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quinta-feira, 20 de abril de 2023

Algum Desenho a partir de Gaëtan – Obras da Colecção Alberto Caetano

 

Algum Desenho a partir de Gaëtan – Obras da Colecção Alberto Caetano
Vários autores

Textos de Alberto Caetano, Filipa Oliveira, Inês de Medeiros, Joana P.R. Neves

ISBN 978-989-568-093-1 | EAN 9789895680931

Edição: Abril de 2023
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 × 22,5 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa e a Casa da Cerca – Câmara Municipal de Almada

Edição bilingue: português | inglês



Joana P.R. Neves: «Desenhar era um fenómeno misterioso, considerado por muitos artistas como a habilidade máxima necessária para atingir a excelência. Estas no ções foram consolidadas nas histórias em torno de artistas da Grécia Antiga, como Apeles ou Zêuxis, cuja excelência vinha precisamente das suas aptidões para o desenho, que Plínio, o Velho descreveu como o “apogeu da habilidade”.»



FILIPA OLIVEIRA: Quando é que começaste a tua colecção?
ALBERTO CAETANO: Ainda não sabia o que era uma colecção, mas teria doze ou treze anos. […] O primeiro artista com quem consegui falar foi com Abel Manta. Liguei-lhe para casa e disse a quem me atendeu que gostaria de falar com ele, porque queria que me oferecesse um desenho. Na altura tinha treze anos. Disseram-me para o ir visitar a casa e marcaram um dia. Foi assim que ganhei um amigo e uma amiga do coração, a sua mulher, a pintora Maria Clementina, com quern passei horas em conversas…
[…]
FO: Falaste que o Rodrigo te tinha im pressionado muito. Quando compraste o quadro que tens dele?
AC: Foi em 1988, na Quadrum. Penso que o Joaquim Rodrigo tinha acabado uma exposição na galeria, porque os quadros estavam todos pousados no chão, em fila, encostados às paredes. Ao fundo da galeria, junto à porta do escritório, lá estava o quadro. Chamou-me a atenção e dirigi-me a ele num ápice. Encantou-me a sua simplicida de e sobriedade. Perguntei à Maria da Graça [Carmona e Costa], que na altura ajudava a Dulce na galeria, quanto custava aquele quadro. E respondeu-me que aguardasse um momento, que ia perguntar à Dulce. Veio com a resposta, de que sendo necessário apoiar os jovens coleccionadores, me faria o preço de oitenta e oito contos. Perguntei se podia usar o telefone da galeria para ligar para casa e foi num grande alvoroço que pedi o dinheiro emprestado à minha mãe. Nesse mesmo dia trouxe o quadro para casa, montado em cima de um táxi e embrulhado em cobertores. Posteriormente, a Dulce apresentou-me ao Rodrigo, a quem tinha contado a história do jovem coleccionador que comprara o quadro. Ele virou-se para mim e disse: «O menino fez uma péssima compra. É o meu pior quadro. Devia ter comprado os outros, que são os verdadeiros!».

quinta-feira, 30 de março de 2023

Às Vezes Ponho-me a Olhar para Uma Pedra


Às Vezes Ponho-me a Olhar para Uma Pedra
Teresa Segurado Pavão, João Cutileiro

Textos de Filipa Oliveira e Ana Cristina Pais
Fotografias de Henrique Pavão

ISBN 978-989-568-087-0 | EAN 9789895680870

Edição: Março de 2023
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 17 × 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 88 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa e o Museu Nacional de Arte Antiga


Filipa Oliveira: «Esta é uma exposição sobre fragmento, memória e escultura. Uma exposição sobre o cuidar, o preservar e o dar uma nova vida. Talvez mais do que uma simples exposição, é um projecto de afectos e de homenagens.»
 



