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quinta-feira, 20 de abril de 2023

Angeli – 50 Anos de Humor

 

Angeli – 50 Anos de Humor
Angeli

Curadoria e coordenação editorial de António Antunes
Textos de Fernando Paulo Ferreira e Millor Fernandes

ISBN 978-989-568-091-7 | EAN 9789895680917

Edição: Março de 2023
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 × 24 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Edição bilingue: português | inglês



Millor Fernandes: «Em tempo quando Arnaldo nasceu, o pai, vendo com orgulho que tinha pela frente um branco, classe média e macho, e não querendo humilhar ninguém com o ser que apresenta ao Brasil, chamou-o de Angeli. Anagrama de genial.»
 



Eis o Angeli, um dos ícones de nosso desenho de humor. Da geração de Laerte, Glauco, Paulo e Chico Caruso. Todos de São Paulo. Embora Chico já esteja tão carioquizado que vereadores paulistas vão lhe dar o título de Paulista Honorário.
Desenhista de humor, como batismo, é definição analítica. As definições sintéticas, chargista, ou caricaturista, são redutivas e depreciativas, mas o nome não importa. Com qualquer nome, o desenho do Angeli é a busca, bem-sucedida, de retratar o escroto que está diante de nós e nós não vemos. Diz aí, Amália, é porque são nosso reflexo? Que é isso, mulher?, fecha esse Freud de bolso e vem pra cama. E nada de foque-foque, ou fuc-fic. É vamos apreciar juntos essas figuras de os Figuraços, da República dos Bananas do Angeli.
Olha bem as caras desses caras como ele viu. Claro que pertencem a um mundo mais baixo, mais escroto, como eu disse, não existe outro adjetivo. Mais escroto do que o nosso, esclareço. E o nosso não é lá essas coisas. Existe em qualquer lugar, no submundo ou no sub-sub- -mundo, uma sociedade tão compacta como essa que Angeli retrata? Claro que não. A República do Bananão, do Ivan Lessa, existe. Existe em nosso mundo, é visível e até louvada, mas sobretudo esculhambada e se chama burguesia.
A do Angeli, os Figuraços, existe no íntimo do «artista». Ele vê, e nos mostra, e só aí nós nos vemos (brr!).
[Millor Fernandes]
 
No ano em que completa 67 anos, Angeli traz-nos uma retrospetiva de uma carreira que começou aos 14 anos de idade. Este artista plástico, que levou o seu desenho humorístico a diversas publicações, mas também à televisão e ao cinema, foi o responsável pelo surgimento, em 1983, da revista Chiclete com Banana, um sucesso editorial considerado, até hoje, como uma das mais importantes publicações de banda desenhada para adultos já editadas no Brasil.
[Fernando Paulo Ferreira]

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Cartoons do Ano 2021


Cartoons do Ano 2021 
António Antunes, André Carrilho, Cristina Sampaio, João Fazenda, Vasco Gargalo, António Maia, Henrique Monteiro, Rodrigo de Matos, Cristiano Salgado, Nuno Saraiva, Pedro Silva 

Curadoria e coordenação editorial de António Antunes
Introdução de Fernando Paulo Ferreira
Apresentação de Manuel Carvalho
Comentários de José António Lima

ISBN 978-989-568-012-2 | EAN 9789895680122

Edição: Abril de 2022 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 x 24 cm (encadernado) 
Número de páginas: 128 (a cores) 

Com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 
Edição bilingue: português-inglês


«Se uma imagem vale por vezes mais do que mil palavras, um cartoon pode valer muito mais do que mil imagens.» 



A palavra significa, a imagem revela, o cartoon vai às causas profundas e faz emergir pela sátira ou pelo humor o significado e a revelação do que é uma pessoa, um facto, um acontecimento. Não é sem razão que a imprensa e o jornalismo em geral se aproveitam dos cartoons para explorar o seu potencial informativo. Se a notícia ou a reportagem tem de ser e parecer séria, o cartoon é uma espécie de notícia ou reportagem à solta, sem estribos, sem formalismos, inteiramente livre sem poder deixar de ser radicalmente autêntico. Uma espécie de condimento especial que enriquece o jornalismo e o torna mais vívido, intenso e atrativo. 
[…] 
Num país tantas vezes sisudo, avesso a riscos, embrenhado na ordem e na hierarquia ou subordinado ao respeitinho, os cartoons e os cartoonistas fazem mais falta do que em outro lado. Ao tornar a seriedade artificial ou institucional risível, ao subverter a noção da respeitabilidade pública ou política, ao exacerbar a hipocrisia pelo traço ou o conservadorismo pela cor, eles ajudam a tornar o nosso espaço público mais habitável e democrático. 
[…] 
Devemos muito aos cartoonistas, aos nossos cartoonistas. Nós, os jornalistas, mas também todos os que se divertem, refletem, indignam, protestam e criticam as suas criações. Porque, em última instância, há no seu mester um irreprimível instinto de liberdade, uma saudável propensão para demolir convenções ou, pelo menos, para as causticar. Um mundo sem este instinto e sem esta propensão seria sem dúvida muito pior. 
[Manuel Carvalho]

