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domingo, 1 de outubro de 2023
sexta-feira, 24 de junho de 2022
segunda-feira, 20 de junho de 2022
terça-feira, 17 de maio de 2022
quinta-feira, 12 de maio de 2022
quarta-feira, 21 de abril de 2021
É Só Uma Ferida
Pedro Barateiro
ISBN 978-989-9006-68-3 | EAN 9789899006683
Edição: Abril de 2021
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 21 × 29,7 cm (brochado)
Número de páginas: 112 (a cores)
Com a Fundação Carmona e Costa e Mousse Publishing
Edição bilingue: português-inglês
Os desenhos são como uma ferida aberta, uma autópsia.
Este livro foi publicado por ocasião da exposição É só uma ferida — Just a wound, de Pedro Barateiro, com curadoria
de João Mourão e Luís Silva, realizada na Fundação Carmona e Costa, entre 17 de Abril e 17 de Junho de 2021.
Querido vizinho / amante / turista,
Fiz estes desenhos em silêncio enquanto a cidade estava mais ruidosa do que nunca. Tenho olhado para o meu telefone
em silêncio enquanto todos gritam lá dentro. Bem, às vezes os desenhos eram feitos com algumas pessoas na sala, às vezes
falava enquanto os fazia. O telefone limitou-se a testemunhar tudo, espreitando, ouvindo e respirando, gravando todas as
acções. Não penso muito enquanto faço estes desenhos. Não penso muito enquanto tiro estas fotografias. […] Os desenhos
são como uma ferida aberta, uma autópsia. Eles reflectem, tal como o espelho do telefone.
Os desenhos neste livro foram feitos no meu estúdio na Rua da Madalena 117-A, na Baixa de Lisboa. Mudei-me em
Novembro de 2014. Fica numa das partes mais antigas da cidade. No estúdio existem ruínas, artefactos, provavelmente cadáveres também. O terramoto de 1755 remodelou esta zona, da mesma forma que o capital de risco
sob o feitiço do turismo o fez nos últimos anos. […]
Entre ruínas, ratos e humanos, abri um espaço para projectos chamado Spirit Shop, em duas salas do estúdio. Nós lidamos com espírito.
Não é fácil convidar outros, outros espíritos, para o nosso espaço pessoal.
Mas sempre gostei de conversar, trocar ideias. Tenho muita sorte em ter
este espaço numa parte da cidade que se transformou de maneiras tão
diferentes. As coisas estão a mudar. Eu estou a mudar o tempo todo. Por
isso tive de fazer algo acontecer ali, além de projectar a minha própria
subjectividade.
Estás convidado a passar quando quiseres. Talvez esteja lá. Entra e
pinta os meus olhos de verde Veronese, a cor que usei nestes desenhos. Se
eu não estiver, deixa uma mensagem por baixo da porta a dizer que leste
isto. Não sou um empresário, sou um amador, um mágico, um palhaço,
um monstro, um empreendedor das minhas próprias acções, tal como
tu. Estarei à espera atrás da cortina.
Atenciosamente,
— Pedro
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Calendário Perpétuo
Calendário PerpétuoCabrita, João Pinharanda
ISBN 978-989-9006-56-0 | EAN 9789899006560
Edição: Novembro de 2020
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 12 × 17 cm (encadernado)
Número de páginas: 752
Com a Fundação Carmona e Costa
… escreveria um aforismo para cada dia do ano — obteria assim um calendário. […] um
calendário sem marcação de ano, reunindo o fim e o princípio, permitindo um eterno retorno.
01.01
não é necessário sobrepores vida e arte
— a arte e a vida disso se encarregarão.
