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quinta-feira, 30 de março de 2023

Verdes Moradas — Ensaio sobre os Ritmos da Natureza

Verdes Moradas — Ensaio sobre os Ritmos da Natureza 

Inez Teixeira, Jorge Feijão, Maria Capelo, Duarte Belo

Textos de Nuno Faria e Sérgio Costa

ISBN 978-989-568-084-9 | EAN 9789895680849

Edição: Março de 2023
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 17 × 23,5 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa e o Museu da Guarda

Edição bilingue: português | inglês 

Nuno Faria: «Este conjunto de obras tem como denominador comum a impermanência. Perante estas superfícies — estes ecrãs — somos afectados, estimulados, mais do que como passivos espectadores, fisicamente, fisiologicamente, fenomenologicamente.»


Verdes Moradas, título pedido de empréstimo à tradução portuguesa de Green Mansions [Verdes Moradas, publicado pela Sistema Solar, em 2015, com tradução e apresentação de José Domingos Morais] — novela, publicada em 1904, da autoria de W.H. Hudson —, dá nome a uma exposição que reúne três artistas cujo percurso se tem regularmente cruzado com a programação da Fundação Carmona & Costa — Inez Teixeira, Jorge Feijão e Maria Capelo —, a que se junta um quarto elemento, o arquitecto e fotógrafo Duarte Belo.

O livro, que usamos como papel de cenário exemplar para assentar as poderosas visões projectadas pelos quatro artistas presentes, é um radioso e comovente canto de exaltação da natureza enquanto lugar, vivido e imaginado, próximo e distante, no qual se plasmam conflitos interiores, paixões, memórias e aspirações propriamente humanas.
Assim, reunindo obras que são atravessadas por uma particular sensibilidade e atenção ao estado do mundo, esta exposição colectiva constitui-se, também, como uma reflexão sobre a crise ecológica, de uma magnitude sem precedentes, que a humanidade vive presentemente e tem como pano de fundo a natureza e a sua tematização. Participa, inscreve-se, destaca a relação milenar que a arte tem com a natureza e as possibilidades de reparação que convoca e/ou engendra.
[Nuno Faria]
 
As Verdes Moradas é, sem dúvida, uma exposição que nos toca e sensibiliza para o actual estado do mundo, em plena crise ecológica. Os seus autores, Inez Teixeira, Jorge Feijão, Maria Capelo e Duarte Belo, conseguem tocar-nos e levar-nos para esse mundo natural que é a nossa génese e que importa defender e preservar.
[Sérgio Costa]
 
Este livro foi publicado por ocasião da exposição Verdes Moradas [ensaio sobre os ritmos da natureza], com curadoria de Nuno Faria, patente no Museu da Guarda de 3 de Novembro de 2022 a 9 de Abril de 2023, numa colaboração entre o Museu da Guarda e a Fundação Carmona e Costa.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

No Reino Terrível da Pureza – Bibliografia da Prosa Dispersa não Ficcional de Sophia de Mello Breyner Andresen e Três Ensaios

 

No Reino Terrível da Pureza – Bibliografia da Prosa Dispersa não Ficcional de Sophia de Mello Breyner Andresen e Três Ensaios
Federico Bertolazzi


Fotografias de António Jorge Silva, Duarte Belo e Pedro Tropa

ISBN 978-989-568-007-8 | EAN 9789895680078

Edição: Outubro de 2022
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96 (a cores)

Com o apoio da Cátedra Agustina Bessa-Luís da Universidade de Roma Tor Vergata



Sophia de Mello Breyner Andresen: «Mas a busca da transparência das coisas só é possível no reino terrível da pureza. Só aquele que tiver vivido com pureza o terrestre poderá suportar o fulgor do divino.»
 


