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terça-feira, 9 de abril de 2019

Ser Sombra [desenho] I António Bolota


Ser Sombra [desenho]
António Bolota

Organização de Nuno Faria

ISBN 978-989-8902-68-9 | EAN 9789898902689

Edição: Março de 2019
Preço: 28,30 euros | PVP: 30 euros
Formato: 20 x 29 cm (brochado)
Número de páginas: 320 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



As peças que António Bolota projectou e produziu […] nascem do plano e conquistam o espaço, desdobrando-se em materialidade, sombra e cor.



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Ser Sombra [desenho]», de António Bolota, com curadoria de NunoFaria e realizada na Fundação Carmona e Costa de 30 de Março a 18 de Maio de 2019.

As peças que António Bolota (Benguela, 1962) projectou e produziu para esta exposição estão a meio caminho entre bidimensão e tridimensão, mas a questão que as agrupa não é de escala ou de volumetria; é, antes, a forma como nascem do plano e conquistam o espaço, desdobrando-se em materialidade, sombra e cor.
Partindo da folha como mínimo denominador comum, o espaço potencial e experimental do desenho surge dos desdobramentos, intersecções, divagações geométricas, remissões ou citações mais ou menos voluntárias de momentos-chave da história da arte (o construtivismo russo, o neoplasticismo neerlandês, o suprematismo, os neoconcretistas brasileiros, mas também Ângelo de Sousa ou Sol LeWitt), abstracções concretas ou experimentações materiais num movimento de grande liberdade criativa que engendra a diferença a partir da repetição.
[Nuno Faria]

sábado, 31 de março de 2018

Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo


Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo
António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto, Valter Ventura


Textos de Celso Martins, Cláudia Ramos, Luísa Santos, Maria do Mar Fazenda, Sara Antónia Matos, Administração Baía do Tejo SA


ISBN 978-989-8902-06-1 | EAN 9789898902061

Edição: Março de 2018
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 24 cm (brochado, 2 sobrecapas, 1 CD)
Número de páginas: 116 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês


O projecto permitiu a expressão de diversas disciplinas e práticas artísticas, patente ao público numa exposição que abriu à comunidade espaços que habitualmente se encontram inacessíveis, potenciando a transformação do território numa plataforma de processos artísticos.


Da fábrica que desvanece à baía do tejo é um rizoma, um projeto que abarca diferentes camadas e que se desenhou sobre a forma de uma residência artística, uma exposição e um projeto editorial. A nomeação desta estrutura rizomática alude a Francisco de Holanda, que publicou em 1571 Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa, um tratado de urbanismo que pensa a malha urbana e tece propostas de ordenamento do território. Aqui, interessa-nos esse mesmo movimento, o de delimitar um campo de ação e de confluência traçando sobre o mesmo novas proposições, privilegiando os processos de criação e de investigação para a produção de novos discursos e de pensamento.
Ao mesmo tempo, da fábrica que desvanece à baía do tejo foi também o mote lançado aos artistas convidados a intervir no território da antiga CUF, companhia União Fabril, atual Baía do Tejo. António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto e Valter Ventura estiveram em residência artística ao longo de três meses, produzindo obra e criando um discurso pautado por diferentes modos de estar, pensar e agir. Esta residência contou com um atelier comunitário no bairro dos operários e com um campo de investigação que se articulou entre o Museu Industrial da Baía do Tejo, o Centro de Documentação e o território. O resultado foi revelado numa exposição, compreendida entre 13 de setembro e 11 de outubro de 2014. […]
A presente publicação é o último capítulo deste projeto, e não só assume a importante missão de documentar aquilo que fora a instalação compósita na Baía do Tejo, como potencia o encontro entre artistas e autores resultando em mais um espaço de discurso, e configurando-se, também, como um espaço de criação, apresentando cinco novos trabalhos, em diálogo com o lugar, com os quais iniciamos o caminho neste fólio. 
[Cláudia Ramos]

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Canal Caveira / Sala dos Gessos I António Bolota, Bruno Cidra, Gonçalo Barreiros, Gonçalo Sena



Canal Caveira / Sala dos Gessos
António Bolota, Bruno Cidra, Gonçalo Barreiros, Gonçalo Sena

Textos de Ana Anacleto, João Mourão, João Pinharanda, Jorge André Catarino

ISBN: 978-989-8834-25-6

Edição: Maio de 2016

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 17 × 22,7 cm [encadernado]
Número de páginas: 120, a cores

[em colaboração com a Fundação EDP]

Este livro foi publicado por ocasião das exposições «Canal Caveira», realizada na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, de 15 de Dezembro de 2015 a 20 de Março de 2016, e «Sala dos Gessos», realizada no Curto Circuito, Espaço Arte-Tecnologia, Museu da Electricidade, em Lisboa, de 11 de Março a 22 de Maio de 2016.

«As obras do Gonçalo Sena [Lisboa, 1984] ou as do Bruno Cidra [Lisboa, 1982] parecem comportar-se ali como desenhos que ora acrescentam ora retiram informação a cada um dos espaços onde estão colocadas, conferindo-lhes uma dimensão de estranheza muito pouco expectável. As do António Bolota [Angola, 1962] concentram tensão, adicionam peso, confrontam-se na presença física com o espectador ao virar de cada esquina. São simultaneamente a forma que as define (trazida de contextos exteriores a si), e o tanto de informalidade a que estão sujeitas pela natureza processual da sua própria construção. As do Gonçalo Barreiros [Lisboa, 1978] transportam para o espaço (e para o conjunto no seu todo, creio) uma dimensão linguística. São exclamativas, desconcertantes na sua natureza formal, na sua localização, acrescentam diálogo, parecem ter voz(es), um gargalhar. Diria que transportam o som de um qualquer Canal Caveira que não poderia ter faltado a esta Sala dos Gessos.» [Ana Anacleto]