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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Cadernos | Cuadernos 1964-2020 I Jorge Martins

 


Cadernos | Cuadernos 1964-2020 

Jorge Martins 


Edição de Óscar Alonso Molina
 Textos de Óscar Alonso Molina, Joana Baião, Miguel Fernández-Cid, José Gil, Jorge Martins 

ISBN 978-989-9006-36-2 | EAN 9789899006362 

Edição: Julho de 2020 
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros 
Formato: 17 × 24 cm (brochado) 
Número de páginas: 704 (a cores) 

Com o MARCO – Museo de Arte Contemporánea de Vigo 
Apoio da Fundação Carmona e Costa 

Edição bilingue: português-espanhol



José Gil: «Não formam um diário pessoal ou artístico, nem um livro de confissões ou um conjunto de ensaios sobre a pintura e a arte. Não sendo nada disso, de tudo isso estes Cadernos têm um pouco.»



Tenho de dizer que acho verdadeiramente irónico, e até cómico, ver publicados estes textos que fui escrevendo ao longo dos anos, no meio dos desenhos, esboços e rabiscos, despreocupadamente e quase sem dar por isso.
É claro que alguém acabaria por lê-los, mais cedo ou mais tarde, se os cadernos entretanto não tivessem desaparecido também. 
Assim, aqui ficam tal e qual foram escritos, ao acaso, sem ordem nem nexo, como convém. Apenas eliminei uma dúzia de «desabafos» demasiado pessoais, íntimos, e alguns outros quiçá injustos ou impróprios para consumo.
  [Jorge Martins] 

Jorge Martins mantém nestes escritos uma assombrosa continuidade com o que o seu próprio desenho expressa. As mesmas preocupações, uma lógica semelhante de abordá-las, e um resultado igualmente limpo, despojado e elegante. 
[Óscar Alonso Molina] 

Os escritos reunidos neste livro não nasceram como textos soltos, individuais, pensados para publicar sob pretexto de um evento ou por uma necessidade estética concreta: nasceram acompanhando esboços, apontamentos e essas revelações que fazem dos cadernos dos artistas um desses tesouros em que apetece entrar, passear à maneira de Robert Walser e entreter-nos.
 [Miguel Fernández-Cid]

Assim que vi as dezenas de cadernos e blocos que Jorge Martins reuniu no seu atelier, e os comecei a folhear, tive noção do maravilhoso mundo em que iria mergulhar.
[Joana Baião]

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Sombras e Outras Cores I Manuel Baptista


Sombras e Outras Cores
Manuel Baptista

Textos de Marina Bairrão Ruivo, João Pinharanda e José Gil

ISBN 978-989-9006-09-6 | EAN 9789899006096

Edição: Novembro de 2019
Preço: 28,30 euros | PVP: 30 euros
Formato: 21 x 27 cm (encadernado)
Número de páginas: 200 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



«Esta exposição não é nem uma Retrospectiva nem uma Antologia. É uma escolha de momentos-chave da obra de Manuel Baptista através da qual percorremos seis décadas de trabalho intenso, mas joyeux, experimental, mas rigoroso, diversificado, mas coerente.»
[João Pinharanda]



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Sombras e outras cores», de Manuel Baptista, com curadoria de João Pinharanda, realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (de 31 de Outubro de 2019 a 26 de Janeiro de 2020) e na Giefarte (de 13 de Outubro a 15 de Novembro de 2019), em parceria com a Fundação Carmona e Costa.


O seu trabalho afirma-se num tempo crucial, o final dos anos 1950, início da década de 1960, no contexto de uma geração especial. O desejo de renovação cultural e artística, a procura da possibilidade de trabalhar ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levou uma geração de jovens artistas a partir, uns por opção e motivação expressiva, outros por motivações políticas e existenciais. 
[Marina Bairrão Ruivo]


O seu trabalho apresenta uma constante tensão entre construção e acaso, regra e indisciplina. Baptista parte do entendimento unificado que tem do par constituído pela vocação geométrica das formas e volumes e pela expressão da natureza (através da paisagem que o rodeia ou do registo isolado de certos elementos vegetais). Há, assim, no seu trabalho linhas que poderemos classificar como naturalistas e outras como geométricas, linhas de trabalho orgânicas ou matéricas, mas todas genericamente abstractas. 
[João Pinharanda]

A linguagem pictural de Manuel Baptista recorre a dois tipos de unidades «primeiras», com características contrárias — por exemplo, a mancha e a recta —, para, com elas, compor imagens de uma extrema complexidade. Na realidade, não se começa por uma mancha e uma recta, já que elas se
apresentam sempre em multiplicidades. A complexidade surge, pois, desde o «início»: conjuntos de manchas das mais variadas formas e cores, soltas e descontínuas, rectas que formam estruturas geométricas contínuas, estendendo-se por toda a tela. Não se vai do simples ao complexo, mas do complexo ao mais complexo. 
[José Gil]

terça-feira, 25 de julho de 2017

Maria José Oliveira - 40 Anos de Trabalho


Maria José Oliveira - 40 Anos de Trabalho

Textos de Ana Godinho, Cristina Filipe, João Pinharanda, José Gil, Paulo Henriques, 
Raquel Henriques da Silva e Sílvia T. Chicó