Em Maio de 2018 escrevi, para uma vasta exposição comissariada por Pedro Cabrita Reis na Associação 289, em
Faro, oitenta textos onde utilizei de forma sistemática a fórmula do aforismo. Uma solução que sempre me interessou
(de alguns dos Antigos a Pascal, Nietzsche, de Kraus a Wilde, Cioran ou Almada) e que, muitas vezes, se intromete em
alguns dos meus escritos. A capacidade de síntese que comportam, o modo como possibilitam o uso de oximoros ou
como neles se pode sugerir uma voz profética teve como pretexto temático
a Arte, procurando nela caminhos para pensar na Vida, na Política, no
Amor, no Sexo, na Morte… […]
A dupla necessidade de criar uma meta e de me impor um limite, dando assim sentido ao processo de trabalho que se iria seguir, levou-me a estabelecer que escreveria um aforismo para cada dia do ano — obteria assim
um calendário. E foi seguindo as experiências dos dias, colhendo as suas
alegrias e desgostos, reflectindo sobre o mundo que corria junto a mim,
que os escrevi. Mas, reforçando a ideia de que uma sentença não deve ser
gasta pela usura do tempo, pensei imediatamente em aplicá-los aos dias de
um calendário sem marcação de ano, reunindo o fim e o princípio, permitindo um eterno retorno — em criar um calendário perpétuo.
[…] Cabrita colocou um desenho seu ao lado de cada um desses aforismos, um desenho feito no mesmo espírito de síntese e de velocidade,
de abstracção e de súbitas chamadas ao real.
[João Pinharanda]
Os 366 desenhos que constituem esta suite calendário perpétuo foram por mim realizados com o específico propósito de acompanhar os textos de João Pinharanda agrupados sob uma designação similar, e
que aqui também se publicam.
[Cabrita]
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Linha Funda / Deep Line | Nuno Sousa Vieira
Linha Funda / Deep Line
Nuno Sousa Vieira
Textos de Sérgio Fazenda Rodrigues e Nuno Sousa Vieira
Traduções de José Gabriel Flores
Design de Vera Velez
Traduções de José Gabriel Flores
Design de Vera Velez
ISBN 978-989-9006-48-5 | EAN 9789899006485
Edição: Outubro de 2020
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 20,5 × 26,3 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 144 (a cores)
Com o apoio da Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês
Nuno Sousa Vieira:
«Não me lembro da primeira vez que
olhei para o céu e muito provavelmente não me irei
lembrar da última. Estarei, nesta altura, algures no
intervalo entre ambas, procurando encontrar uma nova
postura para inscrever uma outra tomada de vista.»
Nuno Sousa Vieira desenvolve o seu trabalho em torno da presença e da percepção do objecto artístico, ancorando-se nas práticas do desenho, da escultura e da instalação. Numa lógica que inclui registo gráfico, objecto e espaço, o artista questiona a natureza e a leitura da obra para reflectir sobre os lugares da sua produção e legitimação. Debatendo a
importância do estúdio, a noção de site-specific e a expressão do local de exposição, Sousa Vieira indaga modelos e formatos de trabalho, focando-se nos modos de funcionamento do sistema que os enquadra.
A importância do que motiva a produção e a relevância do contexto ou dos locais onde esta ocorre, se apreende e valida,
informam uma reflexão sobre o modo como a obra surge, se activa e manifesta.
Esta reflexão aparece frequentemente associada a uma dimensão performativa
que é dada pela acção do artista, quando este manipula e altera os objectos e a
exposição, mas também pela posição do espectador que a isso reage.
[Sérgio Fazenda Rodrigues]
Tenho vindo a aperceber-me de que para o meu trabalho «ver» é sempre
extremamente importante. Interessa-me ir percebendo e entendendo as implicações do ver, ou melhor, ir tomando consciência das deformações inerentes ao acto de ver. Ver é uma acção que, por princípio, «desfigura». E se,
por um lado, a nossa visão em perspectiva é prova cabal dessa circunstância,
por outro esse acontecimento é corroborado pela física quântica, que comprova que as partículas de um objecto são estimuladas pelas ondas que os
movimentos oculares produzem.
[Nuno Sousa Vieira]
Nuno Sousa Vieira (Leiria, 1971), doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é docente no Instituto Politécnico de Tomar desde 2004 e professor convidado na área da Instalação da
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa desde 2010.
Vaivém | Bruno Pacheco
Vaivém
Bruno Pacheco
Texto de Bruno Marchand
Design de Maria João Macedo
Traduções de José Gabriel Flores
ISBN 978-989-9006-17-1 | EAN 9789899006171
Edição: Outubro de 2020
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 16,5 × 24 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 124 (a cores)
Com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês
Apresentar pinturas dispostas e sequenciadas nas páginas de livros significa
aproximar deliberadamente a experiência pictórica da experiência da leitura.