Entre 1953 e 2003, Sophia de Mello Breyner Andresen publicou quase duas centenas de textos de vária natureza que ficaram dispersos em jornais, periódicos, livros, folhetos, plaquettes e outras publicações. Estes textos testemunham uma vivência da cultura profundamente integrada na vida e restituem a dimensão do empenho artístico de Sophia para que a poesia não fosse uma coisa exclusiva de «clérigos e letrados», mas acessível a todos os níveis, e para que a cultura pudesse realmente «habitar a vida quotidiana», proporcionando a todos o «direito à beleza».
Este livro apresenta uma bibliografia dos textos dispersos e um exemplo da sua utilização em sentido crítico: uma interpretação da obra de Sophia à luz das suas palavras.
 
Indubitavelmente, estamos perante uma parte da obra da autora que nunca por ela foi recusada e na qual a reflexão metaliterária, metacultural, política, social se desenvolve com sempre maior clareza, ajudando a penetrar o complexo e fascinante mundo desta escritora. Os ensaios sobre outros escritores representam uma espécie de cânone mínimo e pessoal que enriquece as relações intertextuais da obra de Sophia. Os depoimentos sobre outros artistas (como, por exemplo, Maria Helena Vieira da Silva) mostram a abertura da visão com que Sophia considera a arte e o papel do artista no «mundo dos homens», realçando muitos conceitos que a ela própria se adequam. As entrevistas aprofundam e alargam a perspectiva com a qual se pode abordar a leitura da poesia e da prosa da autora, sempre posta em relação com a concretude do mundo real e da vida quotidiana, na qual a cultura constantemente tem de se integrar para que, como Sophia deseja, ela não seja expressão de uma elite restrita, mas possa pertencer a todos e possa a todos melhorar a vida. Os testemunhos e os depoimentos mais envolvidos politicamente sublinham, justamente, este papel da cultura que, com clareza, Sophia descreveu desde as intervenções na Assembleia Constituinte até às páginas dos jornais.
[Federico Bertolazzi]

sábado, 2 de novembro de 2019

Lugares de Sophia I António Jorge Silva, Duarte Belo, Pedro Tropa


Lugares de Sophia
António Jorge Silva, Duarte Belo, Pedro Tropa

Textos de Federico Bertolazzi e José Manuel dos Santos

ISBN 978-989-8902-96-2 | EAN 9789898902962

Edição: Setembro de 2019
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 17 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96, a cores

Com o Centro Nacional de Cultura

Edição bilingue: português-inglês



António Jorge Silva escolheu um verso de Sophia que fala da alma e da maresia da sua metade. […] Pedro Tropa fez seu um verso dela que diz a construção como promessa da destruição. […] Duarte Belo guarda a memória do único encontro que teve com ela. […] — e dessa memória faz um fio de Ariadne num labirinto de lugares iluminados pela luz e pela sombra das cores.

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Lugares de Sophia», de António Jorge Silva, Duarte Belo e Pedro Tropa, com curadoria de Federico Bertolazzi e José Manuel dos Santos, realizada no Centro Cultural de Lagos entre 14 de Setembro e 26 de Outubro, na ala sul do Claustro do antigo Convento do Carmo, actual Parada de Cavalaria do Quartel do Carmo entre 12 de Novembro e 27 de Dezembro de 2019 e na Biblioteca Municipal de Loulé entre 21 de Março e 9 de Maio de 2020.


Para Sophia de Mello Breyner Andresen a poesia sempre principiou na concretude do real. A sua atenção, concentrada nas coisas, almeja o desvelamento da verdade primordial do ser no seio do aparecer, num processo de nomeação exacta no qual a beleza e a verdade coincidem.
É este, como ela própria diz, o «estar-ser-inicial», o brilho que, no rolar da vida, suspende o tempo, ou, sempre com palavras de Sophia, o «instante que surpreende e fita e enfrenta a eternidade».
Assim, o poeta cria o domínio da «terrível pureza», domínio em que não há lugar para a mentira, e a verdade reina e impõe o seu clarão. 
[Federico Bertolazzi]

Cada um dos três fotógrafos tem mais olhares no seu olhar do que o olhar desse próprio olhar — e o encontro de todos eles nesta exposição dá-nos uma multiplicação e não uma soma. Eles implicam-se e explicam-se uns nos outros, multiplicam-se uns pelos outros, intensificam-se, acrescentam-se, aumentam-se, abrem-se, desdobram-se, conluiam-se e concluem-se uns aos outros, reflectindo as suas visões volúveis e veementes num espelho sem superfície e ecoando as suas vozes visuais e votivas num túnel sem saída.
Cada um dos fotógrafos não olha apenas os lugares da vida e da obra de Sophia com um olhar único e fitado. Cada um deles olha esses lugares com o seu olhar e olha também, neles, o olhar de Sophia a olhá-los.
[José Manuel dos Santos]

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Feira do Livro de Lisboa I 7 de Junho de 2019

Livro do Dia 15 / 9

«Rimbaud – Simples como uma floresta virgem, e belo como um tigre.»
[Paul Verlaine]




Promoção 18 / 10,80

«Nesta natureza intacta, cidade imaginária, nos encontramos.»
[Duarte Belo]



Pavilhão D16
Parque Eduardo VII, 29 de Maio a 16 de Junho de 2019
Durante o período da Feira do Livro,
faremos os mesmos descontos (livros Sistema Solar e Documenta) na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
segunda-sexta: 10h-13h; 14h-19h 
telefone 210 117 010; e-mail: livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Feira do Livro de Lisboa I 5 de Junho de 2019


Livro do Dia 16 / 9,60

«O que aqui se pode ler é assim uma descrição dos contextos político, social e cultural da vida de Júlio Pomar, dando importância às suas facetas de crítico e historiador e teorizador da arte.»
[Irene Flunser Pimentel]


Promoção 12 / 7,20

«Ainda que sobre estas terras caia o esquecimento, de uma humanidade que esconde o seu medo da natureza na profundeza frágil das cidades, um dia talvez tenhamos que regressar a estes territórios.»
[Duarte Belo]




Pavilhão D16

Parque Eduardo VII, 29 de Maio a 16 de Junho de 2019
Durante o período da Feira do Livro,
faremos os mesmos descontos (livros Sistema Solar e Documenta) na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
segunda-sexta: 10h-13h; 14h-19h 
telefone 210 117 010; e-mail: livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

terça-feira, 9 de abril de 2019

Tributo às Gravuras do Vale do Rio Côa — As gravuras não sabem nadar






Tributo às Gravuras do Vale do Rio Côa — As gravuras  não sabem nadar
Vários autores*

Organização de Ana Pessoa Mesquita
Textos de Duarte Belo e Pedro Proença
Fotografias de Duarte Belo

ISBN 978-989-8902-67-2 | EAN 9789898902672

Edição: Março de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 21 x 28 cm (brochado)
Número de páginas: 98 (a cores)

Com a Fundação Côa Parque

Edição bilingue: português-inglês





Pedro Proença: «As gravuras procuram um tempo muito para lá do seu tempo, e encontraram-nos neste tempo. Não as acolher seria rejeitar uma dádiva que as pressupõe.»


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Tributo às Gravuras do Vale do Rio Côa», organizada por Ana Pessoa Mesquita, realizada no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, de 14 de Março a 28 de Setembro de 2019, com os seguintes artistas: *Manuel Zimbro, Graça Morais, Mário Cesariny, José Pedro Croft, Ângelo de Sousa, Gerardo Burmester, Fernando Calhau, Lourdes Castro, Alberto Carneiro, Albuquerque Mendes, Pedro Cabrita Reis, Rui Sanches, Julião Sarmento, Rui Chafes, Pedro Calapez, Ilda David’, Pedro Proença, Gisella Santi.


O desejo mais ansiado, a preservação das gravuras, acabaria por concretizar-se. Foram momentos felizes, aqueles. 
Por isso, o privilégio é grande, ao ter a oportunidade de proporcionar a outros o reviver daquele(s) momento(s), no espaço que agora é, definitivamente, o das gravuras rupestres do vale do rio Côa, e poder mostrar a arte que a arte despertou.
Felizmente, não necessito de dissertar sobre as gravuras, sobre o seu valor, sobre o que representam para a humanidade, porque já tantos o fizeram e tão bem! Apenas tenho de expressar o sentimento egoísta de quem regressa a casa e pode desfrutar da beleza da paisagem agreste e única, dos seus odores fortes e dos contrastes de luz do fim de dia em qualquer altura do ano.
E das gravuras, pois claro, que, afinal, nunca precisaram de aprender a nadar.
[Ana Pessoa Mesquita]


O Vale do Côa é hoje considerado o mais importante sítio ao ar livre, com gravuras rupestres, no mundo.
Nestas gravuras a céu aberto, temos o registo de uma origem, são como que fotografias, imagens retinianas que ficaram fixas para um tempo longo. É o significado profundo da fixação do visível, que é conhecimento, que é descolamento da realidade e, simultaneamente, a sua duplicação. É a criação de um mundo próprio, a recusa de uma Natureza severa e, em grande medida, hostil. Mas estas gravuras são também o desejo de travar o tempo. São os primeiros passos de uma humanidade que já conhece, conscientemente, a sua condição. Uma espécie que adquire uma poderosa ferramenta de sobrevivência, que está num campo de batalha, que se espraia por um muito extenso território, a descoberta de todo um inteiro mundo.
[Duarte Belo]

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares I Duarte Belo



Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares

Duarte Belo

ISBN: 978-989-8902-02-3

Edição: Janeiro de 2018
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96 (a cores)

[ Com o apoio do Espaço Miguel Torga ]



Ainda que sobre estas terras caia o esquecimento, de uma humanidade
que esconde o seu medo da natureza na profundeza frágil
das cidades, um dia talvez tenhamos que regressar a estes territórios.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares», de Duarte Belo, realizada no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, de 17 de Janeiro a 31 de Março de 2018.


Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras presas a uma antiguidade remota, de feição animal, faminta, de uma sobrevivência em luta tenaz contra a pobreza na mais absoluta falta de liberdade. Torga fala-nos deste passado, mas também da permanência, da dureza das matérias do quotidiano, da suavidade amarga da memória de homens e mulheres. Dignidade e resistência. Esta é a magna terra que nos acolhe, Miguel Torga, escritor de um século. Agora, caminhamos sobre uma ausência deixada na terra.
[…]
Acordámos numa leitura do universo geográfico, próximo, de Miguel Torga: São Martinho de Anta e os territórios envolventes. São as paisagens do santuário de Nossa Senhora da Azinheira até ao Douro, de Sabrosa à Serra do Alvão. Há outros lugares que foram muito marcantes na vivência de Torga, particularmente Coimbra. A opção de ficarmos pela região onde nasceu, prende-se com o significado que a mesma assume na génese e no carácter de toda a sua obra literária. Há uma marca nestas terras transmontanas que permanece, há aqui um vinco telúrico de que Torga foi um exímio descodificador e singular voz. As suas palavras refletem paisagens que nenhuma fotografia pode revelar.
Não deixámos, no entanto, de ensaiar uma viagem imaginária. Praticamente todas as fotografias foram feitas em 2017, especificamente para esta edição e exposição; há duas exceções, as fotografias do Santuário Rupestre de Panóias, de 2015, e as últimas fotografias, a preto e branco, retiradas de um arquivo que, há mais de 30 anos, constrói aproximações à representação do espaço português. 
[Duarte Belo]




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Miguel Torga [12/8/1907 - 17/1/1995] e outros lugares


«Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras presas a uma antiguidade remota, de feição animal, faminta, de uma sobrevivência em luta tenaz contra a pobreza na mais absoluta falta de liberdade. Torga fala-nos deste passado, mas também da permanência, da dureza das matérias do quotidiano, da suavidade amarga da memória de homens e mulheres. Dignidade e resistência. Esta é a magna terra que nos acolhe, Miguel Torga, escritor de um século. Agora, caminhamos sobre uma ausência deixada na terra.» 
[Duarte Belo] 


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Magna Terra – Miguel Torga e outros lugares», de Duarte Belo, realizada no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, de 17 de Janeiro a 31 de Março de 2018.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

Alberto Carneiro – Natureza Dentro I Duarte Belo


Alberto Carneiro – Natureza Dentro
Duarte Belo

ISBN: 978-989-8834-76-8

Edição: Junho de 2017
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, a cores]
Número de páginas: 128


[com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão]


Nesta natureza intacta, cidade imaginária,
nos encontramos.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Alberto Carneiro – Árvores e Rios», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 10 de Junho a 23 de Setembro de 2017.


Este trabalho é sobre o projeto, sobre o desenho. É sobre a terra, sobre a arte, sobre as «cidades». É sobre a natureza, sobre a transparência da opacidade do que não vemos, sobre a densidade de um mundo fascinante. 
[…]
Conheci pessoalmente Alberto Carneiro em Outubro de 1987, como seu aluno na disciplina de Desenho, do segundo ano do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Trinta anos decorreram desde essa data. Nesta natureza intacta, cidade imaginária, nos encontramos. Em mim ficou esse fascínio da ligação entre o ensino e a obra, os diálogos do olhar, as conversas que mantivemos depois de terminado o ano, os contactos esparsos ao longo destas três últimas décadas. A amizade, uma profunda admiração e gratidão.
A maquete deste livro foi apresentada a Alberto Carneiro e por si bem recebida. À data desta publicação já não podemos contar com a sua presença. A sua obra e a sua visão, permanecem. 
[Duarte Belo]


Duarte Belo (Lisboa, 1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas. Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny – Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro – Natureza Dentro, em 2017. [informação mais completa]

terça-feira, 6 de junho de 2017

«Alberto Carneiro – Árvores e Rios» (convite)


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Inauguração: 10 de Junho de 2017, pelas 18 horas, na Ala da Frente, 
em Vila Nova de Famalicão.

Por ocasião da exposição «Alberto Carneiro – Árvores e Rios», com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 10 de Junho a 23 de Setembro de 2017, será editado o livro Alberto Carneiro – Natureza Dentro, de Duarte Belo, uma edição Documenta [com a Galeria Ala da Frente – Câmara Municipal de Famalicão].

terça-feira, 20 de setembro de 2016

«Um Beijo Dado Mais Tarde» na Livraria Sistema Solar, no Chiado (Lisboa)

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Um Beijo Dado Mais Tarde 
regressa agora em nova forma, acompanhado de um caderno com fotografias de Duarte Belo 
que documentam os principais objectos e figuras deste grande livro dos objectos, 
e com posfácio de João Barrento. 

Mais informação em 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cesariny – em casas como aquela | Duarte Belo, José Manuel dos Santos



Cesariny – em casas como aquela
Duarte Belo, José Manuel dos Santos

ISBN: 978-989-8566-82-9

Edição: Novembro 2014

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,7x21 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 88 (fotografias impressas em duotone)

[ Em colaboração com a Fundação EDP e com a Fundação Cupertino de Miranda ]


Este livro foi publicado com o apoio da Fundação EDP, por ocasião dos VIII Encontros de Mário Cesariny, realizados pela Fundação Cupertino de Miranda em Vila Nova de Famalicão, em Novembro de 2014. Reúne um conjunto de fotografias de Duarte Belo registadas na casa de Mário Cesariny, na Rua Basílio Teles, n.º 6 – 2.º dir., em Lisboa, no âmbito da atribuição do Grande Prémio EDP – Artes Plásticas, em 2002, e integrando o conjunto de iniciativas comissariadas por João Pinharanda que conduziram à realização da exposição retrospectiva, em 2004, no Museu da Cidade, em Lisboa.

«Estas fotografias de Duarte Belo são como um navio de espelhos onde o mundo fechado de Cesariny nos entrega os seus sinais, as suas sombras, as suas solidões, os seus sóis, os seus fantasmas, os seus funâmbulos. Nesse navio, ele era como um capitão na sua ponte de comando sob os relâmpagos que dão a fundura do mar à altura do céu. 
Agora, olho estas fotografias (Cesariny gostava de dizer: lindas) de Duarte Belo e elas são a madalena do Proust que-ele-não-leu-porque-não-precisava e que me traz o tempo e os seus habitantes. Olho-as e digo com ele: “… a sombra dita a luz / não ilumina realmente os objectos / os objectos vivem às escuras / numa perpétua aurora surrealista / com a qual não podemos contactar / senão como os amantes / de olhos fechados / e lâmpadas nos dedos e na boca”. 
Olho-as e vejo-me nelas como se tivesse acabado de chegar àquela casa que apenas foi inteiramente dele quando a rua lhe negou abrigo, susto e aventura. Nestas fotografias, a casa é uma colagem de objectos em êxtase, uma colecção de imagens em rotação, uma constelação de astros em fuga, uma sucessão de sinais sagrados. Aqui, Mário Cesariny é um rei no seu castelo de relâmpagos e raios.» [José Manuel dos Santos] 

Duarte Belo nasceu em Lisboa (1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas. 
Da obra publicada poderíamos destacar Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela (1999); Ruy Belo — Coisas de Silêncio (2000); À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia (2002); Geografia do Caos (2005); Olívia e Joaquim – Doces de Santa Clara em Vila do Conde (2007); desenha, produz e fotografa as ilustrações do conto O Príncipe-Urso Doce de Laranja (2009). De uma obra documental extensa, centrada no levantamento fotográfico da paisagem e das formas de ocupação do território, são de destacar as obras Portugal — O Sabor da Terra (1997) e Portugal Património (2007-2008).


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

«Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo» | Ilda David’, Duarte Belo



Maria Gabriela Llansol – Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo

Ilda David’, Duarte Belo

João Barrento, Maria Etelvina Santos, Maria Gabriela Llansol, Nuno Faria

ISBN: 978-989-8566-77-5

Edição: Outubro de 2014

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 160 a preto e branco e a cores

[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]

Catálogo publicado por ocasião da exposição Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo [26 de Julho 2014 – 12 de Outubro 2014, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães. 

A exposição O Encontro Inesperado do Diverso, que este livro vem documentar, inaugurou um ciclo de exposições dedicadas a poetas ou a universos literários próximos da poesia sem serem formalmente poesia. Maria Gabriela Llansol [1931-2008] construiu uma das obras mais fascinantes e enigmáticas do panorama literário contemporâneo, inesgotável na leitura do mundo, na fulgorização dos seres, na transfiguração da escrita. 

O título da exposição, O Encontro Inesperado do Diverso, tomado de empréstimo ao livro Lisboaleipzig, é programático: representa, por um lado, a pluralidade e a abertura do projecto literário de Llansol, onde confluem outras obras, imagens e objectos reais e sonhados, em que a experiência da vida dá forma à escrita e em que a performatividade da escrita se verte no vivido quotidiano, reinventando-o, repropondo-o; e, por outro lado, é metarepresentativo do encontro em que se constitui a própria exposição, para onde convocámos dois outros universos autorais, da artista Ilda David’ [n. 1955] e do fotógrafo Duarte Belo [n. 1968], que conheceram Maria Gabriela Llansol e com quem colaboraram. 

Os trabalhos de Ilda David’ e Duarte Belo são, em Portugal, daqueles que mais íntima e aprofundadamente têm convivido com a literatura, mantendo um diálogo permanente com diversos autores dessa área ou tomando a escrita como matéria de inspiração. Assim, através da pintura, da gravura, do mosaico, do bordado ou do desenho, atravessados por personagens e objectos do livro, entre planos de representação e de corporalização, procura-se o sulco inscrito pela escrita de Llansol. Em contraponto, as fotografias propõem o espaço quotidiano e encenado da escrita, tornam presentes, apesar de distantes, as coisas e o tempo delas, todo um imaginário. 

O Encontro Inesperado do Diverso é uma experiência que transporta, para o espaço físico e codificado do museu, o lugar da apresentação, o espaço encapsulado e mágico do livro e, mesmo arriscando o desencontro ou a paralaxe, tentando dar corpo à voz interior da escrita e procurando o milagroso. 

[Nuno Faria]