De alguma maneira podemos ler toda a história da escultura, talvez mesmo toda a história da arte, a partir deste gesto: o de apanhar os destroços das gerações anteriores e voltar a erguê-los de outra forma, com outras perspectivas, em especial, com outras intenções e objectivos. Se o tempo é uma invenção humana, uma construção que nos ajuda a diferenciar o presente do passado, esta exposição vem mostrar que estes diferentes tempos comunicam e fluem entre si. Dobram-se, como defenderia Deleuze.
A exposição teve como início o desejo de Teresa Segurado Pavão prestar homenagem a João Cutileiro. Uma homenagem ao artista e ao amigo que tanto admirava. Teresa Segurado Pavão visitava frequentemente o atelier de Cutileiro, e da mesma forma como este se maravilhava com os restos das esculturas de Michelangelo, Segurado Pavão fascinava-se com os excedentes das obras de Cutileiro. […]
Para este livro decidimos juntar às imagens das obras as belíssimas fotografias de Henrique Pavão do atelier do João Cutileiro. Um espaço parado no tempo, coberto por um manto de pó de pedra. O espaço de trabalho transforma-se também ele num sítio arqueológico, um lugar da memória, mas também um campo para descoberta futura.
[Filipa Oliveira]
 
O trabalho de Teresa Pavão que aqui se apresenta parte da memória material da escultura de João Cutileiro, traduzida numa série de «sobras» de escultura que recebeu do artista, donde emanam as novas formas impostas à cerâmica e resultam obras de grande harmonia e delicadeza.
[Ana Cristina Pais]
 
Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra» — Teresa Segurado Pavão e João Cutileiro, com curadoria de Filipa Oliveira, realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, de 5 de Janeiro a 26 de Março de 2023.

sábado, 18 de abril de 2020

The I of the Beeholder I Musa paradisiaca


The I of the Beeholder
Musa paradisiaca

Texto de Filipa Oliveira, com João Carlos Costa e Lotte Allan

ISBN 978-989-9006-26-3 | EAN 9789899006263

Edição: Fevereiro de 2020
Preço: 33,02 euros | PVP: 35 euros
Formato: 22 x 28 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês



Este projecto nasceu do desafio de definir o papel do desenho na prática artística de 
Musa paradisiaca.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «The I of the Beeholder», de Musa paradisiaca, com curadoria de Filipa Oliveira, realizada na Fundação Carmona e Costa entre 25 de Janeiro e 7 de Março de 2020.


Em 2015, Musa paradisíaca [Eduardo Guerra, Miguel Ferrão] recebeu uma carta de João Carlos Costa, um rapaz autista com 19 anos que acreditava que a forma colaborativa de trabalhar, que define Musa paradisíaca, poderia ser um veículo para que a voz dele fosse representada no mundo. A carta ficou guardada uns anos, era um assunto delicado e difícil, mas a relação entre Musa paradisíaca e João Carlos foi crescendo e solidificando. Tinham, de facto, um pensamento que os aproximava: a procura da hipersensibilidade no mundo.
Esta exposição é um momento dessa procura, desse caminho que estão a fazer juntos. O João Carlos era, assim, uma das pessoas com quem eu queria conversar sobre os temas que me pareciam fundamentais reflectir a partir da exposição e do próprio trabalho de Musa paradisíaca. A outra era a actriz Charlotte Allan (Lotte). […]
E começaram a desenhar. Juntos, sempre a quatro mãos, sendo indistinguível o traço de cada. São desenhos que nos transportam para um universo infantil. Parecem doodles ou desenhos de crianças. Parecem um quase nada, são «parvos» como lhes chamam, mas muito sérios. Carregam um peso enorme consigo. Um peso da História, da arte bruta por exemplo, mas o peso de um pensamento intrincado que os sustenta.
Musa paradisiaca nunca poderia fazer desenhos apenas. Toda a sua essência assenta na ideia de pluralidade. Assim, deram estes desenhos a Lotte, para que os traduzisse e os interpretasse. Mais, para que os incorporasse em si mesma.
E foi isso que fez. Em quatro peças de som, Lotte começa por descrevê-los através de um sistema de tentativa e erro: isto parece aquilo, ou podia ser isto… vai devagarinho entrando em cada desenho, ficando mais próxima do seu significado, até que mergulha neles, transformando-se na sua voz. Já não é Lotte quem nos fala, mas o próprio desenho através dela. Como se estivesse temporariamente possuída por cada desenho. Uma versão Poltergeist, mas em que o génio do mal é substituído por desenhos que finalmente encontraram uma voz que falasse por eles.
[Filipa Oliveira]