Desenhos à Margem – Sideline Drawings

 

Desenhos à Margem – Sideline Drawings 
Osmani Simanca 

Curadoria e coordenação editorial de António Antunes 
Introdução de Fernando Paulo Ferreira 
Apresentação de Hermenegildo Sábat

ISBN 978-989-568-018-4 | EAN 9789895680184 

Edição: Abril de 2022 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 x 24 cm (encadernado) 
Número de páginas: 128 (a cores)
Com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês

Hermenegildo Sábat: «As condições de Osmani Simanca estão à nossa vista: é um excelente cartoonista com grande habilidade cromática. As suas virtudes são: um supremo sentido de humor, uma ironia compassiva e uma percepção dos acontecimentos, sejam felizes ou tristes, que temos de vivenciar. A integração das condições e das virtudes transformou-o numa importante referência do jornalismo continental, numa profissão onde nem sempre se ganha amigos.» 



A par com os Cartoons do Ano, a presença de um cartoonista internacional na Cartoon Xira é já uma componente essencial desta grande mostra dedicada ao desenho humorístico e mordaz. […] Através da Cartoon Xira, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira continua a divulgar o que de melhor se faz à escala nacional e internacional no âmbito do cartoon. 
[Fernando Paulo Ferreira] 


Osmani Simanca nasceu em 1960 em Santa Clara, Cuba. Formou-se na Academia de Belas-Artes San Alejandro e no Instituto Superior de Arte em Havana. Começou a sua carreira em 1975, no jornal humorístico Dedeté no seu país natal. Foi cartoonista editorial do jornal A Tarde (2002-2017), em Salvador, Bahia, Brasil. Em 1994 recebeu a Distinção pela Cultura Nacional do Ministério de Cultura da República de Cuba. Em 1995 mudou-se para o Brasil, onde se naturalizou brasileiro. Os seus desenhos têm sido publicados em inúmeras revistas e jornais de todo o mundo. Entre os seus prémios destacam-se: Primeiro Prémio Perenquén de Oro, VII Bienal de Caricatura y Dibujo Humorístico de Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha (2002); Primeiro Prémio (Gag Cartoon), World Press Cartoon 2009, Sintra, Portugal (2009); Terceiro Prémio, The United Nations Correspondents Association, Ranan Lurie Political Cartoon Award for the Year, Nova Iorque, EUA (2005-2010); Prémio de Jornalismo Vladimir Herzog de Amnistia e Direitos Humanos (categoria Artes), São Paulo, Brasil (2017).

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Europa à Vista?!

Europa à Vista?! 
Michael Kountouris 


Introdução de Alberto Mesquita, 
Apresentação de Rui Tavares, 
Coordenação editorial de António Antunes 
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ISBN 978-989-9006-86-7 | EAN 9789899006867 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 21 cm (encadernado) 
Número de páginas: 120 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês

Rui Tavares: «A Europa não é europeia quando se esquece que foi mulher e refugiada. 
A Europa não é europeia quando se esquece da sua história.»