Contas feitas ao conjunto de obras presentes em Vaivém, o número de combinatórias que esta profusão de relações e de
vizinhanças viabilizava situava-se na ordem dos largos milhares. Tal dado não é de somenos importância: de entre todas as
suas exposições, esta é aquela em que Bruno Pacheco mais explora o potencial narrativo que a maioria das apresentações públicas (suas ou de outros artistas, em pintura ou noutros media) contém. A presença do livro e a sua íntima relação com a
experiência da narrativa, a possibilidade de folhear os volumes e alterar a face visível da exposição, a multiplicidade de obras
em presença no mesmo plano e abarcáveis pelo mesmo golpe de olhar, os títulos de cada volume e até a recorrência de algumas imagens (que apareciam em versões distintas em mais do que um livro) eram todos eles elementos que concorriam
para o estabelecimento de um contexto posto ao serviço, não propriamente da desorganização da experiência expositiva,
mas da sua autonomização. E embora Bruno Pacheco não tenha abdicado de exercer a sua influência através das escolhas
que plasmou na organização
interna de cada livro, é indiscutível que tudo o que daí em
diante projectou teve como
objectivo criar condições para
reduzir ao mínimo a incidência de qualquer operação de
ordem curatorial ou institucional, deixando nas mãos do
espectador todos os instrumentos necessários à condução, livre e irrestrita, da sua
experiência. Uma outra forma de leitura; o vislumbre de
uma partilha radical que faz
do espectador um cúmplice,
muito mais do que um corpo
testemunhal.
[Bruno Marchand]
The Return | Bruno Pacheco
The Return
Bruno Pacheco
Design de Maria João Macedo
ISBN 978-989-9006-18-8 | EAN 9789899006188
Edição: Outubro de 2020
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 24 × 31,5 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 16 (a cores)
Com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa
Apresentar pinturas dispostas e sequenciadas nas
páginas de livros significa aproximar
deliberadamente a experiência pictórica da
experiência da leitura.
Esta publicação surgiu na sequência da exposição Vaivém, que Bruno Pacheco apresentou na Galeria Quadrum, em
Lisboa, entre 11 de Outubro de 2018 e 13 de Janeiro de 2019, e reproduz, na íntegra e à escala, um dos trinta e cinco
livros aí expostos.
A par deste fac-símile foi produzido um catálogo contendo ilustrações de obras, vistas de instalação e um texto de
Bruno Marchand, comissário da exposição. Ambas as publicações têm a chancela Documenta, foram desenhadas no
Studio Maria João Macedo, e delas foram impressos 300
exemplares na Maiadouro.
quarta-feira, 4 de março de 2020
Musa paradisiaca: The I of the Beeholder
Lançamento de Catálogo
e conversa com Musa paradisiaca e Filipa Oliveira
Fundação Carmona e Costa, em Lisboa.
sábado, 4 de maio de 2019
Emanuele Coccia na Fundação Carmona e Costa e na Documenta [conferência, mesa-redonda, lançamento]
Etiquetas:
António Guerreiro,
Carla Filipe,
convite,
Emanuele Coccia,
Fundação Carmona e Costa,
Jorge Leandro Rosa,
Lançamentos,
Pedro A.H. Paixão
terça-feira, 26 de março de 2019
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Medalha de Mérito Cultural para Maria da Graça Carmona e Costa
Tendo iniciado o seu percurso na Galeria Quadrum (anos setenta), a fundadora da Giefarte (anos oitenta) e da Fundação Carmona e Costa (1997) resiste e persiste no seu apoio às artes através da atribuição de bolsas de estudo em arte contemporânea, da aquisição de obras para a colecção da fundação, bem como da regular produção de exposições.
Saudamos a atribuição, por parte do governo português, da Medalha de Mérito Cultural a Maria da Graça Carmona e Costa, a quem endereçamos os nossos parabéns pelo extraordinário e meritório trabalho que tem vindo a desenvolver e por tão justo reconhecimento.
Parabéns, Maria da Graça Carmona e Costa!
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