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sábado, 14 de setembro de 2019

«No Dizer da Pintura» I Pedro Chorão em Setúbal




«Vale a pena olhar estes quadros e revê-los também, deixar que o tempo participe, sem pressas, na nossa percepção deles, ir entendendo a vida oculta que se passa sob a superfície aparentemente calma, vale a pena senti-los vibrar com as diferenças de luz. Nesse tempo de olhar e perceber chegará também o tempo de entendermos a persistência do pintor na sua pintura: não um modo de vida, mas um modo de Ser.» 
José-Luís Porfírio


NO DIZER DA PINTURA
PEDRO CHORÃO
Setembro e Outubro de 2019
Abertura: 14 de Setembro às 19 horas
Casa da Cultura | Setúbal. Galeria
http://www.casadacultura-setubal.pt/

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O que Diz a Pintura I Pedro Chorão



O que Diz a Pintura
Pedro Chorão

Textos de José-Luís Porfírio, Pedro Chorão, Fernando de Azevedo, Rocha de Sousa, Alexandre Pomar, Jorge Silva Melo, Paulo Henriques

ISBN: 978-989-8834-46-1

Edição: Novembro de 2016

Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 x 29 cm [brochado com sobrecapa]
Número de páginas: 296


[Em colaboração com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa]



Catálogo publicado por ocasião da exposição retrospectiva «Pedro Chorão. O que Diz a Pintura», com curadoria de José-Luís Porfírio, realizada no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa, de 12 de Novembro de 2016 a 19 de Fevereiro de 2017, e na galeria de exposições da Fundação Carmona e Costa, Lisboa, de 23 de Novembro de 2016 a 7 de Janeiro de 2017.

… os quadros de Pedro Chorão são feitos de um quase nada, os mais feitos, em meu entender. O que é, logo, o mais difícil para um pintor, e ainda mais de reparar, se não é isso apenas um assomo hábil, mais precisamente um despojar-se, um significar-se sem ênfase, saber que o muito se reduz ao tamanho da sua verdade na perseguição que se faça ao encontro do essencial. [Fernando de Azevedo]

O gesto solto, a tinta líquida, a cor seca, a escrita à flor da luz, signos, colagens e afloramentos figurativos — eis alguns dados caracterizadores da Pintura de Pedro Chorão, agora, ontem, talvez amanhã. [Rocha de Sousa]

Vale a pena olhar estes quadros e revê-los também, deixar que o tempo participe, sem pressas, na nossa percepção deles, ir entendendo a vida oculta que se passa sob a superfície aparentemente calma, vale a pena senti-los vibrar com as diferenças de luz. Nesse tempo de olhar e perceber chegará também o tempo de entendermos a persistência do pintor na sua pintura: não um modo de vida, mas um modo de Ser. [José-Luís Porfírio]

Pedro Chorão nasceu em Coimbra, em 1945. Entre 1963 e 1967 viveu em Liverpool, onde começou a interessar-se por pintura. Frequentou o curso de História da Arte na École du Louvre, Paris (1967-1968). Licenciou-se em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1976. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (1976-1978) e em Portugal (1987-1989). Expõe individualmente e em diversas exposições colectivas desde 1972 e a sua obra está presente em variadas colecções. Recebeu os prémios AICA-Philae, 1986; Prémio Bienal de Lagos, 1990; e a Menção Honrosa no Grande Prémio de Pintura BANIF, 2003.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pedro Chorão I O que diz a Pintura


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Curador
José-Luís Porfírio

Catálogo
FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA | EGEAC | DOCUMENTA

"Pedro Chorão tem vindo a pensar a pintura há mais de quarenta anos. Realiza-a num duplo registo, na escala e na matéria sobre papel, onde o desenho parece procurar e encontrar a pintura, e na tela onde a pintura incessantemente se inventa como espaço.
E é desta forma que surge esta exposição retrospetiva, que terá lugar em dois espaços da cidade, separada por suportes que implicam escalas diferentes.
Assim, a Galeria da Fundação Carmona e Costa recebe os trabalhos em papel, que oscilam entre o ensaio, o gesto e a caligrafia, e as espaçosas áreas da Cordoaria Nacional acolhem as grandes telas e as suas sóbrias invenções do espaço."


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado



Lourdes Castro. Todos os Livros – catálogo comprovado
Lourdes Castro

Textos de Paulo Pires do Vale, Johanna Drucker, José-Luís Porfírio

ISBN: 978-989-8618-78-8

Edição: Outubro de 2015

Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 × 34 cm (brochado)
Número de páginas: 160 (com imagens a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Todos os Livros», de Lourdes Castro, com curadoria de Paulo Pires do Vale, realizada pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, na Galeria de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, de 9 de Julho a 26 de Outubro de 2015.

A exposição que agora se apresenta, «Lourdes Castro. Todos os livros», reúne os livros que a artista realizou desde 1956 até ao presente, muitos deles expostos agora pela primeira vez. Esta escolha da Biblioteca de Arte para realizar a sua primeira exposição vem, por um lado, dar continuação a uma ligação entre Lourdes Castro e a Fundação Calouste Gulbenkian que remonta à década de 1950, quando à artista foi atribuída uma das primeiras bolsas de estudo concedidas pela Fundação a artistas portugueses, permitindo-lhes procurar no exterior a formação artística que em Portugal não encontravam. Representada na colecção do Centro de Arte Moderna, a obra de Lourdes Castro tem sido objecto de diversas exposições […].
Dos livros que se mostram — que pertencem, na sua maioria, à colecção particular da artista — encontram-se os primeiros que realizou, onde os seus desenhos se relacionam e iluminam a palavra dos textos de poetas como Rilke, Rimbaud, Apollinaire e Herberto Helder, e aqueles onde começou a utilizar o rodhoïde o plexiglas, criando livros-objectos.
Muitos destes livros são únicos e outros tiveram edições limitadas, feitas em serigrafia; alguns resultaram da colaboração com escritores, como Benjamin Patterson, outros ainda da recolha sobre um tema da sua predilecção. Foram muitas as possibilidades que a estrutura do livro permitiu que explorasse e fica evidente, nos muitos livros que Lourdes Castro criou, o interesse e o afecto que a artista tem por este dispositivo, desde a concepção, com René Bertholo, da revista e editora KWY, até hoje. Entre os livros inéditos, é apresentado pela primeira vez, emoldurando-se individualmente as suas folhas, Un autre livre rouge, um livro feito em Paris no início dos anos 1970, em colaboração com Manuel Zimbro. [Ana Paula Gordo]