 

Através do traço de Michael Kountouris, já muitas vezes premiado ao longo da sua carreira com mais de trinta anos, esta é uma exposição que marca a atualidade e é um convite aberto à reflexão sobre a União Europeia dos nossos dias. Uma reflexão que não esquece os valores que estão na base da sua criação, mas que expõe também, em muitos dos trabalhos apresentados, os grandes desafios que hoje em dia se apresentam à Europa. 
[Alberto Mesquita] 

No mito grego de Europa, a primeira coisa a saber é que Europa não é europeia. Europa é o nome de uma princesa fenícia que foi vista por Zeus numa praia que seria no atual Líbano e, portanto, na Ásia. O deus dos deuses enamorou-se dela e decidiu seduzi-la, raptá-la ou violá-la (é impossível distinguir o sentido nas fontes gregas antigas) transformando-se em touro e levando-a pelo mar até à ilha de Creta.
Só aí Europa pisa o continente que tem o seu nome, e se torna europeia. Se formos às origens, portanto, Europa não é o nome de uma fortaleza que recusa a entrada de refugiados. Pelo contrário, Europa é o nome de uma mulher, ela própria refugiada e talvez vítima de violência sexual. 
[…] 
A Europa de Kountouris pode ser uma princesa sim, mas uma princesa egoísta e distante e não aquela que se banhava simples na praia quando Zeus a raptou. A Europa de Kountouris pode ser o vizinho que fecha os olhos à ascensão dos nazismos mas que se incomoda com o menino, o refugiado morto cujo crime foi ter vindo das praias orientais para as ocidentais — como a própria Europa foi forçada a fazer. 
[Rui Tavares] 

Michael Kountouris nasceu em 1960, em Rodes, na Grécia. Desde 1985, tem trabalhado como cartoonista editorial em jornais e revistas gregos. Trabalha atualmente no jornal Efimerida ton Syntakton. Colabora também com o Courrier International e a Caglecartoons. Tem participado em muitas exposições individuais e coletivas na Grécia e no estrangeiro. Desde 2011, tem trabalhado em projetos inovadores para a utilização de cartoons no sector da Educação.

Rosstoons

Rosstoons 
Ross Thomson 


Introdução de Alberto Mesquita
Coordenação editorial de António Antunes 

ISBN 978-989-9006-87-4 | EAN 9789899006874 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 21 cm (encadernado) 
Número de páginas: 120 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês


Defensor do gag visual que não exige palavras e traduções, 
os seus cartoons atraem um público global.



Desde 2008 que a Cartoon Xira conta com a presença de um convidado internacional, a qual acrescenta ainda mais valor a esta grande Exposição dedicada ao desenho humorístico. Nesta edição de 2021 damos calorosas boas-vindas ao cartoonista Ross Thomson, um artista do Reino Unido cuja presença em Vila Franca de Xira vem provar que a criatividade e a cultura não conhecem fronteiras. 
[Alberto Mesquita] 

Ross Thomson, cartoonista e ilustrador, é conhecido profissionalmente por Ross. As suas obras já apareceram em publicações como Reader’s Digest, Playboy, Private Eye e London Times, livros infantis, campanhas publicitárias, anúncios de TV e numa tira chamada «Hoff of Heybridge Heath» no Saturday Times. Nascido em Hawick, Escócia, em 1938, frequentou o Edinburgh College of Art, onde se formou em Artes Gráficas. […] Um convite de Skopje, na então Jugoslávia, no início dos anos 70, abriu as portas para o universo dos festivais, prémios, viagens internacionais e encontros com cartoonistas de todo o mundo. […] Defensor do gag visual que não exige palavras e traduções, os seus cartoons atraem um público global.

Cartoons do Ano 2020

Cartoons do Ano 2020 
António Antunes, André Carrilho, Cristina Sampaio, João Fazenda, Vasco Gargalo, António Maia, Henrique Monteiro, Rodrigo de Matos, Cristiano Salgado, 
Nuno Saraiva 


Introdução de Alberto Mesquita 
Apresentação de Pedro Mexia 
Comentários de José António Lima 
Coordenação editorial de António Antunes 

ISBN 978-989-9006-88-1 | EAN 9789899006881 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 21 cm (encadernado) 
Número de páginas: 128 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês


Pedro Mexia: «É que enquanto muita gente exige cartoons sem exageros, o mundo anda tão exagerado que até o exagero parece um eufemismo.» 



