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quinta-feira, 30 de março de 2023

Verdes Moradas — Ensaio sobre os Ritmos da Natureza

Verdes Moradas — Ensaio sobre os Ritmos da Natureza 

Inez Teixeira, Jorge Feijão, Maria Capelo, Duarte Belo

Textos de Nuno Faria e Sérgio Costa

ISBN 978-989-568-084-9 | EAN 9789895680849

Edição: Março de 2023
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 17 × 23,5 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa e o Museu da Guarda

Edição bilingue: português | inglês 

Nuno Faria: «Este conjunto de obras tem como denominador comum a impermanência. Perante estas superfícies — estes ecrãs — somos afectados, estimulados, mais do que como passivos espectadores, fisicamente, fisiologicamente, fenomenologicamente.»


Verdes Moradas, título pedido de empréstimo à tradução portuguesa de Green Mansions [Verdes Moradas, publicado pela Sistema Solar, em 2015, com tradução e apresentação de José Domingos Morais] — novela, publicada em 1904, da autoria de W.H. Hudson —, dá nome a uma exposição que reúne três artistas cujo percurso se tem regularmente cruzado com a programação da Fundação Carmona & Costa — Inez Teixeira, Jorge Feijão e Maria Capelo —, a que se junta um quarto elemento, o arquitecto e fotógrafo Duarte Belo.

O livro, que usamos como papel de cenário exemplar para assentar as poderosas visões projectadas pelos quatro artistas presentes, é um radioso e comovente canto de exaltação da natureza enquanto lugar, vivido e imaginado, próximo e distante, no qual se plasmam conflitos interiores, paixões, memórias e aspirações propriamente humanas.
Assim, reunindo obras que são atravessadas por uma particular sensibilidade e atenção ao estado do mundo, esta exposição colectiva constitui-se, também, como uma reflexão sobre a crise ecológica, de uma magnitude sem precedentes, que a humanidade vive presentemente e tem como pano de fundo a natureza e a sua tematização. Participa, inscreve-se, destaca a relação milenar que a arte tem com a natureza e as possibilidades de reparação que convoca e/ou engendra.
[Nuno Faria]
 
As Verdes Moradas é, sem dúvida, uma exposição que nos toca e sensibiliza para o actual estado do mundo, em plena crise ecológica. Os seus autores, Inez Teixeira, Jorge Feijão, Maria Capelo e Duarte Belo, conseguem tocar-nos e levar-nos para esse mundo natural que é a nossa génese e que importa defender e preservar.
[Sérgio Costa]
 
Este livro foi publicado por ocasião da exposição Verdes Moradas [ensaio sobre os ritmos da natureza], com curadoria de Nuno Faria, patente no Museu da Guarda de 3 de Novembro de 2022 a 9 de Abril de 2023, numa colaboração entre o Museu da Guarda e a Fundação Carmona e Costa.

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Debaixo da Pele

 

Debaixo da Pele
Miguel Telles da Gama

Textos de Ana Ruivo, Carlos França, Delfim Sardo, Inez Teixeira, João Silvério, Jorge Silva Melo, José Luís Porfírio, Rita Lougares & José Berardo

ISBN 978-989-568-030-6 | EAN 9789895680306

Edição: Julho de 2022
Preço: 42,45 euros | PVP: 45 euros
Formato: 24 × 29 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 360 (a cores)

Com o Museu Berardo e o apoio da Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês


João Silvério: «imagens, palavras, sons, fragmentos, molduras, palcos, amor, signos, desejo, estórias e história, sexo, cinema, corpos e figuras, dor, música, prazer, planos, geometria, desenho, solidão, pintura, excesso, resgate, euforia, virtuosidade, disciplina, revisitação… Estes epítetos, adjectivos, substantivos ou qualificações podem estar associados ao trabalho de Miguel Telles da Gama (…) enquanto caleidoscópio imaginário de um trânsito de imagens que se foi tornando mais presente e mais voraz no nosso quotidiano.» 



Miguel Telles da Gama nasceu em 1965 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Debaixo da Pele, com curadoria de José Luís Porfírio, é a primeira grande exposição deste pintor e desenhador português, reunindo um conjunto de 61 obras. 
Tendo-se iniciado nos anos noventa, a obra de Miguel Telles da Gama consiste num conjunto de séries que se vão renovando numa constante procura e inquietação. Muito influenciado pela literatura e pela estética do cinema dos anos cinquenta e sessenta, o artista vai construindo e desconstruindo as suas memórias do quotidiano. As suas pinturas e os seus desenhos, de notável virtuosidade e mestria, têm um carácter narrativo desconexo, propondo um pensamento benjaminiano que nos permite encontrar ligações nos cruzamentos dessas imagens, orientadas para a crítica social, moral e ética, e que nos convoca a formular novos pensamentos. 
[Rita Lougares] 

