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quinta-feira, 10 de março de 2016

Encáusticas I João Queiroz


Encáusticas
João Queiroz

Texto de Maria Filomena Molder

Edição bilingue: português-inglês

ISBN: 978-989-8834-08-9

Edição: Fevereiro de 2016

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 62


[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Ala da Frente) ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição João Queiroz – Encáusticas, com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 6 de Fevereiro a 21 de Maio de 2016.


Encáusticas, é preciso saber do que se trata. Vamos ao latim: encaustum, i, n. 1. Pintura encáustica (feita com cera, cores e fogo). 2. Tinta de púrpura de que os imperadores se serviam, para assinarem. A etimologia grega ainda calha melhor, pois o mesmo verbo e o mesmo substantivo servem para falar tanto de uma chaga provocada pelo fogo, como de uma pintura feita com cera que foi ao lume. Sempre nos admiramos com o mais evidente, isso que sempre pressentimos, i.e., que entre a pele, a ferida, a mancha, o desenho, a pintura, os contágios não param de se multiplicar. Quase se pode dizer, contra todos os idiotas de serviço, que, enquanto o leite se soltar do peito das mulheres, alagando as blusas, e o menino bolçar, soberanamente satisfeito, enquanto a criança sujar com lama as mãos, o rosto e o bibe, e a nossa pele for ferida, a pintura há-de existir. Lembre-se que ornamento e lepra estão, na origem mais antiga conhecida por nós, guardadas lado a lado, sem hierarquia, na mesma palavra que deu pintura em português. A relação entre os dois sentidos é um travo na boca. [Maria Filomena Molder]


João Queiroz nasceu em Lisboa em 1957. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi também um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas. Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

terça-feira, 16 de junho de 2015

João Queiroz: Stanca Luce I João Queiroz, Bruno Marchand



João Queiroz: Stanca Luce
João Queiroz, Bruno Marchand

Edição bilingue – português/inglês

ISBN: 978-989-8618-64-1

Edição: Maio de 2015

Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 24 × 32 cm [encadernado]
Número de páginas: 96 (a cores)

[ Co-edição: Fundação Carmona e Costa ]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «João Queiroz: Stanca Luce», com curadoria de Bruno Marchand, realizada na Fundação Carmona e Costa de 23 de Maio a 27 de Junho de 2015.



Vale a pena sublinhar que o facto de a representação da paisagem ocupar hoje o centro da prática artística de João Queiroz […] deve-se, sobretudo, ao facto de a paisagem ser um campo de experiência que reúne um conjunto de condições que facilitam quer a exploração da somatização perceptiva, quer a sua materialização em pintura. No topo deste conjunto de condições está o facto de a paisagem convocar, imediata e inequivocamente, o corpo como medida da experiência. E fá-lo através de um conjunto de características que com ele partilha: também os elementos naturais ocupam um lugar, têm peso, têm um alto e um baixo, um à frente e um atrás, um esquerdo e um direito, um dentro e um fora; também eles se articulam, se movimentam e envelhecem; também eles habitam o mundo, resistem, caem e desaparecem. Esta equivalência física entre o corpo e a natureza é o factor que permite que tenhamos consciência de que o nosso envolvimento com a paisagem se processa, a um tempo, na base de uma relação imanente e transcendente: ou seja, na base de uma relação que nos diz que partilhamos com ela uma mesma condição física no mundo, mas também que ela nos escapa, nos ultrapassa, nos é absolutamente alheia. [ Bruno Marchand ]




João Queiroz nasceu em Lisboa em 1957. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi também um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas. Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho.