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terça-feira, 9 de abril de 2019

289 — Um Projecto de Pedro Cabrita Reis


289 — Um Projecto de Pedro Cabrita Reis
Vários autores*

Textos de Pedro Cabrita Reis, Rogério Bacalhau, José Miranda Justo, Mirian Tavares, João Pinharanda

ISBN 978-989-8902-54-2 | EAN 9789898902542

Edição: Janeiro de 2019
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 24 x 34 cm (encadernado)
Número de páginas: 196 (a cores), com dois encartes

Edição bilingue: português-inglês



Pedro Cabrita Reis: «Nada é eterno, sabe-se, mas, por vezes certos momentos perduram e, ao longo do tempo, o que deles vai ficando é uma luz que marca um lugar e ilumina as pessoas que por ele passaram.»


* Fernando S. Amaro, Vasco Araújo, Cristina Ataíde, Manuel Baptista, Pedro Barateiro, Paulo Barros, Tiago Batista, Sara Bichão, Diogo Bolota, Paulo Brighenti. Alexandra C., Nuno Cera, Pedro Cabral Santo, Pedro Cabrita Reis, Rui Calçada Bastos, Pedro Calapez, Luís Campos, Rosa Carvalho, Pedro Cavalheiro, Rui Chafes, Catarina Correia, Gil Heitor Cortesão, Vasco Costa, Fernão Cruz, Luisa Cunha, Milita Doré, Armanda Duarte, João Paulo Feliciano, Ângela Ferreira, João Ferro Martins, Norberto Fernandes, Fernanda Fragateiro, Vasco Futscher, Patrícia Garrido, Pedro Gomes, Ângelo Gonçalves, Gat.Uno, Sílvia Hestnes Ferreira, Tomaz Hipólito, Gustavo Jesus, Vanda Madureira, Leandro Marcos, Bertílio Martins, Edgar Massul, Susana de Medeiros, Paulo Mendes, Fátima Mendonça, Tereza Mieiro, José Miranda Justo, Vasco Marum Nascimento, Jorge Neves, Maria José Oliveira, Rodrigo Oliveira, Miguel Palma, Rubene Palma Ramos, Henrique Pavão, Marta Peneda, Francisco Queirós, Jorge Queiroz, Joana R. Sá, Ana Rostron, Rui Sanches, Julião Sarmento, Noé Sendas, Paulo Serra, Fernando Silva Grade, Jorge Mestre Simão, Tânia Simões, Marta Soares, Miguel Soares, João Timóteo, Rui Toscano, Francisco Tropa, Pedro Valdez Cardoso, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Francisco Vidal, Ana Vidigal, Xana.


Ao princípio deveriam ser poucos os nomes a convidar. Os meios eram escassos. Mas o entusiasmo não! Foi-se percebendo isso à medida que se avançava na construção da ideia.
Todos os dias, acrescentava-se a alegria e a adesão a este projecto, num lugar inusual, longe dos grandes circuitos, para, entre todos e com todos, lançar esta semente também inusual numa terra ainda fértil, a da possibilidade de se fazerem coisas juntos. A ideia pegou, os artistas tomaram-na em mãos, a cidade juntou-se, da autarquia vieram apoios, outros amigos vieram também, uns pela força das suas palavras escritas ou ditas, outros pela generosidade do trabalho oferecido, as coisas dever-se-iam fazer sempre assim…
[Pedro Cabrita Reis]

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ridi Paglaccio I Pedro Cabrita Reis


Ridi Paglaccio

Texto de Mirian Tavares

ISBN: 978-989-8834-38-6

Edição: Outubro de 2016

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 72

[Em colaboração com a Galeria Ala da Frente]



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Pedro Cabrita Reis — Ridi Paglaccio», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 15 de Outubro de 2016 a 21 de Janeiro de 2017. 

A ópera a que Cabrita Reis [Lisboa, 1956] se refere no título desta exposição, Pagliacci, é considerada uma peça do verismo de Leoncavallo, autor contemporâneo de Wagner, e aparece como leitmotiv de um projecto desenvolvido especialmente para a Galeria Trem e agora exposto na Ala da Frente — uma série de desenhos que se sobrepõem a imagens do álbum pessoal do artista, nada oficiais e, algumas delas, profundamente íntimas. O artista, nestas imagens, ora actua ora se despe para uma plateia que não conhecemos, mas da qual passamos a fazer parte, convocados, pela obra, a participar desta claque. Há um desvelamento absoluto em cada uma mas, ao mesmo tempo, marca-se claramente um distanciamento entre artista e espectador, entre personagem e persona, entre Cabrita Reis e as suas imagens. Porque o artista não se expõe, reinventa-se. […] 
O artista é uma pessoa e é para ela que o autor escreve a sua ópera. O fato de palhaço é apenas um fato. Também a obra de Cabrita Reis é um fato que lhe cai bem e que ele exibe com mestria, ao mesmo tempo que nos convida a participar da sua intimidade, confundindo-nos com a sua obra-fato-artista. Sem ser um autor romântico, Cabrita Reis persegue a obra de arte total a cada nova exposição, a cada nova mostra daquilo que faz e que é parte integrante daquilo que ele é. 

Mirian Tavares