quinta-feira, 16 de maio de 2019

Orunoko ou O Escravo Real I Aphra Behn


Orunoko ou O Escravo Real — Uma história verídica
Aphra Behn

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN 978-989-8833-37-2 EAN 9789898833372
Edição: Março de 2019
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128




Virginia Woolf: «Com um gesto comum, todas as mulheres deviam deixar cair flores sobre o túmulo de Aphra Behn.»


Na época de Aphra Behn (referimo-nos à segunda metade do século XVII) raras mulheres escreviam livros; e as altivas excepções a esta regra eram caucionadas pelo direito à excentricidade de grandes folganças materiais ou por nascimentos nobres, como se percebia nos casos da francesa Madeleine de Scudéry ou da inglesa Margaret Cavendish, duquesa de Newcastle.
Pertence no entanto a Aphra Behn a primeira ousadia feminina, que as memórias registam, a violar o reduto de escritora protegida por uma alta posição social; a fazer da sua escrita modo de vida e fonte exclusiva do seu sustento. Virginia Woolf, […], não se esquece do seu grande exemplo:
«Com Mrs Behn dobramos no nosso caminho uma das mais importantes esquinas. Deixamos para trás, fechadas nos seus parques, no meio dos seus in-folios, essas grandes e solitárias senhoras que escreviam sem público e sem crítica, apenas para o seu isolado prazer. Chegamos à cidade e roçamo-nos pela gente vulgar que anda nas ruas. Mrs Behn era uma mulher da classe média com todas as virtudes plebeias do humor, da vitalidade e da coragem; uma mulher que a morte do seu marido e umas quantas e infelizes aventuras pessoais forçaram a ganhar a vida com as qualidades do espírito. Teve de trabalhar em condições idênticas às dos homens.»
[…]
Orunoko é a sua obra mais perdurável, embora por razões distantes das surpresas que fez ao leitor de 1689. Na altura da sua publicação violava sem pejo as regras centrais do romance barroco, cantor do herói audaz e imaculado que se apaixona pela heroína pura; Mrs Behn manchava-a (a favor da verdade «biográfica») com a sua sujeição às práticas sexuais, secundárias mas degradantes, de um senil erotismo de serralho; misturava a este transtorno o exotismo de um livro de viagens a terras desconhecidas; temperava-o por vezes com uma subtil vontade de conferir-lhe o mesmo registo pícaro que era sua marca nas produções teatrais; e, com frieza de biógrafa, na página final não recuava perante crueldades caucionadas no seu incómodo pela inocência de quem não pode fugir à verdade histórica, mas que subsistem entre as mais violentas de toda a literatura.
[Aníbal Fernandes]

Ameríndias: Performances do cinema indígena no Brasil


Ameríndias: Performances do cinema indígena no Brasil
Ailton Krenak, Alberto Alvares, André Brasil, Aparecida Vilaça, Dominique Tilkin Gallois, Eduardo Viveiros de Castro, Els Lagrou, Estela Vara, Faye Ginsburg, Gilmar Galache, Isael Maxakali, Lauriene Seraguza, Manuela Carneiro da Cunha, Miguel Ribeiro, Pedro Cardim, Rita Natálio, Roberto Romero, Rodrigo Lacerda, Sueli Maxakali, Susana de Matos Viegas

ISBN 978-989-8902-66-5 | EAN 9789898902665

Edição: Março de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 x 24 cm (brochado)
Número de páginas: 236 (a cores)



Estes textos permitem-nos atravessar as práticas de cinema indígena por múltiplos caminhos.



Ameríndias: Performances do cinema indígena no Brasil é um documento realizado em diálogo com a «Mostra Ameríndia: Percursos do cinema indígena no Brasil» [Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Março de 2019], embora seja também uma montagem de textos que nos permitem atravessar as práticas de cinema indígena por múltiplos caminhos.


ed.______ é uma chancela que resulta da colaboração da Sistema Solar com o Teatro Praga. É composta por duas colecções dirigidas por Rita Natálio e André e. Teodósio. A colecção Série divulga o património imaterial das artes performativas contemporâneas. A colecção Sequência organiza-se em livros temáticos, oriundos de diversas disciplinas, que ofereçam uma reflexão sobre sistemas de poder e protesto na actualidade. Pretende-se assim colmatar a ausência, no panorama editorial português, de uma bibliografia regular e consistente dedicada às artes performativas, bem como pensar o mundo e a história com recurso a disciplinas estéticas, filosóficas e políticas.

