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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero I Prémio de Curadoria 2018 AMJP/EGEAC


Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero 
Prémio de Curadoria 2018 AMJP/EGEAC 

Organização de Hugo Dinis
Textos de António Guerreiro, Joaquim Oliveira Caetano, 
Maria de Fátima Lambert, Marta Rema, Sara Antónia Matos 
Design de Paula Prates 

ISBN 978-989-8902-93-1 | EAN 9789898902931 

Edição: Junho de 2019 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 x 21 cm (brochado) 
Número de páginas: 140 (a cores) 

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar 

Edição bilingue: português-inglês




Curadoria: Marta Rema.
Artistas: Ana Pérez-Quiroga, Ana Pissarra, Cecília Costa, Fernando Calhau, Helena Almeida, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Jorge Molder, Josef d’Óbidos, Júlio Pomar, Luisa Cunha, Paulo Lisboa, Pedro Vaz, Raul Domingues, Ricardo Jacinto, Rui Chafes, Sandro Resende, Sara & André.


O Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, criado em 2014-15, tinha como objectivo dar a conhecer novos profissionais da área, introduzindo-os no meio, assim renovando o próprio sistema bem como as perspectivas de abordagem curatorial. Simultaneamente, o prémio, que, além de uma componente monetária, se materializa numa exposição colectiva no espaço do museu, oferecia as condições para que estes novos profissionais, os quais muitas vezes ainda não tinham tido a oportunidade de pôr em prática as suas ideias de exposição, a concretizassem em contexto real, com o apoio financeiro, operacional e tecno-científico da instituição. […]
A exposição resultante da terceira edição do Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, à curadoria de Marta Rema, toma por título a frase «Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero», de Júlio Pomar, chamando à atenção para a necessidade de uma reflexão interior e de um posicionamento público e político, porventura mais atento, mais sóbrio mas, também, simultaneamente, mais participativo – atitude reflexiva pela qual Júlio Pomar nunca deixou de pugnar através e ao longo da sua obra, como é evidente no conjunto de desenhos patentes na exposição: desenhos da prisão realizados no Forte de Caxias, onde o artista esteve detido de 27 de Abril a 26 de Agosto de 1947.
[…] o Atelier-Museu entende que, no presente, e após a morte do pintor Júlio Pomar em Maio de 2018, faz mais sentido atribuir um incentivo à investigação de fundo que permita revelar novos investigadores, historiadores e ensaístas. […] Certamente que Júlio Pomar, ele próprio detentor de uma carreira ligada à escrita e ao pensamento, aplaudiria esta transformação do prémio de curadoria numa bolsa dedicada à investigação. 
[Sara Antónia Matos]

terça-feira, 9 de abril de 2019

Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis


Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis
Luisa Cunha, Sara Antónia Matos, Pedro Faro, Hugo Dinis

Introdução de Sara Antónia Matos

ISBN 978-989-8902-52-8 | EAN 9789898902528

Edição: Fevereiro de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 12 x 17 cm (brochado)
Número de páginas: 176

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar




Júlio Pomar, se ainda estivesse vivo, ter-se-ia divertido à brava com as palavras de Luisa Cunha porque lhe teria reconhecido um lado anti-regra que ele também tinha.


Luisa Cunha: O Material Não Aguenta — Conversas com Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Hugo Dinis insere-se na colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar e dá seguimento ao projecto de entrevistas que se iniciou com Júlio Pomar: O Artista Fala… [2014], continuou com Rui Chafes: Sob a Pele [2015], Julião Sarmento: O Artista Como Ele É [2016], Pedro Cabrita Reis: A Voragem do Mundo [2017] e Alexandre Melo: Cúmplice dos Artistas [2018].
As entrevistas são feitas por ocasião do programa de exposições do Atelier-Museu, que cruza a obra do pintor com a de artistas convidados, mostrando novas relações daquele com a contemporaneidade. […]
As conversas com Luisa Cunha pretendiam dar a conhecer uma artista com um percurso invulgar, mulher, que começou relativamente tarde a sua carreira, e cuja obra tem recaído eminentemente sobre uma materialização sonora e espacial, pouco comum à época em que começou a fazê-la. Por isso, nas conversas realizadas com a artista, procurou perceber-se se esses factores, bem como os seus posicionamentos pessoais e políticos, quase sempre críticos de uma normalização e de um consenso instituídos, condicionaram o seu reconhecimento e a sua aceitação no sistema da arte, nomeadamente comercial.
A imprevisibilidade subjacente às conversas, durante as quais a autora surge com respostas lapidares e desconcertantes, está também na linguagem que atravessa a sua obra, a qual desconstrói as convenções e os protocolos museológicos, da forma e no momento que menos se espera.
[Sara Antónia Matos]


