombra, no assombro, na assombração.

Manuel Castro Caldas