O tema incontornável nesta retrospetiva é a pandemia de Covid-19, que aliás acaba por ser transversal a muitos outros aspetos também relevantes da conjuntura social e política nacional e internacional. Num ano tão difícil quanto este que atravessámos, tornou-se ainda mais importante a presença do humor nas nossas vidas, sendo por vezes o elemento catalisador que nos ajudou a renovar energias e a enfrentar tantas circunstâncias dramáticas que preencheram o nosso dia-a-dia. 
[Alberto Mesquita] 

Nos últimos tempos, os cartoonistas tornaram-se alvos habituais de reacções fortes. Reacções fortes a ideias fortes são compreensíveis e até desejáveis, mas os cartoons costumavam ser vistos, antes de mais, como um efeito forte. Os cartoonistas têm ideias, claro, mas também têm um método, que é o exagero. E esse método passou a ser tratado como uma ideia, quer dizer, como uma afronta. 
[…] 
Esta antologia dos melhores cartoons portugueses de 2020 mostra-nos um planeta doente. Trata-se, em primeiro lugar, da pandemia e dos medos que desencadeou. O coronavírus, com a sua característica (e microscópica) configuração, faz-se bem visível nestas páginas: é uma bola, um novelo, um escudo, um sol, uma forma que tomou conta da nossa existência e da nossa imaginação visual. Mas depois vem o «exagero» de apresentar a Covid como um de vários vírus em voga, entre os quais o neonacionalismo, o fundamentalismo, a democracia iliberal ou os líderes mundiais com penteados estrambólicos, incluindo aquele que achava que isto ia lá com lixívia. É que enquanto muita gente exige cartoons sem exageros, o mundo anda tão exagerado que até o exagero parece um eufemismo. 
[Pedro Mexia]

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Cartoons do Ano 2019

 

Cartoons do Ano 2019 

António Antunes, André Carrilho, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Maia, Henrique Monteiro, Rodrigo de Matos, Cristiano Salgado, Nuno Saraiva 


Textos de Alberto Mesquita, Ricardo Araújo Pereira e José António Lima
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN 978-989-9006-28-7 | EAN 9789899006287 

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 24 cm (encadernado) 
Número de páginas: 128 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

Edição bilingue: português-inglês



Quando alguém dispõe apenas de meia página e de um lápis para dizer qualquer coisa, é natural que recorra a algumas medidas drásticas para se fazer ouvir. Essas medidas costumam incluir o exagero e a distorção — e um objecto com essas características, se considerado literalmente, pode dar origem a interpretações desastrosas.



QUERES QUE TE FAÇA UM DESENHO? 
A pergunta que fazemos, quase sempre num tom sarcástico, quando o nosso interlocutor manifesta dificuldade em compreender qualquer coisa, parece presumir duas premissas, digamos, problemáticas: primeiro, que um desenho é fácil de fazer; segundo, que um desenho é fácil de interpretar. Num ponto, ao menos, a pergunta acerta. Um desenho é rápido e eficaz, ou seja, ao contrário do que acontece com um texto (especialmente, um texto longo) um desenho tem um impacto instantâneo.
Quando o desenho é um cartoon, todas essas características se intensificam. É mais difícil de fazer, mais difícil de interpretar, e o choque que provoca é mais intenso. 
[…] 
Folhear esta edição dos cartoons do ano é, como sempre, revisitar os principais temas políticos e sociais do país e do mundo: o governo e a oposição, as grandes obras públicas, as alterações climáticas, o orçamento de Estado, Tancos, a justiça, a alta finança, o Médio Oriente, a religião, as novas «democracias musculadas», o Brexit. E, como infelizmente tem vindo a ser hábito, é também rever alguns cartoons que se transformaram eles próprio sem acontecimentos – às vezes até mais polémicos do que os temas que abordam (o que não deixa de ser incrível). 
Certas pessoas deixam-se ofender gravemente por um desenho, seja porque ele toca num assunto que é, para elas, sagrado, ou apenas porque não compreendem certos aspectos evidentes do funcionamento da linguagem humorística. E o problema é que, em princípio, não adianta fazer-lhes um desenho. 
[Ricardo Araújo Pereira]

Desenhos à Flor da Pele I Cau Gomez

 

Desenhos à Flor da Pele

Cau Gomez


Introdução de Alberto Mesquita 
Apresentação de Luis Trimano
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN 978-989-9006-29-4 | EAN 9789899006294

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 24 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês



Luis Trimano: «Creio que o chargista não pode e nem deve expressar as opiniões de qualquer patrão que seja, por mais global que seja… esse é o recado do desenho de Cau.»



