Mostrar mensagens com a etiqueta Cruzeiro Seixas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cruzeiro Seixas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Lembrar e ler Mário Cesariny

Cesariny no atelier. Foto de Eduardo Tomé

Mário Cesariny nasceu em Lisboa no dia 9 de Agosto de 1923, faz hoje 94 anos.




CESARINY NA DOCUMENTA

Edição de António Cândido Franco

Edição de Perfecto E. Cuadrado, António Gonçalves e Cristina Guerra

Edição de Luís Amorim de Sousa

Com a Fundação Cupertino de Miranda


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny no Cinema

clicar na imagem para a aumentar

O que a Cláudia Rita Oliveira nos oferece é da ordem do ouro. Guarda-se na caixa inacabável do coração. Valter Hugo Mãe, in Jornal de Letras

Primeiro documentário sobre a relação amorosa entre os nomes maiores da arte portuguesa, Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny. Bruno Horta, in Observador 

É um objecto de liberdade absoluta, feito de confissões e de achados espontâneos. Uma revelação. Rui Tendinha, in Jornal de Notícias Magazine

(...) Um documentário tocante onde se joga por inteiro. João Paulo Cotrim, in Vogue

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Liberdade ou o Amor I Robert Desnos



A Liberdade ou o Amor
Robert Desnos

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
Capa de Cruzeiro Seixas

ISBN: 978-989-8833-04-4

Edição: Março de 2016

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 144




Onírico e surrealista. Audaciosamente erótico. Irreprimivelmente subversivo.

«A eternidade; eis o sumptuoso teatro onde a liberdade e o amor se chocam para me possuir. Por todos os lados a eternidade me rodeia como uma casca de ovo imensa; e eis que a liberdade, bela leoa, me convida a segui-la. E são caminhos de areia debaixo de um céu uniforme, grandes dunas, nuvens idênticas. Mas a liberdade, bela leoa, a seu bel-prazer se transforma. Aqui a tendes tempestade convencional sob nuvens imóveis; aqui a tendes mulher com boné frígio, viril nas tribunas da Convenção e na Esplanada dos Frades Bernardos. Mas, já mulher, ainda conseguirá ser esta maravilhosa, ser ainda esta predestinada palavra no olimpo das minhas noites, mulher flexível, e seduzida, e já o amor? O amor com os seus seios rudes e o seu colo frio. O amor com braços aprisionadores, o amor com vigílias movimentadas a dois numa cama coberta de rendas.» [Robert Desnos]

Depois de A Liberdade ou o Amor, Robert Desnos [Paris, 1900 – Teresin, 1945] teve dezoito anos de vida para se exercer como poeta de versos, jornalista, crítico literário e de cinema, vendedor imobiliário; para ser o argumentista de filmes […], para ser autor de um programa radiofónico célebre (La complainte de Fantômas), para escrever os textos líricos do filme Panurge de Michel Beruheim, a letra da cantata feita para a inauguração do Museu do Homem, com música de Darius Milhaud… Teve uma actividade intelectual intensa e ocasião para se afirmar como um dos maiores poetas da sua geração; pôde reunir os seus poemas mais significativos em dois livros, Corps et biens (1930) e Fortunes (1942) (com o longo poema Siramour onde Lisboa é cinco vezes citada); e conseguir escrever um quase-romance, Le vin est tiré…(1943), onde lamenta e comenta os malefícios da droga (Desnos foi um viciado opiómano)… Mas […] houve um fatal acidente ligado à sua corajosa militância anti-fascista.
Os artigos que assinou no jornal Aujourd’hui, odiado pela extrema-direita, e com o pseudónimo Cancale num jornal clandestino anti-alemão, marcaram-no durante a presença nazi como um alvo a abater. Foi preso em 22 de Fevereiro de 1944; deportado para Compiègne, depois para Auchwitz, Buchenwald, Flossenburg, Flöha, e finalmente para Teresin na Checoslováquia. [Aníbal Fernandes]

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas


Cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas
Mário Cesariny

Edição de Perfecto E. Cuadrado, António Gonçalves e Cristina Guerra

ISBN: 978-989-8566-83-6

Edição: Novembro 2014

Preço: 17,92 euros | PVP: 19 euros
Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 320

[ Em colaboração com a Fundação Cupertino de Miranda ]


«Estas cartas de Mário Cesariny para Cruzeiro Seixas, que abrangem o longo período que vai de 07-08-1941 a 13-12-1975, pouco ou nada têm que ver com o género ou subgénero literário chamado “epistolografia”. Itinerário ou roteiro dalgumas das estações principais duma singular viagem interior, sim; confissões do lado de lá da barricada, também; e ainda mais: mão cheia de reflexões, iluminações, relâmpagos, faíscas que nos falam do amor consumado e fugidio e dos sucessivos objectos do desejo (com ou sem nomes dos parceiros ou destinatários), da poesia, de penas (capitais) e de prestidigitações (de manual); projectos de publicações e exposições no Reino da Dinamarca e noutras terras — franças, holandas, inglaterras… —, para conquistar e onde semear os sonhos e os incêndios; quadros e estórias da história da intervenção surrealista em Portugal e dalguns dos seus protagonistas; intersecções de bildungsroman e künstlerroman, cachoeiras líricas e charcos dramáticos que nunca chegaram a lagoas e acabaram travestidos também de artefactos poéticos; cantigas de amigo e de escárnio e maldizer (em prosa, naturalmente, como anunciava Nicolau Cansado Escritor); via sacra e feira popular, Mário no desenvolver-se e no despir-se do seu eu mais profundo e mais seu em diálogo com quem foi sempre — mesmo quando passaram a espreitar-se de longe — o seu eu mais próximo, Artur Manuel do Cruzeiro Seixas (camarada e amigo; depois aquele a quem Mário “toma os olhos e as mãos e […] beija devagarinho”), os dois às vezes fundidos e até confundidos num espaço onde brincavam amor e admiração; fragmentos, enfim, do plano do tesouro da geografia afectiva de Mário Cesariny.» [Perfecto E. Cuadrado] 

«Queridíssimo Artur Manuel: A tua carta! A tua carta! A tua carta! Eu estava já assustado com o teu silêncio! Desculpa se te pareço ilógico: é que o meu silêncio para contigo, que mais de uma vez referiste magoadamente, perdoa, não é um silêncio, penso em ti todos os dias dos meses com muito amor, muita admiração e muito desespero, ou, se é silêncio, é, perdoa outra vez, parecer-te-á ridículo, um silêncio de trabalho, como se disse “chá de trabalho” quando as perspectivas terráqueas são o estoiro atómico e as personagens, ultrapassadas pelos acontecimentos, dão o resto, isto é, a hora do chá, que era para cruzar a perna e olhar pela janela. Nem perna, nem janela, nem nada. Nem silêncio. Sei que te devo, devemos, graves obrigações. Ou, se te parece pesado dito dessa maneira: que me impus duas ou três importantes tarefas, em relação a ti: uma, os teus poemas escritos; outra, o teu mundo infinito de desenhos, de pinturas, de objectos — o teu amor; outra — tudo isso e tu próprio — talvez o único de todos a quem pode chamar-se sem restrições O POETA. Outra: as tuas cartas! As cartas do rei Artur!» [Mário Cesariny, 12-03-1963]