ISBN: 978-989-8834-72-0

Edição: Junho de 2017
Preço: 24,53 euros | PVP: 26 euros
Formato: 21 °— 27 cm [encadernado, a cores]
Número de páginas: 160 + folheto com traduções


Edição bilingue: português-inglês


É o tempo que se celebra nesta visão dos 40 anos de trabalho de Maria José Oliveira.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Maria José Oliveira – 40 Anos de Trabalho», com curadoria de Manuel Costa Cabral, realizada na Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, com  o apoio da Fundação Carmona e Costa, de 15 de Maio a 17 de Junho de 2017.



Longe de fazer desaparecer, a morte inicia o desvelamento mais profundo, em direcção às origens. A verdadeira revelação começa com a morte. [José Gil]

[…] é uma artista das cores da terra, dos amarelos ouro, da infinidade dos tons de cinza, das aguadas da cal, dos brancos da porcelana, dos tons e timbres da grafite e do carvão. [Raquel Henriques da Silva]

Percorremos, demoradamente um a um, com o olhar os objectos preciosos e quase mágicos de Maria José Oliveira, e uma multiplicidade de transmutações parece estar a ocorrer a cada instante. [Ana Godinho]

Tempo […] é também um conceito profundo que percorre o seu trabalho: as matérias primeiras do mundo, o arco entre a vida e a morte, a história familiar, o discreto existir de cada dia. [Paulo Henriques]

o corpo é um alimento a meio caminho entre carne e espírito : o que […] nos dá a comer é pão seco, é leite, é cera, são folhas, é pólen, é sangue, é sémen – e tomamos nas mãos um vaso sagrado. [João Pinharanda]

Em consciência, sem pudor e com desprendimento, dá nome às «coisas» e sempre as coloca no lugar certo. Seja o corpo, o chão, a parede, uma mesa ou uma cadeira. Se esse lugar não existe, constrói-o. [Cristina Filipe]

Partindo do adorno e da elaboração de um corpo impossível, Maria José Oliveira inicia uma aventura poética muito pessoal, onde perpassa tanto a nostalgia como a comemoração, ou explicitando, quiçá, a dor da ausência. [Sílvia T. Chicó]



Maria José Oliveira (Lisboa, 1943) fez pesquisa de fornos de chão em Ribolhos, na região de Viseu, desde 1967, com Mestre Albino, um dos últimos oleiros arcaicos. Curso de cerâmica do IADE entre 1973 e 1976. Frequentou o curso de escultura do Ar.Co em 1978. Foi professora convidada do Departamento de Cerâmica do Ar.Co de 1991 a 1997. Expõe regularmente desde 1982, em Portugal e no estrangeiro.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Geometria do Tempo I Maria José Oliveira


A Geometria do Tempo

Textos de José Gil e de Gisela Rosenthal

ISBN: 978-989-8834-74-4

Edição: Maio de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 15 x 21 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 80

Edição bilingue: português-inglês



O esplendor do afecto como uma fulgurância que,
mal se acende, se apaga.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «A Geometria do Tempo», realizada na Fundação Carmona e Costa, entre 21 de Março e 4 de Maio de 2007.


É um objecto misterioso. Aparentemente, um livro de imagens e de escrita. Aparentemente, fala-nos de uma história. Uma história de um corpo. De um corpo no tempo – ou de um tempo do corpo? Tudo se complica quando nos apercebemos de que o tempo que o livro conta envolve o próprio livro. Se é uma história do tempo e o livro pertence à história, então o livro está dentro dele mesmo com uma história que contém um livro que conta uma história… e assim indefinidamente. O livro enrola-se e enovela-se em si próprio, e o espectador é convidado a abri-lo. Como o mostra a própria instalação em que o livro, na última sala, se encontra envolvido pelas suas páginas, no espaço que a precede.
Por isso e por outras razões é um livro misterioso. Um livro antigo, um papiro meio desfeito estabelecem logo um laço de continuidade com o nosso presente, quando os descobrimos. Este, porém, quando o olhamos ou o abrimos continua fechado sobre si mesmo, como uma ilha isolada no tempo. Liga-se connosco pelo exterior mais vasto, por cima do tempo; e vem tocar-nos no mais profundo e íntimo de nós, num interior impessoal, caótico e imemorial onde, em nós, nasce e passa o tempo. 
José Gil