Tive contato com as charges de Cau Gomez pela primeira vez nas páginas do hoje extinto Jornal do Brasil, um veículo bem-comportado, que procurava sempre ou quase sempre amenizar a realidade brutal da «suciedade» carioca, publicando desenhos mais ou menos bem-comportados, pois a proposta do jornal sempre foi dar uma imagem «cordial» da «suciedade» carioca, favelada e desdentada… e, de repente, aconteceu Cau, com um desenho expressionista que, tal como fizemos nos maus bons tempos da censura ditatorial, se batia de frente com a «cordialidade» impositiva proposta pelo veículo nos seus desenhos de humor ácido.
As personalidades políticas e seus comparsas apareciam de forma simiesca, realçando o ridículo e a brutalidade dos retratados. A primeira coisa que me ocorreu foi que não duraria muito no jornal. Dito e feito, pouco tempo depois desapareceu e nunca mais foi publicado. A gente que viveu e trabalhou muito mal nos tempos da ditadura já sabia que o destino de quem enfrentasse as feras da mídia comercial, mais tarde ou mais cedo, cairia em desgraça. […] Cau não «vendeu» seu desenho e continuou apostando na sua liberdade para expressar as suas opiniões, queé a única coisa quefica de um chargista, e se firmou como um dos desenhistas mais talentosos e bem posicionados da imprensa brasileira – hoje meio desfalcada mas, no fim das contas, o espelho do que nos toca viver no momento.
 [Luis Trimano]

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Marlene Pohle – Ao correr da pena


Marlene Pohle – Ao correr da pena

Marlene Pohle



Apresentação de Carlos Brito
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN 978-989-8902-69-6 | EAN 9789898902696

Edição: Abril de 2019

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 x 24 cm (encadernado)
Número de páginas: 120

Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Edição bilingue: português-inglês




Marlene Pohle: «Em Vila Franca de Xira gostei das mulheres com penteados de cabeleireiro a comer caracóis, ou das pessoas que se enchiam de fumo a assar sardinhas. Gostei da postura de um toureiro e das pessoas que saltaram a cerca quando o touro se aproximou.»


Livro publicado no âmbito da Cartoon Xira’2018, realizada de 13 de Abril a 21 de Julho de 2019, no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.
Uma vez, fui avaliada com grande humanidade numa reportagem, onde se acrescentava, felizmente, que apresento através do meu trabalho um mundo cheio de contradições e não isento de humor. É precisamente isso que vejo que me acompanha ao longo da vida, as infinitas contradições do ser humano, às quais tentamos desesperadamente dar um toque de humor. Caricaturas, sobretudo de pessoas anónimas e que não sabem que ando pelo mundo com um bloco de notas e um lápis, é o que mais gosto de fazer. Gosto das pessoas nos cafés ou num banco de praça ou daquelas que se deitam na praia, das que estão à espera de um voo atrasado e das que só se concentram nas suas mensagens electrónicas.

[Marlene Pohle]



Marlene [n. 1939, Lomas de Zamora, Buenos Aires, Argentina] olha e vê. Olha, vê e desenha. Desenha em poucos traços este nosso mundo em constante movimento. Arranca do mais profundo de cada um de nós aquilo de que muitos não se apercebem, talvez porque demasiado apressados pelas coisas duma vida mal vivida. E Marlene fá-lo tranquilamente, com uma acuidade e elegância raras, graças à sua profunda humanidade e à magia do seu traço aparentemente simples mas duma grande riqueza gráfica que resulta dum talento imenso e de milhares de desenhos feitos ao longo dos anos. […] a linguagem gráfica de Marlene, muito raramente comporta tragédia e sempre espreita aqui e ali nos seus desenhos um pequeno sorriso que pinta de azul o eventual desvario que a realidade das coisas impõe, pois que fazendo parte intrínseca da condição humana. Mulher e artista, mais humanista que Marlene é difícil de encontrar, pois a pena é a sua única arma contra as penas deste mundo. 

[Carlos Brito]





Marle Pohle nasceu em Buenos Aires, em 1939, mas reside na Alemanha desde 1989. Com uma longa e prestigiada carreira, trabalha na área do cartoon, da caricatura e da ilustração. Os seus desenhos são marcados por um apuradíssimo sentido de observação e pelo humor.




Cartoons do Ano 2018


Cartoons do Ano 2018
António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António Maia, Henrique Monteiro, Rodrigo de Matos, Cristiano Salgado.