Eles Passaram Além do Tejo I [Joaquim M. Palma]


Eles Passaram Além do Tejo
As terras e gentes de entre o Tejo e Guadiana vistas por viajantes estrangeiros desde a Idade Média a finais do século XIX

Ahmad ibn Muhammad al-Razi, Anasthasio Franco y Bebrinsaez, Bertha Grey, Duque de Carnarvon [Henry J.G. Herbert], Elizabeth Vassal, George Borrow, Giovanni Battista da Fabriano, Giuseppe Baretti, Hans Christian Andersen, Heinrich Friedrich Link, Henry Shore, James Murphy, John Latouche [pseudónimo], José Cornide y Saavedra, Lovell Badock, Maria Rattazzi, Monsieur M., Robert Southey, Roger Machado, William Beckford, William Dalrymple, William M. Kinsey

Organização, tradução, introdução e notas de Joaquim M. Palma

ISBN 978-989-8902-53-5 | EAN 9789898902535

Edição: Abril de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 15,5 x 21,5 cm (brochado)
Número de páginas: 368



Se quisermos, hoje, conhecer com alguma margem de credibilidade o que era o Portugal dos séculos XVII, XVIII e XIX, teremos obrigatoriamente de consultar os relatos desses viajantes que um dia, movidos pelas mais diversas razões, nos visitaram, analisaram e caracterizaram como povo e país.



A selecção dos viajantes para integrarem este trabalho recaiu sobre vinte e dois estrangeiros que nos pareceu terem contribuído para formar, no fim, um quadro verdadeiramente diversificado de perspectivas sobre um país chamado Portugal e, ao mesmo tempo, constituir-se como um mosaico misterioso preparado para mentes curiosas do século XXI.
[…]
O âmbito geográfico deste trabalho corresponde ao território geralmente designado por Alentejo. A escolha desta região obedece a vários imperativos, entre eles, o facto de o autor nela ter nascido, crescido e vivido a maior parte da sua existência terrena (que, por vontade do destino, ainda não acabou). Se isto não fosse razão suficiente, teria de se acrescentar a intenção de tal pessoa desejar contribuir de alguma forma para o aumento do conhecimento social, histórico e cultural de uma região que os seus pés pisam regularmente há mais de seis décadas.
Naturalmente que os actuais limites administrativos da província não são do agrado de quem se lançou nesta aventura de dar voz a estrangeiros que por aqui passaram; esses limites, na sua opinião, teriam de ser restaurados para uma lógica mais consentânea com a ideia de região natural. Assim, todo o actual processo de divisão foi posto em causa, e recuou-se até ao tempo em que o Alentejo era o espaço além do Tejo; isto é, todo o território da margem esquerda do rio Tejo até às serranias algarvias.
[Joaquim M. Palma]



Joaquim M. Palma nasceu em Vila Viçosa, em 1952. Foi professor do ensino primário durante trinta e dois anos. Publicou duas obras sobre educação ambiental. Faz viagens a sítios onde os turistas não chegam e escreve sobre a beleza e o abandono que atingem pessoas e territórios remotos. Tem alguma poesia publicada em editoras independentes. Presentemente, está a traduzir para português a poesia haiku japonesa. Vive no campo, perto da cidade de Évora.


Almadilha – Ensaios sobre Sophia de Mello Breyner Andresen I Federico Bertolazzi



Almadilha – Ensaios sobre Sophia de Mello Breyner Andresen
Federico Bertolazzi

ISBN 978-989-8902-72-6 | EAN 9789898902726

Edição: Abril de 2019
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 192



Sophia de Mello Breyner Andresen: «Talvez eu vá ficando igual  à almadilha da qual os pescadores dizem ser apenas água.» 


Sophia, por João Cutileiro


A voz de Sophia de Mello Breyner Andresen é uma das mais límpidas da poesia de língua portuguesa. Desde o seu  primeiro livro, Poesia (1944), Sophia mostrou uma pertinaz paixão para a busca de uma linguagem capaz de recuperar a íntima e primordial potência das coisas e da palavra que a possa nomear. A sua busca formal indaga o real na tentativa  de pôr a nu aquela espécie de núcleo da essência que vive na integridade primitiva das coisas. […] para Sophia a poesia,  que ela própria definiu «a minha explicação com o universo», faz-se instrumento de busca ontológica: através da palavra ela pode definir e conhecer as coisas e clarificar a sua relação com elas. Através da palavra, que se quer exacta, essa relação que tem como fundamento o rigor e a intransigência formal, liga-se à verdade e, clarificando e tornando nítido o eixo principal da existência na relação do homem com o mundo, contribui também para a explicação da relação do homem com o homem. […] 
[Federico Bertolazzi





