sábado, 31 de março de 2018

A Minha Vida I Isadora Duncan


A Minha Vida
Isadora Duncan

Tradução e apresentação de José Domingos Morais

ISBN 978-989-8833-25-9 | EAN 9789898833259

Edição: Março de 2018
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 384




«Descobri que a dança é a digna companheira dos 
poemas de Walt Whitman.» 
Isadora Duncan


Isadora Duncan nasce em São Francisco da Califórnia, a 27 de Maio de 1877, «quando Vénus se encontrava em ascendência», tal como ela gostava de dizer, segundo referem alguns comentadores da sua vida.
É certo que a sua autobiografia, agora traduzida, não esconde os seus amores e paixões, mas revela-nos as fontes de inspiração das suas ideias sobre a arte da dança e o modo como as pôs em prática. Isadora, ao dançar, ignorava as técnicas do ballet clássico. Não usava sapatilhas, dançava com os pés nus e os cabelos soltos, vestia túnicas leves e ondulantes e movimentava-se num cenário constituído única e simplesmente por uma cortina. Isadora amava a natureza e a sua dança inspirava-se no vento e nas árvores a baloiçar, na ondulação das águas do mar, no voo das aves e nos movimentos dos outros animais.
[...]
Isadora amava a vida e a natureza e, consequentemente, amava a liberdade. Não respeitava tradições estéticas para exercer a sua arte, nem acatava ensinamentos. A arte da dança era a sua vida, gozada em liberdade. E também em liberdade gozava a vida social. 
[...]
A Minha Vida, as memórias da bailarina Isadora Duncan, teve a sua primeira edição em Inglaterra, em 1928, cerca de um ano após a sua morte ocorrida a 14 de Setembro de 1927.
[José Domingos Morais]



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Um Museu do Outro Mundo I José de Guimarães


Um Museu do Outro Mundo
José de Guimarães

Textos de Carlos Monjardino, Nuno Faria, Pedro Campos Costa, Sofia Campos Lopes

ISBN 978-989-8834-92-8 | EAN 9789898834928

Edição: Março de 2018
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 24 x 30 cm (brochado)
Número de páginas: 128 (com fotografias a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[co-edição com o Museu do Oriente]



José de Guimarães nos 30 Anos da Fundação Oriente 
e nos 10 Anos do Museu do Oriente


Nesta intervenção de grande escala, distribuída ao longo das duas galerias expositivas do piso 0 do Museu do Oriente, e sob a forma de dois espaços opostos e contrastantes, um preto, outro branco, à semelhança das duas energias Yin e Yang, a que as cores das obras de ambas as colecções imprimem ritmo e equilíbrio, artista, arquitecto e curador propõem um diálogo/reflexão em torno da ideia de Museu como espaço de alteridade, onde diferentes lugares e proveniências dialogam e ressoam entre si. 
[Carlos Monjardino]


José de Guimarães, no seu trabalho, procurou territórios, investigou realidades, confrontou-se com culturas, colecionou memórias, apaixonou-se por artefactos, relacionou perspectivas emocionais, numa longa viagem de vida à volta do mundo, de Oriente a Ocidente, sem esquecer a África e a América Latina. Através da sua viagem, o seu trabalho fez o mapeamento de um território íntimo, quase ritualista e místico e ao mesmo tempo universal. Por ser íntimo é universal.
[Pedro Campos Costa]


Mais que uma exposição, é um projecto que problematiza, de modo latente, a apropriação dos objectos, e vai mais longe. Atribui-lhes novos significados e destaca os que são comuns, os que os une. Os objectos podem perder a polissemia do seu contexto de origem, quando chegam aos museus, mas sem dúvida ganham outros, novos, do novo contexto em que são incorporados.
[Sofia Campos Lopes]


Num lugar que escrutina a expansão cultural do universo português, a exposição constitui-se como uma poderosa e incisiva reflexão sobre o museu enquanto espaço de alteridade, em permanente troca e diálogo com a estranheza e a familiaridade entre a arte e vida, o museu e o mundo.
[Nuno Faria]

José de Guimarães
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No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha um Osso no Meio do Caminho I Pedro Valdez Card


No Meio do Caminho Tinha um Osso,
Tinha um Osso no Meio do Caminho
Pedro Valdez Cardoso

Texto de Filipa Oliveira

ISBN 978-989-8902-12-2 | EAN 9789898902122

Edição: Março de 2018
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 21 x 26 cm (brochado)
Número de páginas: 152, a cores

Edição bilingue: português-inglês        


Vemos sempre, e apenas, uma secção, uma parte do mapa. 
O que não está mapeado é desconhecido. 


