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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Debaixo da Pele

 

Debaixo da Pele
Miguel Telles da Gama

Textos de Ana Ruivo, Carlos França, Delfim Sardo, Inez Teixeira, João Silvério, Jorge Silva Melo, José Luís Porfírio, Rita Lougares & José Berardo

ISBN 978-989-568-030-6 | EAN 9789895680306

Edição: Julho de 2022
Preço: 42,45 euros | PVP: 45 euros
Formato: 24 × 29 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 360 (a cores)

Com o Museu Berardo e o apoio da Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês


João Silvério: «imagens, palavras, sons, fragmentos, molduras, palcos, amor, signos, desejo, estórias e história, sexo, cinema, corpos e figuras, dor, música, prazer, planos, geometria, desenho, solidão, pintura, excesso, resgate, euforia, virtuosidade, disciplina, revisitação… Estes epítetos, adjectivos, substantivos ou qualificações podem estar associados ao trabalho de Miguel Telles da Gama (…) enquanto caleidoscópio imaginário de um trânsito de imagens que se foi tornando mais presente e mais voraz no nosso quotidiano.» 



Miguel Telles da Gama nasceu em 1965 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Debaixo da Pele, com curadoria de José Luís Porfírio, é a primeira grande exposição deste pintor e desenhador português, reunindo um conjunto de 61 obras. 
Tendo-se iniciado nos anos noventa, a obra de Miguel Telles da Gama consiste num conjunto de séries que se vão renovando numa constante procura e inquietação. Muito influenciado pela literatura e pela estética do cinema dos anos cinquenta e sessenta, o artista vai construindo e desconstruindo as suas memórias do quotidiano. As suas pinturas e os seus desenhos, de notável virtuosidade e mestria, têm um carácter narrativo desconexo, propondo um pensamento benjaminiano que nos permite encontrar ligações nos cruzamentos dessas imagens, orientadas para a crítica social, moral e ética, e que nos convoca a formular novos pensamentos. 
[Rita Lougares] 

É importante conhecer o território a partir do qual se constrói esta antologia, até porque ela é uma escolha e não um resumo; é um trabalho dentro de outro onde o espaço conta mais do que o tempo. Esta exposição é, simultaneamente, o mais recente projecto de Miguel Telles da Gama e um repositório de três décadas em que os projectos contam mais, ou são mais relevantes, do que as exposições, pois são mais extensos, podendo abarcar várias mostras num mesmo projecto. 
Olhando o percurso deste artista, desde as primeiras exposições em 1990 até hoje, o que ressalta imediatamente é uma pulsão transformadora contínua, sinal de uma insatisfação permanente que não se instala nem se acomoda numa qualquer repetição; cada projecto é também um ciclo que se abre, se prolonga e se fecha, e que, por vezes, deixa adivinhar soluções futuras. 
[José Luís Porfírio]

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Sofia Areal: 20 Anos para a Frente, 20 Anos para Trás

Sofia Areal: 20 Anos para a Frente, 20 Anos para Trás 
Sofia Areal 

Edição de Martim Brion 
Textos de Jorge Silva Melo, José Luís Porfírio, Martim Brion, Ricardo Escarduça 

ISBN 978-989-8833-64-8 | EAN 9789898833648 

Edição: Setembro de 2021 
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 23,6 × 33 cm (encadernado, com cinta) 
Número de páginas: 224 (a cores) 

Com a Fundação Carmona e Costa Edição bilingue: português-inglês


A obra de Sofia […] é um retrato da sua vida, um retrato das suas ideias, necessidades e desejos, a necessidade de se exprimir e de ser livre sem mais restrições que as suas capacidades físicas e os limites da sua imaginação. 
[Martim Brion] 



