Mostrar mensagens com a etiqueta Paula Prates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paula Prates. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O Ponto Perfeito I Maria Pia Oliveira


O Ponto Perfeito
Maria Pia Oliveira

Design de Paula Prates

ISBN 978-989-9006-11-9 | 9789899006119

Edição: Novembro de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 17 x 22,5 cm (brochado)
Número de páginas: 80 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



O caminho é perolado,
O caminho é dourado.
[Maria Pia Oliveira]


Catálogo lançado por ocasião da exposição «O Ponto Perfeito», de Maria Pia Oliveira, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, de 22 de Novembro de 2019 a 4 de Janeiro de 2020.


O artista como sacerdote do espírito.
[José Tolentino Mendonça]


Eu faço, sem dúvida, pintura e escultura. Desde sempre. Desde a primeira vez que comecei a desenhar e a pintar. E faço-o para viver na realidade, para me defender, para me alimentar, para ser mais sólido. Para me afirmar e defender melhor. Para melhor atacar, para juntar e avançar o mais possível a todos os níveis, em todas as direcções. Para me defender contra a fome e o frio, contra a morte. Para ser o mais livre possível, para procurar com todos os meios à minha disposição, para ver melhor e melhor compreender o que me rodeia. E compreender melhor para ser mais livre. Para me consumar. Para me consumar o mais possível em tudo o que faço. Para correr a minha aventura, para descobrir novos mundos.
[Alberto Giacometti]


Arte destituída de arte é a forma de arte mais elevada.
[Elisabeth Haich]


Tal como todos os raios se encontram presos ao centro e ao aro da roda, também todas as coisas vivas se encontram presas ao primeiro princípio.
[autor desconhecido pela autora]

terça-feira, 15 de outubro de 2019

O Material Não Aguenta I Júlio Pomar, Luisa Cunha


O Material Não Aguenta
Júlio Pomar, Luisa Cunha

Textos de Sara Antónia Matos, Manuel Castro Caldas e Pedro Faro
Design de Paula Prates

ISBN 978-989-8902-89-4 | EAN 9789898902894

Edição: Junho de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado com badanas)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar

Edição bilingue: português-inglês



O mais importante, sempre mais importante, lembra-nos a obra de Luisa Cunha e de Júlio Pomar, é manter a liberdade de pensamento.


A preparação da exposição «O Material Não Aguenta» (18.10.2018 – 13.01.2019), com obras de Júlio Pomar e Luisa Cunha, foi iniciada com o pintor ainda em vida. Ambos detentores de sentido crítico, Júlio Pomar reconheceu na obra de Luisa Cunha uma qualidade irónica e até mordaz em relação à realidade, que, segundo o pintor, prometia uma aproximação inesperada da obra de ambos. […]
Ambos resistiram às convenções através da ironia e, sobretudo, Luisa Cunha faz recair esta ironia particularmente sobre as normas e os códigos de apresentação museológicos, desconstruindo os seus protocolos mais tradicionais a partir do seu interior, isto é, não se demitindo deles mas, pelo contrário, colocando-os em derisão através de um comentário subtil e subversivo. […]
Esta exposição, que junta o trabalho de Júlio Pomar a uma companhia porventura inesperada, Luisa Cunha, mostra o quanto a obra deste pintor, em sete décadas de trabalho, recorrendo a meios e suportes diferenciados, abriu avenidas no campo das artes plásticas. […]
A sua obra – tal como a de Júlio Pomar a outros níveis – subverte os consensos e as expectativas dos visitantes dos museus, mas mais do que isso, das próprias instituições, baralhando os códigos e as condutas de funcionamento mais comuns, tornando-os ridículos e, por vezes, irrisórios. […]
«O Material Não Aguenta», título da exposição, deriva de uma conversa com a artista, sublinhando a perda da dimensão icónica, celebrativa e por vezes intocável da obra de arte. […]
A obra de Luisa Cunha é, sobretudo, uma obra que dá relevância ao acto de recepção comum, desafiando a atenção e a acutilância da percepção, convidando o espectador a despir-se e a deixar para trás todo o peso institucional que reveste a sua postura, abraçando a liberdade de pensamento e de acção. O material não aguenta, não resiste a tanta convenção.
[Sara Antónia Matos]

Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero I Prémio de Curadoria 2018 AMJP/EGEAC


Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero 
Prémio de Curadoria 2018 AMJP/EGEAC 

Organização de Hugo Dinis
Textos de António Guerreiro, Joaquim Oliveira Caetano, 
Maria de Fátima Lambert, Marta Rema, Sara Antónia Matos 
Design de Paula Prates 

ISBN 978-989-8902-93-1 | EAN 9789898902931 

Edição: Junho de 2019 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 x 21 cm (brochado) 
Número de páginas: 140 (a cores) 

Com o Atelier-Museu Júlio Pomar 

Edição bilingue: português-inglês




Curadoria: Marta Rema.
Artistas: Ana Pérez-Quiroga, Ana Pissarra, Cecília Costa, Fernando Calhau, Helena Almeida, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Jorge Molder, Josef d’Óbidos, Júlio Pomar, Luisa Cunha, Paulo Lisboa, Pedro Vaz, Raul Domingues, Ricardo Jacinto, Rui Chafes, Sandro Resende, Sara & André.


O Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, criado em 2014-15, tinha como objectivo dar a conhecer novos profissionais da área, introduzindo-os no meio, assim renovando o próprio sistema bem como as perspectivas de abordagem curatorial. Simultaneamente, o prémio, que, além de uma componente monetária, se materializa numa exposição colectiva no espaço do museu, oferecia as condições para que estes novos profissionais, os quais muitas vezes ainda não tinham tido a oportunidade de pôr em prática as suas ideias de exposição, a concretizassem em contexto real, com o apoio financeiro, operacional e tecno-científico da instituição. […]
A exposição resultante da terceira edição do Prémio de Curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, à curadoria de Marta Rema, toma por título a frase «Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero», de Júlio Pomar, chamando à atenção para a necessidade de uma reflexão interior e de um posicionamento público e político, porventura mais atento, mais sóbrio mas, também, simultaneamente, mais participativo – atitude reflexiva pela qual Júlio Pomar nunca deixou de pugnar através e ao longo da sua obra, como é evidente no conjunto de desenhos patentes na exposição: desenhos da prisão realizados no Forte de Caxias, onde o artista esteve detido de 27 de Abril a 26 de Agosto de 1947.
[…] o Atelier-Museu entende que, no presente, e após a morte do pintor Júlio Pomar em Maio de 2018, faz mais sentido atribuir um incentivo à investigação de fundo que permita revelar novos investigadores, historiadores e ensaístas. […] Certamente que Júlio Pomar, ele próprio detentor de uma carreira ligada à escrita e ao pensamento, aplaudiria esta transformação do prémio de curadoria numa bolsa dedicada à investigação. 
[Sara Antónia Matos]