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho», de Pedro Valdez Cardoso, realizada pela Galeria Bessa Pereira e apresentada na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, entre 6 e 31 de Março de 2018.


A exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho» de Pedro Valdez Cardoso reúne um conjunto de trabalhos realizados entre 2004 e 2018 que nunca tinham sido mostrados juntos. Podendo ser considerados como uma única série ampla, estas obras têm em comum um fascínio do artista pelo Árctico e pela construção de mapas, bem como uma forte presença de um imaginário arqueológico. Na sua maioria desenhos, viajam ao passado, a um passado mitológico e fictício, para nos proporem uma reflexão sobre o período em que vivemos hoje, no qual a actividade humana interferiu dramaticamente com o planeta e os seus ecossistemas. Serão os mapas de Valdez Cardoso vestígios do passado ou visões do futuro? 
[…] 
Valdez Cardoso cria novos mapas, novas narrativas ficcionadas. Sem intenções de os tornar em verdades universais, apropria-se de ferramentas e discursos protocientíficos, mascara-os e infunde-os com elementos de fantasia e de imaginação. Reconhece também o poder simbólico e evocativo destes objectos e a sua capacidade de corporalizar a história e a memória. Aqui, o artista suspende o tempo e a verdade histórica, geográfica e antropológica para explorar o mistério e o desconhecido com inscrições de territórios que nunca existiram. Estes desenhos têm também a característica de serem visões parciais e já bastante deterioradas pelo tempo. Vemos sempre, e apenas, uma secção, uma parte do mapa. O que não está mapeado é desconhecido. Território dos dragões. 
[Filipa Oliveira]


Pedro Valdez Cardoso
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Todos os Títulos Estão Errados I Paulo Quintas


Todos os Títulos Estão Errados
Paulo Quintas

Textos de Isabel Carlos, Sara Antónia Matos, Rui Chafes

ISBN 978-989-8902-09-2 | EAN 9789898902092

Edição: Março de 2018
Preço: 26,42 euros | PVP: 28 euros
Formato: 20 x 25,4 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês

[EGEAC, Documenta, Fundação Carmona e Costa]



Quintas tem vindo a construir uma obra assente na rarefacção da imagem, onde o «escavar» é tão importante como o colocar ou o acrescentar camadas, na incerteza  do destino da interpretação e num regresso ao gesto primeiro da pintura. 


Na pintura de Paulo Quintas […] não há figuração humana e a rarefacção da figura, em geral geométrica e abstracta, a dissolução ou erosão das formas nas superfícies pictóricas parecem ser marcas da sua obra — o que me leva a dizer que a pintura  de Paulo Quintas é tocada pela índole da morte e da anulação. Tudo nela é da ordem da erosão, tudo tende a desaparecer e como que a desfazer-se na superfície da tela, tudo nela remete para a dissolução espacial. 
[Sara Antónia Matos

A designação da exposição impôs-se, assim, com uma clareza tão luminosa quanto cortante: «Todos os títulos estão errados», ou poderíamos dizer o seu contrário, todos os títulos estão certos. A intenção é propositadamente instalar uma espécie de desconforto com as afirmações, as nomeações, as sínteses, as grandes definições e os sistemas fechados: «Gosto de dizer uma coisa e o seu contrário. Os fragmentos estão cheios de identidade» (PQ). 
[Isabel Carlos

Gosto desta pintura, porque é verdadeira e corajosa. É directa, vem de dentro, de uma urgência de a fazer para a poder ver feita. […] 
Esta é a pintura de quem gostaria de se enterrar e deixar de ser (a vida do artista é a cova que ele vai cavando com os pés até desaparecer por completo na terra, enquanto vai revelando ao Mundo as «verdades místicas»). É a Obra de alguém que sabe que o preço é altíssimo: de alguém que paga as coisas (e a vida) com a própria alma. 
[Rui Chafes]



Paulo Quintas nasceu na Ericeira, em 1966. Vive e trabalha em Santa Rita, Torres Vedras. Frequenta o curso de Doutoramento em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2009); Pós-graduação em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2005); Licenciatura em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1997). Participa em exposições individuais e colectivas, no país e no estrangeiro, desde 1990. Está representado nas seguintes colecções: BANIF MAIS, Lisboa, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundação PLMJ, Lisboa; Culturgest - Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa; ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, Lisboa; Colecções privadas em Portugal, Espanha e Suíça.

