«Pintar e viver nunca foram, para mim, senão uma e a mesma coisa.»
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segunda-feira, 30 de março de 2020
sábado, 8 de junho de 2019
Feira do Livro de Lisboa I 8 de Junho de 2019
Livro do Dia 25 / 15
«talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral»
[Mário Cesariny]
Promoção 15 / 9
Uma certa quantidade de gente à procura
de gente à procura de uma certa quantidade
[Mário Cesariny]
Esta edição inclui poemas de Mário Cesariny,
em edição bilingue (português-inglês), com traduções de Jethro Soutar e Richard Zenith
Etiquetas:
Feira do Livro de Lisboa 2019,
Jethro Soutar,
Jorge Queiroz,
Laurens Vancrevel,
Maria Etelvina Santos,
Mário Cesariny,
Richard Zenith
sábado, 8 de dezembro de 2018
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Memórias — Os anos do exílio em Itália (1.º volume) I Élisabeth Vigée Le Brun
Memórias — Os anos do exílio em Itália
(1.º volume)
Élisabeth Vigée Le Brun
Tradução, apresentação e notas de Maria Etelvina Santos
ISBN 978-989-8902-34-4 | EAN 9789898902344
Edição: Outubro de 2018
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 15,5 x 21,5 cm (brochado)
Número de páginas: 256
«Pintar e viver nunca foram, para mim, senão uma e a mesma coisa.»
«Quanto a Madame [Luísa] Todi, aliava a uma voz magnífica todas as qualidades de uma grande cantora, e cantava com a mesma perfeição tanto o cómico como o trágico.»
[p. 94]
«[…] também fiz o retrato, meio corpo, do próprio Lord Bristol, e o de Madame Silva, a jovem portuguesa que depois fui reencontrar em Nápoles e de quem falarei mais tarde.»
[p. 172]
«Fui ter com Madame Silva, a minha amável portuguesa, para percorrer com ela uma parte da ilha que é encantadora»
[p. 210]
Figura controversa na sua época, Jean-Jacques Rousseau é o autor escolhido por Élisabeth Vigée Le Brun [1755-1842] para dar voz à epígrafe das suas Memórias. A escolha, não sendo inocente, revela-se mesmo inevitável. Mais do que as memórias da pintora oficial da rainha Maria Antonieta, ou do seu exílio de doze anos, as páginas de Vigée Le Brun reflectem um ponto de vista idêntico ao que encontramos nos textos de Rousseau, sobretudo nas Confessions ou Rêveries: o da sensibilidade que vive no olhar, o da subtileza e cadência da poesia, o da verdade de um ritmo musical ou dos múltiplos matizes da cor, o da convicção que se forma na audácia de quem se confessa sugestionável ou na intimidade visionária de quem cria. É sob esta luz que se desdobram os acontecimentos relatados pela autora.
[…]
Memórias ou autobiografia, estamos perante um texto que se divide em dois grandes momentos (dos quais o primeiro se publica agora em tradução).Esta primeira parte, ou volume, consta das doze cartas à princesa Kurakin (relato da vida da autora, incluindo uma viagem à Flandres, as sessões de pintura com a rainha Maria Antonieta, os anos que antecederam a Revolução, até 1789, e a sua saída de Paris) e dos dez capítulos (correspondentes a cerca de dois anos e meio, entre 1789 e 1792) que relatam a fuga e o percurso através dos Alpes e a sua estada em Itália, até à partida para a Áustria, continuando o exílio que durou cerca de doze anos.
[Maria Etelvina Santos]
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel I Mário Cesariny
Um Rio à Beira do Rio – Cartas para Frida e Laurens Vancrevel
Mário Cesariny
Edição de Maria Etelvina Santos e Perfecto E. Cuadrado
Apresentação, tradução e notas de Maria Etelvina Santos
Posfácio e comentários de Laurens Vancrevel
ISBN: 978-989-8834-82-9
Edição: Outubro de 2017
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 512
[co-edição com a Fundação Cupertino de Miranda]
Mário Cesariny: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral»
«enquanto houver água na água»
expressão tão bela,
tão reveladora, da sede, do desejo a agir,
com a sua imagem dupla de redução
(pela purificação) da água pela água –
num poema meu, diz-se
«um rio à beira do rio»
[Mário Cesariny a Frida e Laurens Vancrevel, 23 de Julho 1978]
A correspondência trocada durante trinta e seis anos entre Mário Cesariny, a minha mulher Frida e eu próprio, da qual se reproduzem neste livro as cartas do Mário, dá testemunho da profunda amizade que nos uniu e, é preciso dizê-lo, revela apenas uma pequena parte da história. Faltam a essa correspondência as conversas calorosas que tivemos durante as nossas estadas em Lisboa e as visitas do Mário a Amsterdão; faltam ainda todas as conversas telefónicas.
[Laurens Vancrevel]
[…] a troca epistolar, prolongada e intensa pela amizade, de Cesariny com Frida e Laurens Vancrevel, excede em muito o interesse factual, embora também este seja da maior importância, uma vez que os factos mais relevantes associados ao(s) movimento(s) surrealista(s), cisões, novos recomeços, revistas e outras publicações, exposições, nomes reconhecidos no domínio literário e nas artes plásticas, são objecto de diálogo, de opinião, de tomada de posições, desde finais dos anos sessenta até 2005, data da última carta enviada por Cesariny aos Vancrevel.
