terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sombras y Paradojas. El dibujo de Jorge Martins


Sombras y Paradojas. El dibujo de Jorge Martins
Jorge Martins

Edição e texto de Óscar Alonso Molina
Apresentação de Antonio Franco e Óscar Alonso Molina

ISBN 978-989-8902-24-5 | EAN 9789898902245

Edição: Outubro de 2018
Preço: 28,30 euros | PVP: 30 euros
Formato: 17 x 23,5 cm (brochado)
Número de páginas: 304

Edição trilingue: espanhol-português-inglês
(traduções de José Gabriel Flores)


Com a Fundação Carmona e Costa e o MEIAC.



desenho para compreender o que é o desenho

Este livro foi produzido por ocasião da exposição «Sombras y Paradojas», de Jorge Martins, com curadoria de Óscar Alonso Molina, realizada no MEIAC, Badajoz, em Outubro e Novembro de 2018, com o apoio da Fundação Carmona e Costa.


Sombras e Paradoxos. O desenho de Jorge Martins é a primeira exposição individual de vulto que em Espanha se dedica a um dos nomes cimeiros da arte portuguesa do século passado. Aos setenta e oito anos, e ainda em plena actividade criadora, Jorge Martins (Lisboa, 1940) conseguiu tornar-se uma referência dentro do rico panorama criativo actual do país vizinho, tanto pela firmeza e independência do seu compromisso estético — em boa medida alheio ao vaivém das modas internacionais que década a década vai ditando o devir colectivo da criação — como pela singular posição que ocupa no mapa geracional. De facto, a atenção que o seu trabalho ultimamente suscita entre os jovens artistas é um importante elemento a ter em conta quando chega o momento de avaliar a pertinência de uma obra como a sua, onde uma impecável formalização se combina com uma procura contínua de novos processos e soluções no momento de delinear as imagens plásticas.
 [Antonio Franco e Óscar Alonso Molina]


Ao longo da história, o desenho tem sido associado à capacidade de exprimir o que há de mais íntimo, as profundezas da psicologia do artista. Nele, supostamente, a sua «mão» autêntica revelava-se com toda a clareza e sem distorções, na medida em que o desenho exprime da forma mais imediata as imagens mentais internas que o criador retira de si próprio, lançando-as ao mundo, dando à luz por meio de formas plásticas concretas, susceptíveis logo a partir desse momento de serem vistas (por ele próprio, em primeiro lugar), comentadas, partilhadas, analisadas e postas em dúvida.
[…]
Certa vez, Jorge Martins disse-me que «existem realidades cuja única verdade é a sua representação.» Ao ver os seus desenhos, não tenho qualquer dúvida disso… E que assim seja.
[Óscar Alonso Molina]

Notebook — La Morte del Desiderio I Vasco Araújo


Notebook — La Morte del Desiderio 
(texto baseado em poemas de Kavafis e Al Berto) 
Vasco Araújo 

ISBN 978-989-8902-33-7 | EAN 9789898902337 

Edição: Setembro de 2018 
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros 
Formato: 13,5 x 19,8 cm (brochado) 
Número de páginas: 176, a cores 

Edição trilingue: português-inglês-holandês 
(traduções de Rui Cascais e Michael Meert

Com o M-Museum Leuven




Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Vasco Araújo», realizada no M-Museum Leuven, com curadoria de Eva Wittocx, entre 28 de Setembro de 2018 e 17 de Março de 2019.


1.
Estive alguns momentos a observar um grupo de rostos impressos por fisionomias fortes. Rostos e faces encaixadas em cabelos bem desenhados que suspendiam homens/cabeças que anunciavam figuras e tempos ilustres de um passado na história mas presente na memória. As faces eram austeras. Os olhos sem cor na cor em que a pedra nos olha. Por entre os membros deste grupo silencioso estava um que se distinguia pelo olhar incisivo pela expressão mais intensa. Era um homem/cabeça sem título, sem nome. Um leve movimento a moldar o rosto distinguia nos seus olhos um momento agora inexpugnável.

Inconnu.
O carácter afirmado da fisionomia convida-nos a ver este homem comum em primeiro plano.