Como a maior parte das exposições na Fundação Carmona e Costa, esta é uma exposição de câmara, i.e., onde o formato conta e o suporte é o papel, onde o desenho está presente, muito embora sem ser dominante, e, no caso de Sofia Areal, onde a exuberância de cor é dominante, indispensável quase sempre. Dizer câmara não é limitar, é ajudar a definir a regra do jogo que se joga neste conjunto de obras que, embora descendo no tempo até aos anos 90 do século XX, não se institui como história ou retrospectiva, mas como uma espécie de mapa poético, ou como um passeio através de formas e temas que constroem uma paisagem e essa paisagem é: a pintura e o desenho de Sofia Areal. 
A formas dominantes estão todas lá e associam-se a temas que a artista elege em séries e nomeia com o seu peculiar gosto de inventar nomes e títulos que têm sempre «algo que se lhe diga», é a artista quem o afirma. 
[…] 
Depressa e bem… 
… há pouco quem! É o povo que o diz num provérbio contra o qual Sofia se insurge, porque a velocidade e a urgência são o seu forte, muito embora em certos casos possa andar alguns anos em torno de um desenho-colagem sem saber o que lhe fazer, esperando o instante em que subitamente resolva o problema depressa, depressa sempre. Esta urgência é parte integrante do seu fazer, de um trabalho que é, sempre, um divertimento, um prazer ou uma fonte de alegria, rápida e amável no sentido em que está sempre buscando um afecto positivo. 
Esta rapidez assemelha-se ao improviso e sobretudo ao desaprender. Sofia Areal frequentou escolas, porém a sua prática artística faz-se no abandono delas, na capacidade de emigrar para uma escrita antes da escrita, um desenho antes do desenho e uma pintura a fazer-se ali diante dos nossos olhos, sempre viva porque sempre incompleta, caminho sem fim, jogo, brincadeira, grito, riso, divertimento. 
[José Luís Porfírio]

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Sérgio Pombo — Obras 1973-2017


Sérgio Pombo — Obras 1973-2017
Sérgio Pombo

Textos de João Pinharanda, Jorge Silva Melo e José Alexandre de São Marcos

ISBN 978-989-9006-08-9 | EAN 9789899006089

Edição: Novembro de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 208 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



João Pinharanda: «No seu trabalho ecoam a potência masculina da vida (a vitalidade sujeita à morte) e a potência espiritual feminina (transportadora de vida) […]»


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Sérgio Pombo: Obras 1973-2017», com curadoria de João Pinharanda, realizada na Fundação Carmona e Costa, entre 23 de Novembro de 2019 e 11 de Janeiro de 2020.


Sérgio Pombo exprime a sua subjectividade dominante e o seu «sentimento trágico da vida» através de uma figuração exacerbada; cria o seu próprio tempo e universo mas insere-os num tempo cronológico que os ultrapassa e num campo longo, expressionista (ainda não inteiramente revelado e estudado), da criação artística portuguesa. A sua obra está presa à angústia que os românticos e os modernos deixaram como herança à contemporaneidade: a vã procura do fio de Ariadne deitado ao chão por Teseu. 
[João Pinharanda]


A pintura de Sérgio Pombo — pintura, desenho, com figuras ou sem, a pintura que nele tudo é pintura, irredutivelmente pintura — é tão brilhantemente viva que ofusca, é tão desassombrada que nos assalta o equilíbrio, sofre, o dia em que nasci morra e pereça, dizia Job, amaldiçoa-nos — mas promete-nos o humano, o humano presente, o humano simplesmente, a vida de hoje, esta, sufocantemente bela na sua crueza rápida, na sua imensa solidão. 
Porque Sérgio Pombo, com a rapidez das estrelas cadentes no céu de todas as noites, persegue a beleza, promete-nos que ela aí vem, está a chegar, voluptuosa, fulgurante, escandalosamente nova, de ontem à noite sempre, nua ainda. 
[Jorge Silva Melo]


O Sérgio Pombo está para lá da contemplação, da interrogação, coloca-se sempre no lugar da acção. Não há comodismo, há uma intransigência quase autofágica que vive a inadaptação como elemento para evoluir. A sua pintura é ele, o seu corpo e os corpos que encontra, e pedaços de todos os lugares que se atravessam na vida humana, sempre à escala do ser humano vezes o infinito. 
[José Alexandre de São Marcos]

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A Chuva Cai ao Contrário I João Jacinto


A Chuva Cai ao Contrário
João Jacinto

Textos de Jorge Silva Melo, Nuno Faria

ISBN 978-989-8902-81-8 | EAN 9789898902818

Edição: Junho de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 24 x 34 cm (brochado com acabamento Otabind)
Número de páginas: 48 + 32 separata (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



Jorge Silva Melo: «Tudo é silêncio neste tempo que aqui repetidas vezes suspende o seu voo.»


