Mostrar mensagens com a etiqueta Clara Rowland. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Clara Rowland. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O Trabalho do Actor na Obra de John Cassavetes I Filipa Rosário


O Trabalho do Actor na Obra de John Cassavetes
Filipa Rosário

Prefácio de Clara Rowland

ISBN: 978-989-8834-89-8

Edição: Novembro 2017
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128




O cinema de Cassavetes é um cinema da palavra, sem deixar, ao mesmo tempo, de ser um cinema do corpo.


[…] é a partir da tensão agonística entre a fixidez do argumento e a individualidade exacerbada da interpretação dos seus actores que os filmes de Cassavetes adquirem a tensão viva que lhes está na base. Como se diz neste livro: «essa passagem — o texto ao atravessar o actor — leva a que se crie uma tensão entre os dois, à qual a palavra resiste, e é nesse momento que a personagem nasce». 
[Clara Rowland]


John Cassavetes realizou dez filmes nos Estados Unidos entre 1959 e 1984 e foi actor em muitos outros. […] É-lhe reservado, desde Shadows, o seu primeiro trabalho como realizador, um estatuto particular na História do Cinema, por ter trabalhado sempre à margem do sistema — é esse o traço pelo qual é mais evocado e relembrado, quer pela crítica, quer por realizadores, actores e cinéfilos. Por ter financiado sozinho, ou com a ajuda de amigos, praticamente toda a sua obra demonstrou que é possível fazer cinema com total liberdade criativa e que, mesmo apesar dos constrangimentos económicos que uma produção caseira inevitavelmente implica, a qualidade do resultado final não tem de sofrer necessariamente com isso. Por estes motivos, Cassavetes é considerado o pai do cinema independente. 
[Filipa Rosário]


Filipa Rosário coordena o projecto de investigação O Cinema e o Mundo — Estudos sobre Espaço e Cinema, no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde trabalha sobre paisagens do cinema português no âmbito de um projecto de pós-doutoramento. É co-coordenadora do Grupo do Trabalho Paisagem e Cinema da AIM — Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento. É doutorada em Estudos Artísticos — Estudos do Cinema e do Audiovisual, pela mesma universidade, com a tese In a Lonely Place. Para uma Leitura do Espaço do Road Movie a partir da Representação da Cidade Norte-americana.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Escrita do Cinema: Ensaios I Vários autores



A Escrita do Cinema: Ensaios
Vários autores

Clara Rowland e José Bértolo (org.)

ISBN: 978-989-8618-97-9

Edição: Novembro de 2015

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 16 x 22 cm [brochado]
Número de páginas: 336


Os ensaios reunidos neste livro […] partem do pressuposto de que um olhar teoricamente informado sobre as relações entre escrita e cinema – e não, atente-se, sobre literatura e cinema – necessariamente conjuga a tentativa de tornar visíveis os modos de inscrição de ideias de literatura no filme (por exemplo, na representação temática de cenas de escrita ou de leitura, ou na exploração da superfície fílmica como suporte para uma inscrição gráfica) com uma atenção à escrita como parte integrante, mas não visível, do filme.
Foi este, de facto, o ponto de partida para o projecto de investigação Falso Movimento – Estudos sobre Escrita e Cinema, que desde o início de 2012 procurou construir, a partir do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, um espaço de discussão das possíveis correspondências, diferenças e espelhamentos entre cinema e escrita, que não considerasse a adaptação como canal único para pensar estas questões e que permitisse interrogar formas diferentes de sobreposição, contaminação e oposição entre ideias de literatura e ideias de cinema em jogo em meios de representação distintos. Ao longo do projecto, procurámos pensar de forma cruzada os possíveis desdobramentos do binómio escrita-cinema: considerando as formas de presença, encenação e inscrição da escrita no cinema, a partir da presença material e temática da escrita ou de figuras do literário nos filmes; as formas de escrita à volta do cinema (argumento, crítica, novelização), e os problemas teóricos que levantam; e a possibilidade de entender o próprio cinema como uma forma de escrita, quer na apropriação, por analogia, de formas, géneros e tropos literários (pense-se no filme-diário, ou no filme-carta), quer nas múltiplas derivações de uma figura como a caméra-stylo, imaginada por Alexandre Astruc. [Clara Rowland]

Ensaios de Adrian Martin, Amândio Reis, Clara Rowland, Emília Pinto de Almeida, Fernando Guerreiro, Guillaume Bourgois, Hajnal Kiraly, Joana Matos Frias, Joana Moura, José Bértolo, Luís Mendonça, Maria Filomena Molder, Mário Jorge Torres, Pedro Eiras, Rita Benis, Rosa Maria Martelo, Sonia Miceli, Susana Nascimento Duarte, Timothy Corrigan e Tom Conley.