Mostrar mensagens com a etiqueta Sophia de Mello Breyner Andresen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sophia de Mello Breyner Andresen. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de novembro de 2019

Lugares de Sophia I António Jorge Silva, Duarte Belo, Pedro Tropa


Lugares de Sophia
António Jorge Silva, Duarte Belo, Pedro Tropa

Textos de Federico Bertolazzi e José Manuel dos Santos

ISBN 978-989-8902-96-2 | EAN 9789898902962

Edição: Setembro de 2019
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 17 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96, a cores

Com o Centro Nacional de Cultura

Edição bilingue: português-inglês



António Jorge Silva escolheu um verso de Sophia que fala da alma e da maresia da sua metade. […] Pedro Tropa fez seu um verso dela que diz a construção como promessa da destruição. […] Duarte Belo guarda a memória do único encontro que teve com ela. […] — e dessa memória faz um fio de Ariadne num labirinto de lugares iluminados pela luz e pela sombra das cores.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Lugares de Sophia», de António Jorge Silva, Duarte Belo e Pedro Tropa, com curadoria de Federico Bertolazzi e José Manuel dos Santos, realizada no Centro Cultural de Lagos entre 14 de Setembro e 26 de Outubro, na ala sul do Claustro do antigo Convento do Carmo, actual Parada de Cavalaria do Quartel do Carmo entre 12 de Novembro e 27 de Dezembro de 2019 e na Biblioteca Municipal de Loulé entre 21 de Março e 9 de Maio de 2020.


Para Sophia de Mello Breyner Andresen a poesia sempre principiou na concretude do real. A sua atenção, concentrada nas coisas, almeja o desvelamento da verdade primordial do ser no seio do aparecer, num processo de nomeação exacta no qual a beleza e a verdade coincidem.
É este, como ela própria diz, o «estar-ser-inicial», o brilho que, no rolar da vida, suspende o tempo, ou, sempre com palavras de Sophia, o «instante que surpreende e fita e enfrenta a eternidade».
Assim, o poeta cria o domínio da «terrível pureza», domínio em que não há lugar para a mentira, e a verdade reina e impõe o seu clarão. 
[Federico Bertolazzi]

Cada um dos três fotógrafos tem mais olhares no seu olhar do que o olhar desse próprio olhar — e o encontro de todos eles nesta exposição dá-nos uma multiplicação e não uma soma. Eles implicam-se e explicam-se uns nos outros, multiplicam-se uns pelos outros, intensificam-se, acrescentam-se, aumentam-se, abrem-se, desdobram-se, conluiam-se e concluem-se uns aos outros, reflectindo as suas visões volúveis e veementes num espelho sem superfície e ecoando as suas vozes visuais e votivas num túnel sem saída.
Cada um dos fotógrafos não olha apenas os lugares da vida e da obra de Sophia com um olhar único e fitado. Cada um deles olha esses lugares com o seu olhar e olha também, neles, o olhar de Sophia a olhá-los.
[José Manuel dos Santos]

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Almadilha – Ensaios sobre Sophia de Mello Breyner Andresen I Federico Bertolazzi



Almadilha – Ensaios sobre Sophia de Mello Breyner Andresen
Federico Bertolazzi

ISBN 978-989-8902-72-6 | EAN 9789898902726

Edição: Abril de 2019
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 192



Sophia de Mello Breyner Andresen: «Talvez eu vá ficando igual  à almadilha da qual os pescadores dizem ser apenas água.» 


Sophia, por João Cutileiro


A voz de Sophia de Mello Breyner Andresen é uma das mais límpidas da poesia de língua portuguesa. Desde o seu  primeiro livro, Poesia (1944), Sophia mostrou uma pertinaz paixão para a busca de uma linguagem capaz de recuperar a íntima e primordial potência das coisas e da palavra que a possa nomear. A sua busca formal indaga o real na tentativa  de pôr a nu aquela espécie de núcleo da essência que vive na integridade primitiva das coisas. […] para Sophia a poesia,  que ela própria definiu «a minha explicação com o universo», faz-se instrumento de busca ontológica: através da palavra ela pode definir e conhecer as coisas e clarificar a sua relação com elas. Através da palavra, que se quer exacta, essa relação que tem como fundamento o rigor e a intransigência formal, liga-se à verdade e, clarificando e tornando nítido o eixo principal da existência na relação do homem com o mundo, contribui também para a explicação da relação do homem com o homem. […] 
[Federico Bertolazzi] 





Federico Bertolazzi nasceu em Terni, Itália, em 1973. Doutorado pela Universidade de Lisboa, é professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Roma «Tor Vergata» e responsável científico da Cátedra Agustina Bessa-Luís. Entre os seus estudos destacam-se Noite e Dia da Mesma Luz. Aspectos da Poesia de Eugénio de Andrade (Lisboa, 2010); Con la Notte di Profilo. Brevi saggi su Eugénio de Andrade (Roma, 2011); Por Mares que só Eu Sei. Le canzoni, il teatro, la prosa di Chico Buarque (Roma, 2011). Traduziu e organizou as edições italianas de Luís de Camões, D’Amor sì Dolcemente. Antologia di sonetti (Livorno, 2019); Maria Teresa Horta, Mia Signora di Me (Livorno, 2018); Al Berto, Orto di Incendio (Firenze, 2017); Sophia de Mello Breyner Andresen, Come un Grido Puro (Milano, 2013); David Machado, Lasciate Parlare le Pietre (Roma, 2012); Orlando Ribeiro, Portogallo. Il Mediterraneo e l’Atlantico (Roma, 2012); José Maria Vieira Mendes, Mia moglie (Roma, 2008); Eugénio de Andrade, Dal Mare o da Altra Stella (Roma, 2006); José Cardoso Pires, Gli Scarafaggi (Roma, 2006); Ivo Castro, Storia della Lingua Portoghese (Roma, 2006); Lygia Fagundes Telles, Ragazze (Roma, 2006), entre outros.