Federico Bertolazzi nasceu em Terni, Itália, em 1973. Doutorado pela Universidade de Lisboa, é professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Roma «Tor Vergata» e responsável científico da Cátedra Agustina Bessa-Luís. Entre os seus estudos destacam-se Noite e Dia da Mesma Luz. Aspectos da Poesia de Eugénio de Andrade (Lisboa, 2010); Con la Notte di Profilo. Brevi saggi su Eugénio de Andrade (Roma, 2011); Por Mares que só Eu Sei. Le canzoni, il teatro, la prosa di Chico Buarque (Roma, 2011). Traduziu e organizou as edições italianas de Luís de Camões, D’Amor sì Dolcemente. Antologia di sonetti (Livorno, 2019); Maria Teresa Horta, Mia Signora di Me (Livorno, 2018); Al Berto, Orto di Incendio (Firenze, 2017); Sophia de Mello Breyner Andresen, Come un Grido Puro (Milano, 2013); David Machado, Lasciate Parlare le Pietre (Roma, 2012); Orlando Ribeiro, Portogallo. Il Mediterraneo e l’Atlantico (Roma, 2012); José Maria Vieira Mendes, Mia moglie (Roma, 2008); Eugénio de Andrade, Dal Mare o da Altra Stella (Roma, 2006); José Cardoso Pires, Gli Scarafaggi (Roma, 2006); Ivo Castro, Storia della Lingua Portoghese (Roma, 2006); Lygia Fagundes Telles, Ragazze (Roma, 2006), entre outros.

Sobreimpressões – Leituras de filmes I José Bértolo


Sobreimpressões – Leituras de filmes
José Bértolo

ISBN 978-989-8902-71-9 | EAN 9789898902719

Edição: Abril de 2019
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 304



José Bértolo: «É […] minha convicção que começa a tornar-se urgente voltar a ler o cinema em função das coordenadas de análise que ele mesmo nos oferece, isto é, dos elementos próprios com os quais se compõe e nos provoca, cativa, e, idealmente, inquieta e incomoda.»


Este livro propõe a análise comparada de um grupo de filmes que, não obstante terem origens geográficas diversas e pertencerem a momentos históricos diferentes, se encontram na partilha de significativos elementos temáticos, narrativos e figurais. Trata-se sobretudo de filmes romanescos e de matriz clássica que, por detrás da lógica da transparência narrativa, ocultam, na verdade, um trabalho complexo e instigante de questionação do próprio cinema enquanto meio de representação e enquanto arte. Para além de contarem histórias de amor e morte, de assombrações e fantasmas, de sonhadores e de metamorfoses físicas e anímicas, os filmes discutidos promovem, quando analisados em conjunto, um pensamento sobre o cinema como algo que se faz na dobra que liga e desliga vida e morte, visível e invisível, real e imaginário, vigília e sonho.




José Bértolo termina o doutoramento no Programa Internacional em Estudos Comparatistas (Universidade de Lisboa, Universidade Católica de Lovaina, Universidade de Bolonha), com uma tese sobre as noções de fantasma e espectralidade em cinema. Enquanto membro do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa, tem desenvolvido investigação nas áreas dos estudos fílmicos e das relações entre o cinema e outras artes, com especial incidência em questões de ficção e narrativa, representação e figuração, ontologia e materialidade das imagens. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, editou A Escrita do Cinema: Ensaios com Clara Rowland (Documenta, 2015), e Morte e Espectralidade nas Artes e na Literatura com Fernando Guerreiro (Húmus, 2019), e é autor de Imagens em Fuga — Os fantasmas de François Truffaut (Documenta, 2016) e Sobreimpressões — Leituras de filmes (Documenta, 2019).

Neoliberalismo, Liberdade, Governo


Neoliberalismo, Liberdade, Governo
Alain de Benoist, Alexandre Franco de Sá, André Barata, António Bento, Carlo Gambescia, Emmanuel Picavet, Helton Adverse, João Carlos Correia, João Rodrigues, José Manuel Santos, Orlando Samões, Ragip Ege

Organização de António Bento e José Manuel Santos

ISBN 978-989-8902-55-9 | EAN 9789898902559

Edição: Abril de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 256

Colecção Ethos e Polis / 7

Com o Grupo de Filosofia Prática



Apesar de um lento, espinhoso e polémico processo de consagração académica, e não obstante a familiaridade da palavra junto do grande público, a verdade é que o termo geral «neoliberalismo», sujeito desde os anos 1930 até aos dias de hoje a todos os tipos de uso e de abuso, está longe de ser unívoco.