Apresentação de Rui Tavares
Comentários de José António Lima
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN 978-989-8902-70-2 | EAN 9789898902702

Edição: Março de 2019
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 x  24 cm (encadernado)
Número de páginas: 130

Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Edição bilingue: português-inglês





Rui Tavares: «É isso que os cartoonistas aqui representados conseguem fazer: dar-nos um espaço para pensar quando à nossa volta tudo grita. E fazem-no perante uma realidade que oscila entre a farsa e a tragédia.»



Livro publicado no âmbito da Cartoon Xira’2018, realizada de 13 de Abril a 21 de Julho de 2019, no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

Os cartoonistas têm uma força moral que raramente é reconhecida. É uma missão melancólica, um papel como aquele que na Antiguidade estava reservado aos bodes expiatórios ou aos barqueiros que lavavam os pecados coletivos nas águas dos rios.
Em Portugal, onde a comunidade cartoonística não é, em comparação, numerosa, mas onde há uma experiência acumulada decantada pelo fatalismo nacional, esse papel existencial do cartoonista é singularmente bem cumprido. Tão bem, aliás, que ao observador mais distraído pode parecer que é fácil ou natural ser cartoonista, para mais numa época maniqueísta, hiperbólica e francamente perigosa como a nossa. Não. Não é, não pode ser fácil ser cartoonista em tempos de cólera. E no entanto nunca precisámos tanto deles. Para lavarmos a alma. Para nos inquietarmos. E sobretudo para agirmos em nome da dignidade e da justiça.
[Rui Tavares]

terça-feira, 2 de maio de 2017

Cartoons do Ano 2016


Cartoons do Ano 2016
vários autores

ISBN: 978-989-8834-67-6

Edição: Abril de 2017

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5x22 cm [encadernado]
Número de páginas: 128

Edição bilingue: português-inglês

[em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira]




Livro publicado por ocasião da exposição Cartoons do ano 2016, apresentada entre 22 de Abril e 28 de Maio de 2017 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

Os cartoonistas desta 18.ª edição da Cartoon Xira são António Antunes [Vila Franca de Xira, 1953], José Bandeira [Lisboa, 1962], Carlos Brito [Lisboa, 1943], André Carrilho [Amadora, 1974], Augusto Cid [Horta, Açores, 1941], Cristina Sampaio [Lisboa], Vasco Gargalo [Vila Franca de Xira, 1977], António Jorge Gonçalves [Lisboa, 1964], António Maia [Rio Maior, 1951], Rodrigo de Matos [Angola, 1975] e Cristiano Salgado [1977].

2016 mostrou-nos um mundo a precisar de sarar as feridas. Algumas antigas, do Vietnam ao Japão, de Cuba ao Irão. Barack Obama deu passos em direções prometedoras. Mas há demasiadas feridas abertas, da Síria ao terrorismo sem fronteiras. Velhos e novos ditadores num mundo que começou a erguer barreiras à globalização. […] 
O cartoon é uma janela rasgada sobre o nosso mundo. Não precisa de muitos artifícios para nos fazer rir (tantas vezes de nós próprios), para nos fazer pensar, para arranhar a indiferença e a prepotência. É um exercício de liberdade tão incómodo como imprescindível para aferirmos a nossa liberdade. [António José Teixeira]

terça-feira, 19 de abril de 2016

Cartoons do ano 2015 I Vários autores


Cartoons do ano 2015
Vários autores

Textos de Alberto Mesquita, Luisa Schmidt

ISBN: 978-989-8834-10-2

Edição: Março de 2016

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128 (a cores)

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]


Livro publicado por ocasião da exposição «Cartoons do ano 2015», apresentada entre 12 de Março e 8 de Maio de 2016 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

Os cartoonistas desta 17.ª edição da «Cartoon Xira» são António Antunes [Vila Franca de Xira, 1953], José Bandeira [Lisboa, 1962], Carlos Brito [Lisboa, 1943], André Carrilho [Amadora, 1974], Augusto Cid [Horta, Açores, 1941], Cristina Sampaio [Lisboa], Vasco Gargalo [Vila Franca de Xira, 1977], António Jorge Gonçalves [Lisboa, 1964], António Maia [Rio Maior, 1951], Henrique Monteiro [Guarda, 1969] e Rodrigo de Matos [Angola, 1975].