[…] os romantismos e histórias que os alunos contavam a propósito dos objectos que faziam, com uns discursos cheios de verbosidades e ilusões, não diziam nada do que eles pretendiam. Eu só respondia: o material não aguenta. O material não aguenta tanta historieta. Não se esqueçam de que isto são artes visuais. Não estão a trabalhar no domínio verbal das palavras. E se construírem uma palavra tem de ter uma materialidade visual, ser palavra visual.
[Luisa Cunha]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O Que Pode a Arte? — 50 anos do Maio de 68


O Que Pode a Arte? — 50 anos do Maio de 68
Ana Vidigal, Carla Filipe, João Louro, Jorge Queiroz, Júlio Pomar, Ramiro Guerreiro, Tomás Cunha Ferreira

Textos de Daniel Ribas, Hugo Dinis, Mariana Pinto dos Santos, 
Nuno Crespo e Sara Antónia Matos

ISBN 978-989-8902-40-5 | EAN 9789898902405

Edição: Outubro de 2018
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado com badanas)
Número de páginas: 208 (a cores)

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar

Edição bilingue: português-inglês



O que pode a arte, então? A arte abre espaço para outra coisa, outras alternativas de representar o mundo, dando lugar a hipóteses imprevistas, alternativas desconhecidas, posições híbridas e desviantes que descentram os poderes opressivos.

Este catálogo é publicado por ocasião da exposição «O que pode a arte? 50 anos do Maio de 68» (15.05-29.09.2018), com curadoria de Nuno Crespo e Hugo Dinis.
A exposição, que recorda e comemora o 50.º aniversário do movimento estudantil francês, junta obras de Júlio Pomar, Ana Vidigal, Carla Filipe, João Louro, Jorge Queiroz, Ramiro Guerreiro e Tomás Cunha Ferreira. De diferentes modos, estes artistas continuam a encontrar na arte uma forma de afirmar os seus posicionamentos críticos sobre o mundo onde vivem, sobre as suas crises e formas de superação, mostrando o modo como a produção artística é contagiada pelas transformações políticas e sociais.
O Maio de 68, em França, teve na sua base greves e manifestações estudantis que rapidamente assumiram proporções revolucionárias, tornando-se símbolo de uma nova ordem social, que dizia respeito não só às relações académicas mas também às instituições sociais, políticas, económicas e culturais.
A consciência do poder reivindicativo dessa classe estudantil, culta e informada, que visava direitos democráticos e culturais e que reclamava liberdade de expressão, de comportamentos e de participação na construção do mundo, continua a manifestar-se particularmente entre os artistas e os intelectuais.
Júlio Pomar, a viver em Paris desde 1963, não ficou indiferente ao movimento, especialmente à agitação social, tendo feito um grupo importante de pinturas onde fica patente o espírito de 1968 e a articulação arte-política que lhe era próxima no início de carreira.
[…]
A arte e a estética adquirem assim um significado político, sem que as obras sejam ilustrativas ou propagandísticas. Envolvendo escolhas e posicionamentos ideológicos, a arte e a estética são forma de obter voz, afirmá-la e fazê-la ouvir no domínio público.
[Sara Antónia Matos]

sábado, 18 de agosto de 2018

Sem Título (Intimidade) I Jorge Santos e Pedro Valdez Cardoso


Sem Título (Intimidade)

Texto de Hugo Dinis

ISBN 978-989-8902-22-1 EAN 9789898902221

Edição: Junho de 2018

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 x 23,5 cm (brochado)
Número de páginas: 80

Edição bilingue: português-inglês



Este projecto reflectiu sobre as dicotomias público/privado ou exterior/interior.


Este livro, Sem Título (Intimidade), de Jorge Santos e Pedro Valdez Cardoso, foi publicado por ocasião da exposição com o mesmo título realizada na Galeria Diferença, Lisboa, com curadoria de Hugo Dinis, em Junho de 2018.