Do Colóquio Walter Lippmann (Paris, 1938) à constituição da Mont Pèlerin Society (Suiça, 1947); do ordoliberalismo alemão nascido das cinzas da Segunda Guerra Mundial ao final dos anos 1970 e início dos anos 1980, com a chegada ao poder de Margaret Thatcher no Reino Unido e de Ronald Reagan nos Estados Unidos da América; do diálogo oculto e da luta titânica travada no decorrer do século XX entre John Maynard Keynes e Friedrich A. Hayek por uma definição operativa e normativa da economia contemporânea; dos Chicago Boys aos «novos economistas» europeus; da grande crise financeira de 2008 aos incertos e angustiantes dias de hoje, o termo «neoliberalismo» permanece uma nebulosa conceptual capaz de acolher as tradições mais díspares e as versões mais contraditórias tanto do liberalismo político como do liberalismo económico modernos. Apesar de um lento, espinhoso e polémico processo de consagração académica, e não obstante a familiaridade da palavra junto do grande público, a verdade é que o termo geral «neoliberalismo», sujeito desde os anos 1930 até aos dias de hoje a todos os tipos de uso e de abuso, está longe de ser unívoco. Ao ponto de podermos sem receio afirmar que sob uma falsa unicidade e sob uma ilusória transparência do termo «neoliberalismo» se ocultam afinal «neoliberalismos» vários, com linhagens, tradições, práticas e desenvolvimentos económicos e políticos altamente diferenciados. Esta obra que agora se apresenta ao público, que desde o início se quis científica e não ideológica, nasceu de um colóquio internacional que o Grupo de Filosofia Prática (unidade de ID Labcom.IFP) organizou em Novembro de 2015 na Universidade da Beira Interior. Entre os próprios autores deste livro em primeiro lugar, mas também entre o público e os autores, este encontro científico suscitou na altura um debate vivo e plural, e, espera-se, também clarificador, face aos novos problemas teóricos e aos correspondentes desafios práticos que o prefixo «neo-» veio colocar à actual compreensibilidade e inteligibilidade do conceito de liberalismo.

Frutos e Ossos I Pedro Valdez Cardoso


Frutos e Ossos

Pedro Valdez Cardoso

Texto de Katherine Sirois

ISBN 978-989-8902-75-7 | EAN 9789898902757

Edição: Abril de 2019
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 21 x 28 cm (brochado)
Número de páginas: 80 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês




Sem que lhe falte a meditação melancólica sobre a finitude humana, a extinção e as ruínas, a instalação «Frutos e Ossos» será talvez uma forma indirecta de reflectir sobre a possibilidade de imaginar de novo e de actualizar a esperança e a capacidade de agir no nosso próprio tempo.


Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Frutos e Ossos», realizada na Galeria águas livres 8, em Lisboa, de 11 de Abril a 11 de Maio de 2019.


A presente instalação consiste numa constelação de vários grupos de peças que representam formas orgânicas, naturais e de criação humana — frutos, legumes, vários objectos de uso quotidiano como garrafas, talheres e pratos, e também ossos humanos e de animais. A natureza familiar e muitas vezes botânica dos objectos que compõem a instalação insere-a na tradição pictórica de cenas de mercado e interiores de cozinha, especialmente populares nos Países Baixos durante o século XVII. […] Estas cenas, que geralmente procuravam representar riqueza e abundância ou os meses do ano e o ciclo das estações (e da vida), incorporavam igualmente sugestões eróticas, evocando a fertilidade e certas partes do corpo humano. […]
A representação escultural dos frutos feita por Valdez Cardoso não possui a sensualidade voluptuosa das representações do passado. De facto, tanto o processo da corrupção como o potencial regenerativo que pairava por trás da ameaça da putrefacção desapareceram por completo. […]
Sem que lhe falte a meditação melancólica sobre a finitude humana, a extinção e as ruínas, a instalação «Frutos e Ossos» será talvez uma forma indirecta de reflectir sobre a possibilidade de imaginar de novo e de actualizar a esperança e a capacidade de agir no nosso próprio tempo. Logo, pareceria um convite a repensar e alterar activamente as nossas opções globais enquanto colectivo humano. Em vez de cultivarmos uma ética de desprendimento, como habitualmente defende a antiga disciplina ascética do memento mori, somos antes de mais nada encorajados a renovar o nosso olhar e a respirar outra vez a vida, revigorando a vibrante policromia da sensualidade, convivência e voluptuosidade nas nossas existências interligadas. Estamos certamente a lidar aqui com uma espécie de memento vivere.
[Katherine Sirois]