(Im)permanência I Manuel Botelho

(Im)permanência
Manuel Botelho

Textos de Filipa Oliveira, João Pinharanda e Manuel Botelho

ISBN 978-989-9006-23-2 | EAN 9789899006232

Edição: Janeiro de 2020
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 30,5 x 21 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Câmara Municipal de Almada
Edição bilingue: português-inglês



A morte é, tal como a vida, um leve fumo branco que se esvai na atmosfera.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição (Im)permanência, de Manuel Botelho, com curadoria de Filipa Oliveira, encomendada e produzida pela Câmara Municipal de Almada, a qual teve lugar no Convento dos Capuchos, entre 9 de Novembro de 2019 e 26 de Abril de 2020. Esta exposição foi feita em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga, onde a segunda parte esteve patente entre 28 de Novembro de 2019 e 22 de Março de 2020.


As fotografias, elas também impermanentes, tentam corporificar uma ausência, torná-la presente. Se são testemunho da ruína, são igualmente lugar da materialização de uma presença pura e simples. São, por outro lado, sinal de algo que está para além do material, algo espiritual, algo atemporal. Simbolizam toda a humanidade, em silêncio, cruzando os tempos.
No Convento dos Capuchos de Almada, espaço de silêncio, de meditação e do atemporal, encontraram o lugar perfeito para virem à luz, numa feliz parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga, que acolhe um núcleo dedicado ao Mosteiro da Batalha. 
[Filipa Oliveira]


Manuel Botelho afeiçoou-se aos corpos jacentes, às arcas maciças, às tampas amovíveis, à figuração decorativa acessória e simbólica, às arquitecturas que tudo enquadram; afeiçoou-se às sombras, ao pó, às manchas de humidade, ao rendilhado da pedra, às texturas e cores; afeiçoou-se ao tempo; […]. As suas fotografias cumprem, num subjectivo sistema de equivalência das artes, o papel da escultura tumular que registam. […] E, vendo-se morto num tempo passado que nunca poderia ter sido seu, vê-se sobrevivo num futuro que é agora (o desta exposição) e num futuro que já não será seu (aquele em que a perenidade da sua obra acompanhará a perenidade destas esculturas). 
[João Pinharanda]


O meu trabalho baseou-se sempre num questionamento dos motivos por que hoje faço isto e amanhã aquilo, hoje com esta configuração e amanhã com aquela, hoje com os meios próprios da pintura e amanhã com vídeos ou fotografias. Isto porque acredito que a essência da arte é aí que reside. Para mim a arte tem de ser pensamento e interrogação… interrogação constante, mesmo que as respostas tantas vezes nos iludam e se escapem por entre os dedos como a areia da praia. 
[Manuel Botelho]

quarta-feira, 4 de março de 2020

Musa paradisiaca: The I of the Beeholder


Lançamento de Catálogo
e conversa com Musa paradisiaca e Filipa Oliveira
Fundação Carmona e Costa, em Lisboa.
6 de Março de 2020, sexta-feira, às 18h30


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Uma Pequena História da Linha – Selecção de Desenhos da Colecção do Ar.Co


Uma Pequena História da Linha
Selecção de Desenhos da Colecção do Ar.Co
Vários autores*

Textos de Filipa Oliveira, Inês de Medeiros, Manuel Castro Caldas

ISBN 978-989-8902-47-4 | EAN 9789898902474

Edição: Novembro de 2018
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 24 x 29 cm (brochado com badanas)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês


Uma pequena história que agrega universos e estéticas muito diferentes unidos pela mão de uma escola de arte.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição Uma Pequena História da Linha. Desenhos da Colecção do Ar.Co, realizada na Casa da Cerca, com curadoria de Filipa Oliveira, de 29 de Setembro a 25 de Novembro de 2018.