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «A Chuva Cai ao Contrário», de João Jacinto, com curadoria de Manuel Costa Cabral e Nuno Faria, realizada na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, de 18 de Junho a 20 de Julho de 2019, com o apoio da Fundação Carmona e Costa. Inclui um folheto que não pode ser vendido separadamente.

João Jacinto retoma um tema antigo da nossa imaginação, estamos outra vez nel mezzo del camin, a selva é obscura, já não há ninguém, mas a diritta via é só esta, a da morte e já ali está, inexorável via sem redenção, soterradas que ainda vemos as caveiras dos nossos dias.
Vistos assim, estes obsessivos desenhos-pinturas (como chamar-lhes?) chegam-nos quando tudo ainda é incerto, breve lusco-fusco, tudo ainda vago como foi a lua japonesa, destino e origem misturando-se, ramos, folhagem, troncos torcidos, horizonte, vida passada quando, vagabundos, os cães voltam a ser lobos e os homens ossadas.
[Jorge Silva Melo]

A natureza aparece aqui, nos desenhos-pintura de João Jacinto, mais do que tematizada, coisificada (justamente) pelo efeito de repetição, em modo panorâmico e cíclico, contrariando o tempo linear, irreversível e degenerativo que o modelo teleológico quis impor.
Nestes desenhos, parece que vemos sempre a mesma imagem, repetida ou re-apresentada, mas o que indiscernivelmente se presentifica perante cada espectador é a potência regeneradora do gesto que se traduz, obscuramente, numa busca da totalidade.
[Nuno Faria]

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Lux in Tenebris I Miguel Telles da Gama


Lux in Tenebris
Miguel Telles da Gama

Textos de José Sarmento de Matos, Jorge Silva Melo, Manuel Costa Cabral

ISBN 978-989-8902-46-7 | EAN 9789898902467

Edição: Novembro de 2018

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 22 cm (encadernado)
Número de páginas: 104 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



O Miguel mete-se connosco, desencadeia fiozinhos do inconsciente que irrompem nas tais bolhinhas que perturbam o correr plácido do consciente. Espicaça-nos. Mas cuidado: ele mete-se connosco mas não brinca connosco.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição Lux in Tenebris, de Miguel Telles da Gama, com curadoria de Manuel Costa Cabral, realizada na Fundação Portuguesa das Comunicações entre 22 de Novembro de 2018 e 5 de Janeiro de 2019.

No princípio deste ano, o Miguel desafiou-me para ver o que eu achava do primeiro quadro que estava quase pronto e que abria o tema da sua próxima exposição. Lá fui ao seu atelier pequeno no fundo do quintal para observar com bastante interesse, pois daquele pincel nunca se sabe o que pode sair. Olhei, e gostei da originalidade do tema e da estranheza que me causou. […] Para mim, a pintura não se interpreta, sente-se.
Desde o momento que vi esse quadro, desencadeou-se em mim a sensação incómoda de que um fiozinho subia do inconsciente e fazia como que umas bolhinhas agitadoras na linearidade mais ou menos calma da nossa linha do consciente, da racionalidade e da lógica que nos vai facilitando o confronto com o mundo exterior. Perturbou-me. 
[José Sarmento de Matos]

São armaduras, carapaças, viseiras, palas, articulações, é metal o que Miguel Telles da Gama agora obsessivamente pinta, o que restou de cavaleiros andantes, o que ficou das latas improvisadas do Alexandre Nevsky, negros metais bélicos que já não protegem vencedores nem santos combatentes, há muito que já não há Carlos V para os pintores retratarem no auge da batalha ou na paz de Breda. 
[Jorge Silva Melo]

Porquê a inscrição da pintura num círculo em trabalhos anteriores e agora neste? O círculo como na lanterna mágica, a abordagem através de um buraco de fechadura, de um óculo…

…porque na verdade é disso que se trata, nós estamos do lado de cá e é como se houvesse uma coisa no lado de lá que nós vemos e a que não temos acesso.
[Conversa Manuel Costa Cabral | Miguel Telles da Gama]

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O que Diz a Pintura I Pedro Chorão



O que Diz a Pintura
Pedro Chorão

Textos de José-Luís Porfírio, Pedro Chorão, Fernando de Azevedo, Rocha de Sousa, Alexandre Pomar, Jorge Silva Melo, Paulo Henriques

