quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Obra central da literatura catalã na Documenta


TIRANT LO BLANC 
é uma obra central da literatura catalã, escrita no século XV 
e dedicada «ao sereníssimo Príncipe Dom Fernando de Portugal […] mui excelente, virtuoso e glorioso Príncipe, Rei expectante», mas também da literatura europeia e universal.

Tradução de Artur Guerra
Prémio Ramon Llull de Tradução Literária 2018 da Fundação Ramon Llull

Xilogravuras e desenhos de Ilda David'




Marque encontro com esta obra na sua livraria habitual, 
na livraria Sistema Solar da Rua Passos Manuel, em Lisboa, e em 
www.sistemasolar.pt
Bons encontros e boas leituras!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Livraria Sistema Solar





LIVRARIA SISTEMA SOLAR
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa
Telefone 210 117 010 livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt
segunda a sexta: 10h-13h; 14h-19h

Gostamos muito de o(a) ver por cá. 

Visite-nos e traga os seus amigos também!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Riso Vermelho — Fragmentos encontrados de um manuscrito I Leonid Andreiev



Riso Vermelho — Fragmentos encontrados de um manuscrito
Leonid Andreiev

Texto português e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN 978-989-8833-45-7 | EAN 9789898833457

Edição: Dezembro de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 112 (com auto-retratos a cores)


O riso vermelho é o de todos os mutilados, o de todos os corpos rasgados… que se espalha pelo céu, pelo sol, e derrama sobre toda a terra.


O Riso Vermelho surge como sucessão de fragmentos de um manuscrito; saído, na aparência, da pena de dois autores irmãos, mas que acabamos por perceber que se trata apenas de um deles, com uma primeira parte que imagina a experiência de guerra do irmão já morto, a partir das memórias que as suas emocionadas descrições lhe deixaram, com uma segunda que relata a sua própria experiência perante as consequências apocalípticas da guerra — em si e em tudo aquilo que o rodeia.
[…]
Andreiev afirmou que esta novela lhe foi inspirada por gravuras de Goya. Chegou a imaginar uma edição ilustrada por essas gravuras; pintou com grande dimensão algumas delas, que tinha expostas nas paredes do seu escritório. Mas os seus excessos visionários desviam-se do humor sarcástico de Goya; Andreiev é amargo e militantemente austero, sempre afastado do horror satírico que o pintor espanhol nunca abandonou nos mais negros momentos da sua imaginação.
[…]
Andreiev foi durante a sua vida um apaixonado pela fotografia, atento aos maiores avanços técnicos que houve no seu tempo neste domínio. Há no seu espólio centenas de chapas e máquinas fotográficas de fabrico alemão e francês, e foi pioneiro na fotografia a cores.
Gostando, como gostava, fisicamente de si, prolongou no tempo a sua imagem deixando à posteridade um grande número de auto-retratos. São todos de um rosto mais ou menos melancólico e sobrecarregado na expressão por um qualquer martírio interior; reflecte em quase todos, assumindo como seu, o que imaginamos para muitas das atormentadas personagens dos seus livros.
[Aníbal Fernandes]

A Morte da Terra I J.-H. Rosny Aîné



A Morte da Terra
J.-H. Rosny Aîné

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN 978-989-9006-12-6 | EAN 9789899006126

Edição: Dezembro de 2019
Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 136




A morte suicida do homem
a luta com um mundo que lhe foge.


Hoje, o nome do escritor J.-H. Rosny aîné surge ligado, sobretudo, ao seu romance La Guerre du feu, de 1909, uma história do homo faber preocupado com a imprescindível «posse» do fogo essencial à sua sobrevivência. Mas publicou, no ano seguinte ao desta sua obra mais célebre, uma bastante curiosa novela a que deu o título A Morte da Terra.
Esta morte é pré-anunciada por quase todas as religiões. Surge como castigo divino, desenvolvida em narrativas apocalípticas que competem entre si nos horrores que destinam ao homem julgado pelo seu comportamento terreno.
[…]
A Ciência, essa prevê a morte da Terra por razões não determinadas pela justiça implacável e temperamental dos deuses. Conhece-lhe uma morte ainda muito longínqua, ligada ao inexorável envelhecimento do Sol; sabe que um meteorito de grandes dimensões, com uma trajectória que o faça embater no planeta, pode anular-lhe a vida que muito lentamente ressuscitará, talvez sob novas formas, como já aconteceu quando um acidente deste tipo livrou a Terra da fauna feroz e disforme a que damos hoje o nome de dinossauros; […].
J.-H. Rosny aîné soube em 1910 sonhar esta morte suicida do homem, vítima dos excessos provocados pelo seu avanço civilizacional. Teve a coragem de um texto desolado, que imagina o fim do derradeiro resto da humanidade não exposto a um brutal acidente cósmico nem apocalíptico, mas ao esgotamento (ajudado por movimentos sísmicos) dos seus recursos naturais. O planeta desses dias é um imenso deserto onde subsistem alguns oásis ainda férteis mas com uma progressiva escassez de água. Já não há florestas nem rios nem lagos nem mares, todos os animais irracionais desapareceram com a excepção de algumas aves, evoluídas no seu comportamento até zonas próximas da racionalidade; e há já indícios de uma vitória de minerais a progredirem num comportamento animalizado que os parece destinar a futuros ocupantes da Terra.
[Aníbal Fernandes]