* A.calpi • Alexandre Camarao • Alexandre Conefrey • Ana Hatherly • Ana Jotta • Ana Santos • Bernardo Simões Correia • Carmo Posser • Claire de Santa Coloma • Daniel Lima • Eduardo F. M. • Fernando Calhau • Francisco Tropa • Gaëtan • João Queiroz • Jorge Martins • Jorge Nesbitt • Jorge Queiroz • Julião Sarmento • Lourdes Castro • Manuel Caldeira • Mattia Denisse • Nuno Henrique • Pedro Sousa Vieira • Rui Moreira • Rui Sanches • Rui Toscano • Sara & André.

Desafiámos o Ar.Co a aqui mostrar uma parte da sua colecção de desenho. É uma exposição sobre a história do Ar.Co, mas é também sobre uma parte importante da história da arte portuguesa dos últimos 45 anos e mesmo da história de Almada. 
[Inês de Medeiros]

O que apresentamos são obras improváveis que relatam o lastro da própria escola: algumas são de artistas que foram alunos, outras de professores, outras ainda de artistas que não tiveram qualquer relação directa com o Ar.Co. Todos são ligados por afinidades electivas, numa lógica relacional. Vinte e oito artistas portugueses que vão desde os muito conceituados aos jovens recém-saídos da escola, através dos quais podemos escrever uma pequena história da linha. 
[Filipa Oliveira]

A colecção conta hoje com perto de 700 entradas, reúne obras de 180 artistas e estende-se pelas áreas do desenho, pintura, escultura, gravura, fotografia, cerâmica, joalharia, instalação, ilustração/BD e vídeo/filme. […] Como ocorrera já em exposições anteriores, o projecto motivou a escola para angariar novas entradas. 
[Manuel Castro Caldas]

sábado, 31 de março de 2018

No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha um Osso no Meio do Caminho I Pedro Valdez Card


No Meio do Caminho Tinha um Osso,
Tinha um Osso no Meio do Caminho
Pedro Valdez Cardoso

Texto de Filipa Oliveira

ISBN 978-989-8902-12-2 | EAN 9789898902122

Edição: Março de 2018
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 21 x 26 cm (brochado)
Número de páginas: 152, a cores

Edição bilingue: português-inglês        


Vemos sempre, e apenas, uma secção, uma parte do mapa. 
O que não está mapeado é desconhecido. 


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho», de Pedro Valdez Cardoso, realizada pela Galeria Bessa Pereira e apresentada na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, entre 6 e 31 de Março de 2018.


A exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho» de Pedro Valdez Cardoso reúne um conjunto de trabalhos realizados entre 2004 e 2018 que nunca tinham sido mostrados juntos. Podendo ser considerados como uma única série ampla, estas obras têm em comum um fascínio do artista pelo Árctico e pela construção de mapas, bem como uma forte presença de um imaginário arqueológico. Na sua maioria desenhos, viajam ao passado, a um passado mitológico e fictício, para nos proporem uma reflexão sobre o período em que vivemos hoje, no qual a actividade humana interferiu dramaticamente com o planeta e os seus ecossistemas. Serão os mapas de Valdez Cardoso vestígios do passado ou visões do futuro? 
[…] 
Valdez Cardoso cria novos mapas, novas narrativas ficcionadas. Sem intenções de os tornar em verdades universais, apropria-se de ferramentas e discursos protocientíficos, mascara-os e infunde-os com elementos de fantasia e de imaginação. Reconhece também o poder simbólico e evocativo destes objectos e a sua capacidade de corporalizar a história e a memória. Aqui, o artista suspende o tempo e a verdade histórica, geográfica e antropológica para explorar o mistério e o desconhecido com inscrições de territórios que nunca existiram. Estes desenhos têm também a característica de serem visões parciais e já bastante deterioradas pelo tempo. Vemos sempre, e apenas, uma secção, uma parte do mapa. O que não está mapeado é desconhecido. Território dos dragões. 
[Filipa Oliveira]