[…]

40.
O seu conhecimento, a ninguém o deu, mas a possibilidade dele, a todos.
O mundo pertenceu-lhe, a memória revela-me essa herança, esse bem.
Hoje, fica tudo por fazer.
Faça-se o que se fizer, reconstrói-se sempre o monumento à nossa maneira.
É uma infelicidade este conhecimento…

O Riso de Momo — Ensaio sobre os ofícios de Pedro Proença, em torno da exposição "O Riso dos Outros" I Pedro Eiras


O Riso de Momo — Ensaio sobre os ofícios de Pedro Proença, em torno da exposição O Riso dos Outros
Pedro Eiras

ISBN 978-989-8902-38-2 | EAN 9789898902382

Edição: Outubro de 2018
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 112


Com a Fundação Eugénio de Almeida



o artista é o grande centrípeto a centrifugar o mundo 
[Pedro Proença]


Este livro foi publicado pela ocasião da exposição «O Riso dos Outros», de Pedro Proença, com curadoria de João Gafeira, realizada no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, entre Outubro de 2018 e Março de 2019.


Pedro Proença é artista plástico. Quero dizer: autor de desenhos, pinturas, instalações. Mas também escritor de inúmeros livros, publicados (nem sempre fáceis de encontrar) ou inéditos: poesia, ficção, ensaio, textos híbridos, de classificação fugidia. Muitas vezes, ilustra os livros que escreve; ou talvez: escreve a partir das imagens que compõe; e ainda: cria as fontes tipográficas desses livros, a meio caminho entre escrita e desenho; etc. Nos anos 1980, fez parte do Movimento Homeostético, com Manuel João Vieira, Pedro Portugal, Ivo, Xana, e mais tarde Fernando Brito. No fim do livro Da Inscrição, afirma sobre si próprio: «É, provavelmente, quem escreveu mais manifestos à face da terra» (Proença 2017: s/p).
[…]
O ofício múltiplo de Pedro Proença gera ainda uma explosão de heterónimos (nota bene: também será preciso voltar a isto); e esses heterónimos, por seu turno, têm uma multiplicidade de ofícios própria: escrevem, desenham, pintam, realizam instalações. Bernadete Bettencourt inventa fontes tipográficas, escreve poesia, cria livros de artista; John Rindpest faz instalações, encena textos a partir de estruturas da música barroca, traduz a Bíblia, cria poesia visual/concreta; Sóniantónia e Sandralexandra escrevem livros, alimentam blogues, traduzem e ilustram Shakespeare; Sóniantónia é também escultora; Sandralexandra reinventa a mail art; Rosa Davida cria etiquetas, fontes tipográficas, faz pastiches de Gertrud Stein e Ludwig Wittgenstein; Pierre Delalande escreve poemas e autobiografias, cria capas de livros (antes de os escrever), cria painéis pela junção de diversas imagens.
São muitos nomes, e cada um deles tem muitos ofícios. A obra in fieri conduz a uma inevitável sensação de vertigem […].
[Pedro Eiras]

O Riso dos Outros I Pedro Proença


O Riso dos Outros
Pedro Proença

Textos de José Alberto Ferreira, Jorge Ramos do Ó, João Gafeira

ISBN 978-989-8902-37-5 | EAN 9789898902375

Edição: Outubro de 2018
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado)
Número de páginas: 192 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês
(tradução de Joaquim Gafeira)


Com a Fundação Eugénio de Almeida



Pedro Proença é um paradoxo escrevente. […] O seu trabalho resulta num apelo à aparência alegórica, à multiplicidade pseudo-narrativa, ou a jogos morfológicos contaminados por interferências do literário, que lhes abanam os inquietantes sentidos.



Este livro foi publicado pela ocasião da exposição «O Riso dos Outros», de Pedro Proença, com curadoria de João Gafeira, realizada no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, entre Outubro de 2018 e Março de 2019.


O Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida acolhe, com O riso dos outros, uma excepcional exposição, com assinatura de Pedro Proença. Criador de incontornável referência no panorama português, Proença explora nesta proposta uma inequívoca disposição narrativa que lhe permite orquestrar um conjunto de personagens cujas vozes, personalidades, obsessões e criações são a matéria essencial da exposição. John Rindpest, Sandralexandra, Sóniantónia, Rosa Davida, Pierre Delalande, Bernardete Bettencourt e Pedro Proença ele-mesmo, sob a visão curatorial de João Gafeira, também ele um outro do autor, são as sete personagens que aqui expõem palavras e objectos, biografias e bibliografias, criações e variações sobre a criação.
[…] É claro que as personagens que assim vão irrompendo e pontuando o percurso de Pedro Proença [...] respondem a um desafio de multiplicidade, acompanhado da vontade de voragem, ou da voragem da vontade. Frequentar e canibalizar escritos e obras, citar, parodiar, pastichar, retomar, apropriar, entre o iconoclasmo e a indeterminação autoral que devolve ao espectador a responsabilidade última da fruição e da leitura.
[José Alberto Ferreira]


