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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Grande Prémio Fundação EDP Arte 2021

 

Luisa Cunha acaba de ser distinguida com o

Grande Prémio Fundação EDP Arte 2021

Parabéns, Luisa Cunha!

terça-feira, 15 de outubro de 2019

O Material Não Aguenta I Júlio Pomar, Luisa Cunha


O Material Não Aguenta
Júlio Pomar, Luisa Cunha

Textos de Sara Antónia Matos, Manuel Castro Caldas e Pedro Faro
Design de Paula Prates

ISBN 978-989-8902-89-4 | EAN 9789898902894

Edição: Junho de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado com badanas)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar

Edição bilingue: português-inglês



O mais importante, sempre mais importante, lembra-nos a obra de Luisa Cunha e de Júlio Pomar, é manter a liberdade de pensamento.


A preparação da exposição «O Material Não Aguenta» (18.10.2018 – 13.01.2019), com obras de Júlio Pomar e Luisa Cunha, foi iniciada com o pintor ainda em vida. Ambos detentores de sentido crítico, Júlio Pomar reconheceu na obra de Luisa Cunha uma qualidade irónica e até mordaz em relação à realidade, que, segundo o pintor, prometia uma aproximação inesperada da obra de ambos. […]
Ambos resistiram às convenções através da ironia e, sobretudo, Luisa Cunha faz recair esta ironia particularmente sobre as normas e os códigos de apresentação museológicos, desconstruindo os seus protocolos mais tradicionais a partir do seu interior, isto é, não se demitindo deles mas, pelo contrário, colocando-os em derisão através de um comentário subtil e subversivo. […]
Esta exposição, que junta o trabalho de Júlio Pomar a uma companhia porventura inesperada, Luisa Cunha, mostra o quanto a obra deste pintor, em sete décadas de trabalho, recorrendo a meios e suportes diferenciados, abriu avenidas no campo das artes plásticas. […]
A sua obra – tal como a de Júlio Pomar a outros níveis – subverte os consensos e as expectativas dos visitantes dos museus, mas mais do que isso, das próprias instituições, baralhando os códigos e as condutas de funcionamento mais comuns, tornando-os ridículos e, por vezes, irrisórios. […]
«O Material Não Aguenta», título da exposição, deriva de uma conversa com a artista, sublinhando a perda da dimensão icónica, celebrativa e por vezes intocável da obra de arte. […]
A obra de Luisa Cunha é, sobretudo, uma obra que dá relevância ao acto de recepção comum, desafiando a atenção e a acutilância da percepção, convidando o espectador a despir-se e a deixar para trás todo o peso institucional que reveste a sua postura, abraçando a liberdade de pensamento e de acção. O material não aguenta, não resiste a tanta convenção.
[Sara Antónia Matos]

terça-feira, 9 de abril de 2019

Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis


Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis
Luisa Cunha, Sara Antónia Matos, Pedro Faro, Hugo Dinis

Introdução de Sara Antónia Matos

ISBN 978-989-8902-52-8 | EAN 9789898902528

Edição: Fevereiro de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 12 x 17 cm (brochado)
Número de páginas: 176

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar




Júlio Pomar, se ainda estivesse vivo, ter-se-ia divertido à brava com as palavras de Luisa Cunha porque lhe teria reconhecido um lado anti-regra que ele também tinha.


Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis insere-se na colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar e dá seguimento ao projecto de entrevistas que se iniciou com Júlio Pomar: O Artista Fala… [2014], continuou com Rui Chafes: Sob a Pele [2015], Julião Sarmento: O Artista Como Ele É [2016], Pedro Cabrita Reis: A Voragem do Mundo [2017] e Alexandre Melo: Cúmplice dos Artistas [2018].
As entrevistas são feitas por ocasião do programa de exposições do Atelier-Museu, que cruza a obra do pintor com a de artistas convidados, mostrando novas relações daquele com a contemporaneidade. […]
As conversas com Luisa Cunha pretendiam dar a conhecer uma artista com um percurso invulgar, mulher, que começou relativamente tarde a sua carreira, e cuja obra tem recaído eminentemente sobre uma materialização sonora e espacial, pouco comum à época em que começou a fazê-la. Por isso, nas conversas realizadas com a artista, procurou perceber-se se esses factores, bem como os seus posicionamentos pessoais e políticos, quase sempre críticos de uma normalização e de um consenso instituídos, condicionaram o seu reconhecimento e a sua aceitação no sistema da arte, nomeadamente comercial.
A imprevisibilidade subjacente às conversas, durante as quais a autora surge com respostas lapidares e desconcertantes, está também na linguagem que atravessa a sua obra, a qual desconstrói as convenções e os protocolos museológicos, da forma e no momento que menos se espera.
[Sara Antónia Matos]


[…] os romantismos e histórias que os alunos contavam a propósito dos objectos que faziam, com uns discursos cheios de verbosidades e ilusões, não diziam nada do que eles pretendiam. Eu só respondia: o material não aguenta. O material não aguenta tanta historieta. Não se esqueçam de que isto são artes visuais. Não estão a trabalhar no domínio verbal das palavras. E se construírem uma palavra tem de ter uma materialidade visual, ser palavra visual.
[Luisa Cunha]