ISBN: 978-989-8834-46-1

Edição: Novembro de 2016

Preço: 37,74 euros | PVP: 40 euros
Formato: 24 x 29 cm [brochado com sobrecapa]
Número de páginas: 296


[Em colaboração com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa]



Catálogo publicado por ocasião da exposição retrospectiva «Pedro Chorão. O que Diz a Pintura», com curadoria de José-Luís Porfírio, realizada no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa, de 12 de Novembro de 2016 a 19 de Fevereiro de 2017, e na galeria de exposições da Fundação Carmona e Costa, Lisboa, de 23 de Novembro de 2016 a 7 de Janeiro de 2017.

… os quadros de Pedro Chorão são feitos de um quase nada, os mais feitos, em meu entender. O que é, logo, o mais difícil para um pintor, e ainda mais de reparar, se não é isso apenas um assomo hábil, mais precisamente um despojar-se, um significar-se sem ênfase, saber que o muito se reduz ao tamanho da sua verdade na perseguição que se faça ao encontro do essencial. [Fernando de Azevedo]

O gesto solto, a tinta líquida, a cor seca, a escrita à flor da luz, signos, colagens e afloramentos figurativos — eis alguns dados caracterizadores da Pintura de Pedro Chorão, agora, ontem, talvez amanhã. [Rocha de Sousa]

Vale a pena olhar estes quadros e revê-los também, deixar que o tempo participe, sem pressas, na nossa percepção deles, ir entendendo a vida oculta que se passa sob a superfície aparentemente calma, vale a pena senti-los vibrar com as diferenças de luz. Nesse tempo de olhar e perceber chegará também o tempo de entendermos a persistência do pintor na sua pintura: não um modo de vida, mas um modo de Ser. [José-Luís Porfírio]

Pedro Chorão nasceu em Coimbra, em 1945. Entre 1963 e 1967 viveu em Liverpool, onde começou a interessar-se por pintura. Frequentou o curso de História da Arte na École du Louvre, Paris (1967-1968). Licenciou-se em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1976. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (1976-1978) e em Portugal (1987-1989). Expõe individualmente e em diversas exposições colectivas desde 1972 e a sua obra está presente em variadas colecções. Recebeu os prémios AICA-Philae, 1986; Prémio Bienal de Lagos, 1990; e a Menção Honrosa no Grande Prémio de Pintura BANIF, 2003.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Noite, noite mais do que hoje I João Jacinto


Noite, noite mais do que hoje
João Jacinto

Texto de Jorge Silva Melo

ISBN: 978-989-8834-34-8

Edição: Setembro de 2016

Preço: 9,43 euros | PVP: 10 euros
Formato: 16,5 × 22 cm [brochado]
Número de páginas: 48

[Em colaboração com a Giefarte]


Este livro, com desenhos de João Jacinto, foi publicado por ocasião da exposição «Noite, noite mais do que hoje», realizada nos Artistas Unidos, Teatro da Politécnica, Lisboa, em Setembro e Outubro de 2016.

«Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas», dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto, e de ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). «Quando a taciturna chegar.» E neste poema, ele pergunta: «quem assomará à janela?» Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer «afundam-se». E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras. [Jorge Silva Melo]

João Jacinto [Mafra, 1966] vive e trabalha no Monte Estoril. Em 1985 iniciou os seus estudos artísticos na ESBAL. Leccionou entre 1989 e 1992 no Ar.Co em Lisboa. É, desde 2001, professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Expõe individualmente desde 1987, tendo participado em inúmeras exposições individuais e colectivas. A sua obra encontra-se representada em várias colecções: CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Colecção António Cachola – MACE – Elvas, Fundação PLMJ, Lisboa, Museu do Chiado (Depósito Isabel Vaz Lopes), Lisboa, Museo Extremeño Iberoamericano de Arte Contemporaneo, Badajoz, Veranneman Foundation, Kruishoutem, Bélgica, Art Collectors, Genebra, Fine Arts Gallery, Bruxelas, Renate Schröder Gallery, Colónia, Gallery Catherine Clerc, Lausanne, Collection Kierbaum & Partner, Colónia, Fundação Carmona e Costa, Lisboa, entre outras.