«2015 foi um ano de acontecimentos dramáticos. Mas no mundo dos cartoons o humor espeta fundo a farpa da sua crítica. Percorrê-los leva-nos a relembrar um ano inteiro de episódios e personagens nacionais e internacionais. Fazem rir, quando vemos a política à portuguesa, e fazem arrepios, quando pensamos nos refugiados, nos atentados, nas mortes… O traço inteligente da ilustração de humor não deixa escapar nada.» [Luisa Schmidt]

terça-feira, 31 de março de 2015

Cartoons do ano 2014 I António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António Maia, Henrique Monteiro


Cartoons do ano 2014
António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António Maia, Henrique Monteiro

Textos de Vicente Jorge Silva, José António Lima

ISBN: 978-989-99307-9-7

Edição: Março de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 22 cm
Número de páginas: 128 (a cores)

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]


Só o humor nos salva dos extremos caricaturais da beatitude ou do catastrofismo. E será também por isso que o humor suscita ódios ferozes e intolerâncias assassinas, tal como mostrou, já no início de 2015, o massacre na redação do Charlie Hebdo. Foi a prova trágica de que o humor — e o humor em desenho, em caricatura — pode ser a guarda avançada da liberdade de expressão, essa liberdade sem a qual nenhuma das outras liberdades faz sentido.

[…]

Felizmente, neste nosso país de brandos costumes e pouco exposto aos olhares do mundo, os desenhadores de humor não precisam de pagar com a vida o atrevimento de rir dos poderes e dos dogmas. 2014 foi, de resto, um ano especialmente melancólico, em que os portugueses se habituaram a conviver, sem excessivos protestos e alaridos, com os rigores da austeridade. E à melancolia ambiente, dissipado o efeito da grande manifestação dos nossos indignados em setembro de 2012, correspondeu uma acentuada melancolia do sorriso — mais do que o riso — dos desenhadores. O humor pode ser também o reflexo mais fiel do estado de alma de uma sociedade. [Vicente Jorge Silva]

Livro publicado por ocasião da exposição Cartoons do ano 2014, apresentada entre 14 de Março e 10 de Maio de 2015 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira. Os cartoonistas desta 16.ª edição da Cartoon Xira são António Antunes [Vila Franca de Xira, 1953], José Bandeira [Lisboa, 1962], Carlos Brito [Lisboa, 1943], André Carrilho [Amadora, 1974], Augusto Cid [Horta, Açores, 1941], Cristina Sampaio [Lisboa], Vasco Gargalo [Vila Franca de Xira, 1977], António Jorge Gonçalves [Lisboa, 1964], António Maia [Rio Maior, 1951] e Henrique Monteiro [Guarda, 1969].

terça-feira, 8 de abril de 2014

«Cartoons do ano 2013», de António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves, António Maia e Henrique Monteiro


Cartoons do ano 2013 
Vários autores 

Textos de Alberto Mesquita, Joaquim Vieira, José António Lima 

ISBN: 978-989-8566-48-5 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16,5x22 cm (capa dura, com sobrecapa) 
Número de páginas: 128 (a cores) 

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]

Os suspeitos do costume (mais ou menos) regressam ao local do «crime»: o Cartoon Xira. Como sempre, o chefe do bando, que responde pelo nome de António e se envolveu nestas actividades desde que há democracia em Portugal, seleccionou os restantes a dedo: Cid (praticante já no tempo da outra senhora, chamada Censura), Maia, Carrilho, Monteiro, Cristina, Gonçalves, Bandeira (recrutado apenas no ano passado) e Brito (outro recém-chegado, que, como emigrante, há muito atemoriza pela calada muitas almas no estrangeiro). Deve-se ficar de prevenção sempre que aparecer uma destas assinaturas escritas em papel de imprensa (e agora até também na Internet). Apesar da sua reincidência, nenhum deles foi ainda neutralizado pela brigada dos bons costumes. Continuam a desinquietar os detentores do poder, morem eles à esquerda ou à direita, sejam nacionais ou estrangeiros, estejam no governo ou na oposição. […] A sua arma de eleição é o cartoon, que utilizam de forma demolidora, causando ataques de riso capazes de deixar os cidadãos indefesos.
[…] A sua colheita de 2013, austero ano de uma demissão «irrevogável» por apenas uma fracção de tempo, de um brutal aumento de impostos, de cortes a torto e a direito, da emergência de uma Miss Swaps, de ajustes de contas em tribunal (Constitucional), de um líder oposicionista a fazer de morto, de um massacre de professores, de uma Alemanha «über alles» e de um Papa de tratar por tu, foi-lhes particularmente proveitosa. 
Resolveram concentrar o melhor desse seu espólio em Vila Franca de Xira, mais uma vez após uma recolha levada a cabo por António […]. 