Um Álbum Aberto — Quinta do Monte I Lourdes Castro, Manuel Zimbro



Um Álbum Aberto — Quinta do Monte
Lourdes Castro, Manuel Zimbro

Textos de Almeida Faria, Carolina Rocha Machado, Manuel Zimbro e Paulo Pires do Vale

ISBN 978-989-9006-06-5 | EAN 9789899006065

Edição: Outubro de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado)
Número de páginas: 176 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês




A memória daqueles dias luminosos permanece envolta num halo capaz de 
resistir a todas as tristezas e traições do esquecimento.
[Almeida Faria]


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Lourdes Castro, Manuel Zimbro: Quinta do Monte 1983-1988», realizada na Fundação Carmona e Costa, com curadoria de Paulo Pires do Vale, entre 1 de Outubro e 9 de Novembro de 2019, e complementa a publicação do livro de artista Main Entrance – Quinta do Monte 1983-1988, fac-símile baseado no Álbum da Quinta do Monte, de Lourdes Castro e Manuel Zimbro.


Em 1983, Lourdes Castro e Manuel Zimbro deixaram Paris e regressaram a Portugal, à ilha da Madeira, onde a artista nasceu. No dia 21 de Abril desse ano, mudaram-se para a Quinta do Monte, um palacete do início do século XIX emprestado pela família Rocha Machado, para aí residirem enquanto procuravam o lugar onde iriam construir a sua casa.
Nesta exposição, concentramo-nos nos cinco anos vividos nessa Quinta, onde Lourdes Castro faz ou projecta as suas últimas obras, dando atenção às sombras do jardim e das suas flores, da casa e dos seus objectos. O nosso ponto de partida foi o Álbum da Quinta do Monte, nunca exposto, onde Lourdes Castro manifesta a prática da recolha recorrente em muitos dos seus livros de artista, misturando a sua vida, durante a estada naquela Quinta, com a dos anteriores habitantes, cruzando referências e coleccionando indícios. […]
No dia 23 de Maio de 1988, Lourdes Castro e Manuel Zimbro mudaram-se para a casa que construíram no Caniço. Aí continuaram a sua história, iniciaram um novo Álbum.
[Paulo Pires do Vale]


A leveza dos verões do passado tinge-os de tons de nostalgia. Uma vaga tranquilidade invade-nos ao ver as fotografias do verão em que tomávamos o pequeno almoço com Lourdes Castro e Manuel Zimbro na Quinta do Monte, sentados em volta da mesa posta no meio de um prado rodeado de altas árvores. Sentíamos que aquele momento estava certo, que tudo no mundo estava ligado, que até o bolo em cima da mesa evocava os bolos pintados por velhos mestres em quadros florentinos ou venezianos.
[Almeida Faria]

Sombras e Outras Cores I Manuel Baptista


Sombras e Outras Cores
Manuel Baptista

Textos de Marina Bairrão Ruivo, João Pinharanda e José Gil

ISBN 978-989-9006-09-6 | EAN 9789899006096

Edição: Novembro de 2019
Preço: 28,30 euros | PVP: 30 euros
Formato: 21 x 27 cm (encadernado)
Número de páginas: 200 (a cores)

Com a Fundação Carmona e Costa

Edição bilingue: português-inglês



«Esta exposição não é nem uma Retrospectiva nem uma Antologia. É uma escolha de momentos-chave da obra de Manuel Baptista através da qual percorremos seis décadas de trabalho intenso, mas joyeux, experimental, mas rigoroso, diversificado, mas coerente.»
[João Pinharanda]



Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Sombras e outras cores», de Manuel Baptista, com curadoria de João Pinharanda, realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (de 31 de Outubro de 2019 a 26 de Janeiro de 2020) e na Giefarte (de 13 de Outubro a 15 de Novembro de 2019), em parceria com a Fundação Carmona e Costa.


O seu trabalho afirma-se num tempo crucial, o final dos anos 1950, início da década de 1960, no contexto de uma geração especial. O desejo de renovação cultural e artística, a procura da possibilidade de trabalhar ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levou uma geração de jovens artistas a partir, uns por opção e motivação expressiva, outros por motivações políticas e existenciais. 
[Marina Bairrão Ruivo]


O seu trabalho apresenta uma constante tensão entre construção e acaso, regra e indisciplina. Baptista parte do entendimento unificado que tem do par constituído pela vocação geométrica das formas e volumes e pela expressão da natureza (através da paisagem que o rodeia ou do registo isolado de certos elementos vegetais). Há, assim, no seu trabalho linhas que poderemos classificar como naturalistas e outras como geométricas, linhas de trabalho orgânicas ou matéricas, mas todas genericamente abstractas. 
[João Pinharanda]

A linguagem pictural de Manuel Baptista recorre a dois tipos de unidades «primeiras», com características contrárias — por exemplo, a mancha e a recta —, para, com elas, compor imagens de uma extrema complexidade. Na realidade, não se começa por uma mancha e uma recta, já que elas se
apresentam sempre em multiplicidades. A complexidade surge, pois, desde o «início»: conjuntos de manchas das mais variadas formas e cores, soltas e descontínuas, rectas que formam estruturas geométricas contínuas, estendendo-se por toda a tela. Não se vai do simples ao complexo, mas do complexo ao mais complexo. 
[José Gil]