[…]
Estes três interlocutores – Mário Cesariny, Frida De Jong e Laurens Vancrevel – escrevem, pintam, traduzem. […] Do livro que nasce ao livro que se publica, quer seja pela mão de Laurens Vancrevel, da casa editora Meulenhoff ou da revista Brumes Blondes que dirige, quer em folhas volantes tão do agrado de Cesariny, fala-se muito de pintura, de música, de poesia, da vida: «talvez possamos conversar um pouco – sobre a vida em geral», escreve o poeta na última carta.
[Maria Etelvina Santos]
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Maria Gabriela Llansol na Livraria Sistema Solar I Chiado
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Geografia Imaterial | João Barrento
Geografia Imaterial
João Barrento
Fotografias de Maria Etelvina Santos
ISBN: 978-989-8566-74-4
Edição: Outubro de 2014
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 128
O horizonte — o próximo e o distante — dos três ensaios deste livro é o da desconstrução da ideia do poema como lugar e motor de qualquer forma de utopia, e da impossível resposta à questão «O que é a poesia?». Uma vez que a poesia não existe, prefiro dirigir o olhar para a configuração do poema como matéria do puro possível, aquela que vive da tensão do aberto e melhor evidencia a «potência sem acto» da linguagem, ou a sua «pujança sem poder», aquilo que, no discurso da poesia, devém hoje para o quase-nada e não parece querer devir para outro lugar que não seja o do apagamento de sentidos definitivos. «A potência dos poetas», escreve Maria Gabriela Llansol num dos cadernos inéditos, «é uma fonte» — e não um dado adquirido ou uma qualquer forma de poder do poema sobre o mundo. Mas se for escrita do mundo (em que ela própria se inclui), mais do que mera grafia do Eu, a poesia será sempre uma espécie de «contra-música» da respiração do mundo. É também assim que ela é vista nos ensaios deste livro — e, em consonância com eles, nas fotografias de Maria Etelvina Santos que o acompanham. [João Barrento]
João Barrento [Alter do Chão, 1940]. Estudou Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa (1958-64). Foi leitor de Português na Universidade de Hamburgo entre 1965 e 1968, e docente de Literatura Alemã e Comparada na Faculdade de Letras de Lisboa (1969-86). De 1986 a 2002, foi Professor Associado Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no jornal Público e na maior parte das revistas literárias portuguesas, bem como nalgumas estrangeiras. É ensaísta e tradutor de literatura de língua alemã. Publicou treze livros de ensaio, crítica e teoria literária, e algumas centenas de artigos. Foi Vice-Presidente do PEN-Clube Português entre 1994 e 2003; Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Germanistas (1994-96); Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Tradutores (1989-97) e da Associação Portuguesa de Literatura Comparada. Foi Professor Convidado e conferencista na Áustria, Bélgica, e em várias universidades alemãs e brasileiras. É membro de diversas organizações literárias e científicas. Recebeu numerosos prémios e condecorações nacionais e internacionais; publicou algumas centenas de artigos e ensaios, nas áreas da teoria da literatura e da tradução, das literaturas de língua alemã, da literatura comparada e da literatura portuguesa; e algumas dezenas de traduções de autores de língua alemã, especialmente poesia do século XX, teatro contemporâneo, Goethe e Walter Benjamin.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
«Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo» | Ilda David’, Duarte Belo
Maria Gabriela Llansol – Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo
Ilda David’, Duarte Belo
João Barrento, Maria Etelvina Santos, Maria Gabriela Llansol, Nuno Faria
ISBN: 978-989-8566-77-5
Edição: Outubro de 2014
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 160 a preto e branco e a cores
[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]
Catálogo publicado por ocasião da exposição Maria Gabriela Llansol – O Encontro Inesperado do Diverso – com Ilda David’ e Duarte Belo [26 de Julho 2014 – 12 de Outubro 2014, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
A exposição O Encontro Inesperado do Diverso, que este livro vem documentar, inaugurou um ciclo de exposições dedicadas a poetas ou a universos literários próximos da poesia sem serem formalmente poesia. Maria Gabriela Llansol [1931-2008] construiu uma das obras mais fascinantes e enigmáticas do panorama literário contemporâneo, inesgotável na leitura do mundo, na fulgorização dos seres, na transfiguração da escrita.
O título da exposição, O Encontro Inesperado do Diverso, tomado de empréstimo ao livro Lisboaleipzig, é programático: representa, por um lado, a pluralidade e a abertura do projecto literário de Llansol, onde confluem outras obras, imagens e objectos reais e sonhados, em que a experiência da vida dá forma à escrita e em que a performatividade da escrita se verte no vivido quotidiano, reinventando-o, repropondo-o; e, por outro lado, é metarepresentativo do encontro em que se constitui a própria exposição, para onde convocámos dois outros universos autorais, da artista Ilda David’ [n. 1955] e do fotógrafo Duarte Belo [n. 1968], que conheceram Maria Gabriela Llansol e com quem colaboraram.
Os trabalhos de Ilda David’ e Duarte Belo são, em Portugal, daqueles que mais íntima e aprofundadamente têm convivido com a literatura, mantendo um diálogo permanente com diversos autores dessa área ou tomando a escrita como matéria de inspiração. Assim, através da pintura, da gravura, do mosaico, do bordado ou do desenho, atravessados por personagens e objectos do livro, entre planos de representação e de corporalização, procura-se o sulco inscrito pela escrita de Llansol. Em contraponto, as fotografias propõem o espaço quotidiano e encenado da escrita, tornam presentes, apesar de distantes, as coisas e o tempo delas, todo um imaginário.
O Encontro Inesperado do Diverso é uma experiência que transporta, para o espaço físico e codificado do museu, o lugar da apresentação, o espaço encapsulado e mágico do livro e, mesmo arriscando o desencontro ou a paralaxe, tentando dar corpo à voz interior da escrita e procurando o milagroso.
[Nuno Faria]
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