[Joaquim Vieira in «Aviso à navegação», Cartoons do ano 2013]. 

Os cartoonistas da presente edição de Cartoons são António Antunes [Vila Franca de Xira, 1953], José Bandeira [Lisboa, 1962], Carlos Brito [Lisboa, 1943], André Carrilho [Amadora, 1974], Augusto Cid [Horta, Açores, 1941], Cristina Sampaio [Lisboa], António Jorge Gonçalves [Lisboa, 1964], António Maia [Rio Maior, 1951] e Henrique Monteiro [Guarda, 1969].

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

«Faenas de Tinta», de Boligán


Faenas de Tinta
Boligán


Apresentação de Luís Capucha
Coordenação editorial de António Antunes


ISBN: 978-989-8618-46-7
Edição: Junho de 2013
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 24×28 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (com reproduções a cores)

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]

«Faenas de Tinta é um livro do maestro do desenho humorístico Angel Boligán (10 de maio de 1965, San Antonio de los Baños, La Habana, Cuba) destinado a bons aficionados. Sinto-me em condições de dizer que os trabalhos agora publicados só poderiam ter sido concebidos e realizados por alguém dotado de grande sensibilidade, de um enorme sentido de humor e muito aficionado aos toiros. Respiram o sentido de beleza e a carga emotiva que as belas-artes partilham com a tauromaquia.
A festa de toiros é a festa da vida. Como todas as festas, é uma realidade que representa outra. É o espaço e o tempo em que se relevam e consagram as crenças, os valores, os mitos, as maneiras de ser, de pensar e de fazer da comunidade que a produz, representando-os numa linguagem simbólica que significa aquilo que somos, aquilo de que gostamos e aquilo com que nos identificamos. A Festa de toiros é, por outras palavras, uma poderosa narrativa metafórica sobre nós próprios, como indivíduos e como sociedade, contando a nossa história, refletindo o nosso presente e projetando o nosso futuro. A Festa sublinha a superioridade da inteligência sobre a força bruta, mas também a nobre atitude da insubmissão e da capacidade de lutar com honra até ao fim. A Festa e os seus elementos centrais, o toiro e o toureiro, são símbolos de fertilidade e de fecundidade, de poder genesíaco e virilidade, de sensualidade e erotismo, evocando os mais profundos arquétipos relativos à relação entre o masculino e o feminino.»
Luís Capucha

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Caricaturas do Metro Aeroporto

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A estação do Metro Aeroporto foi inaugurada faz hoje um ano. Um bom pretexto para voltarmos às caricaturas de António Antunes, especialmente criadas para esta nova estação.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

«Animais, Uns e Outros», de Turcios


Animais, Uns e Outros
Turcios

Apresentação de Nani Mosquera, selecção e coordenação editorial de António Antunes


ISBN: 978-989-8618-42-9

Edição: Fevereiro de 2013
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 24×28 cm (encadernado)

Número de páginas: 120 (com reproduções a cores)

Omar Figueroa Turcios (1968, Colômbia) vive em Alcalá de Henares, Espanha, desde 1998. Neste ano Espanha  atribuiu a Turcios o título de «Professor Honorífico de Humor Gráfico» da Universidade de Alcalá. O trabalho de Omar é reconhecido internacionalmente, como o comprovam os inúmeros prémios recebidos (mais de 70) em países como a Colômbia, Brasil, Portugal, Espanha, Cuba,Turquia, Itália, Irão, ou República Checa, assim como a variedade de jornais e revistas com os quais colabora regularmente — El Tiempo, de Bogotá, Diario de Alcalá, El Economista e La Razón, em Espanha —, e a exposição das suas obras, de modo individual ou colectivo, em países diversos.



A obra de Turcios apresenta duas vertentes fundamentais: por um lado, a caricatura de figuras oriundas das áreas da literatura, da política e das artes (de Saramago a Barack Obama, de Jean-Paul Sartre a Michael Jackson), mediante uma abordagem de índole vanguardista e, por outro,os desenhos de animais, temática em que tem dado provas de uma imaginação ímpar, sinónimo de um mundo fantástico, e reveladora do seu extraordinário domínio de técnicas diversas — lápis, caneta, aguarela.