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sexta-feira, 21 de março de 2014
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
«Somos filhos da madrugada»
Hoje é um bom dia para folhearmos Estro in Watts - Poesia da idade do rock, de João de Menezes-Ferreira, em jeito de homenagem a José Afonso, nascido em 2 de Agosto de 1029, faz hoje 84 anos.
«Estro in Watts reflecte, naturalmente, essa hegemonia anglo-saxónica, visitando menos demoradamente a música francesa, a brasileira, ou portuguesa (José Afonso, Sérgio Godinho, Rui Veloso/Carlos Tê, Rui Reininho...), sempre consciente de "o inglês se ter tornado o esperanto dos séculos XX e XXI".»
Gonçalo Frota, Público, 3 de Janeiro de 2013.
terça-feira, 25 de junho de 2013
João de Menezes-Ferreira no «Com Todas as Letras»
Dia 26 de Junho, quarta-feira | 18h30
Palavras com Som - Literatura e Música
com a participação de
segunda-feira, 20 de maio de 2013
João de Menezes-Ferreira
João de Menezes-Ferreira nasceu no dia 20 de Maio de 1950, em Lisboa.
No curto período em que fez crítica de música (revistas, rádio, televisão) foi autor do programa radiofónico na RDP FM ESTÉREO «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que são grande parte da antologia bilingue de poesia ESTRO IN WATTS, publicada pela DOCUMENTA. Na área cultural foi também fundador e primeiro presidente da cooperativa de produção de cinema e de produção de espectáculos ERA NOVA, e na área social foi presidente da SOMA-Associação Antiproibicionista, que promoveu a actual legislação de descriminalização do consumo de drogas em Portugal.
Com licenciatura em Direito (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus pelo Colégio da Europa (Bruges), desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área da integração europeia, como advogado, diplomata (Bruxelas), negociador (chefe da delegação nacional nos Comités de Redacção do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias e do Tratado de Lisboa, respectivamente em 1985 e 2007), deputado à Assembleia da República (1991-1995), e professor universitário. Foi ainda empresário nas indústrias da construção (EUROAMER) e da requalificação ambiental (ECOSOROS), fundador e dirigente da Associação FORUM PORTUGAL GLOBAL criada para apoio da participação na Comissão Trilateral, de que foi membro.
Parabéns, João de Menezes-Ferreira!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Adeus anos 70
«Em Dezembro de 1979, a sociedade Alunos de Apolo promoveu uma noite de rock intitulada "Adeus anos 70". Uns meses antes, em Nova Iorque, os Ramones gravavam um dos seus discos mais marcantes, o álbum End of the Century. Nesse disco, os Ramones não só assinalavam o fim dos anos 1970 como percepcionavam nesse momento o final do século XX. E o tom era de uma profunda nostalgia. Nostalgia pelos primórdios do rock'n'roll, pelos gloriosos tempos da rádio, pelo tempo de todos os futuros radiosos; [...]
Qualquer comparação entre Lisboa e Nova Iorque talvez possa ser abusiva. Mas, no contexto do final dos nos 1970, é possível estabelecer um ponto comum: uma certa sensação de ressaca, ou até mesmo de pós-ressaca, aquele momento em que ao choque e à náusea se seguem a desesperança e o vazio. Num caso, a implosão de um futuro prometido por trinta anos de pujança económica; no outro, a desilusão pós-revolucionária. Em muito boa medida, embora em condições bastante modificadas, conseguimos reconhecer também hoje, em tempos de crise, uma tensão entre a revelação apocalíptica e o desejo de regresso às tábuas de salvação do passado.
É porventura à luz desta curiosa coincidência que terá mais interesse olhar para este livro de José Paulo Ferro, um álbum composto por um conjunto de fotografias - comentado por dois textos de abertura, de Margarida Medeiros e de João de Menezes-Ferreira - tiradas pelo autor no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quase sempre na zona de Lisboa, que mostram jovens em encontros, concertos, performances de teatro, festas em casas particulares, etc. [...] O que vemos são corpos anónimos - por mais que algumas daquelas pessoas sejam reconhecíveis: Pedro Ayres de Magalhães, Zé Pedro, Al Berto, por exemplo -, nada sabemos sobre o que resultará dos cenários que compõem, ou sequer se resultará alguma coisa.