«Tem vindo a desenvolver, desde o final da década de oitenta, um percurso artístico sólido e radicalmente individual, impermeável a modismos ou tendências diáfanas e talvez seja por isso que a sua obra não tem tido a visibilidade merecida.» [Isabel Carlos]

Parlatório I Tomás Maia e André Maranha


Parlatório
Tomás Maia e André Maranha

Fotografias de Pedro Tropa e Diogo Saldanha

ISBN 978-989-8902-04-7 | EAN 9789898902047

Edição: Fevereiro de 2018
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 17 x 21 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 80 (a cores)

[co-edição com Uma Clareira]

A escuta (do outro) é o acto inaugural da linguagem, e provavelmente assim começou o logos: frente à boca cerrada dos que partiam. A linguagem responde à questão que os mortos nos endereçam em silêncio. A linguagem acusa a recepção desse silêncio, desse nunca ou desse sempre, repetindo-o, repercutindo-o.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Parlatório», de Tomás Maia e André Maranha, patente no Ar.Co, em Lisboa, entre 23 de Fevereiro e 9 de Março de 2018.


— … digo «parlatório», pensando, entre outras coisas, no «Cárcere do Ser» (de Pessoa)… Vivemos numa prisão — e não há saída porque o cárcere coincide com o Universo inteiro. E, se assim é, para quê as vãs evasões?… No entanto, no interior da prisão, interior quase inacessível, há um lugar mais estranho do que qualquer exterior, e maior do que qualquer intimidade… Se nos quedarmos aí, talvez possa começar o diálogo — e a nossa libertação.

[O que escuta retira um livro muito manuseado da estante que ladeia a janela — o mesmo que durante anos acompanhara o que fala. Começa a folheá-lo.]

O parlatório é o ponto em que os seres aprisionados — as presas da vida que nós somos — se libertam… O homem não está (temporária ou acidentalmente) no parlatório: ele é o parlatório.

[Longa pausa.]

É o lugar do diálogo com o tempo. Do outro lado do parlatório pode até ninguém nos falar, mas haverá sempre alguém à escuta… Algures… A escuta, um certo modo de guardar silêncio, pode libertar o homem. Escutar é deixar que alguém entre em nós pelo vazio — é dar-se (vazio). 
[Diálogo]


Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo


Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo
António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto, Valter Ventura


Textos de Celso Martins, Cláudia Ramos, Luísa Santos, Maria do Mar Fazenda, Sara Antónia Matos, Administração Baía do Tejo SA


ISBN 978-989-8902-06-1 | EAN 9789898902061

Edição: Março de 2018
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 24 cm (brochado, 2 sobrecapas, 1 CD)
Número de páginas: 116 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês


O projecto permitiu a expressão de diversas disciplinas e práticas artísticas, patente ao público numa exposição que abriu à comunidade espaços que habitualmente se encontram inacessíveis, potenciando a transformação do território numa plataforma de processos artísticos.


Da fábrica que desvanece à baía do tejo é um rizoma, um projeto que abarca diferentes camadas e que se desenhou sobre a forma de uma residência artística, uma exposição e um projeto editorial. A nomeação desta estrutura rizomática alude a Francisco de Holanda, que publicou em 1571 Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa, um tratado de urbanismo que pensa a malha urbana e tece propostas de ordenamento do território. Aqui, interessa-nos esse mesmo movimento, o de delimitar um campo de ação e de confluência traçando sobre o mesmo novas proposições, privilegiando os processos de criação e de investigação para a produção de novos discursos e de pensamento.
Ao mesmo tempo, da fábrica que desvanece à baía do tejo foi também o mote lançado aos artistas convidados a intervir no território da antiga CUF, companhia União Fabril, atual Baía do Tejo. António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto e Valter Ventura estiveram em residência artística ao longo de três meses, produzindo obra e criando um discurso pautado por diferentes modos de estar, pensar e agir. Esta residência contou com um atelier comunitário no bairro dos operários e com um campo de investigação que se articulou entre o Museu Industrial da Baía do Tejo, o Centro de Documentação e o território. O resultado foi revelado numa exposição, compreendida entre 13 de setembro e 11 de outubro de 2014. […]
A presente publicação é o último capítulo deste projeto, e não só assume a importante missão de documentar aquilo que fora a instalação compósita na Baía do Tejo, como potencia o encontro entre artistas e autores resultando em mais um espaço de discurso, e configurando-se, também, como um espaço de criação, apresentando cinco novos trabalhos, em diálogo com o lugar, com os quais iniciamos o caminho neste fólio. 
[Cláudia Ramos]