«Revista», Expresso, 4 de Janeiro de 2020
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
«Uma pequena obra-prima» - José Guardado Moreira
«A novela O Mentiroso revela toda a arte do escritor anglo-americano Henry James (1843-1916): virtuosismo, atenção ao pormenor, sentido de ironia subtil - marcas de um mestre que se queixava ao irmão William, filósofo, de não ser reconhecido, mas que recolhia a admiração de Robert Louis Stevenson, Edith Wharton ou Joseph Conrad. Graham Greene disse que ele era "tão solitário na história do romance como Shakespeare na história da poesia". Seria redescoberto por T.S. Eliot, Ezra Pound, Hemingway e W.H. Auden, [...].
O narrador é um pintor de retratos, com créditos firmados na sociedade. Um dia, ao ser convidado para uma casa de campo, reencontra uma antiga paixão, casada agora com um pândego, coronel das Índias e senhor de uma verve algo inusitada e extravagante. Por despeito, ciúme ou desafio, propõe-se pintar o retrato do personagem, de tal modo que lhe desvende o embuste aos olhos de todos, principalmente da mulher, que o idolatra, aparentemente ignorante da patologia do marido. [...] O jogo de enganos termina com um resultado fulgurante e uma constatação não desejada. Uma pequena obra-prima.»
José Guardado Moreira, «Henry James - Mentiras e Enganos», LER, nº 121, Fevereiro de 2013,
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
«Bruno Schulz - Errância das Formas», por José Guardado Moreira
«[...] Estas histórias são luxuriantes no seu âmago escuro, desafiadoras nas suas ramificações filosóficas, sensuais na cor, textura e sabor. O universo em decomposição exibe um gozo sensorial que transmuta o sórdido da vida humana em certeza heterodoxa, escoradas na vivência do mito da criação. A nova edição destas histórias assombrosas está enriquecida com um conjunto de desenhos de Bruno Schulz que dizem muito sobre o seu convulso mundo interior, onde a arte era a única lucerna que o orientava em tempos terríveis.»
José Guardado Moreira, «Bruno Schulz - Errância das Formas», Ler, Janeiro de 2013.
sábado, 29 de dezembro de 2012
«Escolhas», de José Guardado Moreira
«Em tempos de crise, saúda-se o aparecimento de uma nova editora, a Sistema Solar.»
José Guardado Moreira, «Actual»/Expresso, 29-XII.2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
«Que nos conta então este decrépito fantasma que deambula por Amesterdão?»
«[...] A cidade holandesa, em finais do século XIX, é o palco da atuação de um cavalheiro francês, que se diz expatriado por ter acompanhado um seu amigo fidalgo no exílio forçado, depois de uma confusa questão de saias. As facécias, a imaginação delirante, as saídas e entradas de cena, tecem uma realidade em que não se distingue o verdadeiro do falso, a efabulação da patranha, [...].»
José Guardado Moreira, «Jean Lorrain - O dândi decadente», Ler [onde se pode ler texto na íntegra], Setembro de 2012.
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