Pedro Valdez Cardoso
clicar na imagem

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite I Margarida Lagarto


Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite

Texto de Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral

ISBN: 978-989-8834-71-3

Edição: Maio de 2017
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 16,7 x 23 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 56

Edição bilingue: português-inglês



Uma experiência íntima da vivência da natureza,
uma experiência do despojamento e do tempo.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Margarida Lagarto: Das Sombras do Verão, do Dia e da Noite», com curadoria de Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral, que teve lugar no Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, entre 6 de Maio e 2 de Julho 2017, realizada em parceria com a Fundação Carmona e Costa.

Já tinha passado naquele jardim centenas de vezes, mas as suas sombras ainda não lhe tinham cativado o olhar. Durante o passeio fixou-as nessas tais folhas. Fascinada com o resultado do exercício voltou ao jardim, desta vez sozinha. Descobriu um velho muro onde várias árvores projectavam as sombras intermitentes das suas folhagens.
O muro branco, gasto pelo tempo, tornou-se o seu caderno, e Margarida Lagarto visitou-o incessantemente a diferentes horas do dia, durante meses e meses. Sentava-se e olhava-o, fotografava-o e filmava-o. Mas não o desenhava, não ali. As visitas ao muro tornaram-se quase uma obsessão. Era preciso vê-lo todos os dias. Como estariam as sombras hoje? Haveria sombras neste dia quase sem sol? Ou neste outro em que ele é excessivo? E hoje com o céu tão enublado? Ou com tanto vento?
O muro tinha-se transformado num ecrã que acolhia formas e movimentos.
[…]
Nesta série, Margarida Lagarto não desenha as árvores, nem o muro, mas maioritariamente as sombras projectadas. Desenha o desaparecimento, o vazio.
Desenha algo que é uma ausência – de luz, de materialidade – e dá-lhe um corpo. Desenha a impermanência, tão própria da natureza como também do ser humano. Essa procura pelo imaterial é o seu sentido do sensível. É no silêncio das sombras que Margarida Lagarto encontra um quotidiano sublime. 
Filipa Oliveira e Manuel Costa Cabral


Margarida Lagarto nasceu em Veiros, Estremoz, em 1954. Tem o curso de pintura da Escola António Arroio. Frequentou o curso de pintura da ESBAL – Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Vive e trabalha em Évora.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O Bigode Escondido na Barba I Francisco Tropa


O Bigode Escondido na Barba

Texto de Filipa Oliveira

ISBN: 978-989-8834-62-1

Edição: Abril de 2017

Preço: 47,17 euros | PVP: 50 euros
Formato: 24x31,7 cm [encadernado, com caixa]
Número de páginas: 72 + folheto de 16

Edição em português, inglês e francês

[Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa]



Este livro foi publicado por ocasião da exposição O Bigode Escondido na Barba, de Francisco Tropa, realizada na Fundação Carmona e Costa, com curadoria de Filipa Oliveira, entre 8 de Abril e 27 de Maio de 2017.