A dinâmica que Proença celebra, nas suas exposições e nos seus livros que multiplica, vai no sentido de abolir as diferenças entre arte, história, literatura e filosofia, porque desde sempre não acredita na possibilidade de uma articulação estável dos saberes. Exprime-se por afetos, intensidades e experimentações; o que resulta de tudo isso é uma obra entre-aberta, a continuação do velho sonho da enciclopédia babélica.
[Jorge Ramos do Ó]

A Palavra Imperfeita — Escritos sobre artistas contemporâneos I David Santos


A Palavra Imperfeita — Escritos sobre artistas contemporâneos
David Santos

Prefácio de Pedro Lapa

ISBN 978-989-8834-87-4 | EAN 9789898834874

Edição: Outubro de 2018
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 15 x 21 cm (brochado)
Número de páginas: 992


Com o Colégio das Artes — Universidade de Coimbra



Este livro representa um olhar retrospetivo sobre o que, ao longo de vinte anos (iniciados em 1996), entre a crítica de arte e o exercício da curadoria, julguei ter a dizer sobre a arte que me assaltou os sentidos e a mente.


São artigos, pequenos ensaios ou escritos sobre arte e artistas contemporâneos que a vida foi cruzando ao meu olhar, ao meu desejo de interpretar ou valorizar por palavras.
Desse modo, a narrativa do olhar ou da observação apaixonada marca um desequilíbrio aqui plenamente assumido, pois a palavra, essa expressão linguística afinal sempre incompleta, não desiste, porém, do jogo e da significação.
Como escreveu Bernardo Soares no seu Livro do Desassossego: «Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde».
[David Santos]


David Santos, no curso destas duas décadas, tem sido explícito nas referências a um pensamento pós-estruturalista da história da arte e do domínio filosófico. Longe de se refugiar num inominado território sob pretexto de independência e originalidade, que sabemos ser marca da ausência de ideias, convoca abertamente as problematizações desses historiadores e críticos do círculo da October para estabelecer rearticulações e produzir significações suscetíveis de ativar as potencialidades críticas que efetivamente aprecia na leitura das obras que elege. Nestes seus escritos torna-se notório o privilégio de uma implicação com a dimensão social e política do fazer da arte.
[Pedro Lapa]

Os Nunes Tinoco — Uma dinastia de arquitectos régios dos séculos XVII e XVIII I Teresa de Campos Coelho


Os Nunes Tinoco — Uma dinastia de arquitectos régios dos séculos XVII e XVIII
Teresa de Campos Coelho

Prefácio de Rafael Moreira

ISBN 978-989-8902-26-9 | EAN 9789898902269

Edição: Setembro de 2018
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 16,5 x 24 cm (brochado)
Número de páginas: 552 (extratexto a cores)


Com a Fundação da Casa de Bragança



Fruto de uma dinâmica familiar endógena com características próprias, esta dinastia de arquitectos desenhou a especificidade da arquitectura de todo o século XVII e inícios do século XVIII, razão pela qual a elegemos como o objecto do nosso estudo.


[…] Teresa apresenta – pela primeira vez na historiografia da arte portuguesa – a biografia de uma inteira «dinastia» de arquitectos, ao mesmo tempo que abre as portas a uma visão muito refrescante do nosso desprezado século XVII como uma época de inovação e avanço, e não de apatia e conservadorismo, senão mesmo de retrocesso. […]
Assim, os Nunes Tinoco emergem da quase obscuridade em que se encontravam, para uma das mais poderosas e longevas dinastias de arquitectos nacionais (nunca nenhum deles, que se saiba, saiu para fora das nossas fronteiras), centrada na figura de um patriarca geracional – Pedro, João e Luís: avô, filho e neto – rodeado de satélites menores (irmãos mais jovens, sobrinhos, primos) cada um especializado numa área bem definida, funcionando no todo como uma espécie de empresa familiar com um forte sentido corporativo de coesão e entreajuda.
[Rafael Moreira]


A tese de doutoramento que aqui apresentamos [...] resulta do desenvolvimento de um tema cuja investigação iniciámos quando ainda frequentávamos o Curso de Mestrado em História da Arte [...]: a importância do papel que as famílias de arquitectos, verdadeiras dinastias, desempenharam, não apenas na formação dos seus elementos, mas também na formulação e adaptação de princípios teóricos e realizações práticas que determinaram o discurso da arquitectura portuguesa.
Foi neste âmbito que surgiu o nosso interesse pelos Tinocos cuja actividade, a par da de outros como os Arruda, Álvares, Frias, Couto ou Serrão Pimentel, constituíram uma referência incontornável nesse mesmo discurso.
[Teresa de Campos Coelho]