[...]
Mais do que um cliché do género "retrato de uma geração", embora em certo sentido também o seja, este livro deixa muito em aberto, e esse é provavelmente o seu aspecto mais estimulante. [...] A nostalgia pelo fio de uma meada que há muito se perdeu? Ou o desejo do flirt com um campo de possibilidades de onde verdadeiramente nunca saímos?»
Fernando Ramalho, Le Monde Diplomatique (edição portuguesa), Março de 2013.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
«"Estro in Watts. Poesia da idade do rock" acompanha-me, agora, para tentar entender o que vivi sem saber.»
[clicar na imagem]
Sabíamos lá o que é que cantávamos? As músicas estavam no top, entravam pelos ouvidos e pelos corações adentro e tentávamos reproduzir as letras com os sons que nos pareciam harmónicos. Por vezes, lá entendíamos um I love you ou um love me, talvez um I feel love ou Let’s spend the night together. Já percebíamos melhor um revolucionário I don’t need no education. Excepções linguísticas que fugiam ao programa escolar do The pencil is on the table ou My name is Joaquim. What’s your name?
Estávamos na crista da onda porque levávamos aos bailaricos e às matinés aquilo que a malta ouvia na solidão da telefonia e ansiava para momentos em que a companhia desejada estivesse por perto, pelo mais perto possível, joelho com joelho, mão na mão, mão no pescoço, os lábios, por vezes, a roçar a orelha meio tapada pelo cabelo cúmplice a esconder o gesto aos paus de cabeleira, mães, tias ou vizinhas, sentadas na correnteza de cadeiras encostadas à parede da sala da colectividade.
Fingíamos saber o que dizíamos em idiomas longínquos da nossa cultura obrigatória. Claro que tirávamos umas pelas outras mas, a pressa de tocar o que estava a dar, deixava para trás a inteligibilidade do resto.
Hello darkness my old friend - começava assim uma das primeiras músicas que toquei – The sounds of silence de Simon & Garfunkel. Uma melodia linda, repetida à exaustão. Só agora, através do livro Estro in Watts. Poesia da idade do rock, uma antologia com tradução, introdução e notas de João de Menezes-Ferreira, me apercebi desta parte da letra:
E as gentes curvadas puseram-se a rezar
Era ao Deus Néon que prestavam vassalagem
E o anúncio dardejou a sua mensagem
Através de palavras que estava a formar
E o anúncio dizia “As palavras dos profetas
São escritas nos subterrâneos e nas paredes"
E sussurrava no som do silêncio.
E, como esta, muitas outras, agora em versão original e respectiva tradução nesta obra monumental da Documenta, com mais de 800 páginas, que aborda músicas desde 1955 a 1980, numa selecção obrigatoriamente pessoal do autor.
Aquilo que, nalguns casos, poderá parecer uma má tradução, não deixa de ser o deixar ao leitor a noção da dificuldade de, neste tipo de poesia, adaptar a diversidade linguística, fazer coincidir palavras e expressões que se querem o mais populares possível. Mas, para isso, lá está a versão original para que cada um interprete conforme a sua sensibilidade ou conhecimento.
Terminemos com um dos gritos do louco, inconformado mas perfeccionista Frank Zappa no seu Hungry freaks, daddy, na sua assustadora actualidade:
Eles não se entregarão, nunca mais
À grande loja das máquinas ocidentais
À filosofia que se está a afastar
Dos que não têm medo de contar
O que pela cabeça lhes passa
Os deserdados
Da grande sociedade
Freaks esfomeados, Papá.
Hoje, já não toco. Ouço a música durante o trabalho e, por vezes, já nas calmarias, tento entender as letras. Outros tempos, outros ventos.
Estro in Watts. Poesia da idade do rock acompanha-me, agora, para tentar entender o que vivi sem saber.
Sines, 13 de Fevereiro de 2013
Eles não se entregarão, nunca mais
À grande loja das máquinas ocidentais
À filosofia que se está a afastar
Dos que não têm medo de contar
O que pela cabeça lhes passa
Os deserdados
Da grande sociedade
Freaks esfomeados, Papá.
