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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Espelhos do Film Noir I Jeffrey Childs (ed.)


Espelhos do Film Noir
Fernando Guerreiro, Guillaume Bourgois, Jeffrey Childs, José Bértolo, José Duarte, Luís Mendonça, Ricardo Vieira Lisboa, Sérgio Dias Branco

Edição de Jeffrey Childs

ISBN 978-989-9006-15-7 | EAN 9789899006157 

Edição: Dezembro de 2019 
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros 
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 160 (com imagens a p/b)



O film noir, mais do que qualquer outro género ou modo cinematográfico, reinventa o questionamento ontológico da superfície e da cultura da (produção da) imagem.


Todos os ensaios reunidos neste livro procuram, cada um à sua maneira e em diálogo com os objectos fílmicos considerados mais relevantes para o efeito, abordar o film noir não apenas como um modo possível de filmar o mundo, mascomo uma tentativa de compreender a natureza visível do mundo, uma visibilidade à qual os (relativamente) novos meios cinematográficos conseguiram acrescentar movimento. A preocupação com a visibilidade do mundo (e o que este revela e esconde) não é uma invenção do film noir, como alguns dos ensaios neste volume fazem questão de referir, mas o film noir, mais do que qualquer outro género ou modo cinematográfico, reinventa o questionamento ontológico da superfície e da cultura da (produção da) imagem. Esta vocação cinematográfica explica o destaque dado por este volume à figura do espelho, mas esta figura rapidamente se expande para incluir outros objectos que, no texto fílmico, se comportam como espelhos — sombras, janelas, quadros, ecrãs, câmaras, olhos –, assim como padrões ou efeitos figurais associados com espelhos —duplos, repetições, ângulos, inversões, amputações.


Autofilmografias: filmar a escrita e escrever o filme em Ray, Lang e Negulesco

Blonde is the ultimate noir: The Lady from Shanghai (A Dama de Xangai, Orson Welles, 1947)

Angel Face: lições de mise en scène

Anamorfose no film noir

Marienbad como photo-roman noir

«Não é o reflexo da realidade, é a realidade do reflexo»: alguns protagonistas do cinema de Irving Lerner olham-se ao espelho

Mulheres especulares: género e desdobramento no neo-noir de Brian De Palma

«It’s like there was never anything here but jungle»: o mundo (neo) noir de True Detective

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Sobreimpressões – Leituras de filmes I José Bértolo


Sobreimpressões – Leituras de filmes
José Bértolo

ISBN 978-989-8902-71-9 | EAN 9789898902719

Edição: Abril de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 304



José Bértolo: «É […] minha convicção que começa a tornar-se urgente voltar a ler o cinema em função das coordenadas de análise que ele mesmo nos oferece, isto é, dos elementos próprios com os quais se compõe e nos provoca, cativa, e, idealmente, inquieta e incomoda.»


Este livro propõe a análise comparada de um grupo de filmes que, não obstante terem origens geográficas diversas e pertencerem a momentos históricos diferentes, se encontram na partilha de significativos elementos temáticos, narrativos e figurais. Trata-se sobretudo de filmes romanescos e de matriz clássica que, por detrás da lógica da transparência narrativa, ocultam, na verdade, um trabalho complexo e instigante de questionação do próprio cinema enquanto meio de representação e enquanto arte. Para além de contarem histórias de amor e morte, de assombrações e fantasmas, de sonhadores e de metamorfoses físicas e anímicas, os filmes discutidos promovem, quando analisados em conjunto, um pensamento sobre o cinema como algo que se faz na dobra que liga e desliga vida e morte, visível e invisível, real e imaginário, vigília e sonho.




José Bértolo termina o doutoramento no Programa Internacional em Estudos Comparatistas (Universidade de Lisboa, Universidade Católica de Lovaina, Universidade de Bolonha), com uma tese sobre as noções de fantasma e espectralidade em cinema. Enquanto membro do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa, tem desenvolvido investigação nas áreas dos estudos fílmicos e das relações entre o cinema e outras artes, com especial incidência em questões de ficção e narrativa, representação e figuração, ontologia e materialidade das imagens. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, editou A Escrita do Cinema: Ensaios com Clara Rowland (Documenta, 2015), e Morte e Espectralidade nas Artes e na Literatura com Fernando Guerreiro (Húmus, 2019), e é autor de Imagens em Fuga — Os fantasmas de François Truffaut (Documenta, 2016) e Sobreimpressões — Leituras de filmes (Documenta, 2019).