Esta exposição começou com uma colecção de pequenos anúncios de venda de automóveis. Anúncios que habitualmente são colocados nos pára-brisas, e que na maior parte das vezes passam despercebidos, invisíveis, e que com facilidade são descartados. Francisco Tropa foi recolhendo-os, interessado nessa produção imagética anónima e aleatória.
Seleccionou um conjunto de vinte e cinco anúncios diferentes e transformou-os em imagens serigrafadas de grandes dimensões.
Essas apoderam-se das paredes da Fundação Carmona e Costa. E entre elas escondem-se outras obras de Tropa, mais delicadas, mais contidas, e que solicitam uma atenção diferente. Elas obrigam o espectador a um sentido especial, exigem-lhe outro tempo, necessitam de selecção, e reclamam um outro estado de consciência e de alerta. [Filipa Oliveira]

Francisco Tropa nasceu em 1968 em Lisboa, onde vive e trabalha. A escultura tem sido um interesse constante no percurso deste artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999). Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015


Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2015

Textos de Filipa Oliveira, João Grama, João Pinharanda, Luísa Santos, Nuno Vicente, Sérgio Mah, Teresa Braula Reis

ISBN: 978-989-8618-67-2

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 21 × 29,5 cm (brochado)
Número de páginas: 152 (com fotografias a cores)

[Em colaboração com a Fundação EDP]


Catálogo da exposição «Prémio Novos Artistas Fundação EDP», apresentada, nesta 11.ª edição do Prémio, no Museu da Eletricidade, de 26 de Junho a 20 de Setembro de 2015.

«A Fundação EDP procura com este Prémio revelar novos talentos e abrir perspectivas de futuro. A selecção criteriosa e a participação numa exposição colectiva têm-se revelado fundamentais para a afirmação do trabalho de artistas emergentes da arte contemporânea.» [Fundação EDP]

Artistas escolhidos em 2015:

Joana Escoval [Lisboa, 1982]; João Grama [Lisboa, 1975]; Manuel Caldeira [Oeiras, 1979]; Marco Pires [Alcobaça, 1977]; Nuno Vicente [Chartres, França, 1981]; Pollyanna Freire [São Paulo, Brasil, 1982]; Teresa Braula Reis [Lisboa, 1990]; Vasco Futscher [Lisboa, 1987].

Artista premiado em 2015:

Mariana Silva [Lisboa, 1983]

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Prémio Novos Artistas Fundação EDP


Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2013

Textos de Bruno Marchand, Filipa Oliveira, João Pinharanda, 
José Manuel dos Santos, Sérgio Mah 

ISBN: 978-989-8566-39-3 

Edição: Fevereiro de 2014 

Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros 

Formato: 24cm x 27 cm (brochado) | Número de páginas: 120 (com fotografias a cores) 

[ Em colaboração com a Fundação EDP ]

Nas livrarias na última semana de Fevereiro

Catálogo da exposição «Prémio Novos Artistas Fundação EDP», apresentada, nesta 10.ª edição do Prémio, na Galeria Fundação EDP do Porto e na Casa da Música de 13 de Dezembro de 2013 a 23 de Março de 2014. 

Ana Santos (Espinho, 1982) | Vencedora do Prémio 2013

«A Fundação EDP procura com este Prémio revelar novos talentos e abrir perspectivas de futuro. A selecção criteriosa e a participação numa exposição colectiva têm-se revelado fundamentais para a afirmação do trabalho de artistas emergentes da arte contemporânea.» [Fundação EDP] 

Artistas escolhidos em 2013: João Ferro Martins (Santarém, 1979), João Mouro (Faro, 1985), Luís Lázaro Matos (Évora, 1987), Mariana Caló (Viana do Castelo, 1984) & Francisco Queimadela (Coimbra, 1985), «Musa paradisíaca» (projecto artístico de Eduardo Guerra [Lisboa, 1986] e Miguel Ferrão [Lisboa, 1986]), Pedro Henriques (Porto, 1985), Sandro Ferreira (Tomar, 1975), e Tiago Baptista (Leiria, 1986).

Artista premiado em 2013: Ana Santos (Espinho, 1982).