Hoje, já não toco. Ouço a música durante o trabalho e, por vezes, já nas calmarias, tento entender as letras. Outros tempos, outros ventos.
Estro in Watts. Poesia da idade do rock acompanha-me, agora, para tentar entender o que vivi sem saber.
Sines, 13 de Fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
«Estro in Watts - Poesia da idade do rock», de João de Menezes-Ferreira
Estro in Watts – Poesia da idade do rock
(1955-1980)
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas de
João de Menezes-Ferreira
ISBN: 978-989-8618-04-7
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 17×24 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 816
[ Em colaboração com a Fundação EDP ]
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas de
João de Menezes-Ferreira
ISBN: 978-989-8618-04-7
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 17×24 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 816
[ Em colaboração com a Fundação EDP ]
«A grande poesia da nossa época é o rock. As palavras são tão importantes como o ritmo. Nunca se assistiu a um tal renascimento poético desde Homero. É o regresso dos bardos de antes da escrita, da época oral. É o reencontro planetário. Canta-se rock na China, na U.R.S.S., em todos os países do mundo. O rock é a língua universal. A língua do gesto e do grito. A língua da comunicação e da participação. É uma revolução fantástica.»
Marshall McLuhan
JOÃO DE MENEZES-FERREIRA. No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FMEstéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Adeus Anos 70 e Poesia da Idade do Rock no Canal 180
![]() |
| Canal180 (Zon HD, Vodafone TV e Optimus Clix |internet e mobile) |
[ clicar na imagem para ver vídeo ]
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
«Poesia rock»
«Deputado, empresário, diplomata, professor universitário, foi uma peça fundamental nas negociações para a adesão de Portugal à CEE. Mas, antes da sua carreira política, João de Menezes-Ferreira foi crítico musical, nos jornais e na RDP. É dessa experiência apaixonada que surge Estro in Watts, Poesia da Idade do Rock (Documenta), uma compilação de letras entre 1955-1980, traduzidas e organizadas pelo autor. O JL falou com este "rockómano" que diz que o seu marxismo é o rock.
[...]
Vejo-o como um manifesto de ideias. Não organizei a antologia por tipos de música, encadeei cronologicamente as poesias, com um fio condutor que, retrospetivamente, se pode entender como um manifesto de atitudes da juventude ao longo dos anos.
As letras das canções podem ser consideradas um género literário?
Para mim é poesia oral e ponto final. É uma tese subliminar a todo o livro. Os primeiros grandes poetas da beat reconheciam os do rock como poetas a título integral.
[...]
Muitas vezes o argumento é que as letras têm um carácter funcional.
Hoje sabemos que os poemas homéricos eram cantados. Eram tão funcionais como o rock. O que era evidente é que a música é muito importante no rock e as pessoas prestam menos atenção às letras. Também para corrigir isso eu fiz este livro, para explicar que estes textos foram historicamente importantes, não só como textos literários, mas como forma de manifestar a autodeterminação dos movimentos de juventude.
[...]
A música que mais me interessa é a que se faz hoje. Não sou muito de seguir dinossauros, exactamente porque vejo o rock como uma forma de expressão juvenil.»
Manuel Halpern, «João de Menezes-Ferreira - Poesia rock», "Breve Encontro", JL, 23 de Janeiro a 5 de Fevereiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Haja poesia.
![]() |
| João de Menezes-Ferreira, 1973 |
«A viagem a bordo desta cápsula espacial começa no ano de 1955, no momento em que Carl Perkins calça uns sapatos de camurça azul e dá início à festa, só terminando quando, já em 1980, Rui Reininho canta isto em jeito de exorcismo: "Fumada! Frustrada! Fumada! Bruxa Oxigenada". Fala-se aqui de ESTRO IN WATS – poesia da idade do rock, livro saído da pena de João de Menezes-Ferreira, uma antologia que reúne 563 letras do universo pop/rock entre 1955 e 1980 e que pode ser desfrutado como um manifesto de juventude no qual, o autor, trabalhou durante cerca de trinta anos.
[...]