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Imagens em Fuga – os fantasmas de François Truffaut I José Bértolo



Imagens em Fuga – os fantasmas de François Truffaut
José Bértolo


ISBN: 978-989-8834-65-2


Edição: Dezembro de 2016

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 16x22 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 96

Folhear e ler um excerto


Explorando dinâmicas complexas entre corpo e imagem, realidade e sonho, matéria e fantasma, as personagens de François Truffaut reflectem a instabilidade ontológica própria do cinema, que, como identificou Derrida, se concretiza na aparição e na desaparição de imagens fixas. Persiste a imagem em fuga no ecrã, a que os filmes em estudo neste livro parecem reportar-se por meio da ficção.

«Os filmes que ocupam o centro da minha reflexão – La mariée était en noir (A Noiva Estava de Luto, 1968), La sirène du Mississipi (A Sereia do Mississipi, 1969), L’histoire d’Adèle H. (A História de Adèle H., 1975) e La chambre verte (O Quarto Verde, 1978) – são, porventura, os filmes de Truffaut em que as figuras de representação se manifestam mais concretamente como chaves-mestras de descodificação, abrindo a porta a um entendimento mais apurado dos filmes. Esta abordagem crítica assenta, porém, num pensamento teórico necessariamente mais vasto, e mais ou menos implícito, sobre o que é – ou pode ser – o cinema. Por esta razão, acompanhará o estudo dos filmes de Truffaut uma reflexão sobre questões como a fixidez e o movimento, a realidade e a representação, e ideias de materialidade (das efígies, dos corpos, do cinema).
Interessa-me sugerir que, através de diferentes procedimentos narrativos e figurais, os filmes de Truffaut exploram uma série de ideias relacionadas com a conceptualização do cinema enquanto meio de representação ontologicamente instável, que se constrói convocando em simultâneo a realidade física e a espectralidade do mundo.» [José Bértolo]

José Bértolo desenvolve o doutoramento no Programa Internacional em Estudos Comparatistas PhDComp (Universidade de Lisboa, Universidade Católica de Lovaina, Universidade de Bolonha). Enquanto investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa, tem desenvolvido investigação nas áreas dos estudos fílmicos e das relações entre o cinema e outras artes, com especial incidência em questões de representação e figuração, ontologia e materialidade da imagem de cinema. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento e editou, com Clara Rowland, A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015).

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Escrita do Cinema: Ensaios I Vários autores



A Escrita do Cinema: Ensaios
Vários autores

Clara Rowland e José Bértolo (org.)

ISBN: 978-989-8618-97-9

Edição: Novembro de 2015

Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 16 x 22 cm [brochado]
Número de páginas: 336


Os ensaios reunidos neste livro […] partem do pressuposto de que um olhar teoricamente informado sobre as relações entre escrita e cinema – e não, atente-se, sobre literatura e cinema – necessariamente conjuga a tentativa de tornar visíveis os modos de inscrição de ideias de literatura no filme (por exemplo, na representação temática de cenas de escrita ou de leitura, ou na exploração da superfície fílmica como suporte para uma inscrição gráfica) com uma atenção à escrita como parte integrante, mas não visível, do filme.
Foi este, de facto, o ponto de partida para o projecto de investigação Falso Movimento – Estudos sobre Escrita e Cinema, que desde o início de 2012 procurou construir, a partir do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, um espaço de discussão das possíveis correspondências, diferenças e espelhamentos entre cinema e escrita, que não considerasse a adaptação como canal único para pensar estas questões e que permitisse interrogar formas diferentes de sobreposição, contaminação e oposição entre ideias de literatura e ideias de cinema em jogo em meios de representação distintos. Ao longo do projecto, procurámos pensar de forma cruzada os possíveis desdobramentos do binómio escrita-cinema: considerando as formas de presença, encenação e inscrição da escrita no cinema, a partir da presença material e temática da escrita ou de figuras do literário nos filmes; as formas de escrita à volta do cinema (argumento, crítica, novelização), e os problemas teóricos que levantam; e a possibilidade de entender o próprio cinema como uma forma de escrita, quer na apropriação, por analogia, de formas, géneros e tropos literários (pense-se no filme-diário, ou no filme-carta), quer nas múltiplas derivações de uma figura como a caméra-stylo, imaginada por Alexandre Astruc. [Clara Rowland]

Ensaios de Adrian Martin, Amândio Reis, Clara Rowland, Emília Pinto de Almeida, Fernando Guerreiro, Guillaume Bourgois, Hajnal Kiraly, Joana Matos Frias, Joana Moura, José Bértolo, Luís Mendonça, Maria Filomena Molder, Mário Jorge Torres, Pedro Eiras, Rita Benis, Rosa Maria Martelo, Sonia Miceli, Susana Nascimento Duarte, Timothy Corrigan e Tom Conley.