Sentado na penumbra, o visitante da exposição «A Geometria do Tempo» […] manuseia um livro de artista, iluminado apenas por um feixe de luz. Ao abri-lo, abre as portas para um universo construído por imagens e escritas estranhas que o querem levar a um espaço fora do espaço e a um tempo fora do tempo. […] No silêncio da instalação, a sua natureza, simultaneamente íntima e sagrada, evoca um eco longínquo no mais profundo de si próprio. 
Gisela Rosenthal


Maria José Oliveira nasceu em Lisboa, em 1943. Expõe regularmente desde 1982, em Portugal e no estrangeiro. Integra as colecções de arte contemporânea da Fundação Carmona e Costa, da Fundação PT e da Conselharia da Cultura da Extremadura (Espanha). Vive e trabalha em Lisboa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva I Jorge Martins


Interferências – Com Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva

Textos de Marina Bairrão Ruivo, José Gil, Vicente Jorge Silva e Joana Bairrão

ISBN: 978-989-8834-66-9

Edição: Maio de 2017
Preço: 26,41 euros | PVP: 28 euros
Formato: 24x27 cm [encadernado, a cores]
Número de páginas: 192

Edição bilingue: português-inglês




Em Interferências é apresentado um importante conjunto de desenhos e pinturas de Jorge Martins, produzidos desde o início da sua carreira até à actualidade, que são testemunhos directos do longo percurso artístico previsto por Vieira da Silva.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Interferências», de Jorge Martins, realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em parceria com a Fundação Carmona e Costa, de 16 de Maio a 9 de Julho de 2017

O desejo de renovação cultural e artística ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levaram uma geração de jovens artistas a partir […]. O êxodo convergia sobretudo para Paris onde as figuras tutelares de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes […] os recebem e acompanham. […] Do grupo de jovens pintores que passaram por Paris, Jorge Martins foi dos mais próximos do casal […] [Marina Bairrão Ruivo]

Aonde corriam os antigos contornos, esfarelam-se os limites entre os objectos, indefinem-se as fronteiras, esbatem-se os contrastes entre cores, entre claro e escuro, entre as formas e o informe. Cria-se uma zona de infiltração e disseminação da luz; de intensificação extrema do movimento; de contágio e de caos. [José Gil]

Jorge tem uma genuína paixão pelas ilhas e pelos segredos do mar, sobretudo dos seus abismos fantasmagóricos, paixão que o transporta noutras viagens a horizontes mais imponderáveis, um percurso cósmico em direcção às estrelas. [Vicente Jorge Silva]

A Revolução de 25 de Abril de 1974 permitiu a Jorge Martins voltar a Portugal depois de treze anos de exílio, ainda que se mantivesse sediado em Paris […], cidade em que o pintor tinha, nas suas palavras, uma «âncora» – o seu atelier. [Joana Bairrão]

Jorge Martins nasceu em Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1940. Frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, entre 1957 e 1961. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961 parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estada é interrompida entre 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

«A Substância do Tempo», de Jorge Martins


A Substância do Tempo
Jorge Martins

Textos de
Manuel Castro Caldas, João Fernandes, Pierre Georgel,  José Gil, Sara Antónia Matos e António Mega Ferreira


ISBN: 978-989-8618-43-6  bilingue (português|inglês) 
Edição: Março de 2013
Preço: 40,47 euros | PVP: 42,90 euros
Formato: 24×29 cm (encadernado)
Número de páginas: 416 (impressas a cores)


[ Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa e a Fundação de Serralves ]


Jorge Martins (Lisboa, 1940), frequentou os cursos de Arquitectura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Expõe regularmente desde 1958. A sua primeira exposição individual data de 1960. Em 1961 parte para Paris, onde vive e trabalha até 1991. Esta estada é interrompida entre 1975 e 1976, período em que se instala em Nova Iorque. Regressa definitivamente a Portugal em 1991, onde vive e trabalha desde então.

A Substância do Tempo surge por ocasião da exposição homónima de Jorge Martins simultaneamente apresentada na Fundação de Serralves, no Porto, e na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, reunindo um corpo de trabalho em desenho realizado ao longo de mais de cinco décadas por um artista mais conhecido pela sua pintura. A mostra constitui uma oportunidade inédita para revisitar a componente a preto-e-branco da sua obra e pensar o modo como ela se intercala com a exploração da gama cromática, dela se diferenciando para problematizar questões inerentes à linguagem do desenho. A par das imagens, dialogando com elas de modo a abrir o campo de sentido e de leitura das obras, o livro integra textos de Manuel Castro Caldas, João Fernandes, Pierre Georgel, José Gil, Sara Antónia Matos e António Mega Ferreira, autores que acompanharam Jorge Martins ao longo de períodos diversos da sua carreira. As diferentes perspectivas (estéticas, poéticas e filosóficas) de abordagem da obra do artista desvelam nela um campo fecundo e prolífico de associações, contribuindo para um renovado entendimento da mesma.