Os artistas Jorge Santos (1974) e Pedro Valdez Cardoso (1974) apresentaram trabalhos inéditos na exposição intitulada Sem título (intimidade) na Galeria Diferença. Tendo em consideração a referência aos trabalhos do artista Félix González-Torres (1957-1996), este projecto reflectiu sobre as dicotomias público/privado ou exterior/interior. Uma das estratégias de que o artista cubano se socorria para discutir a relação híbrida entre as esferas pública e privada passava por usar dispositivos específicos e privados, tais como: a cama, as persianas, as luzes. Estes lugares de intimidade, de descanso, mas também de conflito e de poder, quando se estabelecem num espaço público passam a ter uma outra função. Esta passagem não é inocente porque pressupõe uma vontade e uma acção. Neste sentido, o recolocar é de facto um gesto político e um dos mais subtis que há.
[...]
A obra inédita Untitled (Lovers) (2018) de Pedro Valdez Cardoso mimetiza plantas indiferenciadas em pano cru utilizado para moldes. Esta obra é composta por três vasos suspensos com plantas. Como noutros trabalhos anteriores do artista a importância do tecido utilizado revela a pertinência da própria obra. Neste caso, o recurso a pano cru, sem cor e, portanto, sem ideologia, usado para a execução de moldes, denota uma vontade de não conotação com nenhum dogma ou pré-conceito.
[...]
Jorge Santos apresenta a obra inédita Brise-soleil (Cortina de lágrimas) (2018), constituída por uma persiana, pintada de azul celeste e com missangas negras serigrafadas do lado de dentro. A persiana, ao ser colocada junto de uma parede, inverte a sua funcionalidade e a dos espaços adjacentes, tornando o exterior num espaço interior e vice-versa. Esta não-diferenciação permite politizar a fronteira imposta e questionar os limites públicos da intimidade.
[Hugo Dinis]

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz


Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz

Textos de Alexandre Quintanilha, Carmo Sousa Lima, Hugo Dinis, José Neves, 
Miguel Vale de Almeida, Sara Antónia Matos, Tiago Castela

ISBN: 978-989-8834-73-7

Edição: Abril de 2017

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 21cm
Número de páginas: 128 [brochado, a cores]

[Em colaboração com o Atelier-Museu Júlio Pomar]

Edição bilingue: português-inglês


Este projecto do curador Hugo Dinis problematiza o modo como os criadores
reagem aos períodos de crise, como e se é possível produzir arte em contextos
adversos, e de que forma isso se reflecte nas obras e discursos produzidos…


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Estranhos Dias Recentes de um Tempo Menos Feliz», a proposta curatorial de Hugo Dinis, vencedor da 2.ª edição do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar / EGEAC 2016, realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar de 30 de Março a 21 de Maio de 2017.

A exposição apresenta obras de Júlio Pomar (Lisboa, 1926), André Romão (Lisboa, 1984), Carlos Bunga (Porto, 1976), Igor Jesus (1989), Joana Bastos (Lisboa, 1979), João Leonardo (Odemira, 1974), João Pedro Vale (Lisboa, 1976) & Nuno Alexandre Ferreira (Torres Vedras, 1973), Pedro Barateiro (Almada, 1979) e Rodrigo Oliveira (Sintra, 1978).

[…] os desequilíbrios económicos, sociais e culturais acentuam-se e, sem empatia, marcam definitivamente o fosso entre todos, prevendo que nos canais (de comunicação) que os separam o desespero e a luta sejam as palavras que mais ordenam. Porém, não se tentará aqui nem avaliar as culpas de um passado recente nem prever um futuro por vir, mas sim aflorar quais os sentimentos, as reacções e as reflexões presentes na contemporaneidade.
Nesta óptica, as obras apresentadas na exposição «Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz» confluem, em última instância, num rumo comum: a nostalgia da perda, da decadência e da precariedade. 
Hugo Dinis



Hugo Dinis (Lisboa, 1977) vive e trabalha em Lisboa. Licenciado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Pós-graduação em Estudos Curatoriais em cooperação com a Fundação Gulbenkian, Lisboa. Comissariou «Eu (título em construção)» (2015) no Espaço Novo Banco, Lisboa; «A Iminência da Queda» (2009), na Galeria Diário de Notícias, Lisboa; e «Desedificar o homem» (2008), na Galeria Municipal Paços do Concelho, Dois Paços Galeria Municipal e Transforma em Torres Vedras no âmbito do projeto itinerante «Antena» da Fundação Serralves.