Para lá das letras em versão bilingue, o livro inclui notas
biográficas de todos os artistas e bandas incluídos e algumas
fotografias. O ideal será lê-lo da mesma forma que o livro foi escrito:
lentamente e em silêncio, primeiro, depois procurando as canções no
youtube – ou os discos numa boa loja de vinyl –, para que a palavra se una à música e se torne, como cantaria Sérgio Godinho, no elixir da eterna juventude.
Conversámos com João de Menezes-Ferreira a propósito da edição de ESTRO IN WATTS, numa troca de frases que deu para tudo: negar a vinda
de Dylan como o messias do rock, esmiuçar o título apresentado em modo
críptico ou perceber que o autor se vai mantendo a par das tendências
sonoras actuais, elegendo os LCD Soundsystem como a banda mais
importante da última década. Haja poesia.
[...]»
Entrevista a João de Menezes-Ferreira, por Pedro Miguel Silva, «Rua de Baixo» [onde pode lida na íntegra]
domingo, 13 de janeiro de 2013
«quando às mentes dá o desalinho e os corpos intumescem de prazer.»
«Nestas páginas estão ímpetos verbais no fulgor da adolescência, quando às mentes dá o desalinho e os corpos intumescem de prazer. Jorros que se extinguem num qualquer fim de noite, ao intuírem os escribas que a juventude se escapou, meio zonzos por não compreenderem a perda. Veremos que se juntam outros condimentos no caldeirão, mas o dado é esse: jovens a escrever.
[...]
Não é de uma qualquer poesia que falamos, é de uma escrita que se ligou a outros modos de expressão e assim conseguiu ecoar com eficácia antes desconhecida.»
João de Menezes-Ferreira, «Breviário de Leitura», Estro im Watts - Poesia da Idade do Rock [brevemente nas livrarias]
sábado, 5 de janeiro de 2013
«O meu marxismo foi o rock» [João de Menezes-Ferreira]
«Estro In Watts - Poesia da Idade do Rock, antologia de 563 letras do universo pop/rock entre 1955 e 1980, é um manifesto de juventude preparado durante 30 anos por João de Menezes-Ferreira. Chega às lojas em Janeiro, com selo da Documenta.»
«Começa com os Blue suede shoes, de Carl Perkins, 1955. Termina passadas duas décadas e meia, em 1980, com uma letra de Rui Reininho que havia de figurar no primeiro álbum dos GNR, Independança, com a transição de Laurie Anderson das artes plásticas para a música, com as maquetas deixadas por António Variações numa caixa de sapatos, com Bob Marley, Teardrop Explodes, The Cure ou Joy Division. Outra hipótese: acaba com a morte de Ian Curtis, ao som de The Idiot, de Iggy Pop, a rodar interminavelmente no gira-discos. Outra mais real ainda: uma torrente de poesia pop/rock estancada quando o programa radiofónico A Idade do Rock chega ao fim, precisamente em 1980.
«Começa com os Blue suede shoes, de Carl Perkins, 1955. Termina passadas duas décadas e meia, em 1980, com uma letra de Rui Reininho que havia de figurar no primeiro álbum dos GNR, Independança, com a transição de Laurie Anderson das artes plásticas para a música, com as maquetas deixadas por António Variações numa caixa de sapatos, com Bob Marley, Teardrop Explodes, The Cure ou Joy Division. Outra hipótese: acaba com a morte de Ian Curtis, ao som de The Idiot, de Iggy Pop, a rodar interminavelmente no gira-discos. Outra mais real ainda: uma torrente de poesia pop/rock estancada quando o programa radiofónico A Idade do Rock chega ao fim, precisamente em 1980.
[...]
Estro in Watts reflecte, naturalmente, essa hegemonia anglo-saxónica, visitando menos demoradamente a música francesa, a brasileira ou portuguesa (José Afonso, Sérgio Godinho, Rui Veloso/Carlos Tê, Rui Reininho...), sempre consciente de "o inglês se ter tornado o esperanto dos séculos XX e XXI". E espelha a forma notável como a cultura norte-americana soube encenar a rebeldia e romantizar a adolescência. Não é por acaso que Menezes-Ferreira cita na sua introdução Fúria de Viver, de Nicholas Ray.
