Mostrar mensagens com a etiqueta Vera Velez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vera Velez. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Linha Funda / Deep Line | Nuno Sousa Vieira

 

Linha Funda / Deep Line 

Nuno Sousa Vieira 

Textos de Sérgio Fazenda Rodrigues e Nuno Sousa Vieira 
Traduções de José Gabriel Flores 
Design de Vera Velez 

ISBN 978-989-9006-48-5 | EAN 9789899006485 

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros 
Formato: 20,5 × 26,3 cm (encadernado, com tecido) 
Número de páginas: 144 (a cores) 

Com o apoio da Fundação Carmona e Costa 

Edição bilingue: português-inglês


Nuno Sousa Vieira: 
«Não me lembro da primeira vez que olhei para o céu e muito provavelmente não me irei lembrar da última. Estarei, nesta altura, algures no intervalo entre ambas, procurando encontrar uma nova postura para inscrever uma outra tomada de vista.»


Nuno Sousa Vieira desenvolve o seu trabalho em torno da presença e da percepção do objecto artístico, ancorando-se nas práticas do desenho, da escultura e da instalação. Numa lógica que inclui registo gráfico, objecto e espaço, o artista questiona a natureza e a leitura da obra para reflectir sobre os lugares da sua produção e legitimação. Debatendo a importância do estúdio, a noção de site-specific e a expressão do local de exposição, Sousa Vieira indaga modelos e formatos de trabalho, focando-se nos modos de funcionamento do sistema que os enquadra. 
A importância do que motiva a produção e a relevância do contexto ou dos locais onde esta ocorre, se apreende e valida, informam uma reflexão sobre o modo como a obra surge, se activa e manifesta. Esta reflexão aparece frequentemente associada a uma dimensão performativa que é dada pela acção do artista, quando este manipula e altera os objectos e a exposição, mas também pela posição do espectador que a isso reage. 
[Sérgio Fazenda Rodrigues] 

Tenho vindo a aperceber-me de que para o meu trabalho «ver» é sempre extremamente importante. Interessa-me ir percebendo e entendendo as implicações do ver, ou melhor, ir tomando consciência das deformações inerentes ao acto de ver. Ver é uma acção que, por princípio, «desfigura». E se, por um lado, a nossa visão em perspectiva é prova cabal dessa circunstância, por outro esse acontecimento é corroborado pela física quântica, que comprova que as partículas de um objecto são estimuladas pelas ondas que os movimentos oculares produzem. 
[Nuno Sousa Vieira] 

Nuno Sousa Vieira (Leiria, 1971), doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é docente no Instituto Politécnico de Tomar desde 2004 e professor convidado na área da Instalação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa desde 2010.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Uma Conversa I Luís Paulo Costa, Julião Sarmento


Uma Conversa
Luís Paulo Costa, Julião Sarmento

Design de Vera Velez

ISBN 978-989-8902-90-0 | EAN 9789898902900

Edição: Junho de 2019

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 19 x 25 cm (brochado)
Número de páginas: 48 (a cores)

Com o apoio da Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês




Uma conversa sem palavras.



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Uma Conversa», de Luís Paulo Costa e Julião Sarmento, realizada na Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, de 1 de Junho a 1 de Setembro de 2019.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Mão no Fogo I Pedro Valdez Cardoso


Mão no Fogo
Pedro Valdez Cardoso

Texto de Nuno Sousa Vieira
Design de Vera Velez

ISBN 978-989-8902-76-4 | EAN 9789898902764

Edição: Maio de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 23 cm (brochado)
Número de páginas: 144 (a cores)

Com o apoio da Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês


«O que Pedro Valdez Cardoso nos propõe é a tomada de consciência dos equívocos da imagem, dos equívocos da linguagem, dos equívocos da História, dos equívocos do tempo e do espaço […].»


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Mão no Fogo», de Pedro Valdez Cardoso, com curadoria de Nuno Sousa Vieira, que teve lugar no Centro de Arte e Imagem – Galeria do IPT, em Tomar, entre 7 de Março e 19 de Maio de 2019.

Mão no fogo apresenta-se, neste contexto, como uma aparente evocação de um esforço na perpetuação desta condição de elevação, que é construída num diálogo entre um corpo estereotipado e uma chama que corrobora e permite ao Homem a ascensão à condição de Deus. Mas, por descuido ou aviso divino, esse corpo é reconduzido à sua condição de humano, quando ao sentir o aumento da temperatura que a chama lhe provoca, ele consciencializa a dor. Tal como sucedeu a Ícaro, quanto maior é a subida, mais violenta se configura a queda. A luva que protegia a mão enegreceu, perdeu o viço e foi vaticinada à solidão eterna.
É este aparente acontecimento mítico que se dilui nas mais insignificantes práticas do quotidiano, que entendo ser uma das questões basilares em toda a prática de Pedro Valdez Cardoso. Na sua obra as grandes epopeias resvalam nos mais singelos acontecimentos. E a chama sagrada, não deixando de o ser, é usada no quotidiano quer para iluminar o espaço, quer para nos aquecer nos tempos de frio, ou ainda para nos proteger dos animais, sejam eles uma águia invertida com uma visão abrangente, ou os pés amarrados da besta, que assim nos permite continuar a manter-nos em segurança 
[…]
Em Mão no fogo, tal como acontece em muitas das obras de PVC, a escuridão não é necessariamente o oposto da claridade, do mesmo modo que a alta cultura não se opõe à baixa cultura. A justaposição, seja por alternância ou por fusão, é a palavra de ordem e, por mais rigoroso que seja o cumprimento de um cânone, dificilmente conseguimos referenciar esse facto quando estamos perante o que poderá ser entendido, neste contexto, como o âmago do próprio corpo, ou seja, o seu esqueleto.
[Nuno Sousa Vieira]