É importante conhecer o território a partir do qual se constrói esta antologia, até porque ela é uma escolha e não um resumo; é um trabalho dentro de outro onde o espaço conta mais do que o tempo. Esta exposição é, simultaneamente, o mais recente projecto de Miguel Telles da Gama e um repositório de três décadas em que os projectos contam mais, ou são mais relevantes, do que as exposições, pois são mais extensos, podendo abarcar várias mostras num mesmo projecto. 
Olhando o percurso deste artista, desde as primeiras exposições em 1990 até hoje, o que ressalta imediatamente é uma pulsão transformadora contínua, sinal de uma insatisfação permanente que não se instala nem se acomoda numa qualquer repetição; cada projecto é também um ciclo que se abre, se prolonga e se fecha, e que, por vezes, deixa adivinhar soluções futuras. 
[José Luís Porfírio]

quarta-feira, 23 de março de 2022

Degelo

Degelo 
Inez Teixeira 

Edição e apresentação de Nuno Faria 
Tradução de José Gabriel Flores 

ISBN 978-989-568-009-2 | EAN 9789895680092 

Edição: Fevereiro de 2022 
Preço: 24,52 euros | PVP: 26 euros 
Formato: 22 × 31 cm (encadernado) 
Número de páginas: 192 (a cores) 

Com a Fundação Carmona e Costa 

Edição bilingue: português-inglês


Nuno Faria: «[…] o desenho não é aqui um espaço de representação, mas de revelação; uma forma de conduzir forças interiores que, misteriosamente, nos pertencem e transcendem.» 


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «DEGELO — Desenho 1989-2021», de Inez Teixeira, com curadoria de Nuno Faria, realizada na Fundação Carmona e Costa, de 19 de Fevereiro a 21 de Maio de 2022. 



A produção em desenho de Inez Teixeira tem permanecido na sombra de um percurso cuja face visível e reconhecível é a pintura. E é, eloquentemente, da sombra que este amplo, diverso e desconcertante conjunto de desenhos desponta para revelar uma particular sensibilidade à emergência da imagem como negativo, decalque, vestígio. 
Desenho, desenhar, entendidos em sentido amplo, como campo de imanência e de experiência sensível do mundo. A prática do desenho não tanto como exercício autoral mas como indagação interior, como campo de possibilidades, como ritual meditativo. 
O conjunto de desenhos reunidos na exposição «Degelo», realizados durante um extenso período de tempo, inédito na sua quase integralidade, revela um programa de pesquisa livre de constrangimentos formais e um entendimento do desenho como prática processual e experiencial. 
Da exposição (e deste livro) constam cerca de uma centena de desenhos, sobretudo organizados em séries, pontuadas por surpreendentes excepções, e um singular conjunto de pequenas esculturas em que a artista integra pedras encontradas no espaço natural. 
A pedra, elemento geológico, que remete para um fazer da terra — aquém, portanto, do exercício artístico — é, pois, o elemento transitivo desta experiência em que se constitui não somente a prática do desenho, mas também o conjunto de aflorações presentes nesta exposição. 
[Nuno Faria]

terça-feira, 2 de maio de 2017

Terra Incógnita I Inez Teixeira


Terra Incógnita


Texto de João Silvério

ISBN: 978-989-8834-64-5

Edição: Abril de 2017

Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 21x26 cm [a cores]
Número de páginas: 88


Edição bilingue: português-inglês

[Em colaboração com a Fundação Carmona e Costa]





Livro publicado por ocasião da exposição Terra Incógnita, de Inez Teixeira, com curadoria de João Silvério, realizada na Fundação Portuguesa das Comunicações entre 30 de Março e 13 de Maio de 2017.

[…] o desenho tem uma importância muito forte na obra da artista, como uma estrutura que lhe permite a procura de outras experiências, mesmo na sua proximidade com a literatura e com outras preocupações que a sua pintura virá a revelar. Principalmente nesta exposição, que se intitula Terra Incógnita, e na qual trabalha, sobretudo, a estrutura de imagens pictóricas que se constituem como mapas indecifráveis, mas também como campos visuais que nos são próximos em termos estéticos, e nos quais a geografia encontra uma correspondência com o seu imaginário enquanto processo que se densifica e acumula, tal como nos desenhos. Ou na cartografia dessa terra desconhecida que pode ser o cosmos ou o mar, como metáfora da transformação eterna, e como as paisagens e as caveiras, uma espécie de abóbadas siderais que na sua antropomorfia dão forma ao rosto humano e ao seu pensamento preexistente que aí residiu como um universo infinito.
Essa «Terra Incógnita», que outrora denominava os sítios e os lugares que não sendo conhecidos pelos humanos constavam desse mapa, pode ser lida como a confirmação de uma ausência que se presentificava como limite empírico, embora absolutamente desconhecido em termos racionais. Mas esse mapa improvável abria o espaço para antever um outro mapa, este mais abstracto e sem um código reconhecível, que nesta exposição pode ser interpretado como o perímetro intangível que nos dá a possibilidade de transpor em cada obra essa negação de território fechado que nos surpreende e nos retém o olhar. [João Silvério]

Inez Teixeira (1965) vive e trabalha em Lisboa. É licenciada em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa. Participou, em 2010 e 2014, em residências artísticas na Cité Internationale des Arts Paris, Institut Français (com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian). A sua obra tem sido representada em exposições individuais e colectivas desde 1992 e em diversas colecções públicas portuguesas.