[...]
É precisamente neste enfiamento que reside um dos mais robustos argumentos de Estro in Watts: o de que esta poesia não deve ser menorizada perante aqueloutra publicada em livro apenas porque "tem repetições, acompanha o ritmo de elocução verbal e tem uma métrica que é a da respiração". "Estes grandes poetas seriam sempre grandes poetas de livros, mas escolheram a música porque acharam que era esse o veículo."
[...]
"Esta cultura foi, para mim, uma escola. Há uma geração pós-25 de Abril que se reclama marxista. O meu marxismo foi a música, foi o rock. Aprendi a ser adolescente não tanto a ler textos teóricos mas a viver isto."
[...]
O rock, já o sabemos, celebra-se estrepitosamente em concertos, com as palavras a lutar por se manterem à tona de um mar de electricidade, debitada por poderosos sistemas de som. Estro in Watts - Poesia da Idade do Rock livra-as momentaneamente dessa luta desigual. Com um peso na consciência - porque estas letras foram feitas para existir na companhia da música -, mas cumprindo um testemunho que lhes era devido.»
Gonçalo Frota, «"O meu marxismo foi o rock"», Público, 3-I-2013, pp.22-23 (onde pode ser lido na íntegra).
Gonçalo Frota, «"O meu marxismo foi o rock"», Público, 3-I-2013, pp.22-23 (onde pode ser lido na íntegra).
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
«ESTRO IN WATTS - POESIA DA IDADE DO ROCK» e «ROLL OVER - ADEUS ANOS 70» são apresentados no próximo dia 18, terça-feira, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
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ESTRO IN WATTS
poesia da idade do rock
(1955-1980)
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas João de Menezes-Ferreira
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas João de Menezes-Ferreira
Num percurso de 563 poesias musicadas de 170 autores, desde «Blue suede shoes» de Carl Perkins (1955) até «O superman» de Laurie Anderson (1980), esta é a crónica lírica da vida de várias gerações adolescentes num momento histórico muito preciso: o da conquista da sua autodeterminação, em marcha errante, multímoda, eléctrica, ou como sintetizou Caetano Veloso em 1966 (Alegria, alegria) «sem lenço, sem documento, eu vou». E sem recuo.
«A grande poesia da nossa época é o rock. As palavras são tão importantes como o ritmo. Nunca se assistiu a um tal renascimento poético desde Homero. É o regresso dos bardos de antes da escrita, da época oral. É o reencontro planetário. Canta-se rock na China, na URSS, em todos os países do mundo. O rock é a língua universal. A língua do gesto e do grito. A língua da comunicação e da participação. É uma revolução fantástica.»
MARSHALL McLUHAN - Depoimento recolhido em entrevista no Le Monde, pelo jornalista P. Dommergues (data indeterminada no final dos anos 60 início dos 70) citado em Les Poètes du rock, de Jean-Michel Varenne, Éditions Seguers, Paris, 1975.
JOÃO DE MENEZES-FERREIRA - No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.
MARSHALL McLUHAN - Depoimento recolhido em entrevista no Le Monde, pelo jornalista P. Dommergues (data indeterminada no final dos anos 60 início dos 70) citado em Les Poètes du rock, de Jean-Michel Varenne, Éditions Seguers, Paris, 1975.
JOÃO DE MENEZES-FERREIRA - No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.
ROLL OVER
adeus anos 70
Fotografias de José Paulo Ferro
Fotografias de José Paulo Ferro
Textos de Margarida Medeiros e João de Menezes-Ferreira
Roll Over fica como um retrato de uma época que ainda está (em certa medida estava) por fazer e que sem dúvida gerará outros que o completem; numa época em que a imagem digital faz desaparecer a importância da fotografia e do snapshot pela imensidão de imagens que se podem gerar em cada segundo, este é um arquivo valioso para a memória destes anos e que complementa qualquer história do “rock português”. Mas é-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinâmica literal em detrimento do esteticismo. MARGARIDA MEDEIROS
Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo.Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. JOÃO DE MENEZES-FERREIRA
Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo.Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. JOÃO DE MENEZES-FERREIRA
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