Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Assis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Assis. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

José Barrias: Escrever com a Luz – Notas para a Biografia de Uma Sombra

José Barrias: Escrever com a Luz – Notas para a Biografia de Uma Sombra 
José Barrias 

Organização de Paula Pinto. 
Textos de António Guerreiro, Elisabetta Longari, João Pinharanda, José Luís Porfírio, 
Maria Filomena Molder, Paula Pinto e Vítor Silva. 
Design gráfico de Ricardo Assis 

ISBN 978-989-9006-39-3 | EAN 9789899006393 

Edição: Agosto de 2021 
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros 
Formato: 17 × 22 cm (brochado) 
Número de páginas: 180 (a cores) 
Apoio: Fundação Ilídio Pinho, Fundação Carmona e Costa e Fundação EDP 

Edição bilingue: português-italiano

A sombra de José Barrias é errante e não encerra em si um significado preciso e fechado. É a capacidade de mutação transitiva desta imagem que entendemos assinalar nesta exposição, configurada como viagem de um artista que se autodefine como um «habitante dos intervalos». 



A exposição [«José Barrias. Escrever com a Luz: Notas para a Biografia de uma Sombra», realizada no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (Guimarães) entre 1 de Novembro e 28 de Dezembro de 2019, com curadoria de Paula Parente Pinto e o contributo de Vítor Silva] observa as viagens e metamorfoses de uma imagem fotográfica de pequeno formato — O Princípio da Sombra — captada por José Barrias na Alemanha, em 1970. Como uma razão em trânsito que passa através da obra do artista, esta projecção de um corpo em movimento reaparece noutros suportes e formatos. Manifesta-se numa pluralidade de existências: em documentos, em vestígios ou em trabalhos acabados; uma mesma referência visual tomando novas condições materiais. O entendimento sobre a arte e o método de trabalho de José Barrias espelham-se nesta mutação cumulativa das sombras, que acaba por assumir os contornos de um percurso biográfico. 
É este o enredo de «Notas para a Biografia de uma Sombra»: uma exposição que, a partir de uma imagem fotográfica única e irrepetível — o auto-retrato de José Barrias enquanto sombra — reflecte um processo de migração em aberto através da reprodução. Em paralelo com a forma como o autor reapresenta outras figuras-referências no seu trabalho artístico, a sombra literalmente incorpora uma relação dialéctica entre presença e ausência que define a itinerância do percurso biográfico de José Barrias. 
[…] 
Contrariamente às silhuetas, aos retratos em perfil evocados por Plínio o Velho como a origem da representação artística ocidental, esta sombra não invoca os traços fisionómicos característicos de José Barrias nem é o contorno de um perfil. Barrias possui na sua obra uma dessas silhouettes, executada durante uma viagem familiar a Paris, mas O Princípio da Sombra é seguramente uma figura mais determinada pela reflexão do que pelo recorte físico. A relação frontal da sombra é consigo próprio, com o seu espaço e tempo, mas ganha novas razões de ser na comunidade de imagens que a acompanha. 
[Paula Pinto]

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Uncanny River (The Crossing) I João Biscainho


Uncanny River (The Crossing)
João Biscainho

Textos de Paulo Campos Pinto, Luísa Santos, Peter Hanenberg e Bernardo Barahona Corrêa
Seleta de textos de João Biscainho

Design de Ricardo Assis

ISBN 978-989-9006-01-0 | EAN 9789899006010

Edição: Outubro de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 16,8 x 22,5 cm (brochado)
Número de páginas: 96 (com encarte a cores)

Com a Universidade Católica Portuguesa – Colecção Cultura@Católica 2

Edição bilingue: português-inglês



João Biscainho: «A instalação vídeo Uncanny River (The Crossing) (2014-2015), projeta ao espectador vinte e cinco composições simétricas por segundo. A experiência sobre esta peça não é substituível por qualquer descrição.»

Uncanny River (The Crossing) inaugura o espaço de programação Generation Next (GN) da Galeria Fundação Amélia de Mello, dedicado a artistas, curadores, designers emergentes, bem como a projetos de investigação com metodologias research-based art e art-based research, produzidos em contexto académico.
Com uma periodicidade anual, as exposições GN pretendem potenciar e dar visibilidade à investigação e criação artísticas produzidas em modelos de interligação entre teoria e prática, nos domínios das artes plásticas e multimédia, no reconhecimento da prática artística — enquanto resultante do trabalho académico — como criadora de conhecimento qualitativamente relevante, e da validade das metodologias de investigação académica, que convocam a arte e o fenómeno artístico para a produção de saber confiável.
[Paulo Campos Pinto]


O Uncanny River de João Biscainho move-se, precisamente, entre a atração empática e a repulsa à estranheza criados pela justaposição de elementos familiares em combinações inesperados. Perante a imagem dupla de um movimento simétrico, reconhecemos um curso de água, uma travessia de um rio, que vemos de cima como se estivéssemos dentro de um barco a passar de um lado ao outro. Contudo, perante a combinação da imagem e respectivo reflexo simétrico, e pelo facto de nunca podermos ver quaisquer elementos físicos que permitam uma percepção geográfica ou temporal, a esta sensação de familiaridade sobrepõe-se um sentimento de estranheza.
[Luísa Santos]